ARAUCÁRIA
Parque Cachoeira
Área de lazer, com 166.000 m2 inaugurada em 1982, é dividida em três setores: Complexo Esportivo, Museu Tingüi-Cuera e a Aldeia da Solidariedade, uma homenagem aos imigrantes que chegaram em Araucária em 1886, com casas, capelas e paióis preservando os costumes e a religião. No Complexo Esportivo existe um ginásio e campos de futebol, além do lago, onde pode ser praticada a pesca. O Museu guarda objetos antigos e históricos do Município. O Parque também É utilizado para abrigar festas, feiras e promoções culturais e artísticas. Seu acesso é feito pela BR 476, distando meia hora do centro de Curitiba.
ALMIRANTE TAMANDARÉ
Hospital Naturista Oásis Paranaense
Especializado em tratamento de reumatismo, obesidade, diabete, úlcera, problemas respiratórios, nervosos, digestivos, renais, coluna e desintoxicação. O tratamento é feito à base de recursos naturais como: banhos de ervas medicinas, hidroterapia e enfaixe com lama, sauna seca e úmida.
Estância do Lago
Situada em uma área verde de 6 alqueires, a 19 km de Curitiba, sendo especializada no tratamento de obesidade, depressão e stress, funcionando também como estância para repouso com atividades programadas de lazer. Possui piscinas, canchas de esporte e demais equipamentos necessários aos tratamentos físicos e psicológicos.
Recanto dos Capuchinhos
Área de lazer com 3 alqueires de bosques, riachos, churrasqueiras coletivas cobertas e individuais, campos de futebol e quadra de voleibol. A antiga represa que já em 1938 gerava energia elétrica para um seminário próximo, foi adaptada para grandes tanques, onde o banhista pode mergulhar, através de tobogã, em água mineral corrente. O local é aberto ao público, mediante uma taxa de ingresso.
BALSA NOVA - São Luiz do Purunã
Distrito localizado no limite do primeiro e segundo planaltos, a aproximadamente 40 km de Curitiba pela BR 277. Nele, realiza-se anualmente o tradicional Rodeio Crioulo e encontram-se atrações como o Recanto Martinho Rosembach com churrasqueiras cobertas, piscina de concreto com água corrente, play-ground, sanitários e o Monumento do Cristo - idealizado e construído por um casal guarapuavano em agradecimento a uma graça alcançada, sendo que a imagem mede 18,5 m de altura e 13,5 m de largura (braços abertos). Localiza-se na Rodovia do Café, km 46.
Capela de Nossa Senhora da Conceição de Tamanduá
É tombada desde 1970 pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, e em seu entorno possui uma bela área verde, com frondosos pinheiros. É a primeira capela construída na região pelos jesuítas por volta de 1730, sendo que em seu interior existem ainda diversos objetos sacros da época. Todo ano em 8 de dezembro realiza-se a festa em homenagem à Nossa Senhora da Conceição com atividades religiosas e populares. Situa-se na localidade de Tamanduá a 6 km da BR 277 (km 144).
Fazenda Cainã Turismo Rural
Na Fazenda Cainã, as aventuras dos antigos tropeiros em suas andanças pelo histórico Caminho das Tropas, é uma emoção que pode ser revivida atualmente (em trilhas de 18, 38, 50 e 98 km) vislumbrando as paisagens lindíssimas dos Campos Gerais, com seus cânions, quedas d’água, rios, saboreando ainda, um delicioso carneiro, assado no fogo de chão, junto a este verdadeiro espetáculo da natureza.
Recanto Monteiro Tourinho (dos Papagaios)
Construído e inaugurado em 1969, está instalado em uma área de aproximadamente 15.000 m2, às margens da Rodovia BR 277, na divisa entre os municípios de Palmeira e Balsa Nova. Possui área arborizada e gramada, com churrasqueiras, quiosques, bar, vestiários e sanitários. Conta ainda com play-ground e piscina natural, represada pelas águas do rio dos Papagaios, sendo que o local, é adequado para banhos.
Ponte do Rio dos Papagaios
Localizada na BR 277 sobre o rio do mesmo nome. A antiga ponte de pedra foi construída em 1880, por imigrantes alemães, quando da visita do Imperador D. Pedro II ao Paraná. A obra foi tombada pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, sob processo nº 42/773, sendo considerada um monumento da engenharia nacional.
BOCAIÚVA DO SUL
Cachoeirinha
Área rústica de camping e lazer. Embora sem nenhum tipo de infra-estrutura, é muito procurada pelos moradores da região. O local é adjacente à antiga Usina Roncador e sua represa serve como tanque para pescarias. Há ainda uma queda d’água com aproximadamente 115 m que empresta o nome ao local. Situa-se em Cachoeirinha, a 3 km do centro urbano. Acesso pela estrada de Tunas do Paraná.
CAMPINA GRANDE DO SUL - Pico Paraná
Situado na divisa de Campina Grande do Sul com Antonina o acesso ao Pico mais alto do Estado, é feito pela BR 116 (sentido Curitiba - São Paulo) a 50 km de Curitiba, com entrada na Ponte rio Tucum, em um percurso de mais 9 km em estrada ensaibrada. O Pico possui 1962 m, sendo o mais alto do Sul do Brasil.
Represa Capivari Cachoeira
Lago com 12.000 m2 formado pelo represamento dos rios Capivari e Cachoeira com volume de água de 150.000.000 m3, para aproveitamento na Hidrelétrica Governador Parigot de Souza. Possui infra-estrutura com alojamentos e área de camping, o local é usado para pesca amadora de barranco e barco sendo que anualmente a Secretaria do Meio Ambiente promove um concurso de pesca aberta a todos os participantes, na área da Ponte Velha. Representa um grande potencial para prática de esportes como caminhadas, canoagem e montanhismo. Situada na divisa do município de Campina Grande do Sul e Bocaiúva do Sul, ao longo da BR 116.
COLOMBO - Grutas de Bacaetava
É um conjunto de grutas, do qual destacam-se duas: a primeira, inferior, com cerca de 200 m é atravessada longitudinalmente por um córrego, apresentando um grande potencial turístico; a outra, superior que além do interesse turístico, desperta interesse espeleológico com suas milenares formações de calcário (estalactites e estalagmites). Uma ponte de madeira leva até a entrada principal da gruta onde no seu interior se encontra a imagem de Nossa Senhora, sendo que ali terminava as procissões religiosas no começo do século. Localiza-se à 19 km de Curitiba, com acesso pela PR 417, Estrada das Grutas. Tel: (041) 756-3434 (Prefeitura Municipal).
Estância Betânia
Localizada a 22 km de Curitiba, em uma área de 165.000 m2, numa região essencialmente verde, onde o ar puro, bosques e lago predominam.
FAZENDA RIO GRANDE - Parque Verde - Centro Esportivo Ayrton Senna
Na área desapropriada em 1979, foram construídos diversos equipamentos de lazer como churrasqueiras, campos de futebol oficial e suíço, quadra de vôlei, cancha de bocha, lanchonete, salão de eventos, estacionamento, além de um grande lago para a prática de esportes aquáticos, principalmente jet-ski, sendo ali realizadas etapas do campeonato paranaense desta modalidade esportiva. Dista 23 km de Curitiba, pela BR 116 sentido Porto Alegre, km 124. Tel: (041) 827-1257.
PINHAIS - Parque de Exposições Castello Branco
Foi fundado em 1964, sendo administrado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná. Possui uma área de 85 ha e é constituído por pavilhões de animais e para produtos da indústria, estandes comerciais, pistas de apresentação e julgamento de animais, recintos de leilões, restaurantes, lanchonetes, áreas externas para montagem de estandes, palcos de shows, auditórios e estacionamento. Tem como prioridade a realização de eventos agropecuários de indústria, comércio e afins, podendo serem realizados eventos de lazer e cultura. O acesso é feito pela BR 116, km 18.
PIRAQUARA - Mananciais da Serra
É uma Reserva Florestal que possui bosques, grutas, piscinas naturais, play-ground churrasqueiras. Visitas mediante autorização da Companhia de Saneamento do Paraná - Departamento de Superintendência Metropolitana. Dista aproximadamente 40 km de Curitiba, pela Rodovia do Encanamento.
QUATRO BARRAS - Morro do Anhangava
Situado na localidade de Borda do Campo, próximo ao Caminho do Itupava, o Morro do Anhangava possui 1430 m, podendo seu cume ser atingido por uma trilha em meio a densa vegetação. Muito procurado por praticantes de esportes como: vôo livre (asa delta) e paraquedismo (paragliding), trekking e escaladas, sendo que nesta última, o Anhangava é considerado o melhor campo-escola do Brasil. Anualmente realiza-se ali, no dia 1º de maio, romaria e missa em homenagem ao trabalhador, na capela situada quase no cume do mesmo. Dista 11 km do centro de Quatro Barras, sendo que o acesso pode ser feito também por Piraquara.
RIO BRANCO DO SUL - Gruta de Lancinhas
Sua formação deu-se pela ação das águas dissolvendo o calcário. Com um comprimento de 350 m, percorridos pelo ribeirão do mesmo nome, que no seu final transforma-se em cascata, possui inúmeras galerias, sendo que a maior e mais bonita é a Galeria dos Cristais, entre colunas de estalagmites e estalactites. Para uma visita ao seu interior, é necessário o acompanhamento de um espeleólogo ou de uma guia especializado. Localiza-se a 30 km de Curitiba pela PR 092 - Rodovia dos Minérios.
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - Colônia Muricy
Fundada em 6 de junho de 1878, às margens do rio Miringuava, numa área de 2891 ha, por 60 colonos poloneses procedentes da Galícia e Prússia Oriental (região da Cracóvia). Surgiu na terceira etapa da colonização polonesa do Paraná e seus fundadores trouxeram na bagagem, além da vontade de trabalhar a terra e tentar a vida no “novo mundo”, suas tradições, costumes e a religião católica. Além de poloneses, a colônia abriga italianos vindos de Trento e se dedicam principalmente ao plantio de hortifrutigranjeiros, à criação de aves, bovinos e suínos. Além das tradições mantidas na Páscoa e na véspera de Natal, a Colônia realiza em fevereiro a Festa da Colheita.
Represa de Guaricana
Possui um infra-estrutura básica com alojamentos e refeitórios, área de grandes recursos visuais e de potencial para implantação de turismo técnico e ecológico, como observação de aves e para caminhadas em densa vegetação de Mata Atlântica. Área de camping junto ao lago, que serve para a prática de esportes como a pesca amadora e canoagem. Dista 50 km por asfalto pela BR 376 e mais 40 km em estrada ensaibrada.
Las Palmas Golf & Country Club
Um aprazível local nos arredores de Curitiba, em que o principal apelo é o golfe mas onde o hóspede pode desfrutar de inúmeros outros equipamentos esportivos e de lazer como quadras de tênis, basquete, voleibol e futebol suíço.
Pousada Bom Pastor
Uma casa de campo situada em um haras e que foi transformada em pousada, com 6 apartamentos duplos, possuindo um banheiro a cada dois quartos e duas suítes, além de uma cabana com três quartos, onde o hóspede pode desfrutar das atividades normais de um haras com passeios a cavalo.
TIJUCAS DO SUL - Saltinho
Um maravilhoso recanto de 10 alqueires, distando 70 km da capital, em local de fácil acesso pela BR 376. Seu cenário se descortina por entre florestas nativas e flores, quedas d’água, piscinas de água mineral e vegetação exuberante. A atração principal é uma queda d’água de aproximadamente 18 m de altura. Complementando a obra da natureza e para oferecer maior conforto para os visitantes, existe no local, restaurante, piscina natural, lago, além de um conjunto de cabanas cujos telhados em cores fortes, são uma homenagem a fauna e a flora, e em cujos espaços funcionam: o Museu de Arte Sergius Ederlyi e loja de artesanato local. Em Saltinho existe ainda área de camping, churrasqueiras e sanitários. A taxa de ingresso cobrada aos visitantes, reverte para associações beneficentes.
Igreja de Nossa Senhora das Dores
Foi construída por volta de 1960, em estilo basilical. Em seu interior encontra-se uma preciosa coleção de mosaicos em forma de vitrais (43 ao todo) que retratam a vida de Nossa Senhora e a iconografia religiosa, numa obra do pintor Sergius Erdelyi.
La Dolce Vita Hotel de Lazer
Um imenso lago com 210.000 m2 é a grande atração para quem gosta de pescar carpas, black-bass, tambaquis e outros peixes, mediante pagamento de uma taxa.
Represa do Vossoroca
Área freqüentada por pescadores ao longo da BR 376, distando 50 km de Curitiba, nas margens do lago existem também casas de veraneio, construída por seus freqüentadores.
TUNAS DO PARANÁ - Parque Estadual de Campinhos
Com área de 204,49 ha, localiza-se na região montanhosa do Açungui, o primeiro parque criado no Paraná para preservação do patrimônio espeleológico. De indescritível beleza natural, realçada pelas grutas de formação calcária denominadas Conjunto dos Jesuítas, o parque resguarda ainda em seu interior parte da vegetação original da floresta de araucária contendo ainda as seguintes espécies: imbuía, erva-mate, cedro, carvalho brasileiro. Entre as espécies faunísticas destacam-se o cachorro-do-mato, veado, serelepe, gralha-azul, paca e gato-do-mato. O maior atrativo do parque, são as grutas constituídas por quatro níveis de desenvolvimento vertical onde destaca-se uma galeria principal chamada dos Jesuítas com 1208 m de desenvolvimento horizontal e 38 m de desnível e ainda pela gruta das Fadas, Portal Encantado e Abismo das Fadas, um complexo de grande beleza cênica por suas galerias ricamente ornamentadas por espeleotemas (formações calcárias) como estalactites, estalagmites, colunas e grandes cortinas.
Com portal, centro de visitantes, lagos, córregos, churrasqueiras e trilhas interpretativas de até 800 m de extensão, o Parque de Campinhos constitui-se em local de lazer, turismo e educação ambiental. Localiza-se a 63 km de Curitiba, sendo que destes 30 km são asfaltados e 33 em estrada macadamizada. Fechado às segundas-feiras. Tel: (041) 1516.
ANTONINA
Aspectos Econômicos
Até fins de 1970, Antonina sobreviveu quase que inteiramente graças ao Porto, que gerava setenta por cento dos empregos diretos e indiretos.
Atualmente com assistência especializada, possui uma produção agrícola bastante diversificada, inclusive com plantio em larga do café e grandes áreas com o reflorestamento do palmito. A pecuária, principalmente a de gado leiteiro e de bubalinos, encontra-se em grande desenvolvimento, além de pequeno comércio e algumas indústrias como as de conserva, bala de banana e carvão vegetal.
Aspectos Sociais
É uma cidade histórica, notadamente pelo conjunto arquitetônico antigo, ruas estreitas e uma tranqüila população que conserva sua tradições culturais e religiosas. Até o final de 1970 a principal fonte geradora de empregos diretos e indiretos, foi o Porto Barão de Tefé. A população está em torno de 16.773 habitantes.
Aspectos Históricos
O Capitão povoador sesmeiro de Nova Vila (Paranaguá), Gabriel de Lara, concedeu as primeiras sesmarias ao litoral paranaense aos senhores Antonio Leão, Pedro Uzeda e Manuel Duarte, considerados fundadores de Antonina. Segundo Ermelino de Leão. Entretanto, o fundador da Capela de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa (Antonina) foi o Sargento-Mor Manoel do Vale Porto. Em 1714, D. Frei Francisco de São Jerônimo, bispo do Rio de Janeiro, autorizou a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, 12 de setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação da Antonina. Era conhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas. Em agosto de 1797, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe D. Antônio. Em 06 de novembro de 1797, sua sede foi elevada à categoria de Comarca da Província de São Paulo.
Aspectos Geográficos
A área do município de Antonina é de 846 km2. Situa-se na extremidade ocidental da baía de Paranaguá, a 5 m de altitude. O clima apresenta-se quente durante todo o ano, com alto nível pluviométrico.
A temperatura média no verão é de 22º C e no inverno, 18º C. Dista 84 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Rua XV de Novembro, s/n
Tel: (041) 432-1272
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
No ponto mais alto de Antonina, de onde se descortinam a baía, montanhas e parte de Paranaguá, a Igreja Matriz confunde-se com a história da cidade, fundada em 1714. Situa-se no centro da cidade, na Praça Coronel Macedo.
Igreja de São Benedito
De construção secular, suas características coloniais foram alteradas sem serem seguidas normas de restauração. Segundo a tradição, esta igreja era refúgio religioso dos escravos que viam no milagroso Santo, o seu protetor contra a perseguição do homem branco. Está localizada na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa.
Igreja Bom Jesus do Saivá
Monumento histórico do século XVIII, teve sua construção iniciada provavelmente entre os anos de 1789 e 1817, quando a mulher do Capitão-mor da cidade, o ilustre Manoel José Alves, fez promessa de construir uma capela dedicada ao culto do Senhor Bom Jesus se obtivesse a graça de ser curada de uma grave enfermidade. Em virtude do falecimento de seus principais patronos em 1837, a capela não foi concluída, dependendo de outros donativos para o seu término. O monumento religioso foi tombado em 1970 e, completamente restaurado em 1976. Está localizado próximo a Estação Ferroviária, na Praça Carlos Cavalcanti.
Fonte da Carioca
Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969, foi o único meio de abastecimento da cidade, desde 1867 até o final da década de 30. Consta que a fonte recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880, o qual bebeu da fresca e cristalina água, envolta em crenças populares. Está situada no lado esquerdo da Praça Carlos Gomes da Costa e é composta por quatro pequenas torres, um receptáculo de captação da água que ali verte, totalmente coberto e, uma porta de madeira na parte frontal com bonito brasão imperial.
Estação Ferroviária
A Estação Ferroviária de Antonina, terminal ferroviário da Linha Morretes-Antonina, é exemplo vivo da fase áurea do mate, quando Antonina se destacava como 4º porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano de 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio possui bom desenho de arquitetura, com detalhes e requintes, como a cobertura da plataforma de embarque confeccionada em ferro pré-fabricado.
Atualmente abriga o Museu da Estação criado em 21 de julho de 1987, com a finalidade de reunir e conservar obras de arte ou de valor histórico relacionadas à cidade de Antonina, bem como promover exposições temporárias. Localiza-se na Avenida Uruguai, 179.
Sede da Prefeitura Municipal
O prédio que serve de sede à Prefeitura Municipal é uma construção de aspecto centenário, mas data de 1914. Possui uma placa comemorativa do 44º ano de visita do Imperador D. Pedro II à Antonina. No seu interior destacam-se bonitas pinturas a óleo com motivos diversos, entre os quais uma paisagem da baía de Antonina. Está localizada na Rua XV de Novembro.
Theatro Municipal
Construído na segunda metade do século XIX, localiza-se na Rua Carlos Gomes da Costa numa área construída de 630 m2. Remonta à fase áurea da economia de Antonina, de linhas ecléticas ricas em adornos. Consta que o “theatro” teria sido erguido pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875. A Prefeitura adquiriu o espaço no início do século XX.
Praça Coronel Macedo
Antiga Praça da República, foi denominada Coronel Macedo em Homenagem ao ilustre Prefeito que dedicou especial cuidado ao mais antigo e belo logradouro da cidade, que possui em seu entorno, diversos monumentos que provam o esplendor do ciclo da erva-mate. O coreto, o chafariz e algumas árvores raras, como duas canforeiras no extremo da praça, próximas à Igreja de Nossa Senhora do Pilar, são algumas de suas atrações, além do busto em bronze e a carta testamento de Getúlio Vargas.
Praça Romildo Gonçalves Pereira - Feira-Mar
Recanto de onde se descortinam a bela baía antoninense, os baixios, embarcações primitivas e motorizadas e os navios que chegam e partem do ancoradouro, além das serras azuladas que contornam o mar. Possui uma quadra poliesportiva e um busto de bronze de Davi Antonio da Silva Carneiro. A seu lado estão o Mercado Municipal e o Relógio do Sol.
Complexo Industrial Matarazzo
Edificado na primeira década do século XX, em estilo romântico, é composto pelas instalações de moinhos de trigo, casas para funcionários, escola, vila de operários e outros. O conjunto arquitetônico é testemunho de uma fase importante da economia do Estado - o ciclo da erva-mate. Localiza-se junto ao Porto de Antonina, na Avenida Conde Matarazzo.
Prainha
Praia com aproximadamente 200 m de comprimento e 10 m de largura, na baía de Antonina. Possui águas claras e rasas, vegetação rasteira e elevações junto ao mar. O acesso é pela estrada que vai a Ponta da Pita. Possuindo área de lazer, lanchonetes, ancoradouros para barcos pequenos etc. Localiza-se no Bairro Itapema, a 4 km do centro.
Ponta da Pita
Formação rochosa que avança dentro da baía, é um agradável local de lazer, ideal para banhos, pescarias e piqueniques. Localiza-se no Bairro Itapema.
Ponta do Félix
Constitui-se no ponto mais calmo e isolado da região. O enroncamento de quase 500 m foi uma tentativa de se construir no local um cais para exportação de ferro. A obra, porém, não foi levada adiante e o terminal que vai até a passagem do canal serve hoje como área de lazer, sendo um dos locais preferidos pelos pescadores. Localiza-se no Bairro Itapema, a 6 km do centro.
Rio do Nunes
Possui 10 m de largura e seu leito é revestido de pedregulhos e água límpida. Constitui-se em agradável praia fluvial, em área gramada e arborizada, usada para acampamentos e possuindo ainda mesas, bancos, churrasqueiras, bar, vestiário e sanitários. Localiza-se a 16 km de Antonina, no distrito de Cacatú, com acesso pela PR 340.
Pico Paraná
Situado na divisa entre Antonina e Campina Grande do Sul, possui 1962 m, sendo o mais alto do Sul do Brasil. Foi descoberto por Reinhard Maack e conquistado em julho de 1941. Hoje quando já se comemorou o cinqüentenário de sua conquista, o pico faz parte do roteiro dos aficionados pelo montanhismo. Pertence o ponto culminante à Antonina, sendo o seu acesso feito por Campina Grande do Sul.
Parque Estadual Roberto Ribas Lange
Criado em 1994, com área aproximada de 2698.68 ha é parte integrante da Área de Interesse Turístico do Marumbi. O acesso é difícil e as escaladas devem ser acompanhadas por guias especializados. Informações: Tel (041) 322-1611 (Secretaria Estadual do Meio Ambiente).
Bairro Laranjeiras
Caracteriza-se por possuir dois atrativos singulares: a Fonte da Carioca, que abasteceu a cidade de água no período compreendido entre 1867 e 1930, sendo hoje tombada pelo Patrimônio Histórico e a Fonte das Laranjeiras, construção também do século passado e que totalmente restaurada, constitui-se numa atração ligada aos primórdios da cidade. Atingida por caminhos de paralelepípedos, em meio a densa vegetação, situa-se no início da trilha que leva ao Morro da Pedra, de onde descortina-se magnífica vista da cidade.
Bairro Alto
Com seus rios, cachoeiras e densa vegetação, vai se firmando como nova área de lazer e caminhadas ecológicas, não só pelo seu apelo natural, mas pelo interesse histórico, como os vestígios da antiga Usina Cotia, pelo lugar onde teve início a colonização japonesa no Paraná ou ainda pela inúmeras trilhas, como a da Conceição que outrora fazia a ligação entre o local e Apiaí (SP) e cujos trechos remanescentes permitem que se percorra o trajeto entre a Represa do Capivari e o Bairro Alto.
Rafting
Descida em bote inflável pelas corredeiras do rio Cachoeira, com percurso de aproximadamente 3 km, onde pode-se apreciar as belezas naturais, principalmente o Pico Paraná, o mais alto do sul do Brasil. Possuindo de fácil à média dificuldade e duração de 45 minutos, permite a participação de crianças a partir de 10 anos. O inicio do passeio é no Bairro Alto, dentro do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, onde existe toda uma infra-estrutura: vestiários, lanchonete, restaurante, área de camping, quadra de vôlei, churrasqueira, além de atividades como cavalgadas e caminhadas por trilhas ecológicas. O acesso é feito pela Rodovia BR 277 ou pela Estrada da Graciosa, até a entrada de Antonina, depois pela PR 340, até a Usina Parigot de Souza.
Usina Hidrelétrica Parigot de Souza (Capivari-Cachoeira)
Localizada no distrito antoninense de Cacatú, a 35 km do reservatório central situado junto à BR 116, sendo a água conduzida por um gigantesco túnel que atravessa a Serra do Mar. A água captada no reservatório do Rio Capivari deságua no rio Cachoeira, tornando-o bastante caudaloso. As visitas só são feitas mediante autorização da Companhia Paranaense de Energia - Copel através do Departamento de Relações Públicas. O acesso se dá pela PR 340.
Porto Barão de Tefé
Quando do apogeu da erva-mate no Paraná, o Porto de Antonina chegou a ser o quarto do Brasil. A queda na produção do mate e a Segunda Guerra Mundial acabaram por deslocar o centro portuário do Estado para Paranaguá. Por muito tempo, o carvão mineral empregado em nossas indústrias, vindo de Santa Catarina, foi descarregado neste porto, sendo que atualmente encontra-se em funcionamento. Localiza-se na Avenida Conde Matarazzo.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O trabalho artesanal do município consiste no fabrico de pilões de madeira de lei, cestaria em cipó e taquara, além de miniaturas de canoas, violas e outros que são fabricados de uma madeira chamada cacheta. O barreado, originário dos sítios de pescadores do litoral, tem em Antonina sua cidade devota, pois o prepara há mais ou menos dois séculos, seguindo a receita de pessoas antigas descendentes dos caboclos litorâneos.
Fundada em 1975, a Filarmônica Antoninense está incorporada ao folclore da cidade. É de caráter beneficente e destina-se a promover e desenvolver a cultura e a tradição musical, participando em atividades cívicas e integrando a juventude antoninense.
O fandango é conservado nesta cidade com características semelhantes às de todo o litoral, onde tamancos, violas e cantigas fazem desta tradicional dança uma prova de persistência do caboclo litorâneo que não a deixa morrer.
O Bloco Carnavalesco Apinagés, foi fundado em novembro de 1923 pelo marinheiro paraense Benedito Jesus Pereira, segue primitivas tradições indígenas e constitui-se em folclore de Antonina, sendo um dos mais famosos e antigos do Paraná.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal de Turismo e Esporte
Rua XV de Novembro, 150
Tel: (041) 432-1122 - Fax: (041) 432-1567
CAMPO LARGO
Aspectos Econômicos
Destaca-se principalmente na indústria da cerâmica, sendo conhecida como “Capital da Louça e da Cerâmica”. Na agricultura, as culturas de feijão, batata e cebola têm maior importância e na fruticultura destaca-se a produção de maçã, pêssego e uva para fabricação de vinho.
Aspectos Sociais
Campo Largo surgiu pela busca de novos locais de exploração pelos portugueses, que ali iniciaram a criação de gado. Os tropeiros também contribuíram para a formação do Município, bem como os italianos e poloneses. Sua população atual é de aproximadamente 79.434 habitantes.
Aspectos Históricos
Não se sabe ao certo a época em que teve início o desbravamento do território que hoje se constitui o município de Campo Largo. Sabe-se porém, que a primeira pessoa a habitar o local foi o português Coronel Antonio Luiz. Por volta de 1814, o capitão João Antonio da Costa doou terras para que ali se estabelecessem as pessoas que desejassem e em 1816 ofereceu uma imagem de Nossa Senhora da Piedade vinda da Bahia para este pequeno núcleo. Em 20 de dezembro de 1816, com a autorização do Bispo Dom Mateus de São Paulo, foi iniciada a construção da Capela. Em 2 de abril de 1870 foi criado o município de Campo Largo da Piedade, pertencente a Comarca de Curitiba, desmembrando-se oficialmente em 23 de fevereiro de 1871.
Aspectos Geográficos
Localiza-se no Primeiro Planalto, ao longo da BR 277, sendo parte integrante da Região Metropolitana de Curitiba. Possui uma altitude de 956 m acima do nível do mar e ocupa uma área total de 1.192 km2. O clima apresenta-se fresco no verão e com geadas no inverno. Dista 31 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Terminal Intermunicipal e Rodoviário
Rua Rui Barbosa, s/n
Tel: (041) 292-1915
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade
Teve sua construção iniciada a partir da autorização do Bispo Dom Mateus de São Paulo, às custas de esmolas dos fiéis. No dia 11 de agosto de 1832 foi aberto o livro registro de casamentos e batizados, pelo Padre José Joaquim Ribeiro da Silva, o qual foi o primeiro sacerdote a oficiar missa na Igreja dedicada à Padroeira. A pintura interna foi feita por Anacleto Garbaccio, formado pela Escola de Belas Artes de Turim, que residiu em Campo Largo por 18 meses. A igreja possui, desde 12 de junho de 1955, um órgão montado por Aristides Cavaillé nos fins do século passado. Este modelo - do qual encontra-se apenas mais um exemplar em Uberlândia/MG - possui 5 m de altura, 3,12 m de comprimento e 3 m de profundidade. Localizada na Praça Atílio Almeida Barbosa.
Casa da Cultura Dr. José Antonio Puppi
Inaugurada no dia 26 de setembro de 1992, se constitui num memorial histórico-cultural do Município. Possui auditório para 300 pessoas, salão de exposições, oficina de artes etc. Tem por finalidade a promoção de eventos artísticos e culturais, a realização de pesquisas e funciona como um banco de dados. Localiza-se na Rua do Centenário. Tel: (041) 392-2828 Ramal 279.
Parque Histórico do Mate
É um complexo cultural e de lazer com o objetivo de reconstituir o processo tradicional de produção e beneficiamento da erva-mate e sua influência nos hábitos, cultura e economia do Paraná. Como engenho de mate foi construído em meados do século XIX e tombado pela SPHAN em 1984. Sua área é de 302.000 m2 e dela faz parte o lago, churrasqueiras e o Museu do Mate, que ressalta o significado antropológico, histórico, social e econômico do ciclo ervateiro. Situado na localidade de Rondinha. Tel: (041) 292-3939.
Fonte da Saudade
Inaugurada em 27 de setembro de 1882 por Dom Pedro II, quando de sua passagem pela cidade. O chafariz foi reconstruído em 1º de maio de 1965, recebendo a simbólica denominação de Fonte da Saudade. Teve grande importância para a cidade nas épocas de seca.
Praça Atílio Almeida Barbosa
Possui coreto, bancos, frondosas árvores, monumento que homenageia os expedicionários campolarguenses: Constantino Marochi, João Florindo Zanbeti e José Domingues Pereira, o busto do ex-prefeito Almeida Barbosa e a redoma onde encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Piedade vinda da Bahia em 1816.
Praça Getúlio Vargas
Localizada no centro da cidade, possui o antigo Fórum Municipal onde hoje funciona o Departamento de Educação; a primeira Maria Fumaça de Campo Largo.
Fazenda Nossa Senhora da Conceição
Possui 130 alqueires e se destina à produção de leite. É a única fazenda do Paraná que produz o leite tipo A. O gado criado é o holandês. Existe a possibilidade de serem desenvolvidos roteiros técnicos na Fazenda para conhecer as diversas etapas da produção de leite. Localiza-se na Rodovia de Bateias, km 07. Tel: (041) 292-2670.
Aldeia Franciscana
Compreende uma área de 40 alqueires cobertos por espessa vegetação e calmos recantos. É dividida em três áreas distintas: o Centro Esportivo com alojamento e Ginásio de Esportes; o Colégio Bom Jesus onde está localizada a gruta de São Francisco e a área de lazer, onde localizam-se os chalés (10), o lago (pesca e balsa), cancha de bocha, churrasqueiras, restaurante, quadras esportivas e duas piscinas de água natural. Com acesso pela BR 277 ou 376, situa-se na localidade de Rondinha. Tel: (041) 322-2600 / 392-2122 - Ramal 218.
Tempo Verde - Chácara Vivência Experimental
Área de 9,5 ha, com infra-estrutura de alojamento, refeitório, atividades monitoradas e assistência médica, que recebe escolas e visitantes, para acantonamento e colônia de férias, realizando atividades na área de educação ambiental: compostagem, horta, pomar, plantas medicinais, trilhas interpretativas, piscicultura e mostras geológicas. Dista 3 km da sede, na Colônia Mariana. Tel: (041) 322-8667.
Águas Minerais Ouro Fino
Localizada em Bateias, com acesso a partir da BR 277 a 38 km de Curitiba, se constitui numa bela área de lazer de aproximadamente 1.000.000 m2, com estacionamento, play-ground, churrasqueiras, piscinas de água mineral, toboágua, bosques, cascatas e muitas flores, principalmente hortênsias. A água é classificada como mineral alcalina terrosa, com uma temperatura de 19 º C. Visitas mediante autorização.
Capital da Louça
Pela sua condição geológica, com ocorrência de granito e gnaisse, calcário, dolomitos, quartzitos e filitos da era proterozóica, além de terras argilosas próprias para cerâmica, instalaram-se na cidade ao longo da BR 277 ou BR 376 diversas fábricas e lojas de cerâmica, fazendo com que o município fosse conhecido por “Capital da Louça”.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo
Rua do Centenário, 2171
Tel: (041) 392-2828 - Ramal 244 - Fax: (041) 392-2019
CASCAVEL
Aspectos Econômicos
Responsável por 26% do total da produção de grãos do Estado, tem como principais produtos cultivados: soja, trigo, milho, arroz, algodão e feijão, sendo que os três primeiros são os maiores expoentes. Destaca-se ainda na avicultura, bovinocultura, suinocultura e ovinocultura. A indústria acha-se em fase de expansão, principalmente às ligadas ao beneficiamento da produção agropecuária.
Aspectos Sociais
O ciclo da madeira, entre os anos 30 e 40, atraiu grande número de famílias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e em especial colonos poloneses, alemães e italianos, que juntos, formaram a base populacional da cidade. O município conta atualmente com 216.371 habitantes, sendo sua grande maioria residente na área urbana.
Aspectos Históricos
O povoamento do município teve início em março de 1928, quando José Silvério de Oliveira, conhecido como Nhô Jeca, arrendou terras do colono José Elias, o primeiro habitante do povoado denominado Encruzilhada, que mais tarde, provavelmente em 1936, passou a ser chamado de Aparecida dos Portos pertencente a Foz do Iguaçu. Milhares de colonos sulistas migraram para o local quando o ciclo da erva-mate já estava extinto, dedicando-se ao corte da madeira, substituindo árvores por grandes lavouras de cereais e a criação de suínos. Em 1938, já com a denominação de Cascavel, elevou-se a Distrito. A lenda conta, que o nome Cascavel, surgiu por causa de um grupo de colonos que quando ali pernoitavam, foram acordados pelo ruído de um ninho de cobras cascavel. A notícia se espalhou e o local ficou conhecido como simplesmente Cascavel. Em 14 de dezembro de 1952 Cascavel torna-se Município, no auge do ciclo da madeira e das empresas colonizadoras. Hoje é a Capital do Oeste, um dos maiores pólos econômicos do Paraná.
Aspectos Geográficos
Situa-se no Terceiro Planalto do Estado, na região Extremo Oeste Paranaense, com uma altitude média de 800 m e uma área de 2016 km2. Possui clima temperado mesotérmico superúmido com temperatura média anual em torno de 21º C. A temperatura máxima no verão é de 28º C e no inverno, oscila entre 13º C e 15º C, com ocorrência de geadas. A distância da capital é de 514 km.
Infra-estrutura de Acesso
· Aérea
Aeroporto Adalberto Mendes da Silva
BR 277, saída para Foz do Iguaçu
Tel: (045) 224-6145
· Rodoviária
Terminal Rodoviário Drª. Helenise Pereira Tolentino
Avenida Assunção, 1767
Tel: (045) 224-4335 / 224-4002
Catedral Nossa Senhora Aparecida
Em 10 de junho de 1952, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, passando mais tarde a ser Padroeira do Município, através da Lei 201/62, sendo festejada no dia 12 de outubro.
A pedra fundamental data de 1966, sendo que a inauguração deu-se em 6 de outubro de 1974, quando foi feito o transporte solene da Imagem de Nossa Senhora Aparecida. O projeto leva o nome do arquiteto Gustavo Gama Monteiro, sendo que o seu interior possui obras do escultor Dirceu Rosa. O formato da igreja, em leque, representa o Manto e a Coroa de Nossa Senhora Aparecida. O telhado em laje plissada, é formado por 18 gomos de cimento armado sobre 18 colunas. O fundo do altar é ornamentado por um painel dourado com esculturas da Última Ceia e do Cristo Crucificado. Na Praça da Catedral está o monumento em honra a Nossa Senhora Aparecida, inaugurado em 1994, estando a imagem da padroeira apoiada por um pedestal de granito verde, formando um conjunto de duas mãos em posição de oferta. Localiza-se na Avenida Brasil.
Igreja de São Cristóvão
Inaugurada em 1972, a igreja é dedicada a São Cristóvão e festeja seu padroeiro no 2º domingo de agosto. O estilo arquitetônico é bastante arrojado, de linhas leves, proporcionadas inclusive por seus lindos vitrais. No seu interior encontram-se várias peças trabalhadas em madeira, executadas pelo entalhador Dirceu Rosa, tais como: A Via-Sacra, a imagem de São Cristóvão e o Sacrário, que tem o formato de um globo, seguro por uma mão, representando Cristo guiando o mundo. Situa-se na Avenida Brasil, 3300.
Igreja de Santo Antonio
A construção em estilo moderno, é inspirada na Igreja Dom Bosco de Brasília. Foi projetada pelo arquiteto Vítor Hugo Bertolucci, sendo concluída em 1981. Dedicada a Santo Antonio, a igreja tem em sua decoração interna, o ponto alto de seu atrativo, onde destacam-se: a Via-Sacra, a Santíssima Trindade e a imagem de Santo Antonio, esculpidos em madeira, pelo artista plástico cascavelense Dirceu Rosa. Localizada na Avenida Brasil, 7875.
Igreja de São Paulo
Com uma arquitetura de linhas modernas, em seu exterior, foi inaugurada em 1982. É no seu interior, porém, que existem os dois motivos religiosos que mais se destacam: a Via-Sacra e a galeria de pinturas e fotografias. A Via-Sacra é em azulejos policromados, em que cada quadro mede 3,10 m2, sendo as figuras representadas quase em tamanho natural. A pintura das cenas foi reproduzida e ampliada da obra original do artista italiano Vicentini. A galeria, destaca-se por sua originalidade, pois as pinturas e fotografias à cores, em tamanho 30x40 cm, retratam todos os papas, desde São Pedro até o atual, com as datas de início e término dos respectivos pontificados. Situa-se na Rua General Osório, 1298.
Centro Cultural Gilberto Mayer
Ocupa uma área construída de 1100 m2, que abriga o Museu Histórico Celso Formighieri Sperança, sendo integrado ainda por um anfiteatro com 400 lugares; pelo espaço cultural Tito Muffato, situado no hall de entrada; por um espaço para exposições temporárias denominado Guido Viaro; pela sala de danças Ana Botafogo e ainda pela sala Fany Solter e outros espaços ocupados pelas coordenadorias que realizam o trabalho técnico e de apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Encontra-se na Rua Duque de Caxias, 376.
Museu Histórico Celso Formighieri Sperança
O Museu, inaugurado em 26 de setembro de 1976 e revitalizado em 02 de abril de 1996, objetiva preservar e resgatar a memória e o patrimônio histórico regional com material etnográfico e histórico, ligado à origem da região. Com exposições permanentes sobre a evolução urbana do município, personalidades, objetos do ciclo ervateiro e madeireiro, expõe também acervo sobre o tropeirismo e agricultura. Situa-se na Rua Duque de Caxias, 376.
Museu de Arte
Trata-se de um centro de artes visuais para exposições temporárias tanto coletivas como individuais de artistas dos países que integram o Mercosul Cultural. Há também mostra de arte indígena do Brasil e cerâmica popular do Paraguai. Localiza-se na Rua Mato Grosso, 2700.
Casa Dirceu Rosa
A residência e o ateliê do escultor cascavelense Dirceu Rosa é bastante original. Sua fachada é toda trabalhada com motivos de dedos, desde o portão, muros, janelas, portas e móveis que foram entalhados pelo próprio artista, num trabalho que durou quatro anos. Há uma exposição permanente das obras do escultor que usa como matéria-prima o barro, a madeira, o cimento e o bronze. Está situada na Avenida Brasil, 2545.
Praça e Monumento ao Migrante
Denominada Florêncio Galafassi foi construída com a finalidade de homenagear o migrante de Cascavel. O monumento é composto por cinco placas de concreto que convergem para um mesmo ponto elevado central. Cada placa representa uma procedência distinta, significando o desejo comum dos imigrantes: lutar para o desenvolvimento da cidade e da região.
Praça Getúlio Vargas
Foi a primeira praça construída na cidade. Nela, localiza-se o obelisco que representa o marco zero de Cascavel, em torno do qual nasceu e se desenvolveu o município. Localiza-se na Avenida Brasil.
Praça Parigot de Souza
Localiza-se numa área de 12.650 m2 com uma mini-reserva ecológica, composta de frondosos pinheiros, além de abrigar uma bela concha acústica, com palco e anfiteatro para 800 espectadores. Situa-se no Bairro Country Club.
Avenida Brasil
É uma das mais belas e espaçosas avenidas do Paraná. Tem uma extensão de 10.200 m, mantendo 70 m de largura. Inicia-se no trevo das rodovias BR 277, BR 467 e BR 369 e atravessa a cidade, passando pelo centro, no sentido Leste-Oeste. Possui amplos estacionamentos, passeios, canteiros de flores, além de ser bastante arborizada, inclusive com palmeiras de espécies regionais.
Calçadão
Localizado na Avenida Brasil, no centro da cidade, numa área de cinco quadras onde são realizados espetáculos ao ar livre e diversas atividades de lazer. Existem também quiosques que abrigam lanchonetes, revistarias, cafés, sorveterias e a Feira de Artesanato.
Paço das Artes
Projetado pelo arquiteto Nilson Gomes Vieira, o prédio abrigou até 1993 a Prefeitura Municipal. Sofreu restauração e hoje transformado em espaço cultural e artístico onde funcionam: a Biblioteca Pública informatizada e com acesso a Internet, tendo ainda em seu acervo fonoteca e videoteca; Centro de Documentação com centenas de objetos registrados, equipamentos, fotografias históricas e mais de 50.000 imagens entre fotos, negativos, slides, filmes e fitas de vídeo. Localiza-se na Rua Paraná, 2786.
Centro Esportivo Ciro Nardi
Reconhecido como um dos mais bem equipados centros esportivos do Paraná. Possui ginásio de esportes, pista oficial de atletismo, pista de pedestrianismo, duas canchas de tênis, seis canchas polivalentes, seis canchas de bocha, pista de bicicross, uma piscina semi-olímpica e outra infantil, ringue de patinação, parque infantil, alojamento, centro de convivência, núcleo de iniciação desportiva para pessoas portadoras de deficiências, dependências para prática de esportes de mesa, além de restaurante, instalações administrativas e estacionamento. Localiza-se na Rua Barão do Cerro Azul, 484.
Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busato
Possui uma capacidade para abrigar 45.000 espectadores, sendo considerado um dos melhores e mais bonitos do interior do Estado. Está situado na Avenida Chaparral, s/n - Bairro Santo Onofre.
Autódromo Internacional de Cascavel
Apresenta níveis de segurança compatíveis com os melhores autódromos brasileiros. Tem um circuito de 3033 m, pista asfaltada e 55 boxes. Sedia anualmente provas estaduais, nacionais e internacionais, destacando-se as de Fórmula 3, Campeonato Sulamericano, Campeonato Brasileiro, Fórmula Ford, Chevrolet, Stock Car e Fiat. Localiza-se na BR 277, saída para Curitiba.
Kartódromo Municipal de Cascavel
Inaugurado em dezembro de 1992, encontra-se na região do Lago Municipal, conta com uma infra-estrutura para sediar provas de âmbito do Campeonato Brasileiro de Kart com todas as condições de segurança, tais como: pista de 1000 m com traçado seletivo de média - alta velocidade, torre cronometragem, parque de abastecimento e pesagem, 42 boxes fechados, padock com 500 m2, além de lanchonete e estacionamento.
Parque Ecológico Paulo Gorski
Criado em 1988, é uma ampla área de lazer, das mais procuradas pela população local. Com um total de 111,26 ha, assim distribuídos: 55,35 ha de mata nativa, 38 ha de lâmina d’água onde são praticados diversos modalidades de esportes aquáticos, a Festa da Rainha dos Navegantes e outros torneios de pesca e 17,91 ha utilizados pelo zoológico.
No interior do parque encontra-se a antiga Igreja Nossa Senhora de Fátima, originariamente construída no Distrito de São João que foi transladada, restaurada e tombada para se tornar um centro de cultura denominado Igreja do Lago. Outro espaço para apresentações artísticas é a construção em madeira com capacidade para 400 pessoas denominado Teatro do Lago. Possui ainda ciclovia com 3800 m, skatódromo, play-ground, mirante, área para ultraleve, restaurante e estacionamento. Localiza-se no Bairro São Cristóvão.
Parque Municipal Danilo Galafassi - Museu de História Natural
Área de lazer com 17,91 ha que se encontra bem conservada e arborizada, compreendendo um mini-zoológico, o Museu de História Natural - Centro de Educação Ambiental Gralha Azul - inaugurado em 1992, que conta com um bem estruturado acervo formado de animais taxidermizados, rochas, fósseis e peças conservadas em formol. Situa-se a Rua Fortunato Bebber, 2307 - Jardim Nova York.
Parque Vitória
Área de lazer com 139.762 m2 cortada pelo rio das Antas, trilha ecológica e pequeno lago. No local são produzidas mudas para o sistema paisagístico da cidade.
Parque Tarqüínio
Área de lazer com 17.600 m2, possuindo churrasqueiras, quadras polivalentes, campo de futebol, além de uma trilha ecológica com 1500 m de extensão.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal da Cultura e Turismo
Rua Paraná, 2786 Tel: (045) 225-2833 - Fax: (045) 224-3700
CASTRO
Aspectos Econômicos
A atividade agropecuária é bastante expressiva no município, com plantação de soja, milho, feijão, arroz, cenoura, batata, entre outras e possuindo milhares de propriedades rurais, que se dedicam à criação de gado leiteiro, suínos e aves. A bacia leiteira da região é considerada a principal do Brasil em produtividade e qualidade genética com capacidade aproximada de 400.000 litros/dia.
A Sociedade Cooperativa Castrolanda Ltda, mantém um rebanho de gado Holandês PO e PC com alto padrão genético, além da produção e comercialização de grãos e sementes, sendo que esta Cooperativa, juntamente com a CAPAL - Cooperativa Agropecuária Arapoti Ltda e a Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda de Carambeí, fornecem matéria-prima para a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná industrializar os produtos Batavo conhecidos internacionalmente.
Castro também se sobressai na exploração mineral, com a extração de calcário e talco e na indústria gráfica, moveleira, alimentícia, de pincéis e fósforos
Aspectos Sociais
Em 1855, chegaram ao município imigrantes alemães e poloneses, fundando as colônias de Terra Nova e Santa Leopoldina. No início do século, em meados de 1911, chegaram os primeiros holandeses e fundaram a Colônia de Carambeí, e entre 1951 e 1954, com a vinda de mais 50 famílias, fundaram Castrolanda que significa Castro e Holanda. Dedicaram-se a industrialização e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal. Os japoneses chegaram em 1958 e impulsionaram a agricultura através de novas técnicas de plantio e produção. A população do município está em torno de 70.071 habitantes.
Aspectos Históricos
O município tem sua história no tropeirismo. Era ponto obrigatório da passagem das tropas de Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba, em São Paulo. Os tropeiros pernoitavam às margens do rio Iapó, dando origem a primeira denominação do local, Pouso do Iapó. Em 1774, foi elevado à categoria de Freguesia, com a denominação de Freguesia Nova de Sant’Ana do Iapó. Em 1789 tornou-se Vila Nova de Castro, em homenagem a Martinho Mello e Castro, então Secretário dos Negócios Ultramarinos, que muito beneficiou o povo da região.
Com o progresso acelerado, ocorreu a instalação da Comarca, em 1854, não tardando a se tornar Cidade de Castro, no ano de 1857, graças ao empenho do Padre Damaso José Correia junto à Presidência da Província.
Aspectos Geográficos
Sua área é de aproximadamente 2674 km2, e situa-se no Primeiro Planalto, estando a 988 m acima do nível do mar. O clima é subtropical úmido com ocorrência de geadas e ocasionalmente neve. A temperatura média no verão é de 19,9º C e 12,4º C no inverno. A distância da capital é de 159 km.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Rua Dr. Jorge Xavier da Silva, 1125
Tel: (042) 232-1321
Igreja Matriz Nossa Senhora Sant’Ana
A primitiva capela, de barro socado foi construída por escravos em 1704, em honra a Sant’Ana. Em 1769 foi realizada a primeira missa, tendo neste ano sofrido uma reforma. O primeiro pároco, Frei de Santa Teresa de Jesus, chegou dois anos mais tarde em 1771. Passou por diversas outras reformas, sendo que no ano de 1876 foi totalmente concluída, tomando seu aspecto atual. Um ano depois foi construída uma das torres e a segunda, anos mais tarde, no período entre 1945 - 1960. Localiza-se na Praça Getúlio Vargas.
Museu do Tropeiro
Criado pelas leis 13/75 e 71/76, a casa onde foi instalado o museu foi construída no século XVIII pela família Carneiro Lobo. Sua construção é de estuque, de fiel estilo. Pertenceu ao Padre Damaso, que a comprou de Francisco de Deos Martins e sua mulher Victoriana Alves de Nunciação. Em 1912, foi novamente vendida à Balbina Marques Ribas, que deixou por herança a cinco herdeiros. Em 1975, o imóvel pertencia à Leonilda Madureira e foi adquirido, por compra, pela Prefeitura Municipal sendo submetido a restauração mediante orientação do Serviço do Patrimônio Histórico do Estado. Seu acervo conta com aproximadamente 400 peças. Além de retratar a vida do tropeiro, apresenta documentos e objetos históricos, peças sacras, aferições e artesanato. Está localizado na Praça Dr. Getúlio Vargas.
Colônia de Castrolanda
O crescimento da Cooperativa Batavo em Carambeí, possibilitou a vinda de novos colonos para o Paraná, sendo que em 1951, desembarcou no Rio de Janeiro um outro grupo de famílias holandesas. Castro foi o município escolhido e em 5000 ha, às margens do rio Iapó, foi fundada a Colônia de Castrolanda, onde os imigrantes construíram estradas, casas além dos estábulos para os reprodutores bovinos de produção leiteira, o que deu início à Cooperativa Castrolanda, que se desenvolveu apesar de todos os problemas de doenças, falta de assistência e dificuldades para adaptação dos imigrantes ao clima.
Para perpetuar as tradições e reviver a história, a comunidade criou em 1953 o Grupo Folclórico Holandês de Castrolanda, integrado por jovens descendentes, além do Museu dos Imigrantes, criado em novembro de 1991, uma réplica das primeiras residências construídas pelos pioneiros da região, deixada transparecer através dos móveis e objetos doados pelas famílias de Castrolanda, para mostrar este pedaço do Paraná holandês.
No local também são expostos e comercializados artesanato e souvenirs da colônia e da Holanda. Visitas: sextas-feiras - 14h30 -17h30. ou mediante prévia autorização.
Casa da Cultura Emilia Erichsen
Neste edifício em 1862 foi fundado o primeiro jardim de infância do Brasil por Dona Emilia Erichsen. O prédio foi vendido em 01 de agosto de 1905 à Carlos Betenheuser, e posteriormente, em 20 de julho de 1982 foi adquirido para desmembramento e instalações do BANESTADO. Em 16 de agosto de 1982, parte do prédio foi doada ao Município, funcionando hoje como a Casa da Cultura. Localiza-se na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva.
Morro do Cristo
Situa-se num dos pontos mais altos de Castro, e pode ser avistado de todos os lados da cidade e arredores. Sobre ele está uma estátua do Cristo Redentor e um pequeno parque de diversões. Localizado na Rua Coronel Olegário de Macedo.
Rio Iapó
Corta o perímetro urbano e permite a navegabilidade de canoas e lanchas de pequeno porte. Seu leito é sinuoso e bastante piscoso. Encontra-se a 18 km do centro e, nele está a queda do Pulo.
Saltos
O município possui um potencial hídrico representativo e de exuberante beleza, com inúmeros saltos, quedas e corredeiras, onde se destacam a queda do Pulo no rio Iapó, os saltos São João, da Cotia e das Andorinhas e as corredeiras do rio Guararema.
Prainha - Parque Balneário Dr. Libânio Estanislau Cardoso
Praia do rio Iapó, no perímetro urbano e com total infra-estrutura de lazer. É um dos principais balneários fluviais do Paraná e, tornou-se um ponto turístico e de lazer, com cascata d’água, lanchonete, campos de futebol, quadra de esporte, churrasqueira, patinação etc.
Fazenda Capão Alto
A vocação hospitaleira de Castro começou no século XVIII, quando tropeiros que faziam o caminho Viamão-Sorocaba transportando gado encontraram às margens do rio Iapó um pouso seguro. É nesta época, 1704, que se deu a fundação da Fazenda Capão Alto, localizada em terras de sesmaria concedidas a Pedro Taques de Almeida, seus filhos e genros. Por ocasião da morte do patriarca, os direitos da vasta concessão de terras passaram a seus descendentes, ficando Timótio Corrêa de Góes com a gerência das terras localizadas no Capão Alto.
E, 1749, a fazenda foi levada a leilão e arrematada por José de Góes Moraes que, em 1751 teria feito doação ou venda da mesma, aos religiosos de Nossa Senhora de Monte Carmelo. Os carmelitas ali permaneceram por mais de um século como agricultores e criadores de gado. Em meados do século passado os religiosos deixaram a fazenda em quase completo abandono, sendo que seus inúmeros escravos passaram a tomar conta, organizando um quilombo ordeiro e pacífico. Dentro de um sistema de república altamente democrático, os negros do Capão Alto consideravam-se apenas de Nossa Senhora. Diariamente compareciam à capela, onde oravam, e pediam ordens da Virgem. Sempre sob sua inspiração elegiam semanalmente um diretor para orientar o serviço de distribuição de prêmios e sanções, segundo as necessidades. Em 1864, os “escravos carmelitas” foram vendidos para uma firma de São Paulo, mas quando seus donos vieram buscá-los, recusaram-se a sair da fazenda. Iniciou-se uma revolta que só foi dissipada pela intervenção do chefe de polícia de Curitiba.
Em 1870, Bonifácio José Batista, o Barão de Montecarlo, comprou a fazenda, que foi passando para seus herdeiros até chegar à sua neta Evangelina Madureira.
Após 1940 esteve em mãos de dois compradores estranhos à família e em 1979 foi vendida à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná. Suas construções refletem a imagem dos casarões coloniais típicos das fazendas de café. A casa central foi erguida em taipa de pilão, uma das únicas do gênero do Paraná, achando-se tombada como patrimônio pelo Estado.
Fazenda Potreiro Grande
A casa sede de uma fazenda de gado toda construída em pedra é o local aconchegante e rústico onde são recepcionados os visitantes, admiradores da vida no campo e que podem desfrutar de uma área de 1200 ha, incluindo matas nativas, trilhas ecológicas, passeios a cavalo, tanques para pescaria e piscina. Toda a alimentação é preparada com produtos da própria fazenda, como o leite, o pão, os peixes e os legumes. Distante de Curitiba 142 km, o acesso é feito pela BR 376 até Ponta Grossa, pegando a PR 151 por Alagados até o Distrito de Abapã em Castro.
Sítio Santa Olívia
Situado no cânion do Guartelá às margens do rio Iapó possui pousada com acomodações para 12 pessoas, churrasqueiras, trilhas para passeios a pé e a cavalo em meio a exuberante vegetação. Corredeiras com pequenas cascatas e subida ao morro de São Francisco são algumas opções de lazer que juntamente com a pesca das famosas tubaranas ou tabaranas, proporcionam um excelente ambiente para relax.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato local é bastante rico e variado, utilizando como matéria-prima argila, palha de milho, madeira, piri e lã de carneiro.
O prato típico é o “Castropeiro”, uma homenagem aos tropeiros que colonizaram a cidade de Castro. Consiste no feijão tropeiro temperado, carne de gado e de porco, quibebe de abóbora, couve com torresmo acompanhado de pão caseiro.
O folclore manifesta-se através do Grupo Folclórico de Castrolanda formado em 1952 que visa a apresentação de danças típicas tradicionais das diversas regiões da Holanda e do CTG Querência Campeira, que revive o folclore gaúcho.
Informações Turísticas:
Secretaria de Esporte, Turismo e Meio Ambiente
Praça Pedro Kaled, 22 - Tel: (042) 232-4848 - Fax: (042) 232-1750
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domingo, 16 de março de 2008
Ilha do Mel
Ilha do Mel
10/12/2002
Sendo uma Estação Ecológica ou Unidade de Conservação, é administrada pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) que estipula o número de visitantes em 5.000 pessoas. Portanto programe-se antes de viajar pois nos fins de semanas, feriados prolongados e no verão a Ilha costuma lotar.
Este pedacinho do céu fica no Paraná, a duas horas de Curitiba. Para chegar, partindo da capital, você deve ir até Pontal do Sul no litoral e pegar um barco. Em trinta minutos você estará numa ilha em que até pouco mais de dez anos não existia luz elétrica, nem água encanada.
Ilha do Mel
Apresentando uma das mais belas paisagens litorâneas, suas construções históricas remontam ao século XVIII. A Fortaleza da Barra, foi construída em 1767 por ordem do rei de Portugal, D. José I. objetivou proteger não apenas o local, mas o país, uma vez que em Paranaguá está um dos principais portos do Brasil. Em 1850, nesta fortaleza, o “Combate Cormorant” marcou a história de Paranaguá. O vapor de guerra inglês aprisionou três embarcações nacionais em decorrência do tráfico ilícito de escravos, originando a referida batalha. A paisagem que identifica a ilha - o Farol das Conchas, situa-se no Morro das Conchas, e foi construído por ordem de D. Pedro II, cumprindo, desde 1872 até nossos dias, seu objetivo de orientar os navegadores que adentram a baía de Paranaguá.
Estacionamento: Seu carro fica guardadinho no continente (não se preocupe, pois lá tem um lugar especialmente para isso) enquanto você passará dias inesquecíveis em uma ilha distante da agitação.
Um dos 5 ecossistemas costeiros mais complexos do mundo.
História
Em 1938 foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e recentemente passou por restauração afim de receber visitantes e pesquisadores.
Na primeira metade do século XVII, ocorreu a ocupação portuguesa das terras do litoral e primeiro planalto paranaense. Os portugueses estabeleceram-se aqui com os objetivos principais de escravizar indígenas e encontras metais preciosos (BALHANA et al, 1969). O atual Estado do Paraná incluía-se então nas Capitanias de São Vicente e de Santo Amaro, quando depois de constituir uma capitania quase autônoma (de Paranaguá) sob o domínio de Gabriel de Lara passou a fazer parte da Capitania de São Paulo, em 1711 (FIGUEIREDO, 1954).
Os ameríndios carijós ocupavam o litoral paranaense e o sul do Brasil antes da colonização, dominando então desde o litoral de Cananéia em São Paulo até a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul. Os numerosos Sambaquis existentes na ilhas de nosso litoral representam restos da antiga civilização carijó, que habitava locais próximos aos mangues e enseadas, pela existência de muitos peixes, ostras, mariscos e outros alimentos (MARTINS, 1939).
O Episódio Cormorant, praticamente um dos mais relevantes capítulos da história da Ilha do Mel, mas também um dos mais negativos, diante dos conceitos modernos de discriminação e preconceito. Quando surgiram as primeiras leis contra o tráfico de escravos, em 1826 e 1831, Paranaguá se tornou ponto de desembarques clandestinos, convertendo-se num dos maiores centros de contrabando de escravos no Brasil. Desembarcados em Paranaguá, os escravos eram negociados e transportados para outros pontos do Brasil.
Por razões econômicas e políticas, a Inglaterra queria acabar com o tráfico de escravos para o Brasil. Pressionando para estabelecer um acordo internacional, os ingleses, que tinham o poderio marítimo na época, em 1845 criaram uma lei chamada bill Aberdeeen, que autorizava seus navios a perseguir os brasileiros que estivessem transportando negros, mesmo na costa brasileira. Como tal comércio envolvia muito interesses, o tráfico não diminuiu, protegido que se encontrava pelo labirinto que formava o acesso a Paranaguá e a facilidade de para esconder os escravos nas ilhas existentes na baia. Foi assim que em 29 de junho de 1850. O cruzador britânico Cormorant entrou na Baia de Paranaguá para aprisionar navios brasileiros carregados de escravos trazidos da Africa. Tal fato provocou a revolta dos moradores locais, principalmente dos jovens que viam tal ato como invasão e desrespeito, ainda mais estimulados pelos ricos proprietários de naus contrabandistas e ricos negociantes de escravos, o que culminou com a ação do comandante de um nos navios brasileiros, o Astro, o qual, para não ser apanhado pelos ingleses afundou a embarcação com dezenas de negros presos nos porões. Para a população foi o estopim. Jovens acadêmicos e filhos de comerciantes saíram sorrateiramente à noite e dirigiram-se para a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, onde, juntamente com apoio de alguns militares do Forte e mais alguns habitantes de ilhas vizinhas se uniram para preparar um ataque de surpresa e impedir os "invasores" de levar para mar alto as embarcações aprisionadas por crime de tráfico de escravos.O Cormorant já estava saindo da baía, escoltando os barcos que capturara (Dona Ana, Sereia e Campeadora) quando a Fortaleza da Ilha do Mel abriu fogo contra ele. O combate não durou mais do que quinze minutos e o Cormorant conseguiu passar, não sem antes queimar e afundar o Dona Ana e o Sereia, levando consigo somente a galera Campeadora.O combate teve muita repercurssão, pró e contra, mas, de positivo mesmo, aconteceu que, naquele ano, em face ao episódio Cormorant, o governo aprovaria a Lei Euzébio de Queiróz, contra o tráfico de escravos.
A Ilha, divide-se em regiões distintas, conhecidas como Farol, Encantadas, Nova Brasília e Fortaleza.
A praia da Fortaleza é a de maior movimento. Onde se tem uma visão inesquecível das ilhas de Superagüi (onde está o Parque Nacional do Superagüi) e das Peças.
A Fortaleza é o mais antigo ponto de veraneio. Famílias tradicionais de Curitiba e do Litoral foram os primeiros veranistas a desfrutar das delícias da Ilha do Mel. É alí que se encontra a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, construída em inicio de 1766 pela necessidade de proteger a Vila de Paranaguá contra a pirataria e tráfico de escravos. Ainda hoje conserva armamentos da época e no topo do Morro das Baleias está localizado um labirinto de canhões e um mirante, de onde se pode deslumbrar um dos mais belos visuais cênicos da Serra do Mar.
Com praias maravilhosas e próprias para a prática de windsurf e outros esportes náuticos, a Fortaleza é um local muito calmo e tranqüilo, com uma comunidade mais conservadora. Possui pousadas bastante acolhedoras, e é na Fortaleza que está localizado o único hotel existente na Ilha do Mel. Marco histórico da Ilha, a Fortaleza conta em suas páginas o episódio épico do Cormorant, mesclado do forte espírito independente da gente brasileira com o atávico sentido de comércio escravo dos nossos colonizadores.
É na praia ao lado, a das Conchas, que está a paisagem que mais identifica o lugar: o Farol das Conchas. Ele foi construído por ordem de D. Pedro II, e até hoje orienta os navegantes na entrada da Baía de Paranaguá.
Se você gosta de surfar, vai se amarrar na Praia Grande. As ondas podem chegar até 3 metros! Na Praia do Miguel, logo em seguida, por também ser um mar aberto como a Praia Grande, é preciso tomar cuidado ao se banhar.
Em Pontal do Sul, perto do Trapiche (pier) de embarque para a Ilha do Mel existem diversos estacionamentos seguros (murados com segurança dia e noite) que cobram por diária ou semana (em torno de R$ 6,00 p/ dia).
A travessia é feita de barco (não tem ponte) e leva cerca de 25 minutos partindo de Pontal do Sul ( R$ 11.00 ida e volta já incluída a taxa de visitação) e 2 horas de Paranaguá (R$ 16.00 ida e volta). Existe uma contribuição de visitação de R$ 2.00 por pessoa pagas no embarque em Pontal do Sul.
Qualquer tipo de veículo automotor (carro, motocicleta, scooter e até helicóptero - salvo emergências) são terminantemente proibidos na Ilha.
O Farol das Conchas foi construído em 1872 para orientar os navegadores na entrada da Baía de Paranaguá.
Nos Trapiches (piers) de Nova Brasília e Encantadas existem diversos carreteiros (com pequenos carrinhos de mão) que transportam bagagens e carga. Os preços variam entre R$ 15,00 a R$ 25,00, por carreto, dependendo da distância de onde você vai ficar.
A Ilha, tanto na Brasília quanto nas Encantadas, possui pequeno posto de atendimento médico para consultas e exames da comunidade e de pequenas emergências para visitantes.
A grande lenda da Ilha do Mel fica na Praia das Encantadas. O lugar é uma pacata vila de pescadores, onde fica a famosa Gruta das Encantadas. Os moradores contam histórias fantásticas sobre lindas mulheres - as sereias - que encantavam todos que se aproximavam. A crença nas sereias da gruta é tradição na Ilha. Para ir atrás do canto das sereias, vá no sentido oposto. Se você quiser dar uma volta pela parte norte da ilha é preciso ter fôlego. A caminhada dura entre 7 e 8 horas. Não se esqueça de levar comida e protetor solar. A Gruta das Encantadas está envolta em lendas e histórias fantásticas sobre lindas mulheres que encantavam a todos que delas se aproximavam.
A maioria das trilhas são oriundas da Praia do Farol (é o lugar que tem maior infra-estrutura). Dela, você pode partir para conhecer a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres ou a Grutas das Encantadas. Escolhendo a primeira opção, siga em direção ao istmo (a pequena parte de terra que liga as duas ilhas).
Em Encantadas também é possível voltar a Pontal do Sul, onde você pegou a barca para chegar à ilha (são 25 minutos). Tanto nesse cais quanto no do Farol (são cinco minutinhos a mais), as barcas saem de uma em uma hora, das 8 hs às 18 hs.
O que fazer:
A Pé (Trekking)
Trilhas, praias, costões, matas, mangues, morros e outras ilhas são todas alternativas imperdíveis. Se você estiver na área da Brasília e Farol aproveite para visitar o Farol das Conchas e a Fortaleza. Em cerca de 1 hora de caminhada pela praia você conhece a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres que começou a ser construído por volta de 1767. No alto do morro, atrás do forte, existe um mirante com uma vista maravilhosa. Na Ilha das Palmas vai conhecer um verdadeiro paraíso natural. Localizado em frente ao Farol das Conchas na Ilha do Mel.
Ainda na Brasília/Farol você deve visitar a praia do Belo. Por uma trilha no meio da mata, passando por manguezais e muitas orquídeas e bromélias, chega-se a esta belíssima praia ideal pra se apreciar o por do sol. Continuando pela mesma trilha, por cerca de 3kms, chega-se a Praia Grande. Pode-se dar uma esticada até a Praia do Miguel e se ainda estiver disposto até a Praia das Encantadas no mar de fora. Aproveite para conhecer a famosa gruta e a pitoresca Praia das Encantadas no mar de dentro.
Caso você esteja nas Encantadas, faça o caminho para o norte seguindo pelo caminho que passa pela gruta. Prossiga pela Praia do Miguel, Praia Grande, Praia de Fora até o Farol da Conchas. Se estiver bem disposto dê uma esticada até a Fortaleza para conhecer um pouco da história do Brasil.
De Bicicleta.
Todas as opções acima podem ser feitas de bicicleta exceto o trecho entre a Praia do Miguel até as Encantadas e vice-versa. Sempre é bom lembrar que as marés aqui na Ilha são acentuadas portanto informe-se antes de sair pois as praias tendem a diminuir de tamanho na maré cheia. Lembramos que o piso das trilhas nas matas é de areia fofa.
Navegando:
A Ilha do Mel não possui marina ou clube, porém, existem diversas opções de atracação na ilha. Nova Brasília, Fortaleza, Encantadas ou Farol são as alternativas mais freqüentadas e seguras. A utilização de carta náutica é fundamental nesta região devido a pouca profundidade (calado), mudanças dos bancos de areia e marés acentuadas.
Outros lugares e atrativos:
Vá também as praias desertas, como a Praia do Miguel ou a Praia do Belo; vistas deslumbrantes, como na Ponta da Nhá Pina; pequenas ilhas próximas, como a Ilha da Galheta e a Ilha das Palmas; os botos da baía de Paranaguá vistos na Ponta do Cemitério; a exuberante vegetação, em locais selvagens, como a Ponta Oeste, são espaços que ainda estão sendo descobertos pelos visitantes da Ilha.
Porém, por serem lugares onde a natureza ainda está bem preservada, são espaços que devem ser visitados com todo o cuidado, para não destruir nem influir no delicado equilíbrio ecológico que ali existe.
10/12/2002
Sendo uma Estação Ecológica ou Unidade de Conservação, é administrada pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) que estipula o número de visitantes em 5.000 pessoas. Portanto programe-se antes de viajar pois nos fins de semanas, feriados prolongados e no verão a Ilha costuma lotar.
Este pedacinho do céu fica no Paraná, a duas horas de Curitiba. Para chegar, partindo da capital, você deve ir até Pontal do Sul no litoral e pegar um barco. Em trinta minutos você estará numa ilha em que até pouco mais de dez anos não existia luz elétrica, nem água encanada.
Ilha do Mel
Apresentando uma das mais belas paisagens litorâneas, suas construções históricas remontam ao século XVIII. A Fortaleza da Barra, foi construída em 1767 por ordem do rei de Portugal, D. José I. objetivou proteger não apenas o local, mas o país, uma vez que em Paranaguá está um dos principais portos do Brasil. Em 1850, nesta fortaleza, o “Combate Cormorant” marcou a história de Paranaguá. O vapor de guerra inglês aprisionou três embarcações nacionais em decorrência do tráfico ilícito de escravos, originando a referida batalha. A paisagem que identifica a ilha - o Farol das Conchas, situa-se no Morro das Conchas, e foi construído por ordem de D. Pedro II, cumprindo, desde 1872 até nossos dias, seu objetivo de orientar os navegadores que adentram a baía de Paranaguá.
Estacionamento: Seu carro fica guardadinho no continente (não se preocupe, pois lá tem um lugar especialmente para isso) enquanto você passará dias inesquecíveis em uma ilha distante da agitação.
Um dos 5 ecossistemas costeiros mais complexos do mundo.
História
Em 1938 foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e recentemente passou por restauração afim de receber visitantes e pesquisadores.
Na primeira metade do século XVII, ocorreu a ocupação portuguesa das terras do litoral e primeiro planalto paranaense. Os portugueses estabeleceram-se aqui com os objetivos principais de escravizar indígenas e encontras metais preciosos (BALHANA et al, 1969). O atual Estado do Paraná incluía-se então nas Capitanias de São Vicente e de Santo Amaro, quando depois de constituir uma capitania quase autônoma (de Paranaguá) sob o domínio de Gabriel de Lara passou a fazer parte da Capitania de São Paulo, em 1711 (FIGUEIREDO, 1954).
Os ameríndios carijós ocupavam o litoral paranaense e o sul do Brasil antes da colonização, dominando então desde o litoral de Cananéia em São Paulo até a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul. Os numerosos Sambaquis existentes na ilhas de nosso litoral representam restos da antiga civilização carijó, que habitava locais próximos aos mangues e enseadas, pela existência de muitos peixes, ostras, mariscos e outros alimentos (MARTINS, 1939).
O Episódio Cormorant, praticamente um dos mais relevantes capítulos da história da Ilha do Mel, mas também um dos mais negativos, diante dos conceitos modernos de discriminação e preconceito. Quando surgiram as primeiras leis contra o tráfico de escravos, em 1826 e 1831, Paranaguá se tornou ponto de desembarques clandestinos, convertendo-se num dos maiores centros de contrabando de escravos no Brasil. Desembarcados em Paranaguá, os escravos eram negociados e transportados para outros pontos do Brasil.
Por razões econômicas e políticas, a Inglaterra queria acabar com o tráfico de escravos para o Brasil. Pressionando para estabelecer um acordo internacional, os ingleses, que tinham o poderio marítimo na época, em 1845 criaram uma lei chamada bill Aberdeeen, que autorizava seus navios a perseguir os brasileiros que estivessem transportando negros, mesmo na costa brasileira. Como tal comércio envolvia muito interesses, o tráfico não diminuiu, protegido que se encontrava pelo labirinto que formava o acesso a Paranaguá e a facilidade de para esconder os escravos nas ilhas existentes na baia. Foi assim que em 29 de junho de 1850. O cruzador britânico Cormorant entrou na Baia de Paranaguá para aprisionar navios brasileiros carregados de escravos trazidos da Africa. Tal fato provocou a revolta dos moradores locais, principalmente dos jovens que viam tal ato como invasão e desrespeito, ainda mais estimulados pelos ricos proprietários de naus contrabandistas e ricos negociantes de escravos, o que culminou com a ação do comandante de um nos navios brasileiros, o Astro, o qual, para não ser apanhado pelos ingleses afundou a embarcação com dezenas de negros presos nos porões. Para a população foi o estopim. Jovens acadêmicos e filhos de comerciantes saíram sorrateiramente à noite e dirigiram-se para a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, onde, juntamente com apoio de alguns militares do Forte e mais alguns habitantes de ilhas vizinhas se uniram para preparar um ataque de surpresa e impedir os "invasores" de levar para mar alto as embarcações aprisionadas por crime de tráfico de escravos.O Cormorant já estava saindo da baía, escoltando os barcos que capturara (Dona Ana, Sereia e Campeadora) quando a Fortaleza da Ilha do Mel abriu fogo contra ele. O combate não durou mais do que quinze minutos e o Cormorant conseguiu passar, não sem antes queimar e afundar o Dona Ana e o Sereia, levando consigo somente a galera Campeadora.O combate teve muita repercurssão, pró e contra, mas, de positivo mesmo, aconteceu que, naquele ano, em face ao episódio Cormorant, o governo aprovaria a Lei Euzébio de Queiróz, contra o tráfico de escravos.
A Ilha, divide-se em regiões distintas, conhecidas como Farol, Encantadas, Nova Brasília e Fortaleza.
A praia da Fortaleza é a de maior movimento. Onde se tem uma visão inesquecível das ilhas de Superagüi (onde está o Parque Nacional do Superagüi) e das Peças.
A Fortaleza é o mais antigo ponto de veraneio. Famílias tradicionais de Curitiba e do Litoral foram os primeiros veranistas a desfrutar das delícias da Ilha do Mel. É alí que se encontra a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, construída em inicio de 1766 pela necessidade de proteger a Vila de Paranaguá contra a pirataria e tráfico de escravos. Ainda hoje conserva armamentos da época e no topo do Morro das Baleias está localizado um labirinto de canhões e um mirante, de onde se pode deslumbrar um dos mais belos visuais cênicos da Serra do Mar.
Com praias maravilhosas e próprias para a prática de windsurf e outros esportes náuticos, a Fortaleza é um local muito calmo e tranqüilo, com uma comunidade mais conservadora. Possui pousadas bastante acolhedoras, e é na Fortaleza que está localizado o único hotel existente na Ilha do Mel. Marco histórico da Ilha, a Fortaleza conta em suas páginas o episódio épico do Cormorant, mesclado do forte espírito independente da gente brasileira com o atávico sentido de comércio escravo dos nossos colonizadores.
É na praia ao lado, a das Conchas, que está a paisagem que mais identifica o lugar: o Farol das Conchas. Ele foi construído por ordem de D. Pedro II, e até hoje orienta os navegantes na entrada da Baía de Paranaguá.
Se você gosta de surfar, vai se amarrar na Praia Grande. As ondas podem chegar até 3 metros! Na Praia do Miguel, logo em seguida, por também ser um mar aberto como a Praia Grande, é preciso tomar cuidado ao se banhar.
Em Pontal do Sul, perto do Trapiche (pier) de embarque para a Ilha do Mel existem diversos estacionamentos seguros (murados com segurança dia e noite) que cobram por diária ou semana (em torno de R$ 6,00 p/ dia).
A travessia é feita de barco (não tem ponte) e leva cerca de 25 minutos partindo de Pontal do Sul ( R$ 11.00 ida e volta já incluída a taxa de visitação) e 2 horas de Paranaguá (R$ 16.00 ida e volta). Existe uma contribuição de visitação de R$ 2.00 por pessoa pagas no embarque em Pontal do Sul.
Qualquer tipo de veículo automotor (carro, motocicleta, scooter e até helicóptero - salvo emergências) são terminantemente proibidos na Ilha.
O Farol das Conchas foi construído em 1872 para orientar os navegadores na entrada da Baía de Paranaguá.
Nos Trapiches (piers) de Nova Brasília e Encantadas existem diversos carreteiros (com pequenos carrinhos de mão) que transportam bagagens e carga. Os preços variam entre R$ 15,00 a R$ 25,00, por carreto, dependendo da distância de onde você vai ficar.
A Ilha, tanto na Brasília quanto nas Encantadas, possui pequeno posto de atendimento médico para consultas e exames da comunidade e de pequenas emergências para visitantes.
A grande lenda da Ilha do Mel fica na Praia das Encantadas. O lugar é uma pacata vila de pescadores, onde fica a famosa Gruta das Encantadas. Os moradores contam histórias fantásticas sobre lindas mulheres - as sereias - que encantavam todos que se aproximavam. A crença nas sereias da gruta é tradição na Ilha. Para ir atrás do canto das sereias, vá no sentido oposto. Se você quiser dar uma volta pela parte norte da ilha é preciso ter fôlego. A caminhada dura entre 7 e 8 horas. Não se esqueça de levar comida e protetor solar. A Gruta das Encantadas está envolta em lendas e histórias fantásticas sobre lindas mulheres que encantavam a todos que delas se aproximavam.
A maioria das trilhas são oriundas da Praia do Farol (é o lugar que tem maior infra-estrutura). Dela, você pode partir para conhecer a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres ou a Grutas das Encantadas. Escolhendo a primeira opção, siga em direção ao istmo (a pequena parte de terra que liga as duas ilhas).
Em Encantadas também é possível voltar a Pontal do Sul, onde você pegou a barca para chegar à ilha (são 25 minutos). Tanto nesse cais quanto no do Farol (são cinco minutinhos a mais), as barcas saem de uma em uma hora, das 8 hs às 18 hs.
O que fazer:
A Pé (Trekking)
Trilhas, praias, costões, matas, mangues, morros e outras ilhas são todas alternativas imperdíveis. Se você estiver na área da Brasília e Farol aproveite para visitar o Farol das Conchas e a Fortaleza. Em cerca de 1 hora de caminhada pela praia você conhece a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres que começou a ser construído por volta de 1767. No alto do morro, atrás do forte, existe um mirante com uma vista maravilhosa. Na Ilha das Palmas vai conhecer um verdadeiro paraíso natural. Localizado em frente ao Farol das Conchas na Ilha do Mel.
Ainda na Brasília/Farol você deve visitar a praia do Belo. Por uma trilha no meio da mata, passando por manguezais e muitas orquídeas e bromélias, chega-se a esta belíssima praia ideal pra se apreciar o por do sol. Continuando pela mesma trilha, por cerca de 3kms, chega-se a Praia Grande. Pode-se dar uma esticada até a Praia do Miguel e se ainda estiver disposto até a Praia das Encantadas no mar de fora. Aproveite para conhecer a famosa gruta e a pitoresca Praia das Encantadas no mar de dentro.
Caso você esteja nas Encantadas, faça o caminho para o norte seguindo pelo caminho que passa pela gruta. Prossiga pela Praia do Miguel, Praia Grande, Praia de Fora até o Farol da Conchas. Se estiver bem disposto dê uma esticada até a Fortaleza para conhecer um pouco da história do Brasil.
De Bicicleta.
Todas as opções acima podem ser feitas de bicicleta exceto o trecho entre a Praia do Miguel até as Encantadas e vice-versa. Sempre é bom lembrar que as marés aqui na Ilha são acentuadas portanto informe-se antes de sair pois as praias tendem a diminuir de tamanho na maré cheia. Lembramos que o piso das trilhas nas matas é de areia fofa.
Navegando:
A Ilha do Mel não possui marina ou clube, porém, existem diversas opções de atracação na ilha. Nova Brasília, Fortaleza, Encantadas ou Farol são as alternativas mais freqüentadas e seguras. A utilização de carta náutica é fundamental nesta região devido a pouca profundidade (calado), mudanças dos bancos de areia e marés acentuadas.
Outros lugares e atrativos:
Vá também as praias desertas, como a Praia do Miguel ou a Praia do Belo; vistas deslumbrantes, como na Ponta da Nhá Pina; pequenas ilhas próximas, como a Ilha da Galheta e a Ilha das Palmas; os botos da baía de Paranaguá vistos na Ponta do Cemitério; a exuberante vegetação, em locais selvagens, como a Ponta Oeste, são espaços que ainda estão sendo descobertos pelos visitantes da Ilha.
Porém, por serem lugares onde a natureza ainda está bem preservada, são espaços que devem ser visitados com todo o cuidado, para não destruir nem influir no delicado equilíbrio ecológico que ali existe.
Pontal do Paraná
Pontal do Paraná
30/08/2002
Ilha da Cotinga
Quando do início da ocupação do Paraná, os primeiros colonizadores vindos de São Paulo, com a intenção de chegar a Paranaguá, ali se estabeleceram com receio dos índios carijós que dominavam a região. Situada na baía de Paranaguá, é hoje fonte de mistério, onde acham-se inscrições em ruínas e vestígios do início da civilização paranaense. Faz parte da história desta Ilha, antiga sede da primitiva povoação de Paranaguá, o naufrágio do navio pirata francês Boloret, ocorrido em 09 de março de 1718, sendo que muitos afirmam que os piratas lá esconderam o tesouro. Os nativos são índios carijós, que até hoje habitam no cenário onde seus ancestrais nasceram. Em 1677, foi construída uma capela destinada ao culto de Nossa Senhora das Mercês, demolida em 1699, para se erigir a Igreja de São Benedito no continente. Em 1955 foi pedida a reconstrução da antiga ermida, e em 17 de março do mesmo ano realizou-se uma procissão marítima de retorno da antiga imagem de Nossa Senhora das Mercês esculpida em pedra e vinda de Portugal. No ano de 1993 a Ermida foi finalmente reconstruída, sendo sua inauguração no dia 25 de abril. O acesso ao templo é feito através de rústica escada de pedra, formada por aproximadamente 365 degraus, proporcionando uma bela visão da cidade e do mar.
Clique em leia mais e veja sobre a Ilha dos Valadares, 400 km do centro de Paranaguá.:.
Ilha dos Valadares
Situa-se a uma distância de 400 m do centro de Paranaguá numa área de 2,8 km2, à margem direita do rio Itiberê. É habitada por praieiros e pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições como a de ser o palco do fandango paranaense, única dança típica litorânea. Na ilha, também prepara-se o barreado, comida típica do litoral e pratica-se o artesanato, principalmente cestaria e cerâmica objetos utilitários característicos da região. É ligada ao continente por uma passarela para pedestres.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato é de contribuição indígena, com uso de matérias-primas como a madeira, a palha, o barro e as fibras vegetais empregadas na confecção de utensílios domésticos, brinquedos, instrumentos musicais e objetos de adorno. Dentre as técnicas de artesanato nativo destacam-se a cestaria, a cerâmica e o entalhe em madeira, encontrados no Mercado de Artesanato na Rua da Praia. O barreado, prato típico paranaense, tem sua origem nos sítios dos pescadores do litoral, sabendo-se que em Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Guaratuba é preparado há mais ou menos dois séculos. Mais tarde este prato passou a ser consumido pelo caboclo durante o entrudo do carnaval. O nome do prato originou-se da expressão “barrear” a panela com um pirão de cinza e farinha de mandioca para vedar o vapor em seu interior. Compõem o prato, a carne, o toucinho e temperos, sendo um dos mais saborosos do Brasil.
O fandango paranaense é uma reunião de várias danças chamadas “marcas”, que podem ser bailadas e sapateadas. As mulheres encarregam-se da coreografia, os homens batem o sapateado com tamancos e o ritmo é entremeado de palmas. O acompanhamento é feito com duas violas de onze cordas e uma rabeca. O canto é puxado por dois violeiros, ou cantadores, a duas vozes, com textos tradicionais ou improvisados. Na ilha dos Valadares o fandango é conservado com maior expressão pelo Grupo de Fandango do Litoral.
PONTAL DO PARANÁ
Aspectos Econômicos
A economia do município está ligada a pesca, comércio e ao turismo.
Aspectos Sociais
A população fixa é de 9493 habitantes, aumentando consideravelmente na alta temporada.
Aspectos Históricos
Desmembrado de Paranaguá, o município foi criado pela Lei nº 11.252 de 20 de dezembro de 1995 e implantado em 01 de janeiro de 1997, sendo seu primeiro prefeito Hélio Gaissler de Queiroz.
Aspectos Geográficos
Localizado ao nível do mar, possui uma área de 207 km2., limitando-se a Leste com o Oceano Atlântico, ao Sul com o município de Matinhos, ao Oeste e Norte com Paranaguá
Infra-estrutura de Acesso
· Marítima
Terminal de embarque para a Ilha do Mel - Pontal do sul
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Existem 4 pontos de embarque: Praia de Leste, Ipanema, Shangri-lá e Pontal do Sul.
Aspectos Turísticos
Praias
O município possui 23 km de orla marítima, onde situam-se 48 balneários dentre os quais destacam-se: Pontal do Sul, em águas abrigadas, rasas e tranqüilas e Praia de Leste, em mar aberto, com águas agitadas e pouco profundas. Desta forma no sentido norte-sul encontram-se os balneários de: Pontal do Sul, Atami, Barrancos, Shangri-lá, Grajaú, Ipanema, Guarapari, Itapuã, Santa Terezinha, Canoas, Praia de Leste e Monções.
Balneário de Pontal do Sul
Com praias de areia fina e clara, sua vegetação não difere muito dos demais balneários, sendo que ocorre uma larga área de restinga. Suas águas oferecem oportunidade de banhos com segurança. Pontal do Sul, também recebe águas da Baía de Paranaguá onde estão instaladas as marinas e o terminal das barcas que levam à Ilha do Mel.
Balneário de Praia de Leste
Com uma praia de areia branca e águas claras, o balneário é praticamente o início de uma série de outros com as mesmas características. Sua vegetação quase já não pode ser observada nas áreas mais urbanizadas, mas é caracterizada por ser basicamente rasteira sob um substrato de areia fina. Suas águas são constantemente movimentadas oferecendo locais para banhos.
Centro de Estudos do Mar / UFPR
Possui um núcleo de exposições e atividades em educação ambiental, que apresenta vídeo com trabalho de pesquisa desenvolvido pela instituição, além de aquários marinhos e exposição de material botânico, zoológico e geológico da região. Visitas: quartas-feiras - 14h00 - 15h00 - 16h00. Tel: (41) 455-1333 - Fax: (41) 455-1105.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
Frutos do mar se carateriza como um dos pratos principais do município.
Informações Turísticas
Diretoria de Esporte e Turismo
Rua Guaraguaçu, 675 - Praia de Leste
Tel: (041) 458-1144 - Fax: (041) 458-1144
30/08/2002
Ilha da Cotinga
Quando do início da ocupação do Paraná, os primeiros colonizadores vindos de São Paulo, com a intenção de chegar a Paranaguá, ali se estabeleceram com receio dos índios carijós que dominavam a região. Situada na baía de Paranaguá, é hoje fonte de mistério, onde acham-se inscrições em ruínas e vestígios do início da civilização paranaense. Faz parte da história desta Ilha, antiga sede da primitiva povoação de Paranaguá, o naufrágio do navio pirata francês Boloret, ocorrido em 09 de março de 1718, sendo que muitos afirmam que os piratas lá esconderam o tesouro. Os nativos são índios carijós, que até hoje habitam no cenário onde seus ancestrais nasceram. Em 1677, foi construída uma capela destinada ao culto de Nossa Senhora das Mercês, demolida em 1699, para se erigir a Igreja de São Benedito no continente. Em 1955 foi pedida a reconstrução da antiga ermida, e em 17 de março do mesmo ano realizou-se uma procissão marítima de retorno da antiga imagem de Nossa Senhora das Mercês esculpida em pedra e vinda de Portugal. No ano de 1993 a Ermida foi finalmente reconstruída, sendo sua inauguração no dia 25 de abril. O acesso ao templo é feito através de rústica escada de pedra, formada por aproximadamente 365 degraus, proporcionando uma bela visão da cidade e do mar.
Clique em leia mais e veja sobre a Ilha dos Valadares, 400 km do centro de Paranaguá.:.
Ilha dos Valadares
Situa-se a uma distância de 400 m do centro de Paranaguá numa área de 2,8 km2, à margem direita do rio Itiberê. É habitada por praieiros e pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições como a de ser o palco do fandango paranaense, única dança típica litorânea. Na ilha, também prepara-se o barreado, comida típica do litoral e pratica-se o artesanato, principalmente cestaria e cerâmica objetos utilitários característicos da região. É ligada ao continente por uma passarela para pedestres.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato é de contribuição indígena, com uso de matérias-primas como a madeira, a palha, o barro e as fibras vegetais empregadas na confecção de utensílios domésticos, brinquedos, instrumentos musicais e objetos de adorno. Dentre as técnicas de artesanato nativo destacam-se a cestaria, a cerâmica e o entalhe em madeira, encontrados no Mercado de Artesanato na Rua da Praia. O barreado, prato típico paranaense, tem sua origem nos sítios dos pescadores do litoral, sabendo-se que em Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Guaratuba é preparado há mais ou menos dois séculos. Mais tarde este prato passou a ser consumido pelo caboclo durante o entrudo do carnaval. O nome do prato originou-se da expressão “barrear” a panela com um pirão de cinza e farinha de mandioca para vedar o vapor em seu interior. Compõem o prato, a carne, o toucinho e temperos, sendo um dos mais saborosos do Brasil.
O fandango paranaense é uma reunião de várias danças chamadas “marcas”, que podem ser bailadas e sapateadas. As mulheres encarregam-se da coreografia, os homens batem o sapateado com tamancos e o ritmo é entremeado de palmas. O acompanhamento é feito com duas violas de onze cordas e uma rabeca. O canto é puxado por dois violeiros, ou cantadores, a duas vozes, com textos tradicionais ou improvisados. Na ilha dos Valadares o fandango é conservado com maior expressão pelo Grupo de Fandango do Litoral.
PONTAL DO PARANÁ
Aspectos Econômicos
A economia do município está ligada a pesca, comércio e ao turismo.
Aspectos Sociais
A população fixa é de 9493 habitantes, aumentando consideravelmente na alta temporada.
Aspectos Históricos
Desmembrado de Paranaguá, o município foi criado pela Lei nº 11.252 de 20 de dezembro de 1995 e implantado em 01 de janeiro de 1997, sendo seu primeiro prefeito Hélio Gaissler de Queiroz.
Aspectos Geográficos
Localizado ao nível do mar, possui uma área de 207 km2., limitando-se a Leste com o Oceano Atlântico, ao Sul com o município de Matinhos, ao Oeste e Norte com Paranaguá
Infra-estrutura de Acesso
· Marítima
Terminal de embarque para a Ilha do Mel - Pontal do sul
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Existem 4 pontos de embarque: Praia de Leste, Ipanema, Shangri-lá e Pontal do Sul.
Aspectos Turísticos
Praias
O município possui 23 km de orla marítima, onde situam-se 48 balneários dentre os quais destacam-se: Pontal do Sul, em águas abrigadas, rasas e tranqüilas e Praia de Leste, em mar aberto, com águas agitadas e pouco profundas. Desta forma no sentido norte-sul encontram-se os balneários de: Pontal do Sul, Atami, Barrancos, Shangri-lá, Grajaú, Ipanema, Guarapari, Itapuã, Santa Terezinha, Canoas, Praia de Leste e Monções.
Balneário de Pontal do Sul
Com praias de areia fina e clara, sua vegetação não difere muito dos demais balneários, sendo que ocorre uma larga área de restinga. Suas águas oferecem oportunidade de banhos com segurança. Pontal do Sul, também recebe águas da Baía de Paranaguá onde estão instaladas as marinas e o terminal das barcas que levam à Ilha do Mel.
Balneário de Praia de Leste
Com uma praia de areia branca e águas claras, o balneário é praticamente o início de uma série de outros com as mesmas características. Sua vegetação quase já não pode ser observada nas áreas mais urbanizadas, mas é caracterizada por ser basicamente rasteira sob um substrato de areia fina. Suas águas são constantemente movimentadas oferecendo locais para banhos.
Centro de Estudos do Mar / UFPR
Possui um núcleo de exposições e atividades em educação ambiental, que apresenta vídeo com trabalho de pesquisa desenvolvido pela instituição, além de aquários marinhos e exposição de material botânico, zoológico e geológico da região. Visitas: quartas-feiras - 14h00 - 15h00 - 16h00. Tel: (41) 455-1333 - Fax: (41) 455-1105.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
Frutos do mar se carateriza como um dos pratos principais do município.
Informações Turísticas
Diretoria de Esporte e Turismo
Rua Guaraguaçu, 675 - Praia de Leste
Tel: (041) 458-1144 - Fax: (041) 458-1144
Litoral Paranaense
Litoral Paranaense
30/08/2002
ANTONINA
Aspectos Econômicos
Até fins de 1970, Antonina sobreviveu quase que inteiramente graças ao Porto, que gerava setenta por cento dos empregos diretos e indiretos.
Atualmente com assistência especializada, possui uma produção agrícola bastante diversificada, inclusive com plantio em larga do café e grandes áreas com o reflorestamento do palmito. A pecuária, principalmente a de gado leiteiro e de bubalinos, encontra-se em grande desenvolvimento, além de pequeno comércio e algumas indústrias como as de conserva, bala de banana e carvão vegetal.
Aspectos Sociais
É uma cidade histórica, notadamente pelo conjunto arquitetônico antigo, ruas estreitas e uma tranqüila população que conserva sua tradições culturais e religiosas. Até o final de 1970 a principal fonte geradora de empregos diretos e indiretos, foi o Porto Barão de Tefé. A população está em torno de 16.773 habitantes.
Aspectos Históricos
O Capitão povoador sesmeiro de Nova Vila (Paranaguá), Gabriel de Lara, concedeu as primeiras sesmarias ao litoral paranaense aos senhores Antônio Leão, Pedro Uzeda e Manuel Duarte, considerados fundadores de Antonina. Segundo Ermelino de Leão. Entretanto, o fundador da Capela de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa (Antonina) foi o Sargento-Mor Manoel do Vale Porto. Em 1714, D. Frei Francisco de São Jerônimo, bispo do Rio de Janeiro, autorizou a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, 12 de setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação da Antonina. Era conhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas. Em agosto de 1797, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe D. Antônio. Em 06 de novembro de 1797, sua sede foi elevada à categoria de Comarca da Província de São Paulo.
Aspectos Geográficos
A área do município de Antonina é de 846 km2. Situa-se na extremidade ocidental da baía de Paranaguá, a 5 m de altitude. O clima apresenta-se quente durante todo o ano, com alto nível pluviométrico.
A temperatura média no verão é de 22º C e no inverno, 18º C. Dista 84 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Rua XV de Novembro, s/n
Tel: (041) 432-1272
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
No ponto mais alto de Antonina, de onde se descortinam a baía, montanhas e parte de Paranaguá, a Igreja Matriz confunde-se com a história da cidade, fundada em 1714. Situa-se no centro da cidade, na Praça Coronel Macedo.
Igreja de São Benedito
De construção secular, suas características coloniais foram alteradas sem serem seguidas normas de restauração. Segundo a tradição, esta igreja era refúgio religioso dos escravos que viam no milagroso Santo, o seu protetor contra a perseguição do homem branco. Está localizada na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa.
Igreja Bom Jesus do Saivá
Monumento histórico do século XVIII, teve sua construção iniciada provavelmente entre os anos de 1789 e 1817, quando a mulher do Capitão-mor da cidade, o ilustre Manoel José Alves, fez promessa de construir uma capela dedicada ao culto do Senhor Bom Jesus se obtivesse a graça de ser curada de uma grave enfermidade. Em virtude do falecimento de seus principais patronos em 1837, a capela não foi concluída, dependendo de outros donativos para o seu término. O monumento religioso foi tombado em 1970 e, completamente restaurado em 1976. Está localizado próximo a Estação Ferroviária, na Praça Carlos Cavalcanti.
Fonte da Carioca
Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969, foi o único meio de abastecimento da cidade, desde 1867 até o final da década de 30. Consta que a fonte recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880, o qual bebeu da fresca e cristalina água, envolta em crenças populares. Está situada no lado esquerdo da Praça Carlos Gomes da Costa e é composta por quatro pequenas torres, um receptáculo de captação da água que ali verte, totalmente coberto e, uma porta de madeira na parte frontal com bonito brasão imperial.
Estação Ferroviária
A Estação Ferroviária de Antonina, terminal ferroviário da Linha Morretes-Antonina, é exemplo vivo da fase áurea do mate, quando Antonina se destacava como 4º porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano de 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio possui bom desenho de arquitetura, com detalhes e requintes, como a cobertura da plataforma de embarque confeccionada em ferro pré-fabricado.
Atualmente abriga o Museu da Estação criado em 21 de julho de 1987, com a finalidade de reunir e conservar obras de arte ou de valor histórico relacionadas à cidade de Antonina, bem como promover exposições temporárias. Localiza-se na Avenida Uruguai, 179.
Sede da Prefeitura Municipal
O prédio que serve de sede à Prefeitura Municipal é uma construção de aspecto centenário, mas data de 1914. Possui uma placa comemorativa do 44º ano de visita do Imperador D. Pedro II à Antonina. No seu interior destacam-se bonitas pinturas a óleo com motivos diversos, entre os quais uma paisagem da baía de Antonina. Está localizada na Rua XV de Novembro.
Theatro Municipal
Construído na segunda metade do século XIX, localiza-se na Rua Carlos Gomes da Costa numa área construída de 630 m2. Remonta à fase áurea da economia de Antonina, de linhas ecléticas ricas em adornos. Consta que o “theatro” teria sido erguido pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875. A Prefeitura adquiriu o espaço no início do século XX.
Praça Coronel Macedo
Antiga Praça da República, foi denominada Coronel Macedo em Homenagem ao ilustre Prefeito que dedicou especial cuidado ao mais antigo e belo logradouro da cidade, que possui em seu entorno, diversos monumentos que provam o esplendor do ciclo da erva-mate. O coreto, o chafariz e algumas árvores raras, como duas canforeiras no extremo da praça, próximas à Igreja de Nossa Senhora do Pilar, são algumas de suas atrações, além do busto em bronze e a carta testamento de Getúlio Vargas.
Praça Romildo Gonçalves Pereira - Feira-Mar
Recanto de onde se descortinam a bela baía antoninense, os baixios, embarcações primitivas e motorizadas e os navios que chegam e partem do ancoradouro, além das serras azuladas que contornam o mar. Possui uma quadra poliesportiva e um busto de bronze de Davi Antonio da Silva Carneiro. A seu lado estão o Mercado Municipal e o Relógio do Sol.
Complexo Industrial Matarazzo
Edificado na primeira década do século XX, em estilo romântico, é composto pelas instalações de moinhos de trigo, casas para funcionários, escola, vila de operários e outros. O conjunto arquitetônico é testemunho de uma fase importante da economia do Estado - o ciclo da erva-mate. Localiza-se junto ao Porto de Antonina, na Avenida Conde Matarazzo.
Prainha
Praia com aproximadamente 200 m de comprimento e 10 m de largura, na baía de Antonina. Possui águas claras e rasas, vegetação rasteira e elevações junto ao mar. O acesso é pela estrada que vai a Ponta da Pita. Possuindo área de lazer, lanchonetes, ancoradouros para barcos pequenos etc. Localiza-se no Bairro Itapema, a 4 km do centro.
Ponta da Pita
Formação rochosa que avança dentro da baía, é um agradável local de lazer, ideal para banhos, pescarias e piqueniques. Localiza-se no Bairro Itapema.
Ponta do Félix
Constitui-se no ponto mais calmo e isolado da região. O enroncamento de quase 500 m foi uma tentativa de se construir no local um cais para exportação de ferro. A obra, porém, não foi levada adiante e o terminal que vai até a passagem do canal serve hoje como área de lazer, sendo um dos locais preferidos pelos pescadores. Localiza-se no Bairro Itapema, a 6 km do centro.
Rio do Nunes
Possui 10 m de largura e seu leito é revestido de pedregulhos e água límpida. Constitui-se em agradável praia fluvial, em área gramada e arborizada, usada para acampamentos e possuindo ainda mesas, bancos, churrasqueiras, bar, vestiário e sanitários. Localiza-se a 16 km de Antonina, no distrito de Cacatú, com acesso pela PR 340.
Pico Paraná
Situado na divisa entre Antonina e Campina Grande do Sul, possui 1962 m, sendo o mais alto do Sul do Brasil. Foi descoberto por Reinhard Maack e conquistado em julho de 1941. Hoje quando já se comemorou o cinqüentenário de sua conquista, o pico faz parte do roteiro dos aficionados pelo montanhismo. Pertence o ponto culminante à Antonina, sendo o seu acesso feito por Campina Grande do Sul.
Parque Estadual Roberto Ribas Lange
Criado em 1994, com área aproximada de 2698.68 ha é parte integrante da Área de Interesse Turístico do Marumbi. O acesso é difícil e as escaladas devem ser acompanhadas por guias especializados. Informações: Tel (041) 322-1611 (Secretaria Estadual do Meio Ambiente).
Bairro Laranjeiras
Caracteriza-se por possuir dois atrativos singulares: a Fonte da Carioca, que abasteceu a cidade de água no período compreendido entre 1867 e 1930, sendo hoje tombada pelo Patrimônio Histórico e a Fonte das Laranjeiras, construção também do século passado e que totalmente restaurada, constitui-se numa atração ligada aos primórdios da cidade. Atingida por caminhos de paralelepípedos, em meio a densa vegetação, situa-se no início da trilha que leva ao Morro da Pedra, de onde descortina-se magnífica vista da cidade.
Bairro Alto
Com seus rios, cachoeiras e densa vegetação, vai se firmando como nova área de lazer e caminhadas ecológicas, não só pelo seu apelo natural, mas pelo interesse histórico, como os vestígios da antiga Usina Cotia, pelo lugar onde teve início a colonização japonesa no Paraná ou ainda pela inúmeras trilhas, como a da Conceição que outrora fazia a ligação entre o local e Apiaí (SP) e cujos trechos remanescentes permitem que se percorra o trajeto entre a Represa do Capivari e o Bairro Alto.
Rafting
Descida em bote inflável pelas corredeiras do rio Cachoeira, com percurso de aproximadamente 3 km, onde pode-se apreciar as belezas naturais, principalmente o Pico Paraná, o mais alto do sul do Brasil. Possuindo de fácil à média dificuldade e duração de 45 minutos, permite a participação de crianças a partir de 10 anos. O inicio do passeio é no Bairro Alto, dentro do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, onde existe toda uma infra-estrutura: vestiários, lanchonete, restaurante, área de camping, quadra de vôlei, churrasqueira, além de atividades como cavalgadas e caminhadas por trilhas ecológicas. O acesso é feito pela Rodovia BR 277 ou pela Estrada da Graciosa, até a entrada de Antonina, depois pela PR 340, até a Usina Parigot de Souza. Telefax: (041) 332-1446.
Usina Hidrelétrica Parigot de Souza (Capivari-Cachoeira)
Localizada no distrito antoninense de Cacatú, a 35 km do reservatório central situado junto à BR 116, sendo a água conduzida por um gigantesco túnel que atravessa a Serra do Mar. A água captada no reservatório do Rio Capivari deságua no rio Cachoeira, tornando-o bastante caudaloso. As visitas só são feitas mediante autorização da Companhia Paranaense de Energia - Copel através do Departamento de Relações Públicas. O acesso se dá pela PR 340. Tel: (041) 322-3535.
Porto Barão de Tefé
Quando do apogeu da erva-mate no Paraná, o Porto de Antonina chegou a ser o quarto do Brasil. A queda na produção do mate e a Segunda Guerra Mundial acabaram por deslocar o centro portuário do Estado para Paranaguá. Por muito tempo, o carvão mineral empregado em nossas indústrias, vindo de Santa Catarina, foi descarregado neste porto, sendo que atualmente encontra-se em funcionamento. Localiza-se na Avenida Conde Matarazzo. Tel: (041) 432-1448.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O trabalho artesanal do município consiste no fabrico de pilões de madeira de lei, cestaria em cipó e taquara, além de miniaturas de canoas, violas e outros que são fabricados de uma madeira chamada cacheta. O barreado, originário dos sítios de pescadores do litoral, tem em Antonina sua cidade devota, pois o prepara há mais ou menos dois séculos, seguindo a receita de pessoas antigas descendentes dos caboclos litorâneos.
Fundada em 1975, a Filarmônica Antoninense está incorporada ao folclore da cidade. É de caráter beneficente e destina-se a promover e desenvolver a cultura e a tradição musical, participando em atividades cívicas e integrando a juventude antoninense.
O fandango é conservado nesta cidade com características semelhantes às de todo o litoral, onde tamancos, violas e cantigas fazem desta tradicional dança uma prova de persistência do caboclo litorâneo que não a deixa morrer.
O Bloco Carnavalesco Apinagés, foi fundado em novembro de 1923 pelo marinheiro paraense Benedito Jesus Pereira, segue primitivas tradições indígenas e constitui-se em folclore de Antonina, sendo um dos mais famosos e antigos do Paraná.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal de Turismo e Esporte
Rua XV de Novembro, 150
Tel: (041) 432-1122 - Fax: (041) 432-1567
GUARAQUEÇABA
Aspectos Econômicos
Apesar da maneira rudimentar com que ainda é feita, a pesca, é a atividade econômica que sustenta a micro estrutura urbana de Guaraqueçaba.
A agricultura também é praticada, principalmente a fruticultura: laranja, abacaxi e banana, e a rizicultura. Recentemente, começou a ser introduzido no município a criação de búfalos, que aclimataram-se bem à região.
Aspectos Sociais
Os primeiros colonos da região eram suíços-franceses, vindos das margens do lago Leman que fixados em Superagüi deram impulso a agricultura e introduziram seus costumes culturais, que com o tempo diluíram-se na cultura existente. Mais tarde vieram fazendeiros do Norte paranaense. Cabe ressaltar que Guaraqueçaba esteve isolada por terra até 1970. O município conta com 7767 habitantes, que ocupam também as ilhas.
Aspectos Históricos
O município foi colonizado por portugueses em 1545, sendo o primeiro do solo paranaense. Em 1638 - 1646 Gabriel de Lara, o fundador da Capitania de Paranaguá, descobriu uma rica lavra de ouro nas encostas da Serra Negra. Revelado o achado, vieram os mineiros e os aventureiros para explorar os rios socavando o ouro de lavagem em diversos locais. Em seguida chegaram os jesuítas, que fundaram em Superagüi o primitivo núcleo populacional da região. Foi só no século passado, quando Cipriano Custódio de Araújo e José Fernandes Correia construíram uma capela no morro do Quitumbê, que foram surgindo em torno dela as primeiras edificações, formando em pouco tempo o povoado, que foi elevado em 1854 à Freguesia. Sendo em 1880 à Município e em 1938 anexado novamente a Paranaguá como simples distrito. Em 1947 sua autonomia foi restaurada e o Município novamente instalado. Em tupi-guarani, Guaraqueçaba significa lugar de muito guará, uma ave semelhante a uma garça de cor avermelhada, que era abundante na região.
Aspectos Geográficos
Localiza-se a 174 km da capital na região litorânea do Estado, a 10 m do nível do mar, sendo que o clima apresenta-se quente durante todo o ano. Possui uma área de 1916 km2, dentro da qual existem três unidades de conservação: Área de Proteção Ambiental, Estação Ecológica e Parque Nacional.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Rodoviária
Estação Rodoviária
Rua Ararapira, s/n
Tel: (041) 482-1232
· Marítima
Rua da Praia, s/n em frente ao Mercado Municipal
Aspectos Turísticos - Principais Atrações
Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões
Dedicada a Bom Jesus dos Perdões, cujas comemorações acontecem nos dias 5 e 6 de agosto, a igreja foi construída em 1838 em estilo colonial, com grossas paredes de pedra, sendo a primeira construção de Guaraqueçaba. Em seu interior destaca-se o altar em forma de embarcação, cuja base é um peixe esculpido em madeira, uma homenagem aos pescadores da região. Localiza-se na Rua Coronel João Isidoro.
Casario Colonial
Diversos exemplares arquitetônicos do século XIX podem ser observados pelas ruas da cidade, guardando ainda características do estilo colonial. Destaca-se o sobrado que abriga a sede da Estação Ecológica administrada pelo IBAMA onde funciona exposição permanente sobre a história do município retratada através de painéis fotográficos e pinturas do suíço Willian Michaud, que viveu no Superagüi entre 1852-1902.
Mirante da Serra Negra
Localiza-se na rodovia de ligação entre Antonina e Guaraqueçaba, distando 74 km da primeira cidade. O mirante é atingido por uma escadaria com 127 degraus com aproximadamente 30 m de altura, o que permite a visualização da bonita paisagem da baía de Guaraqueçaba e de todo seu entorno.
Ponta do Morretes
Localiza-se no centro da cidade e se constitui em área arborizada, com passarela beirando a baía, constituindo-se em ótimo local para banho.
Morro do Quitumbê
Com uma altura aproximada de 80 m, localiza-se no perímetro urbano da cidade, com acesso ao lado da Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões. Possui uma trilha sinuosa em meio a vegetação nativa, numa extensão de aproximadamente 800 m, que culmina em seu topo proporcionando exuberante vista da baía e da cidade.
Ilhas
Diversas ilhas fazem parte do Município, entre elas as das Peças, Rasa, das Laranjeiras, do Rabelo, Povoca e do Superagüi, sendo que esta reclama o direito histórico de ser o local onde chegaram pela primeira vez no Paraná os portugueses em 1545, achando-se tombada deste 1985 para preservar os seus aspectos históricos e paisagísticos.
Parque Nacional do Superagüi
Criado pelo decreto nº 97.688 de 27 de abril de 1989, possui uma área de 21.400 ha. Englobando a quase totalidade das ilhas do Superagüi e das Peças, excluídas as comunidades de pescadores. Faz parte do complexo estuarino-lagunar integrado por Cananéia, Iguape e Paranaguá, uma das regiões mais importantes do país sob o ponto de vista de sustentação alimentar. Inclui restingas, diversas formas de vegetação, mangues, elevações isoladas, grandes áreas de praias desertas, além de diversas trilhas ecológicas.
Abriga diferentes espécies animais, algumas raras ou em extinção, como o papagaio chauá, o jacaré-de-papo-amarelo, os macacos sauá e mono carvoeiro, além de vegetais como: ipês, jacarandás, caxetas e orquídeas. O acesso é feito via marítima por Paranaguá ou Guaraqueçaba.
Reserva Natural Salto Morato
Inaugurada no dia 08 de fevereiro de 1996, a reserva com 1716 ha, contribui para a preservação permanente da mais importante área de Mata Atlântica contínua de todo o país. Uma indústria de cosméticos Protege a região e a Natureza, sendo proprietária da área, com apoio da TNC (The Nature Conservancy) desde fevereiro de 1994, sendo que em dezembro, o IBAMA a reconheceu como Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Possui centro de visitantes com exposições sobre Floresta Tropical e Mata Atlântica, espaço para cursos, aquário natural, centro de pesquisas, laboratório básico, portal e loja de souvenirs, totalizando 800 m2 de área construída. Apenas 2 % do total da Reserva são acessíveis através de trilhas previamente demarcadas, com painéis interpretativos e sinalização. Os acampamentos são realizados mediante autorização.
A reserva é caracterizada por floresta de rica biodiversidade que abriga número expressivo de espécies animais e vegetais em frágil equilíbrio, existentes graças a abundância de nascentes (somente na área da reserva existem mais de 30). Novas espécies de peixes já foram identificadas e catalogadas; os pássaros representam 45 % de toda avifauna do Paraná. Além disso foram encontradas 127 espécies arbóreas, além de grande variedade de bromélias, orquídeas, epífitas e arbustos.
O nome da reserva é uma referência à sua principal atração, uma queda d’água de 80 m de altura - O Salto do Morato - uma das mais belas paisagens do litoral. Localiza-se a 20 km da sede do município pela PR 405.
Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba
Composta pelos municípios de Guaraqueçaba, Antonina, Paranaguá e Campina Grande do Sul, é área de domínio particular com utilização limitada, objetivando sua proteção uma vez que há fragilidade dos diversos ecossistemas e pela importância ecológica e cultural.
Informações Turísticas
Departamento de Turismo e Meio Ambiente
Rua Major Domingos Nascimento, 46
Tel: (041) 482-1222 - Fax: (041) 482-1223
Sede da Estação Ecológica - IBAMA
Rua Dr. Ramos Figueira, 3
Tel: (041) 482-1262
GUARATUBA
Aspectos Econômicos
A pesca, ainda artesanal, a agricultura e o turismo constituem a base de desenvolvimento de Guaratuba. São cultivados o milho, a mandioca, a cana-de-açúcar, o arroz, a banana, a laranja etc. O turismo é incrementado em época de alta temporada, quando restaurantes, bares, lanchonetes, sorveterias e hotéis são procurados pela população flutuante.
Aspectos Sociais
A população guaratubana, em torno de 21.014 habitantes é constituída em sua maioria por descendentes de portugueses com caboclos. Nos meses de alta temporada nota-se um significativo acréscimo, chegando a 800.000 habitantes.
Aspectos Históricos
A 5 de dezembro de 1765, D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, Morgado de Mateus, ordenou a Afonso Botelho de Sampaio e Souza que fundasse um povoado na enseada de Guaratuba, que a fim de bem executar sua tarefa, reuniu duzentos casais e transferiu-os para o referido local, dando-lhes as ferramentas necessárias e demarcando-lhes as terras, de acordo com as necessidades de cada um.
A 13 de maio de 1768, D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão mandou construir uma igreja neste novo povoado e, a 29 de abril de 1771, foi celebrada a primeira missa, oficiada pelo pároco Bento Gonçalves Cordeiro e ajudada pelos padres Frei João Santana Flores e Francisco Borges. Nesta mesma data este povoado foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Vila São Luiz de Guaratuba da Marinha.
A 10 de outubro de 1947, foi dada autonomia ao Município, sendo instalado oficialmente em 27 de outubro do mesmo ano.
Guaratuba em tupi significa “muitos guarás”, pássaro vermelho vivo, que existia em abundância no litoral do Paraná.
Aspectos Geográficos
Localiza-se no litoral paranaense, com 6 m de altitude em área de 1289 km2. O clima é quente durante o ano todo, sendo que a temperatura média no mês mais quente é de 30° C e no mês mais frio é 20° C. Conta 22 km de praias e situa-se a 119 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Avenida Damião Botelho de Souza, s/n
Tel: (041) 472-1035
· Marítima
Porto de Passagem para Caiobá (balsas e ferry-boats)
Tel: (041) 442-1272
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso
Construída por volta de 1768 pelos escravos, é uma obra colonial em alvenaria, de exterior bastante simples. Internamente é ornada por um retábulo discreto, provavelmente do século passado. Possui a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso - Padroeira da Cidade - esculpida em madeira policromada. O prédio foi tombado e restaurado em 1972 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Localiza-se na Praça Coronel Alexandre Mafra.
Praça Coronel Alexandre da Silva Mafra
Antiga Praça da Matriz que leva o nome daquele que por mais de uma vez foi prefeito do Município. É ladeada por diversas construções coloniais remanescentes, e desempenha importante papel social na cidade. Possui frondosas árvores, bancos, lojas comerciais ao seu redor. Realiza-se ali também, a Feira de Artesanato.
Morro do Brejatuba
A localidade é mais conhecida por Morro do Cristo, pois em seu cume está a imagem de Cristo Redentor com um dos braços abertos apontando para a entrada da barra e o outro com a mão no coração. A imagem foi doada ao município em 1952 pela família João Cândido Ferreira. O acesso ao cume do Morro é feito por uma escadaria de cimento, com 197 degraus. Localiza-se ali também, a torre repetidora da TV Paranaense e o reservatório da SANEPAR. Se constitui em mirante natural e está na Praia do Brejatuba.
Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Encontra-se no morro Espia Barco, onde existem algumas bicas, que até 1974, serviam para abastecimento da cidade. Possui uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes e, diversas placas no local atestam as graças alcançadas por fiéis. Hoje, acha-se revitalizada como atrativo turístico.
Colônia de Piçarras
Situada na entrada da baía de Guaratuba, surgiu há mais de 50 anos quando um grupo de pescadores vindos de Imbituba/SC lá se instalaram. Na época era o melhor lugar para montar uma base de pesca. São fabricadas artesanalmente redes de arrastão e seus moradores continuam praticando a pesca. A colônia é vista durante a travessia de ferry-boat e abriga pequenos estaleiros e a Companhia de Pesca do Paraná.
Baía de Guaratuba
É a segunda maior depois da baía de Paranaguá e permite através do uso de ferry-boat, o acesso ao Balneário de Guaratuba, transportando veículos e passageiros. Durante o transcurso, pode-se observar a maioria de suas ilhas que conservam os aspectos naturais, como a do Capim e da Sepultura. Compõem ainda o cenário, pequenas praias e a própria baía, com seus iates, caiaques, barcos, lanchas e jet-ski.
Praias
Guaratuba possui grande extensão de praias, sendo algumas ainda em região pouco povoada, como as dos Balneários Nereidas e Coroados e a Barra do Saí, localizadas em mar aberto com águas profundas e agitadas. Brejatuba, do Prosdócimo, Central e do Cristo são as mais procuradas e suas águas são de pouca profundidade e tranqüilas. Sobressai-se ainda a pitoresca Praia das Caieiras, com sua colônia de pescadores, próxima ao atracadouro do ferry-boat, ideal para a prática do wind-surf e hobie-cat e a Prainha, do outro lado da baía.
Pedras das Caieiras
Conjunto geológico na ponta do morro do Espia Barco quando este se encontra com o mar, criando uma cortina natural entre a pitoresca Praia das Caieiras e a do Prosdócimo. Das pedras pode-se apreciar a Prainha no outro lado do ferry-boat e observar partes remanescentes do vapor São Paulo que encalhou no dia 26 de novembro de 1868, com 600 pessoas a bordo que retornavam da Guerra do Paraguai.
Prainha
Pitoresca praia que tem início na Ponta do Caiobá e se estende até a entrada da barra de Guaratuba. Praia mansa de onde avista-se toda Guaratuba, antes da travessia da baía. Está praticamente encravada no morro da Passagem.
Ilhas
A baía de Guaratuba está pontilhada de ilhas que conservam os seus aspectos naturais intactos, ora cobertas de mangues, ora de vegetação mais espessa, ou ainda, como a ilha do Capim, conhecida anteriormente pelo nome de Guará por ser a preferida para o pouso de aves do mesmo nome. Na ilha oceânica do Itacolomi a pesca é farta e abundante e o local é propício para a caça submarina. Na ilha do Saí foi erguido o marco divisor entre o Paraná e Santa Catarina.
Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaratuba
Composta pelos municípios de Guaratuba, Matinhos, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Morretes, engloba porções da Floresta Mata Atlântica, várzeas, mangues, lagoas e parte da baía, incluindo as ilhas de Capinzal, Araçá, Veiga e Sepultura. É área de domínio particular com utilização restrita, devido a fragilidade de seus ecossistemas e por sua importância ecológica. Tel: (041) 422-8233
Portal do Paraná
Localizado na BR 376 (sentido Curitiba) a 2 km do marco divisório entre os Estados do Paraná e Santa Catarina, na localidade de Pedra Branca do Araraquara, o Portal do Paraná foi inaugurado no dia 30 de setembro de 1996, com a presença do Governador Jaime Lerner e do então Ministro dos Transportes, juntamente com os últimos quilômetros duplicados da BR 376, entregues ao tráfego.
Do conjunto de equipamentos que fazem parte do recanto, constam: portal de troncos de eucaliptos, churrasqueiras, deck e ponte pênsil, sobre o rio São João que passa pelo local, além de lago e caminhos internos.
Terminal Turístico de Massa
Rua Centenário, 605 - Praia do Brejatuba
Tel: (041) 443-1950
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato de Guaratuba, como em quase todo o litoral paranaense, utiliza diferentes matérias-primas como o cipó-imbé, taquara, tipiti, raiz de figueira, timbopeva, urucurana e barro.
As peças confeccionadas são em sua grande maioria utilitárias, sendo que na Colônia de Piçarras podem ser encontradas redes para arrastão.
Como festa tradicional destacam-se a Festa do Divino, a Festa do Pescador e o Festival do Camarão.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal do Esporte e Turismo
Ginásio de Esportes Governador José Richa
Rua José Nicolau Abagge, 1300
Tel: (041) 472-1289 - Fax: (041) 472-1289
MATINHOS
Aspectos Econômicos
Possui como atividades econômicas o turismo, a pesca artesanal, a agricultura, a pecuária e a indústria, principalmente da construção civil. Em época de alta temporada, quando restaurantes, lanchonetes, sorveterias, bares e hotéis são procurados pela população flutuante, a atividade turística é incrementada.
Aspectos Sociais
A população é miscigenada, formada por descendentes dos índios carijós, portugueses, italianos, alemães e outros. Apresenta uma estrutura social particular, devido às características da formação de sua população fixa e sazonal, em relação aos veranistas e turistas (recebendo aproximadamente 500.000 pessoas) que afluem ao litoral nas temporadas de verão e nos feriados. Possui 15.174 habitantes.
Aspectos Históricos
A colonização de Matinhos começou em meados de século XIX, quando os índios carijós habitavam o litoral paranaense, descoberto em 1820 pelo francês Augusto de Saint’Hilaire. Sua primeira denominação foi Matinho, nome de um rio existente no município, e seus colonizadores iniciais foram os portugueses e italianos, que fundaram colônias agrícolas. Em 1927, foi inaugurada a Estrada do Mar, ligando Paranaguá a Praia de Leste, que trouxe diversas famílias, em sua maioria alemãs, fixadas em Matinhos, entre elas a de Augusto Blitzkow, responsável por um plano de urbanização para Caiobá. Em agosto de 1931, a região recebeu a visita do Presidente do Paraná, Carlos Cavalcanti, que foi de Paranaguá a Caiobá de carroça pela praia. Em 27 de janeiro de 1951, de acordo com a Lei nº 613, Matinhos foi elevada à categoria de Distrito pertencente a Paranaguá, e à categoria de Município, a 12 de outubro de 1967, desmembrando-se de Paranaguá.
Aspectos Geográficos
Localizado no litoral paranaense, a 3 m de altitude, com uma área de 215 km2. O clima é quente durante o ano todo e a temperatura média no verão é de 22º C e 18º C no inverno. Situa-se a 111 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Praça São Pedro, s/n
Tel: (041) 453-1313
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja Matriz de São Pedro
Pequena igreja localizada no centro do município, de linhas arquitetônicas simples. Dado ao crescente número de fiéis, próximo da antiga igreja foi construída uma outra, grande e moderna, também de linhas simples. Sua devoção é por São Pedro, Padroeiro dos pescadores, cuja comemoração é no dia 29 de junho. Localiza-se na Rua Albano Müller.
Museu Ecológico Municipal
Situado na Praça São Pedro, numa edificação construída entre os anos de 1938 e 1944, a qual durante muitos anos abrigou a Igreja Matriz de São Pedro. Se constitui no único bem histórico que rememora aos primórdios do município, tombado desde 1987. Em seu interior, além de peças do ambiente marinho e terrestre, há uma pintura em mural do suíço Paulo Kohl. O acervo é composto por coleções de conchas raras, corais, esponjas, crustáceos, animais marinhos, além da fauna proveniente da Mata Atlântica. Há também mostra de um sambaqui e peças oriundas de outros países.
Praias
Vários balneários compõem o Município de Matinhos, entre eles encontram-se: Corais, Jussara, Gaivotas, Iracema, Guacyara, Currais, Iparacaí, Betaras, Solimar, Marajó, Saint Etiene, Flórida, Riviera I e II, Flamingo, além da praia de Matinhos, situada na própria sede do município, com águas agitadas e pouco profundas e escassez de vegetação. A beira-mar localiza-se um mirante, construído sobre uma formação rochosa do qual se tem uma visão panorâmica do aglomerado urbano de Matinhos e de todas as praias e balneários do norte do município.
A praia de Caiobá pode ser dividida em praia Brava, localizada numa enseada, com águas agitadas e rasas e a praia Mansa, também em uma enseada, com águas calmas e rasas, em local de grande beleza cênica. Dela atinge-se a Prainha e a Ilha das Tartarugas.
Morro do Escalvado
Também conhecido por Morro da Cruz ou da Margarida possui uma altura aproximada de 262 m e abundante vegetação que permite o desenvolvimento de trilhas ecológicas que levam ao seu cume. Dele, tem-se uma visão panorâmica das praias de Matinhos e Caiobá. O acesso ao Morro, é feito pela Rua da Fonte.
Parque Florestal Rio da Onça
Criado com o objetivo de proteger a flora e fauna regional, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida a seus habitantes, o Parque preserva caxetas, brejos graminosos e restingas cobertos por guanandis, maçarandubas, palmitos e tiriricas, habitados por préas, gatos-do-mato e gambás. São ecossistemas constituintes desta unidade de conservação, junto a uma das maiores concentrações urbanas do litoral paranaense.
Localizado a 600 m da praia, possui 1660 ha, sendo dotado de portal, trilhas interpretativas, pontes suspensas, centro de visitantes, mirante e camping, entre outros equipamentos.
Centro de Convenções de Caiobá
Ocupando uma área de 13.972 m2, oferece um módulo central construído em alvenaria num arrojado projeto arquitetônico, possuindo quadras de esporte, local para shows e estacionamento. Com capacidade para 800 pessoas, sedia eventos como congressos, feiras, shows, solenidades, atividades artístico-culturais, campeonatos e torneios do município e região. Localiza-se na Avenida Paraná, s/n - Tel: (041) 453-2929.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato caracteriza-se pelo trançado que é praticado em todo o litoral, sendo vinculado à cultura material dos índios. A matéria-prima mais utilizada são as fibras vegetais, tais como: cipó, imbé, timbopeva, talo da folha de brejaúva, palha de milho e uvá.
Mantém-se no município a tradição do fandango. A Festa de Iemanjá, todos os anos no dia 31 de dezembro, tornou-se igualmente uma tradição.
Recentemente o município criou, através de concurso, seu prato típico, “Peixe à Caiçara”, servido grelhado e acompanhado de frutas da estação.
Informações Turísticas
Secretaria de Esporte e Turismo
Rua Pastor Elias Abraão, 22
Tel: (041) 453-2121 - Fax: (041) 453-2652
MORRETES
Aspectos Econômicos
É conhecida como “Capital Agrícola” da região litorânea, sendo que as principais atividades são a olericultura, horticultura e citricultura. Destacam-se as plantações de banana, cana-de-açúcar, milho, mandioca, arroz e feijão, além da produção de cachaça e doces típicos. Nas últimas décadas, vêm sendo exploradas comercialmente as culturas de gengibre e mais recentemente da acerola.
Aspectos Sociais
Às características inerentes ao caboclo ou ao homem urbano morretense se misturam às dos imigrantes italianos, sírios, japoneses, portugueses, alemães, ingleses, entre outros. Conta com uma população de aproximadamente 12.738 habitantes, que em sua maioria dedica-se a agricultura e a pecuária.
Aspectos Históricos
A fundação de Morretes data de 1721, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá demarcasse 300 braças em quadra local onde seria a futura povoação de Morretes, para em 31 de outubro de 1733, a mesma Câmara determinar a demarcação das terras. O primeiro morador da região foi o senhor João de Almeida.
Em meados do século XVIII mudou-se para o povoado de Morretes, o Capitão Antonio Rodrigues de Carvalho e sua mulher, dona Maria Gomes Setúbal, construindo ali uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes. Pela Lei Provincial nº 16, de 1º de março de 1841, foi elevada à categoria de Município, sendo desmembrado do de Antonina e instalado solenemente a 5 de julho de 1841. A 24 de maio de 1869, pela Lei Provincial nº 188, passou a denominar-se Nhundiaquara e recebeu os foros da cidade; mas em 07 de abril de 1870, pela Lei nº 227, voltou a denominar-se Morretes.
Aspectos Geográficos
Sudeste paranaense, 10 m de altitude, com área de 663 km2. O clima quente e úmido. A temperatura média no mês mais quente, é de 22º C e no mês mais frio, 18º C. Situa-se a 68 km da capital
Infra-estrutura de Acesso
· Ferroviária
Estação Ferroviária
Praça Rocha Pombo, s/n
Tel: (041) 462-1382
· Rodoviária
Terminal Rodoviário Brasílio Carlos Jorge Buffara
Praça Olympio Trombini, s/n
Tel: (041) 462-1115
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Porto de Cima
Povoado situado ao pé da Serra do Mar, que teve seu apogeu em decorrência dos engenhos da erva-mate e, nas últimas décadas do século XVIII, passou a ter grande importância econômica como entreposto comercial entre o litoral e o planalto. Com o crescimento político e econômico do interior do Paraná no final do século passado, Porto de Cima chegou a quase desaparecer. Mas guarda vestígios de seu passado retratado pelas ruínas de engenhos, casarões e calçadas de pedras. Foi um grande centro cultural, berço de ilustres personalidades paranaenses. Atualmente possui praia fluvial, área para acampamento e pousada.
Igreja de São Sebastião do Porto de Cima
Devoção de origem portuguesa, esta igreja foi construída na primeira metade do século XIX e inaugurada em 1850. A arquitetura externa, com características coloniais, foi bastante modificada e esta rodeada de edificações do século XIX e início deste. Internamente, sua arquitetura é rica. Foi tombada e restaurada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1963 e encontra-se no povoado de Porto de Cima.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto
Dada a obrigatoriedade pela coroa portuguesa, à prática religiosa na época, Morretes, ressentia-se de uma igreja. Por esta razão, em 1769 obteve licença do Papa para a construção de uma capela devotada à Nossa Senhora.
Em meados de 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz, no mesmo local da primitiva capela, num dos pontos mais elevados da cidade. Numa procissão, em 1849, a imagem de Nossa Senhora do Porto, Padroeira da Vila, caiu do andor, fazendo-se em pedaços. No mesmo ano, foi encomendada uma imagem vinda da Bahia, esculpida em madeira, com revestimento de gesso. Inaugurada em 1850, possui em seu interior uma Via-Sacra a óleo executada pelo famoso pintor morretense Theodoro de Bona. Em frente a igreja está instalado um sino vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja. Localiza-se no Largo da Matriz.
Igreja de São Benedito
Os dados históricos referentes a esta igreja apresentam controvérsias. Consta como construída por escravos em 1765 ou que a data de sua fundação foi em 1863, com sua torre edificada somente 53 anos mais tarde, em 1916, por iniciativa do provedor e tesoureiro Capitão Roberto França; ou ainda que foi inaugurada em 01 de janeiro de 1884 e benta em 7 de setembro do mesmo ano.
Seu estilo é colonial e seu acervo artístico e histórico ainda permanece bem conservado. É tombada pelo Patrimônio Histórico e localiza-se na confluência das ruas Conselheiro Sinimbu e Fernando Amaro.
Casa Rocha Pombo
A casa é uma homenagem a Rocha Pombo, que, nascido em Morretes, tornou-se uma das maiores expressões paranaenses como historiador, escritor, professor e político.
Suas características arquitetônicas são simples, em estilo colonial da época dos jesuítas e foi construída em duas frentes, uma para a cidade e outra para o rio Nhundiaquara. Nela funciona um centro cultural, além de expor a maquete da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi em escala 1:5000. Está localizada no Largo Dr. José Pereira, 43. Tel: (041) 462-1207.
Marco Zero
Aos 31 de dezembro de 1733, fixou-se o Marco Zero desta cidade, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou aos oficiais da Câmara Municipal da Vila de Paranaguá, que demarcassem 300 braças para delimitação do município. Localiza-se às margens do rio Nhundiaquara, na Rua General Carneiro.
Estação Ferroviária
Datada de 1885, tem um estilo arquitetônico de impressionante conservação, sem vestígios de arquitetura moderna, já sofreu diversas reformas, sendo que hoje possui sanitários, lanchonetes e barracas com produtos artesanais. Dela, tem-se uma bonita visão das montanhas da Serra do Mar. Localiza-se na Praça Rocha Pombo.
Rio Nhundiaquara
Em língua indígena nhundi (peixe) e quara (buraco), o rio serviu como primeira via natural de penetração, ligando o litoral ao planalto. Anteriormente denominado “Cubatão” era um dos mais auríferos da região, contribuindo economicamente para o desenvolvimento da mesma.
Uma das mais belas e típicas paisagens morreteanas é a do rio cortando a cidade formando um conjunto com as árvores e edificações existentes em suas margens. É navegável em aproximadamente 12 km, e permite a prática de esportes como canoagem, bóia-cross e pescarias. Como atrações destacam-se a Ponte Velha sobre o rio no centro da cidade, considerada uma obra de arte com portais rebuscados, inaugurada em 1912 e recuperada em 1975 pelo DER por ser uma importante via de comunicação da cidade e por sua importância histórica e turística no contexto de Morretes; e a localidade denominada Prainhas, onde o rio se espraia, formando agradável recanto para lazer, com vestígios da histórica trilha do Itupava e acesso por Porto de Cima.
Cascatinha
Local privilegiado pela natureza, a apenas 5 km da cidade, circundado por um lindo bosque às margens do rio Marumbi. Depois de uma pequena corredeira, o rio se espraia formando um lago de aproximadamente 10.000 m2, com profundidade entre 1 e 4 m, sendo um ótimo local para banhos e mergulhos. Um imponente paredão de pedras acompanha o rio por longo percurso à direita. Possui infra-estrutura básica de camping, churrasqueiras, sanitários, vestiários e uma lanchonete. Lá se encontra um dos mais antigos e produtivos engenhos de aguardente. Acesso pela Rua Marcos Malucelli.
Pico Marumbi
Também conhecido como Olimpo, se destaca em altura, na cadeia de montanhas denominada conjunto Marumbi. Com 1539 m, é o ponto preferido para a prática do montanhismo, por proporcionar escaladas em todas as modalidades e graus de dificuldades. No caminho entre a estação e o pico Marumbi, situa-se a cascata dos Marumbinistas, uma queda d’água quase vertical, que precipita de uma altura de aproximadamente 50 m, constituindo-se numa magnífica paisagem, na passagem obrigatória de todos que rumam em direção ao Marumbi. O pico localiza-se dentro do Parque Estadual Pico do Marumbi, criado em 1990 com área aproximada de 370 ha.
Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi
Abrange também parte de outros municípios e, foi criada com o objetivo de disciplinar e controlar a ocupação do solo, proteger os recursos naturais renováveis, as paisagens, as localidades e os acidentes geográficos naturais adequados ao repouso e à pratica de atividades recreativas, desportivas ou de lazer, visando a preservação e a valorização dos elementos naturais e culturais que compõem a área. Ocupa 66.732 ha, e compreende grande parte da Serra do Mar tombada desde 1986, pela Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e, uma pequena porção oriental do Primeiro Planalto. Abriga um elenco de atrações de motivação turística - ecológica, tais como: Estrada da Graciosa; Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba; Mananciais da Serra; Caminhos da Graciosa, do Arraial, do Itupava e da Cachoeira; e parte da represa do Capivari. Algumas atrações podem ser alcançadas pelo Município de Morretes, como o conjunto Marumbi, os Saltos Redondo e dos Macacos que formam um seqüência de quatro piscinas naturais além da cachoeira Véu da Noiva, queda de beleza indescritível formada pelo rio Ipiranga localizada em local de difícil acesso.
Salto dos Macacos
O rio dos Macacos precipita-se de uma altura de 70 m, sobre uma laje granítica, formando impressionante piscina natural. Em seguida como um degrau, forma outro salto, o Redondo, com aproximadamente 30 m de queda livre e 20 m de largura, proporcionando um espetáculo maravilhoso, que pode ser avistado ao longe, durante a viagem de trem ou litorina. Porém para admirar de perto a beleza cênica do conjunto, dois são os caminhos de acesso: por ferrovia, desembarcando em Engenheiro Lange, numa caminhada de 2 a 3 horas, por uma rodovia, num trajeto de 4 km de carro, entre Porto de Cima e Engenheiro Lange e a partir deste ponto, mais 2 horas de caminhada.
Estrada da Graciosa
A contínua e progressiva atividade dos mineradores fez com que estes subissem o leito dos rios que deságuam na baía de Paranaguá. Desta forma, traçaram os primitivos caminhos para o Primeiro Planalto: o Itupava, da Graciosa e Arraial.
A Estrada da Graciosa, um percurso diverso do Caminho da Graciosa, teve sua construção iniciada no Governo do Presidente da Província Zacarias de Goes e Vasconcelos, não sabendo-se exatamente quando foram concluídas suas obras. Acredita-se que tenha sido por volta de 1873. Partindo da BR 116, a 37 km de Curitiba, a Rodovia PR 410 ou Estrada da Graciosa, é hoje um local de lazer, com churrasqueiras, sanitários, quiosques para venda de produtos típicos, mirantes, a ponte de ferro sobre o rio Mãe Catira e o antigo traçado da estrada chamado Caminho dos Jesuítas, em cuja alusão foi construído em 1997 o Portal da Graciosa, projeto do arquiteto Angel Bernal, executado em pedra e madeira.
Caminhos Coloniais
Os caminhos coloniais, eram a única ligação entre o litoral e o planalto paranaense, em meados do século XVII. Por eles subiram os predadores de índios, os faíscadores de ouro e os homens que povoaram os Campos de Curitiba e os Campos Gerais. Tais caminhos, surgidos espontaneamente de acordo com a necessidade no início da colonização, hoje são percorridos pelo homem moderno na volta ao naturalismo, na descoberta de novas formas de lazer, notadamente o turismo ecológico, que pode ser desenvolvido entre outros, nos caminhos da Graciosa e do Itupava.
Caminho da Graciosa
Teve sua construção em duas etapas: a da Serra do Mar, entre 1646 e 1653 e até o Atuba, entre 1848 e 1870. A estrada era de uso dos índios que desciam a serra para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão. Em 1653 o caminho foi abandonado, utilizando-se o do Itupava e a abertura definitiva só foi possível após a Emancipação da Província, em 1872. Neste meio tempo a estrada foi diversas vezes aberta e abandonada.
Caminho do Itupava
Consta que da trilha original, aberta por caçadores que perseguiam uma anta desde o alto da serra até Porto de Cima, nasceu este caminho, por volta de 1625.
Por ela foi feita uma picada facilitando o acesso de mineiros e caçadores de índios. Uma segunda etapa até a Borda do Campo foi aberta em 1649 e 1654. Neste ano, era fundada a povoação de Nossa Senhora da Luz quando então terminou-se o trajeto. Também conhecido como Caminho Real, Caminho da Serra, Caminho de Morretes, de Curitiba etc. Foi uma das mais importantes e antigas estradas do Paraná.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O município é um tradicional produtor de cachaça, produzida artesanalmente, utilizando-se de velhos alambiques, que fazem a fama da conhecida pinga morreteana, envelhecida por no mínimo sete anos em tonéis de várias espécies de madeira, responsáveis pela coloração, aroma e sabor característicos. Por exemplo, a “JD”, de tonalidade amarelada, envelhecida em tonel de madeira de carvalho nacional. “JD” são iniciais de João Dias, português que trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar para o litoral paranaense, estabeleceu-se inicialmente numa ilha e, após contato com os índios, veio para Morretes, onde instalou o engenho pioneiro de cana-de-açúcar e aguardente. Ainda famosa, é a pinga de banana. Os principais alambiques estão na estrada do Anhaia.
A cestaria e o trançado de herança indígena também são práticas artesanais.
O Barreado também é feito em Morretes e, segundo especialistas, difere um pouco do preparado em Paranaguá ou em Antonina. O fandango, reunião de danças chamadas “marcas” em Morretes adquiriu características próprias, sendo diferente de outras regiões na toada, nas batidas e na coreografia. Nas festas tradicionais da cidade, é comum dançar-se a Dança das Balainhas e a do Pau-de-Fita.
Informações Turísticas
Secretaria de Turismo e Meio Ambiente
Largo Dr.José Pereira, 43
Tel: (041) 462-1207 - Fax: (041) 462-1207
PARANAGUÁ
Aspectos Econômicos
A economia do município está ligada ao funcionamento do Porto D. Pedro II, importante terminal corredor de exportação do Estado, além da pesca, agricultura, comércio e turismo.
Aspectos Sociais
Berço da civilização paranaense, Paranaguá conserva características da colonização portuguesa, notadamente nas tradições culturais, folclóricas e religiosas manifestadas principalmente através do fandango, quermesses paroquiais e procissões solenes. Possui aproximadamente 116.072 habitantes, população formada principalmente por famílias tradicionais e pescadores (caboclo litorâneo).
Aspectos Históricos
Na década de 1550-1560, famílias de São Vicente de Cananéia deslocaram-se ao litoral paranaense. Primeiro à ilha da Cotinga e a seguir às margens do rio Itiberê. Em 1640, chegou o Capitão Provedor Gabriel de Lara, e a fidalga família com investidura de governo militar. Já em 1646 mandou erigir o Pelourinho, símbolo de poder e justiça de El-Rei. Após dois anos, a povoação tornou-se Vila, chamando-se Vila de Nossa Senhora do Rocio de Paranaguá. Em 1660 tornou-se Capitania, passando à condição de Cidade em 05 de fevereiro de 1842. Ao ser criada a Província do Paraná, também se criou a Capitania dos Portos do Paraná, que passou a funcionar em 13 de fevereiro de 1854. Fato marcante para Paranaguá foi a visita de D. Pedro II, em 1880, para o lançamento da pedra fundamental do edifício da Estação Ferroviária. A estrada de ferro foi tão rapidamente construída que já em 02 de fevereiro de 1885 era inaugurada e até hoje é motivo de grande orgulho na engenharia nacional.
Aspectos Geográficos
Situa-se no litoral paranaense, na baía de Paranaguá, a uma altitude de 5 m e distando 91 km da capital, numa área de 458 km2. Clima quente e úmido e, no inverno a temperatura raramente desce a menos de 10º C, sendo que a média no verão é de 28º C e no inverno, 18º C.
Infra-estrutura de Acesso
· Aérea
Aeroporto
Saída para Curitiba, 5 km do centro
Tel: (041) 423-7405
Vôo regular para Florianópolis, Criciúma e São Paulo.
· Ferroviária
Estação Ferroviária - RFFSA
Avenida Arthur de Abreu, 124
Tel: (041) 422-8211 / 422-8354 / 422-8856
· Marítima
Porto D. Pedro II
Rua Antônio Pereira, s/n
Tel: (041) 423-1133
· Rodoviária
Terminal Municipal Rodoviário
Rua João Estevam com Rua João Régis - Aterro do Mercado
Tel: (041) 422-0217/423-1215
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja de Nossa Senhora do Rocio
O Santuário da Padroeira do Paraná está situado no Bairro do Rocio, à margem da baía de Paranaguá. Construído em 1813, foi reformado e adaptado aos novos tempos e recebe durante todo o ano milhares de fiéis que dão continuidade à devoção de quase três séculos. Localiza-se na Praça Luiz Xavier, tradicional logradouro que possui um chafariz vindo da Inglaterra, composto de ferro e ornamentando com caras de leão.
Igreja de São Benedito
Construída em 1784 por uma irmandade de escravos, é das melhores e mais autênticas edificações populares do colonial brasileiro. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1962, sendo que em 1967 foi totalmente restaurada. Registra-se em seu interior, magnífico acervo sacro. Está localizada na Rua Conselheiro Sinimbu - Centro Histórico.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Foi a primeira em solo paranaense e a primeira dedicada a Nossa Senhora do Rosário no Brasil, construída no período de 1575-1578. Sofreu sucessivas reformas, adaptações, saques e destruição das peças.
A parte menos atingida pelas mutilações é a fachada, que ainda guarda intactos o seu esquadramento e aberturas. É a Catedral Diocesana, tendo sido tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1967. Está localizada no Largo Monsenhor Celso - Centro Histórico.
Teatro da Ordem
Localizado na antiga Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, obra religiosa do período colonial brasileiro, iniciada em 1770. Sua arquitetura é barroca, toda em pedra e em obras de cantaria, simples nas suas linhas e sem ricas decorações, embora tenha sido freqüentada, no passado, por pessoas abastadas da sociedade parnanguara. O templo foi tombado em 1962 pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, mas, um incêndio deixou a sacristia e a capela-mor bastante danificadas, destruindo inclusive os poucos móveis antigos que ainda possuía. Foi reformada para abrigar também, exposições de cunho cultural e artístico e apresentações de corais de música sacra e peças teatrais. Está localizada na Rua XV de Novembro - Centro Histórico.
Fonte Velha
Também chamada de “Fontinha” e “Fonte de Cima”, sua construção remonta ao século XVII e sofreu várias modificações e acréscimos posteriores. Durante 200 anos as casas da Vila e Cidade de Paranaguá foram servidas pelos “aguadeiros” que abastecendo na fonte, transportavam a água em uma carroça, recebendo dos usuários 100.000 réis por barril. Isto ocorreu até 1914, quando foi inaugurada a rede de água e esgoto. A fonte foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1864.
Uma lenda conta que, protegendo o manancial do fundo escuro e misterioso do subsolo onde jorra incessantemente água, há uma caixa que se alonga em galeria, atravessando a cidade no sentido Leste-Oeste, até a localidade denominada Porto dos Padres. Dizem que a saída servia de refúgio aos Jesuítas, quando da perseguição provocada pela Lei Pombalina, que baniu a Ordem do Brasil. Está localizada na Praça Pires Padrinho - Centro Histórico.
Casa de Monsenhor Celso
O prédio onde funciona hoje a Casa da Cultura foi construído em fins do século XVIII e era morada do músico Brasílio Itiberê da Cunha e seu irmão Celso Itiberê da Cunha (Monsenhor Celso). O monumento foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1972. Esta casa está ladeada por um conjunto de construções coloniais. São ao todo três casas térreas e dois sobrados dos quais se destaca um setentista que pode ser considerado a melhor obra de resistência colonial da cidade, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1972. A Casa de Monsenhor Celso ainda conserva em sua fachada as esquadrias em pedra lavrada e em seu interior, as conversadeiras (antigos bancos de pedra), vestimentas pertencentes ao Monsenhor e muitas telas pintadas por artistas da região. Está localizada no Largo Monsenhor Celso - Centro Histórico.
Palácio Visconde de Nacar (Câmara Municipal)
Construído em 1856, a antiga residência do Visconde de Nacar foi sede da Prefeitura Municipal e é hoje a Câmara Municipal de Paranaguá. Apesar das diversas reformas e adaptações, possui características arquitetônicas neoclássicas valendo-se notar a boa conservação, em suas paredes de telas pintadas a óleo de razoável valor histórico e artístico. O prédio, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1966. Em seu Interior nos fundos, onde os escravos eram aprisionados, existe até hoje vestígios de uma antiga senzala. Está localizado na Rua Visconde de Nacar - Centro Histórico.
Palácio São José (Prefeitura Municipal)
Antigo colégio dirigido por irmãs de caridade, instalou-se em Paranaguá no ano de 1903. Em 1978, o prédio foi adquirido pela Municipalidade e passou a ser sede da Prefeitura Municipal, com sua inauguração no dia do aniversário da cidade, 29 de julho de 1980. Está localizado na Rua Júlia da Costa.
Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá
Antigo Colégio dos Jesuítas, fundado em 1752 e inaugurado oficialmente em 1755. Com a expulsão dos Jesuítas do Brasil, em 1759, através da Lei Pombalina, a Junta da Fazenda manteve na Igreja do Colégio de Paranaguá um capelão com incumbência de conservar o local. Assim foi até 1821, quando a mesma junta determinou que a tropa que guarnecia a Vila de Paranaguá, ali aquartelasse. Em 1835, o edifício já pertencia à Real Fazenda, mas sua construção estava em ruínas. Em 1840 chegou a autorização para o conserto do colégio e, um ano após, uma classe de instrução primária ocupava uma das salas. A igreja, porém, continuou em ruínas, até que foi demolida em 1816. Nele funciona, atualmente, o Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá, inaugurado em 1962 na forma de convênio assinado entre a Universidade Federal do Paraná, e o Instituto de Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O setor de Arqueologia compreende uma exposição da Pré-História através de painéis fotográficos, mapas e material coletado em prospecções arqueológicas efetuadas em sambaquis da região. O setor de Artes Populares contém uma pequena mostra do artesanato de várias regiões do Brasil, além de utensílios rudimentares utilitários de caça e pesca. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1972. Está localizado na Rua General Carneiro. Tel: (041) 422-0228
Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá
Fundado em 1931, seu acervo contém jornais, porcelanas, armas, moedas, instrumentos de trabalho e peças de mobiliário dos séculos XVII e XVIII. Desta coleção, destacam-se a imagem de Nossa Senhora das Vitórias e o canhão do corsário francês que naufragou na ponta da ilha da Cotinga, em 1718, cuja descoberta foi em 1963 por membros da Sociedade Geográfica Brasileira. No local funciona também o Centro de Letras Leôncio Correia. Está localizado na Rua XV de Novembro - Centro Histórico.
Tel: (041) 422-1263.
Mercado Municipal do Café
Construção do fim do século passado, um misto de art-nouveau com classicismo, todo em ferro fundido trabalhado em arco e rendilhados. Atualmente oferece refeições com frutos do mar e o artesanato litorâneo. Está localizado na Rua General Carneiro ou Rua da Praia.
Mercado Municipal Brasílio Abud
Inaugurado em 1982, seu nome homenageia antigo Prefeito de Paranaguá. Ocupa uma área de 2150 m2, possuindo boxes para venda de pescados, produtos hortifrutigranjeiros, além de salas para administração, açougue, lanchonete e outros serviços. Está localizado na Rua da Praia.
Estação Ferroviária
Situada na Avenida Arthur de Abreu, a Estação Ferroviária, ainda em funcionamento, é o ponto inicial da Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba. Obra iniciada no dia 5 de junho de 1880, data em que foi lançada a pedra fundamental, na presença de D. Pedro II e da Imperatriz do Brasil.
Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
A Ferrovia Paranaguá - Curitiba que liga o litoral ao planalto é uma verdadeira obra de engenharia que vence os contrafortes da Serra do Mar, numa extensão de 110 km. Construída no período de 1880-1885, possui 14 túneis escavados na rocha, 41 pontes e viadutos de super estrutura metálica. O maior vão vencido está localizado na Ponte São João, cujo comprimento é de 113 m sobre o rio do mesmo nome, a ponte conta com 4 vãos, sendo que o vão médio tem a altura de 58 m.
O Viaduto Carvalho, construído com grande tenacidade, está a mais de 900 m de altura, tendo como suporte, muros de arrimo de até 10 m de altura fazendo uma curva de 45 graus no espaço, conhecida como Curva do Diabo.
O maior túnel da Serra do Mar é o de Roça Nova, com 457 m de extensão, na altitude de 955 m.
O magnífico panorama dos contrafortes da Serra do Mar com paisagens como o “Véu de Noiva”, o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, aliado à técnica do arrojado traçado da estrada continuam sendo uma atração emocionante, mesmo depois de um século.
Porto D. Pedro II
É um grande terminal exportador de cereais. Situado no interior da baía de Paranaguá, sua influência estende-se a uma vasta região do Brasil, além de ser Entreposto de Depósito Franco do Paraguai por acordo internacional. O atual Porto foi inaugurado em 1935.
Sua existência até nosso dias, está ligada aos cinco ciclos a saber: ciclo do ouro, da erva-mate, da madeira, do café e da diversificação, quando seu movimento passou a ser de exportação de milho, soja, farelo, algodão, óleos vegetais etc. A visitação se faz mediante autorização da Administração dos Portos de Paranaguá.
Rua da Praia
Local onde se encontra a maior concentração de sobrados coloniais, testemunhos fiéis de todo o passado parnanguara. Estes seculares casarios da Rua General Carneiro mostram ainda linhas e formas de colonização portuguesa. Localiza-se em paralelo com a margem esquerda do rio Itiberê. Merece destaque a Praça Newton D. de Souza com seu bonito mural sacro de São Francisco das Chagas, do artista parnanguara Emir Roth.
Rio Itiberê
Está ligado à colonização paranaense, pois foi às suas margens que se fixaram os primeiros colonos transferidos da ilha da Cotinga, quando ainda se chamava Taquaré. É navegável em uma extensão de 2000 m e deságua na baía de Paranaguá. Em suas margens se desenvolveu o antigo núcleo colonial dando origem ao casario da Rua da Praia.
Cachoeira da Quintilha
Formada pelo Rio Cachoeira, que se precipita de uma altura de aproximadamente 20 m, formando uma piscina natural. No local não existe infra-estrutura, sendo recomendável pedir autorização antes de entrar. Situa-se na Colônia Quintilha, a aproximadamente 8 km da BR 277, com acesso pela PR 508 - Estrada Alexandra-Matinhos.
Fonte: Paraná Turismo
30/08/2002
ANTONINA
Aspectos Econômicos
Até fins de 1970, Antonina sobreviveu quase que inteiramente graças ao Porto, que gerava setenta por cento dos empregos diretos e indiretos.
Atualmente com assistência especializada, possui uma produção agrícola bastante diversificada, inclusive com plantio em larga do café e grandes áreas com o reflorestamento do palmito. A pecuária, principalmente a de gado leiteiro e de bubalinos, encontra-se em grande desenvolvimento, além de pequeno comércio e algumas indústrias como as de conserva, bala de banana e carvão vegetal.
Aspectos Sociais
É uma cidade histórica, notadamente pelo conjunto arquitetônico antigo, ruas estreitas e uma tranqüila população que conserva sua tradições culturais e religiosas. Até o final de 1970 a principal fonte geradora de empregos diretos e indiretos, foi o Porto Barão de Tefé. A população está em torno de 16.773 habitantes.
Aspectos Históricos
O Capitão povoador sesmeiro de Nova Vila (Paranaguá), Gabriel de Lara, concedeu as primeiras sesmarias ao litoral paranaense aos senhores Antônio Leão, Pedro Uzeda e Manuel Duarte, considerados fundadores de Antonina. Segundo Ermelino de Leão. Entretanto, o fundador da Capela de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa (Antonina) foi o Sargento-Mor Manoel do Vale Porto. Em 1714, D. Frei Francisco de São Jerônimo, bispo do Rio de Janeiro, autorizou a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, 12 de setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação da Antonina. Era conhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas. Em agosto de 1797, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe D. Antônio. Em 06 de novembro de 1797, sua sede foi elevada à categoria de Comarca da Província de São Paulo.
Aspectos Geográficos
A área do município de Antonina é de 846 km2. Situa-se na extremidade ocidental da baía de Paranaguá, a 5 m de altitude. O clima apresenta-se quente durante todo o ano, com alto nível pluviométrico.
A temperatura média no verão é de 22º C e no inverno, 18º C. Dista 84 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Rua XV de Novembro, s/n
Tel: (041) 432-1272
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
No ponto mais alto de Antonina, de onde se descortinam a baía, montanhas e parte de Paranaguá, a Igreja Matriz confunde-se com a história da cidade, fundada em 1714. Situa-se no centro da cidade, na Praça Coronel Macedo.
Igreja de São Benedito
De construção secular, suas características coloniais foram alteradas sem serem seguidas normas de restauração. Segundo a tradição, esta igreja era refúgio religioso dos escravos que viam no milagroso Santo, o seu protetor contra a perseguição do homem branco. Está localizada na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa.
Igreja Bom Jesus do Saivá
Monumento histórico do século XVIII, teve sua construção iniciada provavelmente entre os anos de 1789 e 1817, quando a mulher do Capitão-mor da cidade, o ilustre Manoel José Alves, fez promessa de construir uma capela dedicada ao culto do Senhor Bom Jesus se obtivesse a graça de ser curada de uma grave enfermidade. Em virtude do falecimento de seus principais patronos em 1837, a capela não foi concluída, dependendo de outros donativos para o seu término. O monumento religioso foi tombado em 1970 e, completamente restaurado em 1976. Está localizado próximo a Estação Ferroviária, na Praça Carlos Cavalcanti.
Fonte da Carioca
Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969, foi o único meio de abastecimento da cidade, desde 1867 até o final da década de 30. Consta que a fonte recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880, o qual bebeu da fresca e cristalina água, envolta em crenças populares. Está situada no lado esquerdo da Praça Carlos Gomes da Costa e é composta por quatro pequenas torres, um receptáculo de captação da água que ali verte, totalmente coberto e, uma porta de madeira na parte frontal com bonito brasão imperial.
Estação Ferroviária
A Estação Ferroviária de Antonina, terminal ferroviário da Linha Morretes-Antonina, é exemplo vivo da fase áurea do mate, quando Antonina se destacava como 4º porto brasileiro. A construção deste prédio data do ano de 1916, após o incêndio que destruiu a pequena estação em madeira. De estilo eclético, o prédio possui bom desenho de arquitetura, com detalhes e requintes, como a cobertura da plataforma de embarque confeccionada em ferro pré-fabricado.
Atualmente abriga o Museu da Estação criado em 21 de julho de 1987, com a finalidade de reunir e conservar obras de arte ou de valor histórico relacionadas à cidade de Antonina, bem como promover exposições temporárias. Localiza-se na Avenida Uruguai, 179.
Sede da Prefeitura Municipal
O prédio que serve de sede à Prefeitura Municipal é uma construção de aspecto centenário, mas data de 1914. Possui uma placa comemorativa do 44º ano de visita do Imperador D. Pedro II à Antonina. No seu interior destacam-se bonitas pinturas a óleo com motivos diversos, entre os quais uma paisagem da baía de Antonina. Está localizada na Rua XV de Novembro.
Theatro Municipal
Construído na segunda metade do século XIX, localiza-se na Rua Carlos Gomes da Costa numa área construída de 630 m2. Remonta à fase áurea da economia de Antonina, de linhas ecléticas ricas em adornos. Consta que o “theatro” teria sido erguido pela Sociedade Teatral de Antonina, fundada em 1875. A Prefeitura adquiriu o espaço no início do século XX.
Praça Coronel Macedo
Antiga Praça da República, foi denominada Coronel Macedo em Homenagem ao ilustre Prefeito que dedicou especial cuidado ao mais antigo e belo logradouro da cidade, que possui em seu entorno, diversos monumentos que provam o esplendor do ciclo da erva-mate. O coreto, o chafariz e algumas árvores raras, como duas canforeiras no extremo da praça, próximas à Igreja de Nossa Senhora do Pilar, são algumas de suas atrações, além do busto em bronze e a carta testamento de Getúlio Vargas.
Praça Romildo Gonçalves Pereira - Feira-Mar
Recanto de onde se descortinam a bela baía antoninense, os baixios, embarcações primitivas e motorizadas e os navios que chegam e partem do ancoradouro, além das serras azuladas que contornam o mar. Possui uma quadra poliesportiva e um busto de bronze de Davi Antonio da Silva Carneiro. A seu lado estão o Mercado Municipal e o Relógio do Sol.
Complexo Industrial Matarazzo
Edificado na primeira década do século XX, em estilo romântico, é composto pelas instalações de moinhos de trigo, casas para funcionários, escola, vila de operários e outros. O conjunto arquitetônico é testemunho de uma fase importante da economia do Estado - o ciclo da erva-mate. Localiza-se junto ao Porto de Antonina, na Avenida Conde Matarazzo.
Prainha
Praia com aproximadamente 200 m de comprimento e 10 m de largura, na baía de Antonina. Possui águas claras e rasas, vegetação rasteira e elevações junto ao mar. O acesso é pela estrada que vai a Ponta da Pita. Possuindo área de lazer, lanchonetes, ancoradouros para barcos pequenos etc. Localiza-se no Bairro Itapema, a 4 km do centro.
Ponta da Pita
Formação rochosa que avança dentro da baía, é um agradável local de lazer, ideal para banhos, pescarias e piqueniques. Localiza-se no Bairro Itapema.
Ponta do Félix
Constitui-se no ponto mais calmo e isolado da região. O enroncamento de quase 500 m foi uma tentativa de se construir no local um cais para exportação de ferro. A obra, porém, não foi levada adiante e o terminal que vai até a passagem do canal serve hoje como área de lazer, sendo um dos locais preferidos pelos pescadores. Localiza-se no Bairro Itapema, a 6 km do centro.
Rio do Nunes
Possui 10 m de largura e seu leito é revestido de pedregulhos e água límpida. Constitui-se em agradável praia fluvial, em área gramada e arborizada, usada para acampamentos e possuindo ainda mesas, bancos, churrasqueiras, bar, vestiário e sanitários. Localiza-se a 16 km de Antonina, no distrito de Cacatú, com acesso pela PR 340.
Pico Paraná
Situado na divisa entre Antonina e Campina Grande do Sul, possui 1962 m, sendo o mais alto do Sul do Brasil. Foi descoberto por Reinhard Maack e conquistado em julho de 1941. Hoje quando já se comemorou o cinqüentenário de sua conquista, o pico faz parte do roteiro dos aficionados pelo montanhismo. Pertence o ponto culminante à Antonina, sendo o seu acesso feito por Campina Grande do Sul.
Parque Estadual Roberto Ribas Lange
Criado em 1994, com área aproximada de 2698.68 ha é parte integrante da Área de Interesse Turístico do Marumbi. O acesso é difícil e as escaladas devem ser acompanhadas por guias especializados. Informações: Tel (041) 322-1611 (Secretaria Estadual do Meio Ambiente).
Bairro Laranjeiras
Caracteriza-se por possuir dois atrativos singulares: a Fonte da Carioca, que abasteceu a cidade de água no período compreendido entre 1867 e 1930, sendo hoje tombada pelo Patrimônio Histórico e a Fonte das Laranjeiras, construção também do século passado e que totalmente restaurada, constitui-se numa atração ligada aos primórdios da cidade. Atingida por caminhos de paralelepípedos, em meio a densa vegetação, situa-se no início da trilha que leva ao Morro da Pedra, de onde descortina-se magnífica vista da cidade.
Bairro Alto
Com seus rios, cachoeiras e densa vegetação, vai se firmando como nova área de lazer e caminhadas ecológicas, não só pelo seu apelo natural, mas pelo interesse histórico, como os vestígios da antiga Usina Cotia, pelo lugar onde teve início a colonização japonesa no Paraná ou ainda pela inúmeras trilhas, como a da Conceição que outrora fazia a ligação entre o local e Apiaí (SP) e cujos trechos remanescentes permitem que se percorra o trajeto entre a Represa do Capivari e o Bairro Alto.
Rafting
Descida em bote inflável pelas corredeiras do rio Cachoeira, com percurso de aproximadamente 3 km, onde pode-se apreciar as belezas naturais, principalmente o Pico Paraná, o mais alto do sul do Brasil. Possuindo de fácil à média dificuldade e duração de 45 minutos, permite a participação de crianças a partir de 10 anos. O inicio do passeio é no Bairro Alto, dentro do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, onde existe toda uma infra-estrutura: vestiários, lanchonete, restaurante, área de camping, quadra de vôlei, churrasqueira, além de atividades como cavalgadas e caminhadas por trilhas ecológicas. O acesso é feito pela Rodovia BR 277 ou pela Estrada da Graciosa, até a entrada de Antonina, depois pela PR 340, até a Usina Parigot de Souza. Telefax: (041) 332-1446.
Usina Hidrelétrica Parigot de Souza (Capivari-Cachoeira)
Localizada no distrito antoninense de Cacatú, a 35 km do reservatório central situado junto à BR 116, sendo a água conduzida por um gigantesco túnel que atravessa a Serra do Mar. A água captada no reservatório do Rio Capivari deságua no rio Cachoeira, tornando-o bastante caudaloso. As visitas só são feitas mediante autorização da Companhia Paranaense de Energia - Copel através do Departamento de Relações Públicas. O acesso se dá pela PR 340. Tel: (041) 322-3535.
Porto Barão de Tefé
Quando do apogeu da erva-mate no Paraná, o Porto de Antonina chegou a ser o quarto do Brasil. A queda na produção do mate e a Segunda Guerra Mundial acabaram por deslocar o centro portuário do Estado para Paranaguá. Por muito tempo, o carvão mineral empregado em nossas indústrias, vindo de Santa Catarina, foi descarregado neste porto, sendo que atualmente encontra-se em funcionamento. Localiza-se na Avenida Conde Matarazzo. Tel: (041) 432-1448.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O trabalho artesanal do município consiste no fabrico de pilões de madeira de lei, cestaria em cipó e taquara, além de miniaturas de canoas, violas e outros que são fabricados de uma madeira chamada cacheta. O barreado, originário dos sítios de pescadores do litoral, tem em Antonina sua cidade devota, pois o prepara há mais ou menos dois séculos, seguindo a receita de pessoas antigas descendentes dos caboclos litorâneos.
Fundada em 1975, a Filarmônica Antoninense está incorporada ao folclore da cidade. É de caráter beneficente e destina-se a promover e desenvolver a cultura e a tradição musical, participando em atividades cívicas e integrando a juventude antoninense.
O fandango é conservado nesta cidade com características semelhantes às de todo o litoral, onde tamancos, violas e cantigas fazem desta tradicional dança uma prova de persistência do caboclo litorâneo que não a deixa morrer.
O Bloco Carnavalesco Apinagés, foi fundado em novembro de 1923 pelo marinheiro paraense Benedito Jesus Pereira, segue primitivas tradições indígenas e constitui-se em folclore de Antonina, sendo um dos mais famosos e antigos do Paraná.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal de Turismo e Esporte
Rua XV de Novembro, 150
Tel: (041) 432-1122 - Fax: (041) 432-1567
GUARAQUEÇABA
Aspectos Econômicos
Apesar da maneira rudimentar com que ainda é feita, a pesca, é a atividade econômica que sustenta a micro estrutura urbana de Guaraqueçaba.
A agricultura também é praticada, principalmente a fruticultura: laranja, abacaxi e banana, e a rizicultura. Recentemente, começou a ser introduzido no município a criação de búfalos, que aclimataram-se bem à região.
Aspectos Sociais
Os primeiros colonos da região eram suíços-franceses, vindos das margens do lago Leman que fixados em Superagüi deram impulso a agricultura e introduziram seus costumes culturais, que com o tempo diluíram-se na cultura existente. Mais tarde vieram fazendeiros do Norte paranaense. Cabe ressaltar que Guaraqueçaba esteve isolada por terra até 1970. O município conta com 7767 habitantes, que ocupam também as ilhas.
Aspectos Históricos
O município foi colonizado por portugueses em 1545, sendo o primeiro do solo paranaense. Em 1638 - 1646 Gabriel de Lara, o fundador da Capitania de Paranaguá, descobriu uma rica lavra de ouro nas encostas da Serra Negra. Revelado o achado, vieram os mineiros e os aventureiros para explorar os rios socavando o ouro de lavagem em diversos locais. Em seguida chegaram os jesuítas, que fundaram em Superagüi o primitivo núcleo populacional da região. Foi só no século passado, quando Cipriano Custódio de Araújo e José Fernandes Correia construíram uma capela no morro do Quitumbê, que foram surgindo em torno dela as primeiras edificações, formando em pouco tempo o povoado, que foi elevado em 1854 à Freguesia. Sendo em 1880 à Município e em 1938 anexado novamente a Paranaguá como simples distrito. Em 1947 sua autonomia foi restaurada e o Município novamente instalado. Em tupi-guarani, Guaraqueçaba significa lugar de muito guará, uma ave semelhante a uma garça de cor avermelhada, que era abundante na região.
Aspectos Geográficos
Localiza-se a 174 km da capital na região litorânea do Estado, a 10 m do nível do mar, sendo que o clima apresenta-se quente durante todo o ano. Possui uma área de 1916 km2, dentro da qual existem três unidades de conservação: Área de Proteção Ambiental, Estação Ecológica e Parque Nacional.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Rodoviária
Estação Rodoviária
Rua Ararapira, s/n
Tel: (041) 482-1232
· Marítima
Rua da Praia, s/n em frente ao Mercado Municipal
Aspectos Turísticos - Principais Atrações
Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões
Dedicada a Bom Jesus dos Perdões, cujas comemorações acontecem nos dias 5 e 6 de agosto, a igreja foi construída em 1838 em estilo colonial, com grossas paredes de pedra, sendo a primeira construção de Guaraqueçaba. Em seu interior destaca-se o altar em forma de embarcação, cuja base é um peixe esculpido em madeira, uma homenagem aos pescadores da região. Localiza-se na Rua Coronel João Isidoro.
Casario Colonial
Diversos exemplares arquitetônicos do século XIX podem ser observados pelas ruas da cidade, guardando ainda características do estilo colonial. Destaca-se o sobrado que abriga a sede da Estação Ecológica administrada pelo IBAMA onde funciona exposição permanente sobre a história do município retratada através de painéis fotográficos e pinturas do suíço Willian Michaud, que viveu no Superagüi entre 1852-1902.
Mirante da Serra Negra
Localiza-se na rodovia de ligação entre Antonina e Guaraqueçaba, distando 74 km da primeira cidade. O mirante é atingido por uma escadaria com 127 degraus com aproximadamente 30 m de altura, o que permite a visualização da bonita paisagem da baía de Guaraqueçaba e de todo seu entorno.
Ponta do Morretes
Localiza-se no centro da cidade e se constitui em área arborizada, com passarela beirando a baía, constituindo-se em ótimo local para banho.
Morro do Quitumbê
Com uma altura aproximada de 80 m, localiza-se no perímetro urbano da cidade, com acesso ao lado da Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões. Possui uma trilha sinuosa em meio a vegetação nativa, numa extensão de aproximadamente 800 m, que culmina em seu topo proporcionando exuberante vista da baía e da cidade.
Ilhas
Diversas ilhas fazem parte do Município, entre elas as das Peças, Rasa, das Laranjeiras, do Rabelo, Povoca e do Superagüi, sendo que esta reclama o direito histórico de ser o local onde chegaram pela primeira vez no Paraná os portugueses em 1545, achando-se tombada deste 1985 para preservar os seus aspectos históricos e paisagísticos.
Parque Nacional do Superagüi
Criado pelo decreto nº 97.688 de 27 de abril de 1989, possui uma área de 21.400 ha. Englobando a quase totalidade das ilhas do Superagüi e das Peças, excluídas as comunidades de pescadores. Faz parte do complexo estuarino-lagunar integrado por Cananéia, Iguape e Paranaguá, uma das regiões mais importantes do país sob o ponto de vista de sustentação alimentar. Inclui restingas, diversas formas de vegetação, mangues, elevações isoladas, grandes áreas de praias desertas, além de diversas trilhas ecológicas.
Abriga diferentes espécies animais, algumas raras ou em extinção, como o papagaio chauá, o jacaré-de-papo-amarelo, os macacos sauá e mono carvoeiro, além de vegetais como: ipês, jacarandás, caxetas e orquídeas. O acesso é feito via marítima por Paranaguá ou Guaraqueçaba.
Reserva Natural Salto Morato
Inaugurada no dia 08 de fevereiro de 1996, a reserva com 1716 ha, contribui para a preservação permanente da mais importante área de Mata Atlântica contínua de todo o país. Uma indústria de cosméticos Protege a região e a Natureza, sendo proprietária da área, com apoio da TNC (The Nature Conservancy) desde fevereiro de 1994, sendo que em dezembro, o IBAMA a reconheceu como Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Possui centro de visitantes com exposições sobre Floresta Tropical e Mata Atlântica, espaço para cursos, aquário natural, centro de pesquisas, laboratório básico, portal e loja de souvenirs, totalizando 800 m2 de área construída. Apenas 2 % do total da Reserva são acessíveis através de trilhas previamente demarcadas, com painéis interpretativos e sinalização. Os acampamentos são realizados mediante autorização.
A reserva é caracterizada por floresta de rica biodiversidade que abriga número expressivo de espécies animais e vegetais em frágil equilíbrio, existentes graças a abundância de nascentes (somente na área da reserva existem mais de 30). Novas espécies de peixes já foram identificadas e catalogadas; os pássaros representam 45 % de toda avifauna do Paraná. Além disso foram encontradas 127 espécies arbóreas, além de grande variedade de bromélias, orquídeas, epífitas e arbustos.
O nome da reserva é uma referência à sua principal atração, uma queda d’água de 80 m de altura - O Salto do Morato - uma das mais belas paisagens do litoral. Localiza-se a 20 km da sede do município pela PR 405.
Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba
Composta pelos municípios de Guaraqueçaba, Antonina, Paranaguá e Campina Grande do Sul, é área de domínio particular com utilização limitada, objetivando sua proteção uma vez que há fragilidade dos diversos ecossistemas e pela importância ecológica e cultural.
Informações Turísticas
Departamento de Turismo e Meio Ambiente
Rua Major Domingos Nascimento, 46
Tel: (041) 482-1222 - Fax: (041) 482-1223
Sede da Estação Ecológica - IBAMA
Rua Dr. Ramos Figueira, 3
Tel: (041) 482-1262
GUARATUBA
Aspectos Econômicos
A pesca, ainda artesanal, a agricultura e o turismo constituem a base de desenvolvimento de Guaratuba. São cultivados o milho, a mandioca, a cana-de-açúcar, o arroz, a banana, a laranja etc. O turismo é incrementado em época de alta temporada, quando restaurantes, bares, lanchonetes, sorveterias e hotéis são procurados pela população flutuante.
Aspectos Sociais
A população guaratubana, em torno de 21.014 habitantes é constituída em sua maioria por descendentes de portugueses com caboclos. Nos meses de alta temporada nota-se um significativo acréscimo, chegando a 800.000 habitantes.
Aspectos Históricos
A 5 de dezembro de 1765, D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, Morgado de Mateus, ordenou a Afonso Botelho de Sampaio e Souza que fundasse um povoado na enseada de Guaratuba, que a fim de bem executar sua tarefa, reuniu duzentos casais e transferiu-os para o referido local, dando-lhes as ferramentas necessárias e demarcando-lhes as terras, de acordo com as necessidades de cada um.
A 13 de maio de 1768, D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão mandou construir uma igreja neste novo povoado e, a 29 de abril de 1771, foi celebrada a primeira missa, oficiada pelo pároco Bento Gonçalves Cordeiro e ajudada pelos padres Frei João Santana Flores e Francisco Borges. Nesta mesma data este povoado foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Vila São Luiz de Guaratuba da Marinha.
A 10 de outubro de 1947, foi dada autonomia ao Município, sendo instalado oficialmente em 27 de outubro do mesmo ano.
Guaratuba em tupi significa “muitos guarás”, pássaro vermelho vivo, que existia em abundância no litoral do Paraná.
Aspectos Geográficos
Localiza-se no litoral paranaense, com 6 m de altitude em área de 1289 km2. O clima é quente durante o ano todo, sendo que a temperatura média no mês mais quente é de 30° C e no mês mais frio é 20° C. Conta 22 km de praias e situa-se a 119 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Avenida Damião Botelho de Souza, s/n
Tel: (041) 472-1035
· Marítima
Porto de Passagem para Caiobá (balsas e ferry-boats)
Tel: (041) 442-1272
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso
Construída por volta de 1768 pelos escravos, é uma obra colonial em alvenaria, de exterior bastante simples. Internamente é ornada por um retábulo discreto, provavelmente do século passado. Possui a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso - Padroeira da Cidade - esculpida em madeira policromada. O prédio foi tombado e restaurado em 1972 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Localiza-se na Praça Coronel Alexandre Mafra.
Praça Coronel Alexandre da Silva Mafra
Antiga Praça da Matriz que leva o nome daquele que por mais de uma vez foi prefeito do Município. É ladeada por diversas construções coloniais remanescentes, e desempenha importante papel social na cidade. Possui frondosas árvores, bancos, lojas comerciais ao seu redor. Realiza-se ali também, a Feira de Artesanato.
Morro do Brejatuba
A localidade é mais conhecida por Morro do Cristo, pois em seu cume está a imagem de Cristo Redentor com um dos braços abertos apontando para a entrada da barra e o outro com a mão no coração. A imagem foi doada ao município em 1952 pela família João Cândido Ferreira. O acesso ao cume do Morro é feito por uma escadaria de cimento, com 197 degraus. Localiza-se ali também, a torre repetidora da TV Paranaense e o reservatório da SANEPAR. Se constitui em mirante natural e está na Praia do Brejatuba.
Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Encontra-se no morro Espia Barco, onde existem algumas bicas, que até 1974, serviam para abastecimento da cidade. Possui uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes e, diversas placas no local atestam as graças alcançadas por fiéis. Hoje, acha-se revitalizada como atrativo turístico.
Colônia de Piçarras
Situada na entrada da baía de Guaratuba, surgiu há mais de 50 anos quando um grupo de pescadores vindos de Imbituba/SC lá se instalaram. Na época era o melhor lugar para montar uma base de pesca. São fabricadas artesanalmente redes de arrastão e seus moradores continuam praticando a pesca. A colônia é vista durante a travessia de ferry-boat e abriga pequenos estaleiros e a Companhia de Pesca do Paraná.
Baía de Guaratuba
É a segunda maior depois da baía de Paranaguá e permite através do uso de ferry-boat, o acesso ao Balneário de Guaratuba, transportando veículos e passageiros. Durante o transcurso, pode-se observar a maioria de suas ilhas que conservam os aspectos naturais, como a do Capim e da Sepultura. Compõem ainda o cenário, pequenas praias e a própria baía, com seus iates, caiaques, barcos, lanchas e jet-ski.
Praias
Guaratuba possui grande extensão de praias, sendo algumas ainda em região pouco povoada, como as dos Balneários Nereidas e Coroados e a Barra do Saí, localizadas em mar aberto com águas profundas e agitadas. Brejatuba, do Prosdócimo, Central e do Cristo são as mais procuradas e suas águas são de pouca profundidade e tranqüilas. Sobressai-se ainda a pitoresca Praia das Caieiras, com sua colônia de pescadores, próxima ao atracadouro do ferry-boat, ideal para a prática do wind-surf e hobie-cat e a Prainha, do outro lado da baía.
Pedras das Caieiras
Conjunto geológico na ponta do morro do Espia Barco quando este se encontra com o mar, criando uma cortina natural entre a pitoresca Praia das Caieiras e a do Prosdócimo. Das pedras pode-se apreciar a Prainha no outro lado do ferry-boat e observar partes remanescentes do vapor São Paulo que encalhou no dia 26 de novembro de 1868, com 600 pessoas a bordo que retornavam da Guerra do Paraguai.
Prainha
Pitoresca praia que tem início na Ponta do Caiobá e se estende até a entrada da barra de Guaratuba. Praia mansa de onde avista-se toda Guaratuba, antes da travessia da baía. Está praticamente encravada no morro da Passagem.
Ilhas
A baía de Guaratuba está pontilhada de ilhas que conservam os seus aspectos naturais intactos, ora cobertas de mangues, ora de vegetação mais espessa, ou ainda, como a ilha do Capim, conhecida anteriormente pelo nome de Guará por ser a preferida para o pouso de aves do mesmo nome. Na ilha oceânica do Itacolomi a pesca é farta e abundante e o local é propício para a caça submarina. Na ilha do Saí foi erguido o marco divisor entre o Paraná e Santa Catarina.
Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaratuba
Composta pelos municípios de Guaratuba, Matinhos, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Morretes, engloba porções da Floresta Mata Atlântica, várzeas, mangues, lagoas e parte da baía, incluindo as ilhas de Capinzal, Araçá, Veiga e Sepultura. É área de domínio particular com utilização restrita, devido a fragilidade de seus ecossistemas e por sua importância ecológica. Tel: (041) 422-8233
Portal do Paraná
Localizado na BR 376 (sentido Curitiba) a 2 km do marco divisório entre os Estados do Paraná e Santa Catarina, na localidade de Pedra Branca do Araraquara, o Portal do Paraná foi inaugurado no dia 30 de setembro de 1996, com a presença do Governador Jaime Lerner e do então Ministro dos Transportes, juntamente com os últimos quilômetros duplicados da BR 376, entregues ao tráfego.
Do conjunto de equipamentos que fazem parte do recanto, constam: portal de troncos de eucaliptos, churrasqueiras, deck e ponte pênsil, sobre o rio São João que passa pelo local, além de lago e caminhos internos.
Terminal Turístico de Massa
Rua Centenário, 605 - Praia do Brejatuba
Tel: (041) 443-1950
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato de Guaratuba, como em quase todo o litoral paranaense, utiliza diferentes matérias-primas como o cipó-imbé, taquara, tipiti, raiz de figueira, timbopeva, urucurana e barro.
As peças confeccionadas são em sua grande maioria utilitárias, sendo que na Colônia de Piçarras podem ser encontradas redes para arrastão.
Como festa tradicional destacam-se a Festa do Divino, a Festa do Pescador e o Festival do Camarão.
Informações Turísticas
Secretaria Municipal do Esporte e Turismo
Ginásio de Esportes Governador José Richa
Rua José Nicolau Abagge, 1300
Tel: (041) 472-1289 - Fax: (041) 472-1289
MATINHOS
Aspectos Econômicos
Possui como atividades econômicas o turismo, a pesca artesanal, a agricultura, a pecuária e a indústria, principalmente da construção civil. Em época de alta temporada, quando restaurantes, lanchonetes, sorveterias, bares e hotéis são procurados pela população flutuante, a atividade turística é incrementada.
Aspectos Sociais
A população é miscigenada, formada por descendentes dos índios carijós, portugueses, italianos, alemães e outros. Apresenta uma estrutura social particular, devido às características da formação de sua população fixa e sazonal, em relação aos veranistas e turistas (recebendo aproximadamente 500.000 pessoas) que afluem ao litoral nas temporadas de verão e nos feriados. Possui 15.174 habitantes.
Aspectos Históricos
A colonização de Matinhos começou em meados de século XIX, quando os índios carijós habitavam o litoral paranaense, descoberto em 1820 pelo francês Augusto de Saint’Hilaire. Sua primeira denominação foi Matinho, nome de um rio existente no município, e seus colonizadores iniciais foram os portugueses e italianos, que fundaram colônias agrícolas. Em 1927, foi inaugurada a Estrada do Mar, ligando Paranaguá a Praia de Leste, que trouxe diversas famílias, em sua maioria alemãs, fixadas em Matinhos, entre elas a de Augusto Blitzkow, responsável por um plano de urbanização para Caiobá. Em agosto de 1931, a região recebeu a visita do Presidente do Paraná, Carlos Cavalcanti, que foi de Paranaguá a Caiobá de carroça pela praia. Em 27 de janeiro de 1951, de acordo com a Lei nº 613, Matinhos foi elevada à categoria de Distrito pertencente a Paranaguá, e à categoria de Município, a 12 de outubro de 1967, desmembrando-se de Paranaguá.
Aspectos Geográficos
Localizado no litoral paranaense, a 3 m de altitude, com uma área de 215 km2. O clima é quente durante o ano todo e a temperatura média no verão é de 22º C e 18º C no inverno. Situa-se a 111 km da capital.
Infra-estrutura de Acesso
· Rodoviária
Estação Rodoviária
Praça São Pedro, s/n
Tel: (041) 453-1313
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja Matriz de São Pedro
Pequena igreja localizada no centro do município, de linhas arquitetônicas simples. Dado ao crescente número de fiéis, próximo da antiga igreja foi construída uma outra, grande e moderna, também de linhas simples. Sua devoção é por São Pedro, Padroeiro dos pescadores, cuja comemoração é no dia 29 de junho. Localiza-se na Rua Albano Müller.
Museu Ecológico Municipal
Situado na Praça São Pedro, numa edificação construída entre os anos de 1938 e 1944, a qual durante muitos anos abrigou a Igreja Matriz de São Pedro. Se constitui no único bem histórico que rememora aos primórdios do município, tombado desde 1987. Em seu interior, além de peças do ambiente marinho e terrestre, há uma pintura em mural do suíço Paulo Kohl. O acervo é composto por coleções de conchas raras, corais, esponjas, crustáceos, animais marinhos, além da fauna proveniente da Mata Atlântica. Há também mostra de um sambaqui e peças oriundas de outros países.
Praias
Vários balneários compõem o Município de Matinhos, entre eles encontram-se: Corais, Jussara, Gaivotas, Iracema, Guacyara, Currais, Iparacaí, Betaras, Solimar, Marajó, Saint Etiene, Flórida, Riviera I e II, Flamingo, além da praia de Matinhos, situada na própria sede do município, com águas agitadas e pouco profundas e escassez de vegetação. A beira-mar localiza-se um mirante, construído sobre uma formação rochosa do qual se tem uma visão panorâmica do aglomerado urbano de Matinhos e de todas as praias e balneários do norte do município.
A praia de Caiobá pode ser dividida em praia Brava, localizada numa enseada, com águas agitadas e rasas e a praia Mansa, também em uma enseada, com águas calmas e rasas, em local de grande beleza cênica. Dela atinge-se a Prainha e a Ilha das Tartarugas.
Morro do Escalvado
Também conhecido por Morro da Cruz ou da Margarida possui uma altura aproximada de 262 m e abundante vegetação que permite o desenvolvimento de trilhas ecológicas que levam ao seu cume. Dele, tem-se uma visão panorâmica das praias de Matinhos e Caiobá. O acesso ao Morro, é feito pela Rua da Fonte.
Parque Florestal Rio da Onça
Criado com o objetivo de proteger a flora e fauna regional, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida a seus habitantes, o Parque preserva caxetas, brejos graminosos e restingas cobertos por guanandis, maçarandubas, palmitos e tiriricas, habitados por préas, gatos-do-mato e gambás. São ecossistemas constituintes desta unidade de conservação, junto a uma das maiores concentrações urbanas do litoral paranaense.
Localizado a 600 m da praia, possui 1660 ha, sendo dotado de portal, trilhas interpretativas, pontes suspensas, centro de visitantes, mirante e camping, entre outros equipamentos.
Centro de Convenções de Caiobá
Ocupando uma área de 13.972 m2, oferece um módulo central construído em alvenaria num arrojado projeto arquitetônico, possuindo quadras de esporte, local para shows e estacionamento. Com capacidade para 800 pessoas, sedia eventos como congressos, feiras, shows, solenidades, atividades artístico-culturais, campeonatos e torneios do município e região. Localiza-se na Avenida Paraná, s/n - Tel: (041) 453-2929.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O artesanato caracteriza-se pelo trançado que é praticado em todo o litoral, sendo vinculado à cultura material dos índios. A matéria-prima mais utilizada são as fibras vegetais, tais como: cipó, imbé, timbopeva, talo da folha de brejaúva, palha de milho e uvá.
Mantém-se no município a tradição do fandango. A Festa de Iemanjá, todos os anos no dia 31 de dezembro, tornou-se igualmente uma tradição.
Recentemente o município criou, através de concurso, seu prato típico, “Peixe à Caiçara”, servido grelhado e acompanhado de frutas da estação.
Informações Turísticas
Secretaria de Esporte e Turismo
Rua Pastor Elias Abraão, 22
Tel: (041) 453-2121 - Fax: (041) 453-2652
MORRETES
Aspectos Econômicos
É conhecida como “Capital Agrícola” da região litorânea, sendo que as principais atividades são a olericultura, horticultura e citricultura. Destacam-se as plantações de banana, cana-de-açúcar, milho, mandioca, arroz e feijão, além da produção de cachaça e doces típicos. Nas últimas décadas, vêm sendo exploradas comercialmente as culturas de gengibre e mais recentemente da acerola.
Aspectos Sociais
Às características inerentes ao caboclo ou ao homem urbano morretense se misturam às dos imigrantes italianos, sírios, japoneses, portugueses, alemães, ingleses, entre outros. Conta com uma população de aproximadamente 12.738 habitantes, que em sua maioria dedica-se a agricultura e a pecuária.
Aspectos Históricos
A fundação de Morretes data de 1721, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá demarcasse 300 braças em quadra local onde seria a futura povoação de Morretes, para em 31 de outubro de 1733, a mesma Câmara determinar a demarcação das terras. O primeiro morador da região foi o senhor João de Almeida.
Em meados do século XVIII mudou-se para o povoado de Morretes, o Capitão Antonio Rodrigues de Carvalho e sua mulher, dona Maria Gomes Setúbal, construindo ali uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes. Pela Lei Provincial nº 16, de 1º de março de 1841, foi elevada à categoria de Município, sendo desmembrado do de Antonina e instalado solenemente a 5 de julho de 1841. A 24 de maio de 1869, pela Lei Provincial nº 188, passou a denominar-se Nhundiaquara e recebeu os foros da cidade; mas em 07 de abril de 1870, pela Lei nº 227, voltou a denominar-se Morretes.
Aspectos Geográficos
Sudeste paranaense, 10 m de altitude, com área de 663 km2. O clima quente e úmido. A temperatura média no mês mais quente, é de 22º C e no mês mais frio, 18º C. Situa-se a 68 km da capital
Infra-estrutura de Acesso
· Ferroviária
Estação Ferroviária
Praça Rocha Pombo, s/n
Tel: (041) 462-1382
· Rodoviária
Terminal Rodoviário Brasílio Carlos Jorge Buffara
Praça Olympio Trombini, s/n
Tel: (041) 462-1115
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Porto de Cima
Povoado situado ao pé da Serra do Mar, que teve seu apogeu em decorrência dos engenhos da erva-mate e, nas últimas décadas do século XVIII, passou a ter grande importância econômica como entreposto comercial entre o litoral e o planalto. Com o crescimento político e econômico do interior do Paraná no final do século passado, Porto de Cima chegou a quase desaparecer. Mas guarda vestígios de seu passado retratado pelas ruínas de engenhos, casarões e calçadas de pedras. Foi um grande centro cultural, berço de ilustres personalidades paranaenses. Atualmente possui praia fluvial, área para acampamento e pousada.
Igreja de São Sebastião do Porto de Cima
Devoção de origem portuguesa, esta igreja foi construída na primeira metade do século XIX e inaugurada em 1850. A arquitetura externa, com características coloniais, foi bastante modificada e esta rodeada de edificações do século XIX e início deste. Internamente, sua arquitetura é rica. Foi tombada e restaurada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1963 e encontra-se no povoado de Porto de Cima.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto
Dada a obrigatoriedade pela coroa portuguesa, à prática religiosa na época, Morretes, ressentia-se de uma igreja. Por esta razão, em 1769 obteve licença do Papa para a construção de uma capela devotada à Nossa Senhora.
Em meados de 1812, começou a construção da atual Igreja Matriz, no mesmo local da primitiva capela, num dos pontos mais elevados da cidade. Numa procissão, em 1849, a imagem de Nossa Senhora do Porto, Padroeira da Vila, caiu do andor, fazendo-se em pedaços. No mesmo ano, foi encomendada uma imagem vinda da Bahia, esculpida em madeira, com revestimento de gesso. Inaugurada em 1850, possui em seu interior uma Via-Sacra a óleo executada pelo famoso pintor morretense Theodoro de Bona. Em frente a igreja está instalado um sino vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja. Localiza-se no Largo da Matriz.
Igreja de São Benedito
Os dados históricos referentes a esta igreja apresentam controvérsias. Consta como construída por escravos em 1765 ou que a data de sua fundação foi em 1863, com sua torre edificada somente 53 anos mais tarde, em 1916, por iniciativa do provedor e tesoureiro Capitão Roberto França; ou ainda que foi inaugurada em 01 de janeiro de 1884 e benta em 7 de setembro do mesmo ano.
Seu estilo é colonial e seu acervo artístico e histórico ainda permanece bem conservado. É tombada pelo Patrimônio Histórico e localiza-se na confluência das ruas Conselheiro Sinimbu e Fernando Amaro.
Casa Rocha Pombo
A casa é uma homenagem a Rocha Pombo, que, nascido em Morretes, tornou-se uma das maiores expressões paranaenses como historiador, escritor, professor e político.
Suas características arquitetônicas são simples, em estilo colonial da época dos jesuítas e foi construída em duas frentes, uma para a cidade e outra para o rio Nhundiaquara. Nela funciona um centro cultural, além de expor a maquete da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi em escala 1:5000. Está localizada no Largo Dr. José Pereira, 43. Tel: (041) 462-1207.
Marco Zero
Aos 31 de dezembro de 1733, fixou-se o Marco Zero desta cidade, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou aos oficiais da Câmara Municipal da Vila de Paranaguá, que demarcassem 300 braças para delimitação do município. Localiza-se às margens do rio Nhundiaquara, na Rua General Carneiro.
Estação Ferroviária
Datada de 1885, tem um estilo arquitetônico de impressionante conservação, sem vestígios de arquitetura moderna, já sofreu diversas reformas, sendo que hoje possui sanitários, lanchonetes e barracas com produtos artesanais. Dela, tem-se uma bonita visão das montanhas da Serra do Mar. Localiza-se na Praça Rocha Pombo.
Rio Nhundiaquara
Em língua indígena nhundi (peixe) e quara (buraco), o rio serviu como primeira via natural de penetração, ligando o litoral ao planalto. Anteriormente denominado “Cubatão” era um dos mais auríferos da região, contribuindo economicamente para o desenvolvimento da mesma.
Uma das mais belas e típicas paisagens morreteanas é a do rio cortando a cidade formando um conjunto com as árvores e edificações existentes em suas margens. É navegável em aproximadamente 12 km, e permite a prática de esportes como canoagem, bóia-cross e pescarias. Como atrações destacam-se a Ponte Velha sobre o rio no centro da cidade, considerada uma obra de arte com portais rebuscados, inaugurada em 1912 e recuperada em 1975 pelo DER por ser uma importante via de comunicação da cidade e por sua importância histórica e turística no contexto de Morretes; e a localidade denominada Prainhas, onde o rio se espraia, formando agradável recanto para lazer, com vestígios da histórica trilha do Itupava e acesso por Porto de Cima.
Cascatinha
Local privilegiado pela natureza, a apenas 5 km da cidade, circundado por um lindo bosque às margens do rio Marumbi. Depois de uma pequena corredeira, o rio se espraia formando um lago de aproximadamente 10.000 m2, com profundidade entre 1 e 4 m, sendo um ótimo local para banhos e mergulhos. Um imponente paredão de pedras acompanha o rio por longo percurso à direita. Possui infra-estrutura básica de camping, churrasqueiras, sanitários, vestiários e uma lanchonete. Lá se encontra um dos mais antigos e produtivos engenhos de aguardente. Acesso pela Rua Marcos Malucelli.
Pico Marumbi
Também conhecido como Olimpo, se destaca em altura, na cadeia de montanhas denominada conjunto Marumbi. Com 1539 m, é o ponto preferido para a prática do montanhismo, por proporcionar escaladas em todas as modalidades e graus de dificuldades. No caminho entre a estação e o pico Marumbi, situa-se a cascata dos Marumbinistas, uma queda d’água quase vertical, que precipita de uma altura de aproximadamente 50 m, constituindo-se numa magnífica paisagem, na passagem obrigatória de todos que rumam em direção ao Marumbi. O pico localiza-se dentro do Parque Estadual Pico do Marumbi, criado em 1990 com área aproximada de 370 ha.
Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi
Abrange também parte de outros municípios e, foi criada com o objetivo de disciplinar e controlar a ocupação do solo, proteger os recursos naturais renováveis, as paisagens, as localidades e os acidentes geográficos naturais adequados ao repouso e à pratica de atividades recreativas, desportivas ou de lazer, visando a preservação e a valorização dos elementos naturais e culturais que compõem a área. Ocupa 66.732 ha, e compreende grande parte da Serra do Mar tombada desde 1986, pela Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e, uma pequena porção oriental do Primeiro Planalto. Abriga um elenco de atrações de motivação turística - ecológica, tais como: Estrada da Graciosa; Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba; Mananciais da Serra; Caminhos da Graciosa, do Arraial, do Itupava e da Cachoeira; e parte da represa do Capivari. Algumas atrações podem ser alcançadas pelo Município de Morretes, como o conjunto Marumbi, os Saltos Redondo e dos Macacos que formam um seqüência de quatro piscinas naturais além da cachoeira Véu da Noiva, queda de beleza indescritível formada pelo rio Ipiranga localizada em local de difícil acesso.
Salto dos Macacos
O rio dos Macacos precipita-se de uma altura de 70 m, sobre uma laje granítica, formando impressionante piscina natural. Em seguida como um degrau, forma outro salto, o Redondo, com aproximadamente 30 m de queda livre e 20 m de largura, proporcionando um espetáculo maravilhoso, que pode ser avistado ao longe, durante a viagem de trem ou litorina. Porém para admirar de perto a beleza cênica do conjunto, dois são os caminhos de acesso: por ferrovia, desembarcando em Engenheiro Lange, numa caminhada de 2 a 3 horas, por uma rodovia, num trajeto de 4 km de carro, entre Porto de Cima e Engenheiro Lange e a partir deste ponto, mais 2 horas de caminhada.
Estrada da Graciosa
A contínua e progressiva atividade dos mineradores fez com que estes subissem o leito dos rios que deságuam na baía de Paranaguá. Desta forma, traçaram os primitivos caminhos para o Primeiro Planalto: o Itupava, da Graciosa e Arraial.
A Estrada da Graciosa, um percurso diverso do Caminho da Graciosa, teve sua construção iniciada no Governo do Presidente da Província Zacarias de Goes e Vasconcelos, não sabendo-se exatamente quando foram concluídas suas obras. Acredita-se que tenha sido por volta de 1873. Partindo da BR 116, a 37 km de Curitiba, a Rodovia PR 410 ou Estrada da Graciosa, é hoje um local de lazer, com churrasqueiras, sanitários, quiosques para venda de produtos típicos, mirantes, a ponte de ferro sobre o rio Mãe Catira e o antigo traçado da estrada chamado Caminho dos Jesuítas, em cuja alusão foi construído em 1997 o Portal da Graciosa, projeto do arquiteto Angel Bernal, executado em pedra e madeira.
Caminhos Coloniais
Os caminhos coloniais, eram a única ligação entre o litoral e o planalto paranaense, em meados do século XVII. Por eles subiram os predadores de índios, os faíscadores de ouro e os homens que povoaram os Campos de Curitiba e os Campos Gerais. Tais caminhos, surgidos espontaneamente de acordo com a necessidade no início da colonização, hoje são percorridos pelo homem moderno na volta ao naturalismo, na descoberta de novas formas de lazer, notadamente o turismo ecológico, que pode ser desenvolvido entre outros, nos caminhos da Graciosa e do Itupava.
Caminho da Graciosa
Teve sua construção em duas etapas: a da Serra do Mar, entre 1646 e 1653 e até o Atuba, entre 1848 e 1870. A estrada era de uso dos índios que desciam a serra para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão. Em 1653 o caminho foi abandonado, utilizando-se o do Itupava e a abertura definitiva só foi possível após a Emancipação da Província, em 1872. Neste meio tempo a estrada foi diversas vezes aberta e abandonada.
Caminho do Itupava
Consta que da trilha original, aberta por caçadores que perseguiam uma anta desde o alto da serra até Porto de Cima, nasceu este caminho, por volta de 1625.
Por ela foi feita uma picada facilitando o acesso de mineiros e caçadores de índios. Uma segunda etapa até a Borda do Campo foi aberta em 1649 e 1654. Neste ano, era fundada a povoação de Nossa Senhora da Luz quando então terminou-se o trajeto. Também conhecido como Caminho Real, Caminho da Serra, Caminho de Morretes, de Curitiba etc. Foi uma das mais importantes e antigas estradas do Paraná.
Artesanato, Comida Típica e Folclore
O município é um tradicional produtor de cachaça, produzida artesanalmente, utilizando-se de velhos alambiques, que fazem a fama da conhecida pinga morreteana, envelhecida por no mínimo sete anos em tonéis de várias espécies de madeira, responsáveis pela coloração, aroma e sabor característicos. Por exemplo, a “JD”, de tonalidade amarelada, envelhecida em tonel de madeira de carvalho nacional. “JD” são iniciais de João Dias, português que trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar para o litoral paranaense, estabeleceu-se inicialmente numa ilha e, após contato com os índios, veio para Morretes, onde instalou o engenho pioneiro de cana-de-açúcar e aguardente. Ainda famosa, é a pinga de banana. Os principais alambiques estão na estrada do Anhaia.
A cestaria e o trançado de herança indígena também são práticas artesanais.
O Barreado também é feito em Morretes e, segundo especialistas, difere um pouco do preparado em Paranaguá ou em Antonina. O fandango, reunião de danças chamadas “marcas” em Morretes adquiriu características próprias, sendo diferente de outras regiões na toada, nas batidas e na coreografia. Nas festas tradicionais da cidade, é comum dançar-se a Dança das Balainhas e a do Pau-de-Fita.
Informações Turísticas
Secretaria de Turismo e Meio Ambiente
Largo Dr.José Pereira, 43
Tel: (041) 462-1207 - Fax: (041) 462-1207
PARANAGUÁ
Aspectos Econômicos
A economia do município está ligada ao funcionamento do Porto D. Pedro II, importante terminal corredor de exportação do Estado, além da pesca, agricultura, comércio e turismo.
Aspectos Sociais
Berço da civilização paranaense, Paranaguá conserva características da colonização portuguesa, notadamente nas tradições culturais, folclóricas e religiosas manifestadas principalmente através do fandango, quermesses paroquiais e procissões solenes. Possui aproximadamente 116.072 habitantes, população formada principalmente por famílias tradicionais e pescadores (caboclo litorâneo).
Aspectos Históricos
Na década de 1550-1560, famílias de São Vicente de Cananéia deslocaram-se ao litoral paranaense. Primeiro à ilha da Cotinga e a seguir às margens do rio Itiberê. Em 1640, chegou o Capitão Provedor Gabriel de Lara, e a fidalga família com investidura de governo militar. Já em 1646 mandou erigir o Pelourinho, símbolo de poder e justiça de El-Rei. Após dois anos, a povoação tornou-se Vila, chamando-se Vila de Nossa Senhora do Rocio de Paranaguá. Em 1660 tornou-se Capitania, passando à condição de Cidade em 05 de fevereiro de 1842. Ao ser criada a Província do Paraná, também se criou a Capitania dos Portos do Paraná, que passou a funcionar em 13 de fevereiro de 1854. Fato marcante para Paranaguá foi a visita de D. Pedro II, em 1880, para o lançamento da pedra fundamental do edifício da Estação Ferroviária. A estrada de ferro foi tão rapidamente construída que já em 02 de fevereiro de 1885 era inaugurada e até hoje é motivo de grande orgulho na engenharia nacional.
Aspectos Geográficos
Situa-se no litoral paranaense, na baía de Paranaguá, a uma altitude de 5 m e distando 91 km da capital, numa área de 458 km2. Clima quente e úmido e, no inverno a temperatura raramente desce a menos de 10º C, sendo que a média no verão é de 28º C e no inverno, 18º C.
Infra-estrutura de Acesso
· Aérea
Aeroporto
Saída para Curitiba, 5 km do centro
Tel: (041) 423-7405
Vôo regular para Florianópolis, Criciúma e São Paulo.
· Ferroviária
Estação Ferroviária - RFFSA
Avenida Arthur de Abreu, 124
Tel: (041) 422-8211 / 422-8354 / 422-8856
· Marítima
Porto D. Pedro II
Rua Antônio Pereira, s/n
Tel: (041) 423-1133
· Rodoviária
Terminal Municipal Rodoviário
Rua João Estevam com Rua João Régis - Aterro do Mercado
Tel: (041) 422-0217/423-1215
Aspectos Turísticos
Principais Atrações
Igreja de Nossa Senhora do Rocio
O Santuário da Padroeira do Paraná está situado no Bairro do Rocio, à margem da baía de Paranaguá. Construído em 1813, foi reformado e adaptado aos novos tempos e recebe durante todo o ano milhares de fiéis que dão continuidade à devoção de quase três séculos. Localiza-se na Praça Luiz Xavier, tradicional logradouro que possui um chafariz vindo da Inglaterra, composto de ferro e ornamentando com caras de leão.
Igreja de São Benedito
Construída em 1784 por uma irmandade de escravos, é das melhores e mais autênticas edificações populares do colonial brasileiro. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1962, sendo que em 1967 foi totalmente restaurada. Registra-se em seu interior, magnífico acervo sacro. Está localizada na Rua Conselheiro Sinimbu - Centro Histórico.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Foi a primeira em solo paranaense e a primeira dedicada a Nossa Senhora do Rosário no Brasil, construída no período de 1575-1578. Sofreu sucessivas reformas, adaptações, saques e destruição das peças.
A parte menos atingida pelas mutilações é a fachada, que ainda guarda intactos o seu esquadramento e aberturas. É a Catedral Diocesana, tendo sido tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1967. Está localizada no Largo Monsenhor Celso - Centro Histórico.
Teatro da Ordem
Localizado na antiga Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, obra religiosa do período colonial brasileiro, iniciada em 1770. Sua arquitetura é barroca, toda em pedra e em obras de cantaria, simples nas suas linhas e sem ricas decorações, embora tenha sido freqüentada, no passado, por pessoas abastadas da sociedade parnanguara. O templo foi tombado em 1962 pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, mas, um incêndio deixou a sacristia e a capela-mor bastante danificadas, destruindo inclusive os poucos móveis antigos que ainda possuía. Foi reformada para abrigar também, exposições de cunho cultural e artístico e apresentações de corais de música sacra e peças teatrais. Está localizada na Rua XV de Novembro - Centro Histórico.
Fonte Velha
Também chamada de “Fontinha” e “Fonte de Cima”, sua construção remonta ao século XVII e sofreu várias modificações e acréscimos posteriores. Durante 200 anos as casas da Vila e Cidade de Paranaguá foram servidas pelos “aguadeiros” que abastecendo na fonte, transportavam a água em uma carroça, recebendo dos usuários 100.000 réis por barril. Isto ocorreu até 1914, quando foi inaugurada a rede de água e esgoto. A fonte foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1864.
Uma lenda conta que, protegendo o manancial do fundo escuro e misterioso do subsolo onde jorra incessantemente água, há uma caixa que se alonga em galeria, atravessando a cidade no sentido Leste-Oeste, até a localidade denominada Porto dos Padres. Dizem que a saída servia de refúgio aos Jesuítas, quando da perseguição provocada pela Lei Pombalina, que baniu a Ordem do Brasil. Está localizada na Praça Pires Padrinho - Centro Histórico.
Casa de Monsenhor Celso
O prédio onde funciona hoje a Casa da Cultura foi construído em fins do século XVIII e era morada do músico Brasílio Itiberê da Cunha e seu irmão Celso Itiberê da Cunha (Monsenhor Celso). O monumento foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1972. Esta casa está ladeada por um conjunto de construções coloniais. São ao todo três casas térreas e dois sobrados dos quais se destaca um setentista que pode ser considerado a melhor obra de resistência colonial da cidade, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1972. A Casa de Monsenhor Celso ainda conserva em sua fachada as esquadrias em pedra lavrada e em seu interior, as conversadeiras (antigos bancos de pedra), vestimentas pertencentes ao Monsenhor e muitas telas pintadas por artistas da região. Está localizada no Largo Monsenhor Celso - Centro Histórico.
Palácio Visconde de Nacar (Câmara Municipal)
Construído em 1856, a antiga residência do Visconde de Nacar foi sede da Prefeitura Municipal e é hoje a Câmara Municipal de Paranaguá. Apesar das diversas reformas e adaptações, possui características arquitetônicas neoclássicas valendo-se notar a boa conservação, em suas paredes de telas pintadas a óleo de razoável valor histórico e artístico. O prédio, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1966. Em seu Interior nos fundos, onde os escravos eram aprisionados, existe até hoje vestígios de uma antiga senzala. Está localizado na Rua Visconde de Nacar - Centro Histórico.
Palácio São José (Prefeitura Municipal)
Antigo colégio dirigido por irmãs de caridade, instalou-se em Paranaguá no ano de 1903. Em 1978, o prédio foi adquirido pela Municipalidade e passou a ser sede da Prefeitura Municipal, com sua inauguração no dia do aniversário da cidade, 29 de julho de 1980. Está localizado na Rua Júlia da Costa.
Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá
Antigo Colégio dos Jesuítas, fundado em 1752 e inaugurado oficialmente em 1755. Com a expulsão dos Jesuítas do Brasil, em 1759, através da Lei Pombalina, a Junta da Fazenda manteve na Igreja do Colégio de Paranaguá um capelão com incumbência de conservar o local. Assim foi até 1821, quando a mesma junta determinou que a tropa que guarnecia a Vila de Paranaguá, ali aquartelasse. Em 1835, o edifício já pertencia à Real Fazenda, mas sua construção estava em ruínas. Em 1840 chegou a autorização para o conserto do colégio e, um ano após, uma classe de instrução primária ocupava uma das salas. A igreja, porém, continuou em ruínas, até que foi demolida em 1816. Nele funciona, atualmente, o Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá, inaugurado em 1962 na forma de convênio assinado entre a Universidade Federal do Paraná, e o Instituto de Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O setor de Arqueologia compreende uma exposição da Pré-História através de painéis fotográficos, mapas e material coletado em prospecções arqueológicas efetuadas em sambaquis da região. O setor de Artes Populares contém uma pequena mostra do artesanato de várias regiões do Brasil, além de utensílios rudimentares utilitários de caça e pesca. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1972. Está localizado na Rua General Carneiro. Tel: (041) 422-0228
Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá
Fundado em 1931, seu acervo contém jornais, porcelanas, armas, moedas, instrumentos de trabalho e peças de mobiliário dos séculos XVII e XVIII. Desta coleção, destacam-se a imagem de Nossa Senhora das Vitórias e o canhão do corsário francês que naufragou na ponta da ilha da Cotinga, em 1718, cuja descoberta foi em 1963 por membros da Sociedade Geográfica Brasileira. No local funciona também o Centro de Letras Leôncio Correia. Está localizado na Rua XV de Novembro - Centro Histórico.
Tel: (041) 422-1263.
Mercado Municipal do Café
Construção do fim do século passado, um misto de art-nouveau com classicismo, todo em ferro fundido trabalhado em arco e rendilhados. Atualmente oferece refeições com frutos do mar e o artesanato litorâneo. Está localizado na Rua General Carneiro ou Rua da Praia.
Mercado Municipal Brasílio Abud
Inaugurado em 1982, seu nome homenageia antigo Prefeito de Paranaguá. Ocupa uma área de 2150 m2, possuindo boxes para venda de pescados, produtos hortifrutigranjeiros, além de salas para administração, açougue, lanchonete e outros serviços. Está localizado na Rua da Praia.
Estação Ferroviária
Situada na Avenida Arthur de Abreu, a Estação Ferroviária, ainda em funcionamento, é o ponto inicial da Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba. Obra iniciada no dia 5 de junho de 1880, data em que foi lançada a pedra fundamental, na presença de D. Pedro II e da Imperatriz do Brasil.
Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
A Ferrovia Paranaguá - Curitiba que liga o litoral ao planalto é uma verdadeira obra de engenharia que vence os contrafortes da Serra do Mar, numa extensão de 110 km. Construída no período de 1880-1885, possui 14 túneis escavados na rocha, 41 pontes e viadutos de super estrutura metálica. O maior vão vencido está localizado na Ponte São João, cujo comprimento é de 113 m sobre o rio do mesmo nome, a ponte conta com 4 vãos, sendo que o vão médio tem a altura de 58 m.
O Viaduto Carvalho, construído com grande tenacidade, está a mais de 900 m de altura, tendo como suporte, muros de arrimo de até 10 m de altura fazendo uma curva de 45 graus no espaço, conhecida como Curva do Diabo.
O maior túnel da Serra do Mar é o de Roça Nova, com 457 m de extensão, na altitude de 955 m.
O magnífico panorama dos contrafortes da Serra do Mar com paisagens como o “Véu de Noiva”, o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, aliado à técnica do arrojado traçado da estrada continuam sendo uma atração emocionante, mesmo depois de um século.
Porto D. Pedro II
É um grande terminal exportador de cereais. Situado no interior da baía de Paranaguá, sua influência estende-se a uma vasta região do Brasil, além de ser Entreposto de Depósito Franco do Paraguai por acordo internacional. O atual Porto foi inaugurado em 1935.
Sua existência até nosso dias, está ligada aos cinco ciclos a saber: ciclo do ouro, da erva-mate, da madeira, do café e da diversificação, quando seu movimento passou a ser de exportação de milho, soja, farelo, algodão, óleos vegetais etc. A visitação se faz mediante autorização da Administração dos Portos de Paranaguá.
Rua da Praia
Local onde se encontra a maior concentração de sobrados coloniais, testemunhos fiéis de todo o passado parnanguara. Estes seculares casarios da Rua General Carneiro mostram ainda linhas e formas de colonização portuguesa. Localiza-se em paralelo com a margem esquerda do rio Itiberê. Merece destaque a Praça Newton D. de Souza com seu bonito mural sacro de São Francisco das Chagas, do artista parnanguara Emir Roth.
Rio Itiberê
Está ligado à colonização paranaense, pois foi às suas margens que se fixaram os primeiros colonos transferidos da ilha da Cotinga, quando ainda se chamava Taquaré. É navegável em uma extensão de 2000 m e deságua na baía de Paranaguá. Em suas margens se desenvolveu o antigo núcleo colonial dando origem ao casario da Rua da Praia.
Cachoeira da Quintilha
Formada pelo Rio Cachoeira, que se precipita de uma altura de aproximadamente 20 m, formando uma piscina natural. No local não existe infra-estrutura, sendo recomendável pedir autorização antes de entrar. Situa-se na Colônia Quintilha, a aproximadamente 8 km da BR 277, com acesso pela PR 508 - Estrada Alexandra-Matinhos.
Fonte: Paraná Turismo
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