quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ESTÁGIO, EXPERIÊNCIA E EMPREGO

ESTÁGIO, EXPERIÊNCIA E EMPREGO
24/02/2005

As mais angustiantes preocupações constantes no vernáculo de formação dos profissionais de cursos superiores e, em especial, os de turismo e hotelaria, são observadas nestes três itens ou pontos referenciais de interrogação; estágio, experiência e emprego.

O estágio sobre a viabilização de sua execução, sobre a vontade e o interesse do discente em realizá-lo de maneira efetiva e produtiva deve merecer, além da orientação de um docente interado e dedicado, a atenção redobrada das instituições de ensino no tocante à efetividade e eficácia do mesmo, independente até da exigência curricular determinada pelo MEC.

O que se tem observado nos últimos anos são colchas de retalhos sendo costuradas para atender vários interesses públicos e privados, que vai: da expectativa ou até da efetivação de emprego remunerado (às vezes) e provisório; da regularização documental de uma exigência curricular, maquiando-se em relatórios e laudos absurdamente viciados ou defeituosos, para não dizer conspiradores da ética e da decência profissional; e da encenação do poder público, com ofertas mirabolantes de empregos em estágio, sem nenhum comprometimento profissional-acadêmico, mas para atender instituições que se locupletam com esse tipo de oferta de serviço e emprego, através de um controle ineficiente, para não dizer incompetente, das atividades executadas pelos estagiários.

Será que o estágio é isso? É para isso que se exige estagio dos discentes?
A tradução do estágio para a questão profissionalizante pode e deve ser entendida como a inicialização da experiência do discente diante das oportunidades que lhe são oferecidas, seja pelo mercado (foco das atenções e marketing das IES para consolidação dos cursos), seja pela abertura à construção de novos e dignificantes valores profissionais que oportuniza ditar as ações e atividades, pesquisas e teorias, enfim, deliberar sobre os destinos de uma sociedade, de um país, observadas as especificidades de cada área de atuação.

Esse adjetivo bonito traduzido para a denominação “experiência” deve ser compreendido de maneira a melhorar a conscientização tanto dos discentes quanto das direções das instituições de ensino superior, no sentido de estabelecer programas, planos e projetos que possibilitem ao acadêmico, tanto em sala de aula, quanto em estágio, principalmente nesse último, ordenar e organizar suas ações de acordo com a teoria e a técnica coletada pelos ensinamentos dos docentes e a prática através do oferecimento dos serviços, do emprego em estágio.

Desse modo, o que se vislumbra é a força da mão-de-obra especializada que traduzida para o item emprego pode se transformar no incremento de uma política sobre a profissionalização, de maneira clara, ética e, acima de tudo, com qualidade, ou seja, não se enveredando para o simplismo da recepção, após alguns anos de estudo e freqüência escolar, de um canudo, de um diploma, de um certificado de conclusão de curso superior, mas, formatando um conceito puro e verdadeiro de um formando capaz de assumir com credibilidade, dentro da sua área de atuação profissional, quaisquer desafios.
Esses itens, com certeza, fazem parte da trajetória curricular dos discentes, quando são obrigados a realizarem estágios sem nenhuma correspondência profissionalizante, apenas para cumprir uma exigência formal e normatizada e que merece, obrigatoriamente, um estudo mais aprofundado tanto das instituições quanto do Ministério da Educação, no sentido de criar canais e mecanismos legais, garantindo ao discente a realização de um estágio decente, efetivo, eficiente e eficaz.

Não se quer aqui desqualificar e nem pedir a eliminação do estágio dentro das obrigatoriedades curriculares, o que propomos aqui é um envolvimento e uma relação, de maneira até contratual, onde sejam especificadas aos discentes as garantias morais, éticas, sociais, educacionais, econômicas e políticas a serem cumpridas pelas instituições de ensino superior, no que se refere à produção e exigência para a realização do estágio, construindo assim uma relação harmoniosa e produtiva entre a academia, as empresas e o mercado, proporcionando uma crescente melhoria da docência bem como do significado profissional promovido pela formação de ensino superior.

Traduzindo, deve haver uma relação contratual, formal e legal entre as instituições de ensino superior, o poder público e todos os componentes do mercado, para estabelecer, de maneira suficientemente objetiva, todas condições de oferta de estágio e experiência, emprego e garantia de profissionalização.

O sonho sonhado sozinho é apenas um sonho, mas o sonho sonhado em conjunto é a certeza de uma realização.
Indicamos: Ione Bonfim e Marcelo Veloso.
Coop-line Tur

Buenos Aires vira nova febre do turismo gay

Buenos Aires vira nova febre do turismo gay
27/01/2005

A capital da Argentina, Buenos Aires, está se tornando um dos destinos preferidos dos turistas gays.

Para satisfazer este público, há planos para construir um hotel cinco estrelas dirigido a homossexuais, e casas de tango especializadas em promoções para gays estão pipocando por todos os lados.

O epicentro do fenômeno é o tradicional bairro de San Telmo, onde foi aberto o primeiro albergue para homossexuais da cidade e que pode em breve ser declarado um lugar "amigável para os gays".

"É um lugar muito receptivo, onde nós podemos aproveitar os homens atraentes e ir aos bares gays", disse o turista americano Gary, que, com seu parceiro Chris, saiu de San Francisco para conhecer o novo ponto quente da comunidade.

"Eu queria vir para cá por causa do ótimo clima, da atmosfera à européia, da taxa de câmbio", completou Gary, enquanto perambulava por um mercado de rua em San Telmo.

Peso

Segundo a subsecretária de Turismo de Buenos Aires, Marcela Cuesta, no ano passado o número de turistas a visitar a cidade aumentou em 38%, chegando a 5,25 milhões de pessoas, um novo recorde.

"Acreditamos que vinte por cento deste total seja formado por gays de todo o mundo, especialmente da Europa e dos Estados Unidos", diz Cuesta.

A desvalorização do peso argentino é um ingrediente que tem ajudado a incentivar turistas estrangeiros a procurar Buenos Aires.

Antes da crise econômica de 2001, US$ 1 comprava 1 peso, e a capital argentina era provavelmente a cidade mais cara da América do Sul.

Agora o peso vale um terço disso, e os visitantes podem aproveitar os atrativos de uma cidade digna do Primeiro Mundo a preços do Terceiro.

Nova mentalidade

Mas o turismo gay, especificamente, também está sendo ajudado por outros fatores, como uma mudança de mentalidade em um país conhecido pelo fervor católico de seus habitantes.

Em novembro passado, por exemplo, a marcha gay anual de Buenos Aires atraiu milhares de homens e mulheres, que saíram às ruas acenando bandeiras multicolores e dançando com gozo irreprimível.

Anos atrás, o normal seria ver muito menos gente participando de um evento deste tipo, e muitos cobririam seus rostos por temerem represálias.

Agora o máximo que eles podem esperar é ouvir alguns impropérios, como ocorreu na marcha de novembro.

Buenos Aires é, hoje, uma das cidades mais liberais das Américas.

Dois anos atrás, o governo legalizou as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Em uma recente feria de turismo latino-americano lá realizada, as autoridades locais mostraram-se mais do que dispostas a propalar as credenciais gays da cidade.

Sociedade aberta

"Não somos conservadores no sentido tradicional do termo", diz Marcela Cuesta.

"Somos uma sociedade bastante aberta, com critérios liberais para receber visitantes."

Ela diz que o grande fluxo de turistas gays está trazendo uma boa quantidade de divisas externas que são hoje muito necessárias para o país.

Enfim, Buenos Aires, que tem sofrido tanto com problemas econômicos, mais uma vez está se mostrando uma cidade orgulhosa, desta vez como a capital do turismo gay da América do Sul.

Mas, pensando bem, considerando que o palácio presidencial da Argentina se chama Casa Rosada, a gente deveria ter imaginado que isso acabaria acontecendo.
Indicamos: ELLIOTT GOTKINE
da BBC Brasil, em Buenos Aires

Ministério do Turismo quer capacitar 30 mil profissionais do turismo até 2007, através do Programa Competitividade dos Pequenos Meios de Hospedagem

Ministério do Turismo quer capacitar 30 mil profissionais do turismo até 2007, através do Programa Competitividade dos Pequenos Meios de Hospedagem
19/01/2005

O presidente da ABIH Nacional, Eraldo Alves da Cruz, participou, ontem, 18, da solenidade de posse do novo diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Paulo Okamotto.
O evento realizado no auditório do hotel Blue Tree Park, em Brasília, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e expressivas autoridades e personalidades de diferentes setores. Paulo Okamotto que era diretor de Administração e Finanças do Sebrae, deve ficar a frente da presidência no biênio 2005/2006.

Ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e indicado para o cargo de diretor do Sebrae pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois de sua posse, em 2002, Okamotto substitui Silvano Gianni.

Nos bastidores da posse, o presidente da ABIH Nacional, teceu elogios ao Sebrae, enfatizando os resultados positivos que vem sendo colhidos através do Programa Competitividade dos Pequenos Meios de Hospedagem, que é resultado da parceria da ABIH com este órgão.

Em conversa com a Ministra Interina do Turismo, Maria Luisa Leal e com o diretor técnico do SEBRAE, Luiz Carlos Barbosa, que permanece no cargo, Eraldo sentiu que ambos expressaram grande entusiasmo com relação á expansão do Projeto Competitividade dos Pequenos Meios de Hospedagem, desta vez com a expressiva participação do Ministério do Turismo.

Maria Luiza afirmou que o Projeto foi muito bem recebido pelo Ministério e considerado como prioritário pelo Ministro Walfrido dos Mares Guia, que pretende alcançar a meta de 30 mil profissionais de turismo capacitados até 2007.

DESEMBARQUES EM VÔOS INTERNACIONAIS AUMENTAM 14,76% DE JANEIRO A OUTUBRO

DESEMBARQUES EM VÔOS INTERNACIONAIS AUMENTAM 14,76% DE JANEIRO A OUTUBRO
25/11/2004

Os desembarques em vôos internacionais de janeiro a outubro apresentaram um aumento de 14,76% em comparação so mesmo período de 2003, registrando 4.994.706 passageiros. Um dado relevante é o crescimento nos vôos não-regulares (charters), que transportam exclusivamente turistas. De janeiro a outubro, foram 258.289 desembarques nestes vôos, mais que o dobro dos 123.288 passageiros no mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2003, os desembarques em vôos charters foram 172 mil.

Na semana passada, a EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) divulgou que os vôos charters para o litoral brasileiro estão em ascensão, podendo alcançar um recorde. Vôos ligando Milão (Itália) a Natal (RN) e a Fortaleza (CE), Lima (Peru) a Florianópolis (SC) e Helsinque (Finlândia) chegando a Recife (PE) são algumas das rotas que devem aquecer a temporada de verão 2005.

Esse aumento pode ser creditado tanto a uma demanda turística que não é absorvida pelos vôos regulares quanto a ações de empresários do turismo que vêem no Brasil novas oportunidades de negócios, além de convênios públicos, como o firmado entre o Instituto, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) e a CTI NORDESTE (Comissão de Turismo Integrado do Nordeste).

Hoje, os principais destinos de vôos não-regulares para o Brasil são a região Nordeste, além de Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). "Praticamente todo o Nordeste é coberto com vôos charters, o que consolida a região como um novo portão de entrada para o Brasil", diz Jeanine Pires, diretora de Turismo de Negócios e Eventos da EMBRATUR, explicando que para os turistas os maiores atrativos de vôos não-regulares são os preços mais baixos das passagens e o tempo mais curto de vôo, já que eles voam diretamente para o destino escolhido. Entre os principais países emissores de passageiros em vôos fretados destacam-se Portugal e Argentina, mas também é forte a presença da Itália, Espanha e Holanda. Isso além de países com pouca tradição emissiva para o Brasil como Hungria, Áustria e Finlândia, que entraram na lista recentemente.

Balança do Turismo - Nesta semana (quarta-feira, dia 24 de novembro), o Banco Central vai divulgar o desembolso destes turistas estrangeiros no Brasil de janeiro a setembro. Até setembro deste ano, as viagens internacionais geraram ao País a entrada de US$ 2,325 bilhões, valor 33,10% maior do que o registrado no mesmo período de 2003 e responsável por um saldo positivo de US$ 347 milhões (a diferença entre o que foi gasto no País e o que os brasileiros desembolsaram no exterior).

O compromisso firmado em 2003, no lançamento do Plano Nacional de Turismo, é de, no ano de 2007, trazer 9 milhões de turistas estrangeiros que sejam responsáveis por um gasto de US$ 8 bilhões no período. Em 2003, os cerca de 4,1 milhões de turistas que entraram no Brasil foram responsáveis pela entrada de aproximadamente U$ 3,4 bilhões, representando uma variação de 8,52% com relação ao ano anterior.

++++++++++++++++++++++++++++++++++++

BRASIL E JAPÃO ASSINAM ACORDO NUM TOTAL DE US$ 4 MILHÕES PARA PROMOÇÃO DE TURISMO

Nesta terça-feira, dia 23 de novembro, o Ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia e o coordenador geral de cooperação técnica do Japão no Brasil, Hyogen Komatsu, assinaram o Projeto de Promoção Turística do Mercosul. Representantes da JICA (Japan International Cooperate Agency), órgão máximo do turismo japonês estiveram em Brasília nas últimas semanas, reunindo-se com representantes do Ministério do Turismo e da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) para discutir a promoção turística do Mercosul no Japão. O governo japonês vai investir US$ 4 milhões para um período de três anos, incentivando os japoneses a visitarem o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai e apoiando a abertura de um escritório de turismo representando o bloco no Japão.

A comitiva também foi para o Paraguai, Argentina e Uruguai, para discutir o mesmo processo com cada um desses países. Atualmemte, o foco é na capacitação dos profissionais de turismo da região para que possam receber visitantes japoneses de acordo com seu perfil e exigências. Um consultor está pesquisando possíveis roteiros nos países para sugerir a formatação de pacotes a profissionais de turismo. Após os três primeiros anos, o investimento no projeto será feito exclusivamente pelos países do Mercosul.

A meta até 2007 é aumentar para cem mil o número de japoneses que visitam o Brasil, gerando divisas em torno de US$ 500 milhões. "Cerca de 45 mil japoneses viajam ao Mercosul por ano, 90% dos quais vêm ao Brasil. Se este número dobrar nos próximos anos, nós já ficaremos felizes", afirmou o chefe da missão japonesa, Satoru Kohiyama. Para ele, o envolvimento da iniciativa privada neste projeto é fundamental, e que os profissionais estejam preparados para receber os visitantes japoneses. O turista japonês é o que mais gasta no mundo. São US$ 190 por dia no país visitado. O novo escritório irá desenvolver destinos turísticos que mais se enquadrem no perfil de turistas japoneses nos países do Mercosul e produzir material turístico promocional. Além disso, o escritório irá treinar guias brasileiros, uruguaios, paraguaios e argentinos para tratarem de maneira adequada o turista japonês, sinalização em japonês será instalada nas principais cidades do Mercosul, entre outras medidas.

Turismo brasileiro abre as portas na França e no Reino Unido

Turismo brasileiro abre as portas na França e no Reino Unido
05/11/2004

Os Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) do Ministério do Turismo, por meio da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), abrem oficialmente suas portas neste início de novembro na França e no Reino Unido. Com sede em Paris, a representação francesa é inaugurada hoje, dia 4. Já na próxima segunda-feira, dia 8 – primeiro dia da WTM (World Travel Market), principal feira de turismo inglesa – é a vez do escritório britânico, sediado em Londres, brindar . Em ambas as ocasiões, estarão presentes o ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia, o presidente da EMBRATUR Eduardo Sanovicz, além de autoridades e profissionais de turismo do Brasil e da Europa. O toque brasileiro fica por conta da decoração verde e amarela, de comidas e bebidas tipicamente nacionais, tudo ao som de MPB e estilos musicais regionais. Também estão previstas coletivas de imprensa tanto em Paris quanto em Londres.

Desde o primeiro semestre, no entanto, essas unidades avançadas de promoção, marketing e apoio à comercialização dos destinos, produtos e serviços turísticos brasileiros no exterior já vêm desenvolvendo ações em seus mercados. Os dois EBTs, juntos, já somam 220 operadores de turismo envolvidos em projetos de promoção e cerca de dez participações em feiras e eventos internacionais. Eles foram responsáveis por duas viagens da Caravana Brasil, programa que traz operadores estrangeiros para conhecer in loco a infra-estrutura turística de destinos nacionais, e pelos seminários Descubra o Brasil, realizados em parceria com Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), BITO (Brazilian Incoming Travel Organization), Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) e Varig. O seminário de Londres aconteceu em setembro deste ano e reuniu cerca de 80 profissionais. O da França é nesta sexta-feira, dia 5, com previsão de atrair aproximadamente 150 pessoas, entre operadores e agentes de viagens.

“Os EBTs são facilitadores da implementação dos projetos de promoção do Brasil trabalhados pela EMBRATUR no exterior. Estão na ponta dando sustentação às feiras, às caravanas, aos seminários”, explica Airton Pereira, diretor de Turismo de Lazer e Incentivo do Instituto e responsável pelos escritórios no exterior. “Em 2005, vamos ampliar e consolidar esses projetos, introduzindo também o treinamento de agentes de viagens sobre o produto Brasil e press trips para jornalistas estrangeiros. As estratégias de promoção serão orientadas pelo Plano de Marketing, que já terá detectado as especificidades desses mercados”, adianta. Por enquanto já estão pré-definidas 21 caravanas para o próximo ano, sendo 16 delas voltadas para o mercado internacional.

Brasil na França – Em funcionamento desde fevereiro deste ano, o EBT francês realizou uma investigação do comportamento do trade: “Neste primeiro momento, fizemos um diagnóstico e percebemos que as operadoras querem vender mais e melhor o Brasil”, avalia Flávia Malkine, executiva responsável. A França, em 2002, foi responsável por 206.502 visitantes daquele país no Brasil. “Em média, há um crescimento de 15% no número de franceses no País e na América Latina desde 2001”, diz Malkine.

Para o presidente da Brasil Travel Pro, Ulla Enayet, que participou da Caravana Brasil de Mergulho, "essa atividade, junto à música brasileira, pode garantir ainda mais a venda do país na França”. Num grupo de sete operadores selecionados pelo EBT, ele visitou Fernando de Noronha (PE), Angra dos Reis e Búzios (RJ), entre 6 e 15 de setembro. Outros dois profissionais, especializados em Pesca Esportiva, conheceram Vitória (ES), Ilha Mexiana (PA) e Manaus (AM), entre 14 e 22 de agosto. “A partir desta viagem, poderei vender Brasil a qualquer cliente da próxima estação", disse Pascale Leblanc, da agência Selectour Vent Debout.

De olho na oportunidade de divulgação do País por conta do Ano Brasil na França em 2005, o EBT estuda formas de ampliar a promoção turística verde e amarela. Estão sendo programadas ações junto à Galeries Lafayette de Paris, maior rede de departamentos francesa, em que vitrines externas serão decoradas com motivos brasileiros, assim como as da Galeries Lafayette Gourmet, braço da empresa para alimentos e bebidas. Neste ano, o Brasil já foi tema de vitrines de lojas da rede em Paris e Tours. O EBT também tem conversado com companhias aéreas, como a Air France, e com diversas empresas de turismo, como o Club Med, para a promoção do Brasil.

Para inglês ver – “A chegada do EBT contribuiu bastante para a comunicação, abrindo a possibilidade de discutirmos juntos e com regularidade projetos comuns de divulgação do Brasil”, declara Paulo Rodrigues, diretor geral da Varig para o Reino Unido. Desde junho deste ano, quando iniciou suas atividades, o escritório, que também é responsável pelos mercados Benelux e Suíça, tem envolvido diversos profissionais de turismo em ações de promoção do destino Brasil. No dia 27 de outubro, por exemplo, a executiva responsável Silvana Nascimento, participou do seminário da British Airways sobre o Rio de Janeiro (RJ) para diretores e gerentes da companhia na Inglaterra.

“Estamos falando de um mercado em que quatro de cada cinco pessoas já viajaram para o exterior a negócios ou a lazer. Há um potencial brilhante” , avalia Silvana, enfatizando que mais de 90% dos britânicos tem passaporte. Em 2002, 146 mil ingleses estiveram no país. “E há grande receptividade para o Brasil, existe muita demanda por informações”, conta.

Com o intuito de diversificar a oferta de produtos turísticos na prateleira inglesa, o escritório trouxe para o Brasil nove operadores de turismo especializados em Incentivo, que são viagens dadas pelas empresas como prêmio para seus funcionários. Eles conheceram Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Manaus (AM), entre 26 e 31 de agosto. Os operadores avaliaram que o Brasil oferece três grandes vantagens para o mercado inglês: belezas naturais, povo alegre e hospitaleiro e preço competitivo.

EBTs – Os Escritórios Brasileiros de Turismo são unidades de promoção do destino Brasil no mercado internacional e têm a missão de consolidar a imagem do País como destino turístico competitivo. Para se ter uma idéia, países como a França e a Espanha, respectivamente primeiro e segundo principais destinos de turismo no mundo, têm mais de 30 escritórios de promoção no exterior. Essa é uma das estratégias para alcançar as metas fixadas no Plano Nacional de Turismo (PNT), que deverá elevar para 9 milhões o ingresso de turistas estrangeiros no país e para US$ 8 bilhões a entrada de divisas em 2007. Já estão em atividade escritórios em Lisboa (Portugal), Frankfurt (Alemanha), Milão (Itália) e Nova York (Estados Unidos). Há também um escritório para a América Latina, com sede em Brasília (DF). Em 2005, estará funcionando um EBT em Madri (Espanha).

EBT na França - Centre Multiburo Gare de Lyon 4 Place Louis Armand
Contato - Flávia Malkine Araújo
flavia.malkine@embratur.gov.br
++33 1 7276 2540

EBT no Reino Unido - 18 - Greyhound Road.W6.8NX - London
Contato - Silvana Nascimento
silvana.nascimento@embratur.gov.br
++44 20 7385 9975

Plano अकुँरेला - O Brasil no mapa mundial do turismo

Plano Aquarela
08/09/2004

O Brasil no mapa mundial do turismo.
Programa inédito norteará o marketing turístico brasileiro no exterior para colocar o país entre os 20 destinos mais visitados.

O cenário internacional do turismo está prestes a ganhar novas cores, mais trigueiras, de um Brasil brasileiro que é samba e pandeiro, mas que tem muito mais para mostrar. No ano em que se comemora o centenário de nascimento de Ary Barroso, um dos maiores nomes da história da música popular brasileira, o país dá início à construção de seu primeiro plano de marketing turístico internacional. Batizado de Plano Aquarela, uma referência à canção de Ary que virou símbolo nacional, tem como um de seus objetivos principais inserir o Brasil entre os 20 maiores destinos de turismo no mundo.

Invista em seu Capital Cultural

A velocidade da informação e o fim das barreiras de linguagem e distância estão obrigando os profissionais a investirem em seu capital cultural para escalar o topo de decisão das empresas. Mais do que nunca, cultura e conhecimento estão se tornando importantes diferenciais.
Fonte: Você S/A.

Desenvolvido pelo Ministério do Turismo e EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), sob coordenação da empresa de consultoria internacional em turismo Chias Marketing, o plano estabelecerá, por meio de pesquisas e análises em mais de 20 mercados, as bases para todas as futuras ações brasileiras de marketing no exterior. Com custo de R$ 4 milhões, surge também para ajudar a criar as condições de alcançar metas estabelecidas no Plano Nacional de Turismo: registrar, em 2007, a entrada de nove milhões de turistas estrangeiros no país, o ingresso de US$ 8 bilhões em divisas e a conseqüente geração de 1,2 milhão de empregos e ocupações. No ano passado, o Brasil, ainda distante da lista de principais destinos do mundo, registrou 4,1 milhões de visitantes internacionais.

“Somos Sol & Mar, mas também somos Aventura, Pesca Esportiva, Golfe, Negócios & Eventos. Este plano ajudará a reescrever a história do turismo brasileiro”, afirma o presidente da EMBRATUR Eduardo Sanovicz. O presidente da Chias Marketing Josep Chias explica que as ações vão se dar de maneira focada: “Identificaremos os mercados competidores em cada segmento para colocarmos em prática estratégias competitivas, de ganho”. Um dos responsáveis pela revitalização do turismo espanhol, Chias foi o diretor do plano de marketing turístico daquele país que neste ano completou 21 anos. Hoje, com uma empresa fixada aqui, ele faz questão de frisar que trabalha “com um time brasileiro”.

Para acertar o alvo – No início deste mês foram realizadas reuniões com cerca de 30 atores do turismo brasileiro – entidades de classe, empresas privadas e órgãos públicos – para ouvir as opiniões de quem constrói o turismo brasileiro, tornando-os parte integrante do processo.

Eles puderam conhecer as próximas etapas do programa, que prevê a realização de três tipos de pesquisas. A primeira, com turistas estrangeiros em visita ao Brasil no momento de seu retorno para o país de origem. A segunda, envolvendo os profissionais de turismo estrangeiros de 18 mercados. Ambas serão concluídas até setembro. A terceira, que pesquisa o turista potencial em 16 mercados, estará encerrada até novembro.

A partir dos resultados, será possível analisar a atual situação do produto turístico Brasil, sua promoção e seus competidores mais significativos para, então, definir estratégias mais adequadas e de longo prazo. “Será desenhado um plano operacional preciso e factível, com programas, ações, calendários e orçamentos para guiar a implantação do plano”, conta Edson Campos, diretor de Marketing da EMBRATUR.

Pronto para entrar em ação a partir do próximo ano, o plano de marketing dará mais embasamento para ações que já vêm sendo desenvolvidas, como a participação em feiras internacionais de turismo e comerciais, a Caravana Brasil, os Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) no exterior e a captação de eventos intenacionais para o país, entre outros.

Quem é o turista estrangeiro que visita o Brasil

Quem é o turista estrangeiro que visita o Brasil
29/07/2004

A maior parte deles tem entre 28 e 45 anos, grau superior completo e, em média, permanece duas semanas no país com gasto de US$ 87,99 ao dia. Essas são algumas das conclusões da Demanda Turística Internacional 2003, pesquisa do Ministério do Turismo e EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), realizada por amostra, sobre o fluxo internacional do turismo receptivo e emissivo no Brasil. Divulgado hoje, o estudo completo está disponível no Portal Brasileiro do Turismo.


Dados preliminares do Anuário Estatístico 2004, em fase de finalização, indicam que 4,1 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil no último ano, garantindo uma receita cambial de US$ 3,4 bilhões, uma variação positiva de 8,52% sobre 2002. "A partir do estudo da Demanda, evidencia-se também que houve uma qualificação deste gasto do turista", conta José Francisco de Salles Lopes, diretor de Estudos e Pesquisas da EMBRATUR. Isto porque o gasto médio por dia passou de US$ 86,17, em 2002, para US$ 87,99 no ano passado, um crescimento de 2,11%.

Como principal motivador da viagem aparece o lazer, com 53,9%, seguido do turismo de negócios (26%) e da visita a familiares e amigos (17,1%). E na hora de escolher o destino Brasil, a propaganda boca a boca – por meio de informação de amigos – foi a principal influência para 61,9% dos turistas. A Internet aparece em segundo, com 13,4%. Dos entrevistados, 45,1% viajavam com a família, sendo que 76,8% não tiveram a visita organizada por agência de viagens. "Cerca de 47% do nosso fluxo está situado na faixa entre 28 e 45 anos. São pessoas que têm maior estabilidade econômica com possibilidade de fazer viagens mais freqüentemente", acrescenta Lopes.

Das cinco primeiras cidades no ranking de mais visitadas, três são do Nordeste. Chama a atenção Fortaleza (CE), que ganhou três posições em relação a 2002, ocupando agora o quarto lugar na preferência do visitante internacional, com 8,5%. Salvador (BA) mantém a terceira posição, atrás de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), históricas primeiras colocadas. Recife (PE) fica em quinto lugar, com 7,5%. Enquanto a capital fluminense tem no turista de lazer seu principal visitante (57,9%), São Paulo recebe mais turistas de negócios (42,7%).

Em geral, o estrangeiro costuma retornar ao Brasil: para 67,1% dos entrevistados esta não era a sua primeira vez por aqui, sendo que 97,2% manifestaram intenção de programar uma nova visita. Quanto ao nível de satisfação em relação à viagem, 56,5% das pessoas declararam terem tido suas expectativas plenamente correspondidas, sendo que apenas 2,2% manifestaram alguma decepção. "Cerca de 90% dos entrevistados não apresentou qualquer crítica ao país em decorrência da viagem", ressalta Lopes. Dentro das críticas apontadas, o primeiro item é a sinalização turística (10,3%), seguido da limpeza pública (10,1%) e da segurança pública (9,3%). Quanto à sinalização, o Ministério do Turismo, até este mês, tem empenhado R$ 4 milhões para 13 projetos de sinalização turística.

Metodologia e nova pesquisa – Para realização da Demanda Turística Internacional 2003 foram entrevistados, no momento da partida do país, cerca de cinco mil estrangeiros, durante a alta (fevereiro) e baixa (setembro / outubro) estações. Nos mesmos períodos, responderam ao questionário aproximadamente 2.500 brasileiros, em relação ao turismo emissivo. A partir deste ano, a Demanda ganha mais fôlego. Por meio de parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), o estudo contará com quatro etapas de levantamento, realizadas em cinco pontos de fronteiras terrestres e em dez aeroportos. Já em fase inicial de pesquisa de campo, serão entrevistadas cerca de 36 mil pessoas ao longo de 2004. E nos próximos meses, a EMBRATUR divulgará resultados preliminares.

Brasileiros no exterior – Sobre o fluxo de turistas brasileiros ao exterior, a Demanda 2003 indica que São Paulo (32,46%), Rio de Janeiro (20,2%) e Rio Grande do Sul (11,2%) são os principais mercados emissores, sendo os Estados Unidos o destino preferido para 32% dos brasileiros. A faixa etária que concentrou o maior volume de turistas ficou entre 28 e 45 anos (44,8%). Em média, permaneceram duas semanas no exterior com gasto de US$ 90,90 ao dia. Cerca de 70% dos turistas já havia viajado pelo Brasil nos últimos doze meses que precederam a pesquisa.

Indicamos: Portal Embratur