Curitiba: Rua das Flores - Rua XV de Novembro - Avenida Luís Xavier
15/05/2003
Esta rua nasceu no século 19, com mudança de vários nomes, devido a questões políticas, ampliou-se e hoje é a rua que os curitibanos fazem suas compras, com segurança, pernanecendo na memória de quem viveu e ainda vive esta história. Planos, medidas e ações. Memórias, que até hoje, são lembradas por poucos. Políticos, empresários tradicionais, entre outros personagens que planejaram a capital.
Em 26 de julho de 1854, quando Curitiba foi declarada oficialmente capital da Província do Paraná, um mapa da cidade já revelava a existência da Rua das Flores, então com apenas três quadras, no trecho entre as atuais Ruas Dr. Muricy (então Rua da Assembléia) e Barão do Rio Branco (à época, inexistente).
As casas de madeira e seus jardins com cercas e floridos, justificando o nome da rua, contrastavam com a lama, em dias de chuva, e o pó, em dias quentes.
Curitiba tinha então 5.819 habitantes e 308 casas. A iluminação pública era feita com 30 lampiões, alimentados a azeite de peixe. Três anos depois, existiam na cidade as Ruas Carioca de Baixo (depois do Comércio, atual Marechal Deodoro), paralela à Rua das Flores, e seu prolongamento ao Sul a Rua da Entrada, depois Aquidaban e atual Emiliano Perneta.
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As Ruas da Assembléia e do Rosário eram as principais transversais. Ao Norte, acima do Páteo da Matriz (atual Praça Tiradentes), estavam as ruas fechadas (José Bonifácio), Direita (13 de Maio) e Saldanha Marinho (Presidente Carlos Cavalcanti). E a Leste, as ruas do Nogueira (Barão do Serro Azul), do fogo (São Francisco), da Carioca (Riachuelo) e a Estrada da Marinha, atual Avenida João Gualberto, saída para quem se dirigia ao Litoral.
A visita de D. Pedro II e comitiva imperial à cidade, em 1880, transformou Rua das Flores em Rua da Imperatriz e a sua paralela, até então Rua do Comércio, em Rua Marechal Deodoro, nome oficial até 1889, homenagem à imperatriz Thereza Christina. Com a proclamação da República, e que resultou no exílio dos monarcas, passou a se chamar Rua 15 de Novembro.
Mais um pouco da sua história
1850 - A Rua das Flores consta do primeiro mapa oficial da cidade e tem três quadras, ligando o Rua do Jogo da Bola, depois da Assembléia (Dr. Muricy) à ainda inexistente Rua da Liberdade (Barão do Rio Branco). Os jardins são floridos, mas a rua tem muitos buracos, pó e lama. A cidade tem 308 casas e 5.819 habitantes.
19 de dezembro de 1853 - Emancipação do Paraná da Quinta Comarca de São Paulo. A paralela da Rua das Flores, onde se concentra o comércio, e a Rua Carioca de Baixo, depois do Comércio, atual Marechal Deodoro.
1871 - Surge o Largo do Oceano Pacífico, que no ano seguinte muda de nome e passa para Largo General Osório. O espaço surge simultaneamente à abertura da Estrada do Matto Grosso (atual Rua Comendador Araújo). Até então, a área onde também se encontra a atual Avenida Luís Xavier é um grande banhado.
1880 - O imperador D. Pedro II e a mulher, Thereza Christina, visitam Curitiba. A Rua das Flores passa a se chamar Rua da Imperatriz. E a área central que servia de depósito de lixo que é a atual Praça Santos Andrade, de Largo Thereza Christina.
É nesse período que começa a existir o trecho mais tarde conhecido como Avenida Luiz Xavier, que liga a Praça Osório à Travessa Oliveira Belo. Homenagem ao primeiro prefeito reeleito de Curitiba, que também foi deputado estadual, federal e secretário do Interior, da Justiça e das Finanças do Paraná.
De estreita e mal-iluminada, a rua de construções acanhadas ganhou novo visual no início do século 20, quando ali se instalaram nomes tradicionais do comércio como: Wendler, Glaser, Hauer e outros, vendendo de secos e molhados ferragens e cristais a roupas feitas, tecidos importados, chapéus e calçados.
1901 - A Prefeitura executa obras de paisagismo na Praça Osório, com o plantio de árvores alinhadas. Em 1909, a praça recebe os primeiros monumentos. A Rua 15 também se tornou endereço de alfaiates, modistas, lojas de jóias e presentes finos, além de confeitarias, cafés e restaurantes, bem como hotéis que marcaram época. Não tardou para que, ainda na década de 1920, surgissem os dois primeiros prédios no trecho da Avenida Luís Xavier: o Palácio Avenida, mandado construir pelo imigrante libanês Feres Mehry, e o Edifício Garcez, o primeiro "arranha-céu" de Curitiba, homenagem ao seu construtor, o engenheiro e prefeito João Moreira Garcez.
1913/1914 - Na gestão do prefeito Cândido de Abreu, a Praça Osório recebe melhorias e tratamento paisagístico. A praça ganha um relógio, doado pela comunidade, montado sobre um pedestal de granito, que marca o horário oficial da cidade, e que fica a poucos metros do acesso principal, para quem chega a Avenida Luiz Xavier.
Primeira década do século 20 - De estreita, mal-iluminada e empoeirada, a Rua 15 de Novembro, que já se estende até à altura da atual Rua Ébano Pereira, ganha pavimentação com paralelepípedos e atrai tradicionais casas comerciais citadas anteriormente.
1929 - O imigrante libanês Feres Mehry constrói o Palácio Avenida no final da Rua 15 e início da Avenida Luiz Xavier. No outro extremo, junto à Praça Osório, no mesmo ano, Moreira Garcez constrói o primeiro "arranha-céu", o Edifício Garcez, com oito pavimentos, e que durante algum tempo foi o terceiro mais alto do Brasil.
1930 - A Avenida Luiz Xavier muda de nome e passa a se chamar João Pessoa. Homenageia o político paraibano, candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas à Presidência da República, em 1930, assassinado por questões políticas na Paraíba. A avenida volta a ter o nome original a partir de 1966.
Década de 1930 - A Rua 15, ainda estreita, é o principal via central, passagem obrigatória de todo o tráfego de veículos e de inúmeras linhas de ônibus que circulam no sentido Oeste/Leste. A Avenida Luiz Xavier passa a ser conhecida como Cinelândia, porque reúne quatro cinemas na área: o Avenida, que funcionava no Palácio Avenida; o Palácio, no Edifício Garcez, além dos Cines Odeon e Ópera, ao lado oposto dos prédios. O período áureo dos cinemas dura até a primeira metade dos anos 70.
1934 - Inaugurada a primeira sede curitibana dos Correios e Telégrafos, na esquina das ruas 15 de Novembro e João Negrão. Todo em granito, o prédio segue a arquitetura típica dos prédios públicos construídos no governo Getúlio Vargas.
1938 - Iniciada a construção do Braz Hotel, na Avenida Luiz Xavier, 65. Com projeto do engenheiro João Wenceslau Ficinski Dunin (pai do arquiteto e ex-presidente do Ippuc e Sedu, Lubomir Antonio Ficinski Dunin), o prédio tem 10 andares e é o segundo "arranha-céu" da cidade. O novo hotel, administrado pelo casal Luiz e Maria Cândida Braz, inaugura-se em 1941.
Final da década de 30 a meados da década de 40- Durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945), a maior parte dos veículos que circulam na cidade são movidos a gasogênio. Tambores que queimam carvão, instalados na parte traseira dos carros, substituem a gasolina, cara e praticamente inexistente durante o período do conflito. O combustível alternativo polui a região central.
1943 - Implantado em Curitiba o plano do urbanista francês Donat-Alfred Agache, que dava à cidade uma nova ordenação de seu espaço urbano. As prioridades incluíam o saneamento, descongestionamento de ruas e estruturação de centros para permitir o desenvolvimento da vida social e cultural. Entregue na gestão do prefeito Alexandre Beltrão, o plano só foi parcialmente implantado, dele restando as grandes avenidas, as galerias pluviais da Rua 15 de Novembro, o recuo obrigatório de cinco metros para novas construções - como a Galeria Agache, na Rua 15, entre as ruas Monsenhor Celso e Marechal Floriano, e previsão de áreas para o Centro Cívico, o Centro Politécnico e o Mercado Municipal.
Década de 1950 - A Rua 15 e a Avenida Luiz Xavier são referências para encontros de parte da população nas livrarias, cafés, lojas de artigos finos e restaurantes. Predominam os veículos importados e o footing das alunas da Escola Normal (Instituto de Identificação) e do Colégio Estadual do Paraná.
Em 1957 na Boca Maldita, surgiram as salas de projeção cinematográfica, transformando a região na chamada Cinelândia. Além do Cine Avenida, no edifício homônimo e do Cine Palácio, inclusive não deixando assistir os filmes, sem o uso do paletó, no Garcez. Ali funcionavam ainda os cines Odeon e Ópera, e na Rua Voluntários da Pátria, o Cines Curitiba. Era tradicional a troca de gibis, entre a mulecada, fora do Cines Curitiba para arrecadar dinheiro para entrada.
Anos mais tarde, também se instalaram à poucas quadras da avenida os cines Arlequim, na Rua Cândido Lopes, e o Luz, que em uma chuva muito forte os espectadores corriam para fora. Situado até hoje e em funcionamento na esquina das ruas Marechal Deodoro e Dr. Muricy, defronte à Praça Zacarias.
1964 - O prefeito Ivo Arzua Pereira acata a proposta elaborada por estudantes e professores de Engenharia e Arquitetura da Universidade Federal do Paraná, que acreditavam no desenvolvimento urbano e num planejamento ordenado para Curitiba. Os recursos para o projeto vêm da Companhia de Desenvolvimento do Paraná - a Codepar, depois transformada em Banco de Desenvolvimento do Paraná - Badep. Após concorrência nacional, vence a empresa Serete, de Isaac Milder, que, com o urbanista Jorge Wilheim e técnicos da Prefeitura de Curitiba, faz o Plano Diretor. Os trabalhos são coordenados pela recém-criada Assessoria de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Appuc), que em 1965 se transforma em Instituto - o Ippuc.
Até o final de sua gestão, em 1966, Arzua também revitaliza o centro, alargando as ruas 15 de Novembro, Marechal Deodoro e Cruz Machado, entre outras. Constrói uma pérgola em concreto armado na também alargada Travessa Oliveira Belo.
1971 - Jaime Lerner, ex-presidente do Ippuc, assume como prefeito e implementa o Plano Diretor, promovendo mudanças básicas na economia, no espaço físico da cidade e nos costumes da população. O adensamento urbano se dá ao longo dos eixos estruturais, por onde também trafega um novo sistema de transporte de massa de grande capacidade.
No mesmo ano, por intermédio de um decreto, o município cria e define os limites do chamado Setor Histórico. Abriga a parte antiga da cidade, onde estão ruas e construções que serão preservadas. A área é parcial, ou totalmente, bloqueada ao tráfego, privilegiando-se a circulação de pedestres. O Setor compõe-se basicamente pelas Ruas José Bonifácio, São Francisco, Duque de Caxias, Saldanha Marinho e trecho da Mateus Leme. O Largo Coronel Enéas (da Ordem), Rua Claudino dos Santos, Praça Garibaldi, e Ruas Jaime Reis e Dr. Keller.
Até 1972, a principal rua central servia de passagem para várias linhas de ônibus no sentido Leste/Oeste e endereço de footing. Primeiro com carros importados, com Vanguard, Buick, Austin, Ford Taunus, Oldsmobile, Packard e De Soto, os motoristas flertavam as alunas da Escola Normal e do Colégio Estadual do Paraná que faziam da Rua 15 a passarela obrigatória.
Com o advento da indústria automobilística nacional, o ir e vir passou a ser feito a bordo dos sempre lembrados Fuscas, de Sinca Chambord, Renault Dauphine e Gordini, DKW Belcar ou Vemaguet, e mais tarde pilotando-se Chrysler Esplanada ou Dart, Charger, Ford Corcel, Chevrolet Opala, Volks Zé-do-Caixão ou Variant, bem como as Brasílias e ousados modelos como SP-2 e Brasinca Uirapuru.
Com a inauguração do calçadão, em 1972, os carros deixaram a cena e a rua foi tomada pelos pedestres. Em 30 anos, casarões deram lugar a edifícios, o comércio mudou de perfil e vende produtos populares nos shoppings direto da fábrica, mas alguns endereços tradicionais sobrevivem.
Os hábitos de quem anda pela Rua 15 mudaram. As passadas largas foram trocadas por um bate-papo com amigos nas mesas em plena rua e defronte aos bares, um café ou uma olhada nas vitrines de lojas, hoje protegido pelas câmeras que monitoram o trecho que vai da Universidade Federal à Praça Osório. Um seguro shopping a céu aberto.
1972 - O ano começa com o bloqueio parcial da Rua 15 de Novembro e Avenida Luiz Xavier aos carros. O trecho entre a Praça Osório e a Rua Dr. Muricy se transforma em estacionamento administrado pela Urbs. O Proparq antecede o atual Estacionamento Regulamentado (EstaR). Permite-se apenas o estacionamento em frente, no trecho delimitado por correntes e guaritas. Na sexta-feira, 18 de maio, após às 18h e encerramento das ações do Poder Judiciário, o trecho é transformado em calçadão exclusivo para pedestres. As obras realizam-se em 48 horas, no final de semana, impedindo a interposição de liminares pelos comerciantes revoltados com a medida.
O calçadão ganha moderno e exclusivo mobiliário urbano, predominando o acrílico. Domos e luminárias são marca registrada do novo visual. Carros dão lugar às mesas espalhadas sobre a calçada, dando à rua ares de boulevard francês. Os carros contornam o centro preservado pelo Anel Central de Tráfego Lento.
Também fecham-se as transversais Monsenhor Celso (trecho Marechal Deodoro/Praça Tiradentes); Travessa Oliveira Bello, integrando-a à Praça Zacarias; e a rua que margeia o casario paralelo às praças Generoso Marques/Borges de Macedo. Ainda é redesenhado o espaço do Marco Zero, defronte à Catedral.
Início de 1974 - Concluídas as obras do calçadão da Rua Senador Alencar, ligando a Praça Osório à Ruy Barbosa, que também passa por remodelações para se tornar o maior terminal central do Sistema de Ônibus Expresso. O pedestre já pode ir da Praça Ruy Barbosa ao Setor Histórico, atravessando apenas alguns cruzamentos transversais ainda abertos aos carros no centro.
1996 - Concluídas as obras de remodelação que transformam a Praça Ruy Barbosa no maior e mais moderno terminal central de transporte. Além da grande esplanada, novo mobiliário urbano, com destaque para as estações-tubo que recebem os usuários dos recém-implantados ônibus expressos biarticulados. Cada veículo tem 25m de extensão, e os tubos substituem os antigos domos de acrílico instalados nos pontos de embarque e desembarque.
Agosto de 1997 - O prefeito Cassio Taniguchi anuncia a revitalização do centro urbano a partir da Rua Comendador Araújo, que será alargada da Rua Visconde de Nácar ao Batel, implantada saíndo do Instituto Paranaese de Cegos na Rua Visconde de Guarapuava ganhando a primeira pista tátil do país, para portadores de deficiência visual. As obras de infra-estrutura para evitar cheias na região, com investimentos de R$ 514 mil, iniciou em janeiro de 1998. Foram executadas em seis meses. A rua foi inaugurada com nova iluminação, pista de rolamento mais estreita e calçadas mais largas, com toda infra-estrutura e novo mobiliário.
Durante o ano, a prefeitura conclui o calçadão da Rua 15 de Novembro, completando o trecho que vai da Rua Monsenhor Celso à Rua Presidente Faria, junto ao Correio Velho. O trecho Praça Osório/Monsenhor Celso foi executado em 1972.
Início de 1999 - O prefeito anuncia para o início do segundo semestre as obras de revitalização do calçadão da Rua 15 de Novembro, e também da Praça Osório. É a primeira vez que o complexo sofrerá remodelações, 27 anos após sua implantação. Também anuncia a instalação de câmeras de vídeo, monitoradas numa central a ser construída na praça, reduzindo risco de assaltos a pedestres da Avenida Luiz Xavier à Rua Presidente Faria.
Ano 2000 - Durante todo o ano, as obras iniciadas na segunda metade de 1999, reúnem a prefeitura e várias concessionárias de serviços, agilizando os trabalhos e evitando atraso no cronograma, o que ocorre pela primeira vez na cidade. Ao longo da Rua XV há reforma e modernização das redes subterrâneas de água, esgoto, energia elétrica, telefonia e telecomunicações. Depois, a instalação de novo piso, paisagismo e troca do mobiliário urbano. A central de monitoramento de TV foi montada no posto construído na Praça Osório, sofreu reforma de paisagismo e ganhou centro poliesportivo.
Ao longo do ano, a prefeitura também incentiva a revitalização do eixo formado pelas ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo, visando a preservação do patrimônio arquitetônico ali existente.
2001 - 31 de março - Dentro da programação dos 307 anos da cidade, Cassio entrega à população nova Rua XV e a Praça Osório, além do conjunto que abriga cafés, lanchonetes, bancas de revista e a Boca do Brilho, onde trabalham os lustradores de calçados.
Reeleito, o prefeito Cassio Taniguchi anuncia a política de revitalização de imóveis históricos centrais, complementando o programa iniciado há 30 anos.
As propostas incluem a velha capela do antigo Colégio Santa Maria, em ruínas, na esquina das ruas Conselheiro Laurindo e Marechal Deodoro; a Casa Hoffmann, destruída por um incêndio, defronte ao Memorial da Cidade, na Rua Claudino dos Santos, e o imóvel que foi sede das Óticas Curitiba, na Rua Monsenhor Celso, entre outros.
Na proposta, a capela abriga a Camerata Antiqua, da Fundação Cultural; a Casa Hoffmann, a Escola de Dança de Curitiba, e as Óticas Curitiba, um Liceu e central de monitoramento da área central, da Polícia Militar. A reforma do casarão no Setor Histórico iniciou-se no final do ano.
Março de 2002 - Começam as obras de revitalização de dois imóveis históricos: as Óticas Curitiba, na Rua Monsenhor Celso - uma edificação de 1919, e a Casa Hoffmann, a primeira construída pelo imigrante austríaco Hilário Hoffmann, em 1879, na Rua Claudino dos Santos (Setor Histórico). Os recursos para a reforma são do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), do Governo do Paraná.
Março de 2003 - O prefeito Cassio Taniguchi participou da reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, quando apresentou o projeto do novo eixo metropolitano de transporte que será implantado na BR-116 antiga 476. A proposta da Prefeitura é transformar a rodovia numa grande avenida, com empresas de comércio e prestação de serviços ao longo dos 25 km de trecho urbano. "Esse projeto vai mudar substancialmente a estrutura urbana da cidade", afirmou Cassio.
Com as obras de urbanização e a implantação de linhas rápidas de biarticulados na nova avenida, a tendência é que as margens da rodovia comecem a atrair a instalação de lojas, shoppings, mercados, escritórios e residências, formando um novo corredor para o crescimento econômico da cidade.
As obras de urbanização da rodovia vão começar no segundo semestre. A primeira etapa do trabalho será a revitalização do trecho Sul da BR-116, numa extensão aproximada de 11 quilômetros, que vai do Pinheirinho ao centro da cidade.
Personagens da Rua XV em Curitiba.
Temos muitos personagens nesta cidade, uma delas é a "Mulher da Cobra" ou "Borboleta 13" que vende bilhetes de loteria. Temos também a "Estátua Branca" que com poucos movimentos atrai turistas ganhando o seu sustento. Há outro, que percorre o calçadão com gritos, fugido certamente do hospício, ergue e abaixa sua maleta, protestando contra o mundo. O "Mímico" também distrai os transeuntes que por alí trafegam. Imitando cada um, com sua habilidade, diverte os que sentados nos barzinhos tomam um chopinho sentado, vendo o tempo passar. Também temos o "Mineiro do Gato Mia" que batendo em uma caixa ou um saco, com um apito em sua boca, faz "miar" o gato, assim, vendendo o seu apito. Não esquecendo do "Óil Man" que em sua bicicleta vestido somente de uma sunga e o corpo envolto em óleo, em dias de frio e calor, percorre a cidade e o litoral com suas pedaladas. Até no Jô Soares já foi entrevistado. Personagens estes, que merecem esta matéria no Portal Turismo Informativo!
Teatros de rua ocorrem com naturalidade, o Festival de Teatro tem todo ano e também rodas de capoeira, músicos tocando sax, violão ou acordeon. As apresentações são durante o dia e quando a noite cai, a Rua XV fica iluminada e o trânsito de pedestres continua com segurança.
Venham conhecer nossa cidade onde o dia e a noite imitam a arte. Cidade abençoada. Apareçam!
Portal Turismo Informativo é referência em notícias de Turismo e Hotelaria na internet. Desde o ano de 2000 vem atingindo muitas visitas. Há oito anos no ar, já atingiu mais de 186.000 visitantes únicos por mês. Um local de referência na busca de notícias de Turismo e Hotelaria no Brasil.
domingo, 16 de março de 2008
A visita de Alberto dos Santos Dumont em Curitiba
A visita de Alberto dos Santos Dumont em Curitiba
19/11/2002
Maria Aida quando subiu em seu balão levado a gás de querosene, disse temer as torres de nossa catedral de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba e o mar, por estar pouco além da Serra. O balão enganchou na lanterneta do telhado da Catedral, de onde ela foi retirada por um funcionário da mesma igreja.
Saiu cavalgando o telhado até chegar à janelinha da torre, de onde desceu pela escadaria existente até o solo.
Mais tarde, esteve em Curitiba o inventor da “dirigibilidade” dos balões e também do aeroplano, denominado “Demoiselle”, Santos Dumont.
O autor dessa crônica, no ano de 1915 reconheceu o inventor na Praça Tiradentes, de fronte à catedral e perguntou a ele se gostaria de visitá-la. Respondeu afirmativamente.
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O menino correu a avisar o Padre Celso Itiberê da Cunha, vigário do principal templo da cidade, e este veio à porta aguardar Santos Dumont.
Entraram, percorrendo a nave, e o aeronauta, após agradecer as atenções do Pe. Celso (mais tarde Monsenhor), retirou-se, despedindo-se com simpática atenção do menino.
Havia lhe contado, o menino, que o aviador Cícero Marques, voando pelos ares da cidade, no aviãozinho que subia e descia na pista do Prado de Corridas, (mais tarde Jockey Clube), um dia passou por entre as torres. Sabendo disso, disse-lhe o aeronauta: “Corajoso mas imprudente!”.
Santos Dumont fazia os seus experimentos com o balão “Brasil I”, e mais tarde com seu aeroplano, na planície de Bagatelle, Paris, próximo à residência da Princesa Isabel, que o mimoseava e ao seu mecânico, com fartas cestas de farnel.
O Paraná marcou em 1914, durante a “Guerra do Contestado”, o primeiro desastre aéreo mundial. Aconteceu com o piloto Kirk, que morreu ao bater seu aparelho na copa de um pinheiro. A hélice do avião esteve por largos anos recolhida ao Museu de Curitiba.
Ao despedir-se com simpática atenção do menino, Santos Dumont lhe disse”leve a seu pai um cordial abraço e diga-lhe que foi Adalberto dos Santos Dumont que lhe enviou”.
*Vasco José Taborda – escritor (in memorian)
Alberto Santos Dumont foi um gênio, autor de inúmeras invenções, entre elas o relógio de pulso. Nunca imaginou que hoje em dia, poderia ser usado como câmera fotográfica, agenda eletrônica, rádio FM e AM - transmissão de dados e voz e outras funções da tecnologia.
Uma curiosidade: A casa de Alberto Santos Dumont em Petrópolis, estando hoje aos cuidados da família Villares (o mesmo dos elevadores Villares) foi construída por ele próprio, onde a escada foi erguida para o mesmo e seus visitantes entrarem sempre com o pé direito, denominando os lugares apropriados para colocar um pé de cada vez. Superstição engenhosa!
Petrópolis é uma cidade cheia de tradições, onde se encontram vários dos mais eloqüentes monumentos do Império. Mas a República não chegou a ofuscar seu brilho nem desprezou sua extraordinária natureza.
Localização da casa do Pai da Aviação: Rua do Encanto, 22 - Centro (próximo ao Relógio de Flores) Ano de Contrução: 1918 - Horário de Visitação: de 3ª a domingo, das 9h às 17h
Chalé alpino francês, em três pavimentos, a casa de veraneio de Santos Dumont, destaca nos detalhes a inventividade do proprietário. O chuveiro com aquecimento a álcool são algumas das nuances criadas pela originalidade de Santos Dumont.
A história de Alberto Santos-Dumont confunde-se com a conquista dos ares pela Humanidade.
Voar pelos céus sempre foi um sonho do Homem; prova disso são as figuras míticas da antigüidade, como Dédalo e Ícaro na Antiga Grécia, Mercúrio na mitologia romana, e Thor para os povos nórdicos. Voar representava Poder - pois enquanto o Homem já havia se mostrado capaz de conquistar as terras e as águas, aos céus só os pássaros podiam alçar-se.
Muitos foram os que tentaram alçar vôo ao longo dos tempos; houve aqueles que procuraram imitar os pássaros, prendendo um par de asas ao corpo, e que encontraram a morte ao jogarem-se de torres e muros. Tais tentativas, feitas sem base científica, pouco contribuíram para tornar realidade esse sonho. Na metade do século XV, o sábio Leonardo da Vinci procedeu ao estudo das asas dos pássaros, e projetou vários artefatos, como o ornitóptero (com asas batentes movidas a energia humana), helicópteros (com hélices movidas por molas), e pára-quedas. Em suas mais de 5.000 páginas de anotações sobre o vôo, vários problemas foram estudados e resolvidos, incluindo o do cálculo da área de sustentação; porém tal obra ficou perdida por quase três séculos.
Outros continuaram com suas tentativas de voar. No ano de 1709, o Pe. Bartolomeu de Gusmão, brasileiro, nascido em 1685 na Vila de Santos, mostrou a D. João V, Rei de Portugal, que um engenho "mais-leve-do-que-o-ar", ou balão, poderia erguer-se ao ar. Assim, a 5 de agosto de 1709, um pequeno balão de papel, tendo o ar em seu interior sido aquecido por chama, elevou-se a 20 palmos de altura, dentro de um palácio; dias depois, nova experiência foi realizada, desta vez ao ar livre, novamente com sucesso.
Em 1783, os irmãos Montgolfier construíram um balão usando o mesmo princípio do ar aquecido, o qual elevou-se aos céus franceses a uma altura de 2.000 m, no dia 4 de junho do mesmo ano. Com a descoberta do hidrogênio, foi possível utilizar tal gás ao invés do ar aquecido, conforme foi demonstrado por Jacques Charles em 23 de agosto de 1783. Apesar de mais perigoso, oferecia a vantagem de permitir viagens mais longas.
Porém, tais engenhos satisfaziam apenas parcialmente o anseio de voar, pois não permitiam o vôo controlado -- o homem estava à mercê da vontade dos ventos. Alguns pioneiros da aviação procuraram adaptar motores a vapor (Giffard, 1855) e motores elétricos movidos a baterias (Renard e Krebs, 1884) para resolver o problema da dirigibilidade. Tais tentativas mostraram-se infrutíferas, pois o peso excessivo de tais motores tornavam os engenhos impraticáveis. Somente o desenvolvimento dos motores a combustão interna ao final do século XIX permitiu resolver este problema a contento.
Dentre esses pioneiros, encontramos ainda dois brasileiros: Júlio César Ribeiro de Souza, o qual em 1880 propôs um balão dirígivel - "fusiforme dissimétrico" - provido de elementos de sustentação que permitiam o vôo dirigido, tendo sido construído e testado com sucesso em 1881, em Paris; e Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que em 1902 projetou o balão dirigível PAX, tendo infelizmente falecido quando aquele explodiu em vôo, em Paris.
Voltamos agora nossa atenção ao brasileiro Alberto Santos-Dumont. Nascido em Cabangu, então distrito de João Aires, Minas Gerais, a 20 de julho de 1873, o jovem Santos-Dumont sempre demonstrou interesse pela mecânica. Tendo ido viver em Paris aos 18 anos, Santos-Dumont logo tomou interesse pelo vôo em balões.
Após ter feito seu primeiro vôo em um balão livre, em 23 de maio de 1898, encomendou um pequeno balão de 113 metros cúbicos, o qual foi batizado com o nome "Brazil". Logo passou a destacar-se dos demais aeronautas em Paris; porém tal não foi sem sustos, tendo-se envolvido em vários acidentes.
Santos-Dumont subvencionava suas atividades aeronáuticas com seu próprio dinheiro (em 1901, encher um balão de 620 metros cúbicos com hidrogênio custava-lhe aproximadamente US$ 500,00). Inúmeros balões dirigíveis foram construídos por Santos-Dumont; com eles se demonstrou que era possível utilizar motores a explosão em balões de hidrogênio, contrariando as opiniões da época. O seu balão nº 2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 r.p.m. O nº 2 deslocava-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!
Até o mês de julho de 1901, Santos-Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí Santos-Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial. No dia 19 de outubro de 1901, o cobiçado prêmio Deutsch, no valor de 50.000 francos, foi arrebatado por Santos-Dumont. Instituído pelo magnata do petróleo Henri Deutsch de La Meurthe, o prêmio Deutsch seria concedido àquele que, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, circundasse a torre Eiffel em um tempo máximo de 30 minutos, partindo e retornando do campo de Saint-Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso. Às 14h42min, Santos-Dumont partiu com seu dirigível nº 6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos.
Santos-Dumont continuou desenvolvendo outros dirigíveis, mas o desafio de construir um engenho "mais-pesado-do-que-o-ar" também foi vencido pelo pioneiro. Já em 17 de dezembro de 1903, os irmãos Wright, nos EUA, utilizaram-se de uma catapulta rudimentar (com uso de um plano inclinado) para lançarem em vôo o seu biplano Flyer, o qual deu um salto de 40 metros (vôos subseqüentes melhoraram esta distância até pouco mais de 200 metros). Santos-Dumont, no entanto, seria o primeiro a construir e levantar vôo em uma aeronave "mais-pesada-do-que-o-ar" por seus próprios meios.
Em 21 de agosto de 1906, Santos-Dumont realizou a primeira tentativa de vôo; mal-sucedida, dada a pouca potência do motor do 14-bis. No dia 13 de setembro, tendo reequipado o 14-bis com um motor de 40 CV ou 50 CV, obtido através do futuro construtor de aviões Louis Bréguet, Santos-Dumont realizou o primeiro vôo, de 7 ou 13 metros (segundo diferentes versões), o qual culminou com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso foram danificados.
No dia 23 de outubro, Santos-Dumont alçou vôo do campo de Bagatelle, na presença de uma multidão e de representantes do Aeroclube de França. Por seus próprios meios motrizes, o 14-bis rolou por 100 metros e levantou vôo, tendo percorrido 60 metros em 7 segundos, em um vôo nivelado a poucos metros do solo. Com esse feito, Santos-Dumont arrebatou os 3.000 francos do prêmio Archdeacon, criado em julho de 1906 pelo americano Ernest Archdeacon, para premiar o primeiro aeronauta que conseguisse voar por mais de 25 metros em um vôo nivelado.
A 12 de novembro de 1906, Santos-Dumont melhorou ainda mais a performance do 14-bis e a sua habilidade em pilotá-lo, ao realizar vários vôos sempre aumentando a distância percorrida, culminando com um vôo de 21,5 segundos, a uma distância de 5 ou 6 metros do solo, percorrendo 220 metros a uma velocidade média de 41 Km/h. Sem dúvida, aquele primordial sonho do Homem - voar livre como os pássaros - tornou-se realidade naquele dia, pelos feitos do brasileiro Santos-Dumont.
Santos-Dumont nunca aceitou o fato de que sua invenção fosse utilizada para fins bélicos, tão bem demonstrado durante a Grande Guerra de 1914-1918. Ele acreditava que o avião deveria servir para unir as pessoas, como meio de transporte e, por que não, de lazer, como ele mesmo havia demonstrado, ao deslocar-se em suas aeronaves em Paris para assistir à ópera ou visitar amigos. Tendo retornado posteriormente ao Brasil, Santos-Dumont veio a falecer em 23 de julho de 1932, na cidade de Guarujá, São Paulo.
O Brasil, orgulhoso dos feitos de Santos-Dumont, prestou-lhe inúmeras homenagens, e em 22 de setembro de 1959, a ele foi conferido postumamente a patente honorária de Marechal-do-Ar; e no septuagésimo aniversário de seu memorável vôo em torno da torre Eiffel a 19 de outubro de 1901, Santos-Dumont foi declarado "Patrono da Força Aérea Brasileira". Mais recentemente, em 23 de outubro de 1991, foi conferido a Santos-Dumont, pelo governo brasileiro, o título de "Pai da Aviação"; o título de "Patrono da Força Aérea Brasileira" foi transferido ao Marechal-do-Ar Eduardo Gomes.
Os feitos aeronáuticos do Homem foram muitos e grandiosos neste século; pouco mais de 68 anos após Santos-Dumont circundar a torre Eiffel, o astronauta norte-americano Neil Armstrong pisava o solo da Lua, a 20 de julho de 1969 - exatamente no dia em que Santos-Dumont completaria 96 anos de vida. Uma estranha coincidência, que nos faz admirar os feitos daquele brasileiro, verdadeiro Pai da Aviação.
Bibliografia:
N. F. Lavenère-Wanderley, "The glory of Santos-Dumont", Ministério da Aeronáutica.
E. Angelucci, "Todos os aviões do mundo", Melhoramentos, São Paulo, 1979.
C. F. Lorch e J. Flores Jr., "Aviação brasileira - sua história através da arte", Action, Rio de Janeiro, 1994
C. D. Rudinei -"A História da Força Aérea Brasileira".
T. J. Vasco "300 e tantas Histórias de Curitiba" - Artes & Textos Coletânea.
19/11/2002
Maria Aida quando subiu em seu balão levado a gás de querosene, disse temer as torres de nossa catedral de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba e o mar, por estar pouco além da Serra. O balão enganchou na lanterneta do telhado da Catedral, de onde ela foi retirada por um funcionário da mesma igreja.
Saiu cavalgando o telhado até chegar à janelinha da torre, de onde desceu pela escadaria existente até o solo.
Mais tarde, esteve em Curitiba o inventor da “dirigibilidade” dos balões e também do aeroplano, denominado “Demoiselle”, Santos Dumont.
O autor dessa crônica, no ano de 1915 reconheceu o inventor na Praça Tiradentes, de fronte à catedral e perguntou a ele se gostaria de visitá-la. Respondeu afirmativamente.
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O menino correu a avisar o Padre Celso Itiberê da Cunha, vigário do principal templo da cidade, e este veio à porta aguardar Santos Dumont.
Entraram, percorrendo a nave, e o aeronauta, após agradecer as atenções do Pe. Celso (mais tarde Monsenhor), retirou-se, despedindo-se com simpática atenção do menino.
Havia lhe contado, o menino, que o aviador Cícero Marques, voando pelos ares da cidade, no aviãozinho que subia e descia na pista do Prado de Corridas, (mais tarde Jockey Clube), um dia passou por entre as torres. Sabendo disso, disse-lhe o aeronauta: “Corajoso mas imprudente!”.
Santos Dumont fazia os seus experimentos com o balão “Brasil I”, e mais tarde com seu aeroplano, na planície de Bagatelle, Paris, próximo à residência da Princesa Isabel, que o mimoseava e ao seu mecânico, com fartas cestas de farnel.
O Paraná marcou em 1914, durante a “Guerra do Contestado”, o primeiro desastre aéreo mundial. Aconteceu com o piloto Kirk, que morreu ao bater seu aparelho na copa de um pinheiro. A hélice do avião esteve por largos anos recolhida ao Museu de Curitiba.
Ao despedir-se com simpática atenção do menino, Santos Dumont lhe disse”leve a seu pai um cordial abraço e diga-lhe que foi Adalberto dos Santos Dumont que lhe enviou”.
*Vasco José Taborda – escritor (in memorian)
Alberto Santos Dumont foi um gênio, autor de inúmeras invenções, entre elas o relógio de pulso. Nunca imaginou que hoje em dia, poderia ser usado como câmera fotográfica, agenda eletrônica, rádio FM e AM - transmissão de dados e voz e outras funções da tecnologia.
Uma curiosidade: A casa de Alberto Santos Dumont em Petrópolis, estando hoje aos cuidados da família Villares (o mesmo dos elevadores Villares) foi construída por ele próprio, onde a escada foi erguida para o mesmo e seus visitantes entrarem sempre com o pé direito, denominando os lugares apropriados para colocar um pé de cada vez. Superstição engenhosa!
Petrópolis é uma cidade cheia de tradições, onde se encontram vários dos mais eloqüentes monumentos do Império. Mas a República não chegou a ofuscar seu brilho nem desprezou sua extraordinária natureza.
Localização da casa do Pai da Aviação: Rua do Encanto, 22 - Centro (próximo ao Relógio de Flores) Ano de Contrução: 1918 - Horário de Visitação: de 3ª a domingo, das 9h às 17h
Chalé alpino francês, em três pavimentos, a casa de veraneio de Santos Dumont, destaca nos detalhes a inventividade do proprietário. O chuveiro com aquecimento a álcool são algumas das nuances criadas pela originalidade de Santos Dumont.
A história de Alberto Santos-Dumont confunde-se com a conquista dos ares pela Humanidade.
Voar pelos céus sempre foi um sonho do Homem; prova disso são as figuras míticas da antigüidade, como Dédalo e Ícaro na Antiga Grécia, Mercúrio na mitologia romana, e Thor para os povos nórdicos. Voar representava Poder - pois enquanto o Homem já havia se mostrado capaz de conquistar as terras e as águas, aos céus só os pássaros podiam alçar-se.
Muitos foram os que tentaram alçar vôo ao longo dos tempos; houve aqueles que procuraram imitar os pássaros, prendendo um par de asas ao corpo, e que encontraram a morte ao jogarem-se de torres e muros. Tais tentativas, feitas sem base científica, pouco contribuíram para tornar realidade esse sonho. Na metade do século XV, o sábio Leonardo da Vinci procedeu ao estudo das asas dos pássaros, e projetou vários artefatos, como o ornitóptero (com asas batentes movidas a energia humana), helicópteros (com hélices movidas por molas), e pára-quedas. Em suas mais de 5.000 páginas de anotações sobre o vôo, vários problemas foram estudados e resolvidos, incluindo o do cálculo da área de sustentação; porém tal obra ficou perdida por quase três séculos.
Outros continuaram com suas tentativas de voar. No ano de 1709, o Pe. Bartolomeu de Gusmão, brasileiro, nascido em 1685 na Vila de Santos, mostrou a D. João V, Rei de Portugal, que um engenho "mais-leve-do-que-o-ar", ou balão, poderia erguer-se ao ar. Assim, a 5 de agosto de 1709, um pequeno balão de papel, tendo o ar em seu interior sido aquecido por chama, elevou-se a 20 palmos de altura, dentro de um palácio; dias depois, nova experiência foi realizada, desta vez ao ar livre, novamente com sucesso.
Em 1783, os irmãos Montgolfier construíram um balão usando o mesmo princípio do ar aquecido, o qual elevou-se aos céus franceses a uma altura de 2.000 m, no dia 4 de junho do mesmo ano. Com a descoberta do hidrogênio, foi possível utilizar tal gás ao invés do ar aquecido, conforme foi demonstrado por Jacques Charles em 23 de agosto de 1783. Apesar de mais perigoso, oferecia a vantagem de permitir viagens mais longas.
Porém, tais engenhos satisfaziam apenas parcialmente o anseio de voar, pois não permitiam o vôo controlado -- o homem estava à mercê da vontade dos ventos. Alguns pioneiros da aviação procuraram adaptar motores a vapor (Giffard, 1855) e motores elétricos movidos a baterias (Renard e Krebs, 1884) para resolver o problema da dirigibilidade. Tais tentativas mostraram-se infrutíferas, pois o peso excessivo de tais motores tornavam os engenhos impraticáveis. Somente o desenvolvimento dos motores a combustão interna ao final do século XIX permitiu resolver este problema a contento.
Dentre esses pioneiros, encontramos ainda dois brasileiros: Júlio César Ribeiro de Souza, o qual em 1880 propôs um balão dirígivel - "fusiforme dissimétrico" - provido de elementos de sustentação que permitiam o vôo dirigido, tendo sido construído e testado com sucesso em 1881, em Paris; e Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, que em 1902 projetou o balão dirigível PAX, tendo infelizmente falecido quando aquele explodiu em vôo, em Paris.
Voltamos agora nossa atenção ao brasileiro Alberto Santos-Dumont. Nascido em Cabangu, então distrito de João Aires, Minas Gerais, a 20 de julho de 1873, o jovem Santos-Dumont sempre demonstrou interesse pela mecânica. Tendo ido viver em Paris aos 18 anos, Santos-Dumont logo tomou interesse pelo vôo em balões.
Após ter feito seu primeiro vôo em um balão livre, em 23 de maio de 1898, encomendou um pequeno balão de 113 metros cúbicos, o qual foi batizado com o nome "Brazil". Logo passou a destacar-se dos demais aeronautas em Paris; porém tal não foi sem sustos, tendo-se envolvido em vários acidentes.
Santos-Dumont subvencionava suas atividades aeronáuticas com seu próprio dinheiro (em 1901, encher um balão de 620 metros cúbicos com hidrogênio custava-lhe aproximadamente US$ 500,00). Inúmeros balões dirigíveis foram construídos por Santos-Dumont; com eles se demonstrou que era possível utilizar motores a explosão em balões de hidrogênio, contrariando as opiniões da época. O seu balão nº 2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 r.p.m. O nº 2 deslocava-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!
Até o mês de julho de 1901, Santos-Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí Santos-Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial. No dia 19 de outubro de 1901, o cobiçado prêmio Deutsch, no valor de 50.000 francos, foi arrebatado por Santos-Dumont. Instituído pelo magnata do petróleo Henri Deutsch de La Meurthe, o prêmio Deutsch seria concedido àquele que, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, circundasse a torre Eiffel em um tempo máximo de 30 minutos, partindo e retornando do campo de Saint-Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso. Às 14h42min, Santos-Dumont partiu com seu dirigível nº 6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos.
Santos-Dumont continuou desenvolvendo outros dirigíveis, mas o desafio de construir um engenho "mais-pesado-do-que-o-ar" também foi vencido pelo pioneiro. Já em 17 de dezembro de 1903, os irmãos Wright, nos EUA, utilizaram-se de uma catapulta rudimentar (com uso de um plano inclinado) para lançarem em vôo o seu biplano Flyer, o qual deu um salto de 40 metros (vôos subseqüentes melhoraram esta distância até pouco mais de 200 metros). Santos-Dumont, no entanto, seria o primeiro a construir e levantar vôo em uma aeronave "mais-pesada-do-que-o-ar" por seus próprios meios.
Em 21 de agosto de 1906, Santos-Dumont realizou a primeira tentativa de vôo; mal-sucedida, dada a pouca potência do motor do 14-bis. No dia 13 de setembro, tendo reequipado o 14-bis com um motor de 40 CV ou 50 CV, obtido através do futuro construtor de aviões Louis Bréguet, Santos-Dumont realizou o primeiro vôo, de 7 ou 13 metros (segundo diferentes versões), o qual culminou com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso foram danificados.
No dia 23 de outubro, Santos-Dumont alçou vôo do campo de Bagatelle, na presença de uma multidão e de representantes do Aeroclube de França. Por seus próprios meios motrizes, o 14-bis rolou por 100 metros e levantou vôo, tendo percorrido 60 metros em 7 segundos, em um vôo nivelado a poucos metros do solo. Com esse feito, Santos-Dumont arrebatou os 3.000 francos do prêmio Archdeacon, criado em julho de 1906 pelo americano Ernest Archdeacon, para premiar o primeiro aeronauta que conseguisse voar por mais de 25 metros em um vôo nivelado.
A 12 de novembro de 1906, Santos-Dumont melhorou ainda mais a performance do 14-bis e a sua habilidade em pilotá-lo, ao realizar vários vôos sempre aumentando a distância percorrida, culminando com um vôo de 21,5 segundos, a uma distância de 5 ou 6 metros do solo, percorrendo 220 metros a uma velocidade média de 41 Km/h. Sem dúvida, aquele primordial sonho do Homem - voar livre como os pássaros - tornou-se realidade naquele dia, pelos feitos do brasileiro Santos-Dumont.
Santos-Dumont nunca aceitou o fato de que sua invenção fosse utilizada para fins bélicos, tão bem demonstrado durante a Grande Guerra de 1914-1918. Ele acreditava que o avião deveria servir para unir as pessoas, como meio de transporte e, por que não, de lazer, como ele mesmo havia demonstrado, ao deslocar-se em suas aeronaves em Paris para assistir à ópera ou visitar amigos. Tendo retornado posteriormente ao Brasil, Santos-Dumont veio a falecer em 23 de julho de 1932, na cidade de Guarujá, São Paulo.
O Brasil, orgulhoso dos feitos de Santos-Dumont, prestou-lhe inúmeras homenagens, e em 22 de setembro de 1959, a ele foi conferido postumamente a patente honorária de Marechal-do-Ar; e no septuagésimo aniversário de seu memorável vôo em torno da torre Eiffel a 19 de outubro de 1901, Santos-Dumont foi declarado "Patrono da Força Aérea Brasileira". Mais recentemente, em 23 de outubro de 1991, foi conferido a Santos-Dumont, pelo governo brasileiro, o título de "Pai da Aviação"; o título de "Patrono da Força Aérea Brasileira" foi transferido ao Marechal-do-Ar Eduardo Gomes.
Os feitos aeronáuticos do Homem foram muitos e grandiosos neste século; pouco mais de 68 anos após Santos-Dumont circundar a torre Eiffel, o astronauta norte-americano Neil Armstrong pisava o solo da Lua, a 20 de julho de 1969 - exatamente no dia em que Santos-Dumont completaria 96 anos de vida. Uma estranha coincidência, que nos faz admirar os feitos daquele brasileiro, verdadeiro Pai da Aviação.
Bibliografia:
N. F. Lavenère-Wanderley, "The glory of Santos-Dumont", Ministério da Aeronáutica.
E. Angelucci, "Todos os aviões do mundo", Melhoramentos, São Paulo, 1979.
C. F. Lorch e J. Flores Jr., "Aviação brasileira - sua história através da arte", Action, Rio de Janeiro, 1994
C. D. Rudinei -"A História da Força Aérea Brasileira".
T. J. Vasco "300 e tantas Histórias de Curitiba" - Artes & Textos Coletânea.
A Exposição que Curitiba Perdeu
A Exposição que Curitiba Perdeu
04/11/2002
Houve tempos, lá pela década de 40, que a Praça Zacarias era o lugar preferido das águas das chuvas. Ali se acumulavam, formando colossal enchente. As águas cobriam tudo com sua cor barrenta, penetrando inexoravelmente em todas as lojas que acercavam a praça. Como se sabe, o rio passa por baixo do calçamento, pois era nesse local que, ao ar livre, que em passado ainda mais longínquo, as lavadeiras vinham enxaguar suas peças, enquanto, lá no alto do morro, levantava suas torres quadradas a antiga igreja matriz.
Confira o conteúdo desta matéria clicando em leia mais.:.
Com o progresso continuando veio a canalização do rio e as águas haviam desaparecido do centro da cidade, mas isso só por uns tempos. O prosseguimento incessante dos calçamentos em nossos bairros ia impedindo a absorção das águas das chuvas pelo solo ávido de umidade. E, então as águas passaram a correr aos borbotões, ladeiras abaixo, e iam acumular-se lá adiante no centro da cidade, notadamente na Praça Zacarias. Havia ali o Cine Luz, na esquina em que está hoje a agência de um banco, onde os prevenidos construtores colocaram degraus à porta do edifício, acautelando-se contra a eventual elevação das águas. Mas havia ocasiões em que isso não adiantava. A água subia irreprimível, sobrepassava os degraus e ia escorrer pressunrosa entre os acentos da platéia.
Na esquina com a Desembargador Westphalen, rua na época dotada de frondosas árvores, ficava ema velha casa colonial, bem baixinha e bem horizontal, com muitas janelas arqueadas, com parapeitos à altura dos cotovelos, caixilhos esbranquecidos e seu musguento beiral de enegrecidas telhas goivas. Ali, nessa propriedade Dante Aligueri, onde está hoje importante edifício, funcionava o “atelier” de pintura do grande mestre Guido Viaro. Num amplo salão, onde se erguiam pontiagudos os cavaletes do pintor e de seus alunos, espalhavam-se as telas e pranchetas, as mesinhas com tintas e pincéis, paletas e trabalhos incompletos, os rolos de papel, enfim, a habitual organizada desordem de todos os “ateliers”. Havia também um grande balcão de madeira, onde ficavam os papéis de desenho a utilizar e os materiais que exigiam mais cuidados.
Nessa época o pintor Viaro preparava uma grande exposição de aquarelas, modalidade na qual era um exímio artista. Uma centena de maravilhosas obras, devidamente enquadradas em “passepartouts” de cartolina, era cuidadosamente guardada no referido balcão, à espera da programada mostra.
Mas a praça Zacarias, com suas águas, reservava suas surpresas. Um belo dia – as chuvas vieram e as águas correram céleres pelas sargetas e pelo leito estrangulado do rio. Subiram quase um metro acima do piso da praça, e o mestre Viaro, quando as águas baixaram, viu que seu balcão havia boiado como um barco semi-afundado e as aquarelas, enrugadas e desbotadas, vogaram ainda pelas poças remanescentes.
Curitiba havia perdido uma bela exposição do grande mestre.
Foi aí que Viaro, aceitando o imprevisto sem queixume e talvez tomando-o como sinal dos céus, deixou de pintar aquarelas.
(in memorian) Euro Brandão, engenheiro e professor.
04/11/2002
Houve tempos, lá pela década de 40, que a Praça Zacarias era o lugar preferido das águas das chuvas. Ali se acumulavam, formando colossal enchente. As águas cobriam tudo com sua cor barrenta, penetrando inexoravelmente em todas as lojas que acercavam a praça. Como se sabe, o rio passa por baixo do calçamento, pois era nesse local que, ao ar livre, que em passado ainda mais longínquo, as lavadeiras vinham enxaguar suas peças, enquanto, lá no alto do morro, levantava suas torres quadradas a antiga igreja matriz.
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Com o progresso continuando veio a canalização do rio e as águas haviam desaparecido do centro da cidade, mas isso só por uns tempos. O prosseguimento incessante dos calçamentos em nossos bairros ia impedindo a absorção das águas das chuvas pelo solo ávido de umidade. E, então as águas passaram a correr aos borbotões, ladeiras abaixo, e iam acumular-se lá adiante no centro da cidade, notadamente na Praça Zacarias. Havia ali o Cine Luz, na esquina em que está hoje a agência de um banco, onde os prevenidos construtores colocaram degraus à porta do edifício, acautelando-se contra a eventual elevação das águas. Mas havia ocasiões em que isso não adiantava. A água subia irreprimível, sobrepassava os degraus e ia escorrer pressunrosa entre os acentos da platéia.
Na esquina com a Desembargador Westphalen, rua na época dotada de frondosas árvores, ficava ema velha casa colonial, bem baixinha e bem horizontal, com muitas janelas arqueadas, com parapeitos à altura dos cotovelos, caixilhos esbranquecidos e seu musguento beiral de enegrecidas telhas goivas. Ali, nessa propriedade Dante Aligueri, onde está hoje importante edifício, funcionava o “atelier” de pintura do grande mestre Guido Viaro. Num amplo salão, onde se erguiam pontiagudos os cavaletes do pintor e de seus alunos, espalhavam-se as telas e pranchetas, as mesinhas com tintas e pincéis, paletas e trabalhos incompletos, os rolos de papel, enfim, a habitual organizada desordem de todos os “ateliers”. Havia também um grande balcão de madeira, onde ficavam os papéis de desenho a utilizar e os materiais que exigiam mais cuidados.
Nessa época o pintor Viaro preparava uma grande exposição de aquarelas, modalidade na qual era um exímio artista. Uma centena de maravilhosas obras, devidamente enquadradas em “passepartouts” de cartolina, era cuidadosamente guardada no referido balcão, à espera da programada mostra.
Mas a praça Zacarias, com suas águas, reservava suas surpresas. Um belo dia – as chuvas vieram e as águas correram céleres pelas sargetas e pelo leito estrangulado do rio. Subiram quase um metro acima do piso da praça, e o mestre Viaro, quando as águas baixaram, viu que seu balcão havia boiado como um barco semi-afundado e as aquarelas, enrugadas e desbotadas, vogaram ainda pelas poças remanescentes.
Curitiba havia perdido uma bela exposição do grande mestre.
Foi aí que Viaro, aceitando o imprevisto sem queixume e talvez tomando-o como sinal dos céus, deixou de pintar aquarelas.
(in memorian) Euro Brandão, engenheiro e professor.
Mendigo por uns dias
Mendigo por uns dias
02/09/2002
A pobreza desperta curiosidade de quem nunca a enfrentou.
Muitos dos turistas que visitam o Rio de Janeiro fazem questão de conhecer os morros e as favelas, por exemplo. Uma agência de turismo holandesa resolveu oferecer a seus clientes algo ainda mais próximo da vida real: por 400 dólares, eles podem viver durante quatro dias nas ruas de Londres, Paris ou Amsterdã como verdadeiros mendigos. Nada de bermudas nem filmes fotográficos na bagagem. Aos turistas só é permitido levar um cobertor, um instrumento musical ou um caderno de desenhos, acessórios que podem ser úteis na hora de pedir esmola. Com o dinheiro que conseguir arrecadar, o viajante deverá comprar sua comida ou, se for o caso, a bebida para se aquecer nas noites mais frias. Os mendigos de primeira viagem dormem ao relento, como seus colegas verdadeiros. Ao fim desse emocionante tour, eles podem desintoxicar-se da experiência passando alguns dias com um tratamento cinco-estrelas em um hotel chique da cidade. Mas, mesmo depois de tanta provação, há quem dispense a segunda parte do programa.
Foi o caso de alguns holandeses que, em junho, brincaram de ser pobres nas ruas de Amsterdã e, mais que satisfeitos, recusaram a esticada num hotel. Eles se espalharam em pequenos grupos pelas ruas da capital. Embora tenha boa dose de realismo, o pacote turístico não deixa de ser um teatrinho.
De longe, funcionários da Kamstra Travel, a agência responsável pelo programa, vigiam permanentemente os turistas. Eles tanto podem fazer as fotos de recordação da viagem como estão prontos a intervir caso os falsos
mendigos se envolvam em alguma confusão. É esse esquema de segurança que
justifica o preço. A programação, porém, não é à prova de risco, segundo os agentes explicam a seus clientes. "Deixamos claro que a experiência pode não dar 100% certo", diz Anneke Bakker, gerente da agência. Por isso, idosos, crianças e adolescentes não são aceitos. "Mas podemos garantir que essa é a melhor e mais segura maneira de saber como vivem os sem-teto e de se envolver num mundo desconhecido mas muito próximo de quem vive nas grandes cidades."
Cliente satisfeito: turista-mendigo nas ruas de Amsterdã
A possibilidade de penetrar no modo de vida dos miseráveis fascina muita gente. Na Alemanha, o escritor Gunter Wallraff deu um mergulho sem precedentes nesse universo ao viver no meio de imigrantes ilegais turcos como se fosse um deles, descobrindo como seus compatriotas humilham essas pessoas e como a sociedade mais rica as atira para atividades insalubres
e perigosas, como o trabalho em áreas de alta radiação, em usinas nucleares. Em Cabeça de Turco, Wallraff conta que, como pobre e estrangeiro, não obteve abrigo nem mesmo em paróquias administradas por padres alemães, que se recusaram até a batizá-lo. Em outra experiência, o jornalista francês Marc Boulet viveu um mês como um pária no sistema de castas hindu. Para isso, aprendeu a língua, vestiu-se com roupas surradas e escureceu a pele com uma tintura para cabelo. Na Índia, os intocáveis - nome dado à casta a que ele fingiu pertencer - são tratados como porcos. Quando conseguia algum alimento, ele tinha de comê-lo com os animais. Em seu livro, Na Pele de um Intocável, o jornalista conta ter passado por situações em que chegou a preferir a morte.
Para quem pretende levar a experiência a condições menos extremas, a agência holandesa criou seu programa cerca de um ano atrás. Mas há menos de um mês começaram a aparecer interessados. Segundo os criadores do pacote, são pessoas que já viajaram pelos melhores destinos e procuram roteiros mais emocionantes. As entidades de apoio aos sem-teto acusam a agência de tratar a pobreza como mera excentricidade. Jornais londrinos publicaram artigos com severas críticas à Kamstra Travel. "Temos todo o respeito pelas pessoas que não têm como viver melhor", defende-se a gerente. "Além disso, nossos clientes podem até tornar-se mais sensíveis à vida dessas pessoas." As autoridades londrinas também não gostaram da novidade, e o porta-voz da Scotland Yard já avisou: quem fingir que é mendigo nas ruas de Londres poderá terminar as férias na prisão.
O livro de Boulet: privações
A idéia do pacote partiu do dono da agência. Na juventude, quando estudou em
Paris, Bart Janssens enfrentou dificuldades financeiras e chegou a dormir algumas noites nas esquinas. "Viver como um sem-teto pode ser uma experiência muito rica", ele acredita. Apesar do entusiasmo com a própria idéia, Janssens e seus funcionários não pretendem levar ainda mais longe esse mini-reality show do turismo ampliando os roteiros para cidades como Rio de Janeiro, São Paulo ou outras de vasta violência nas ruas. A justificativa é que não há entre os olheiros de sua equipe de segurança nenhum que conheça esses lugares num nível que permita evitar grandes riscos para os turistas.
Fonte: Revista Veja 31 de julho de 2002
02/09/2002
A pobreza desperta curiosidade de quem nunca a enfrentou.
Muitos dos turistas que visitam o Rio de Janeiro fazem questão de conhecer os morros e as favelas, por exemplo. Uma agência de turismo holandesa resolveu oferecer a seus clientes algo ainda mais próximo da vida real: por 400 dólares, eles podem viver durante quatro dias nas ruas de Londres, Paris ou Amsterdã como verdadeiros mendigos. Nada de bermudas nem filmes fotográficos na bagagem. Aos turistas só é permitido levar um cobertor, um instrumento musical ou um caderno de desenhos, acessórios que podem ser úteis na hora de pedir esmola. Com o dinheiro que conseguir arrecadar, o viajante deverá comprar sua comida ou, se for o caso, a bebida para se aquecer nas noites mais frias. Os mendigos de primeira viagem dormem ao relento, como seus colegas verdadeiros. Ao fim desse emocionante tour, eles podem desintoxicar-se da experiência passando alguns dias com um tratamento cinco-estrelas em um hotel chique da cidade. Mas, mesmo depois de tanta provação, há quem dispense a segunda parte do programa.
Foi o caso de alguns holandeses que, em junho, brincaram de ser pobres nas ruas de Amsterdã e, mais que satisfeitos, recusaram a esticada num hotel. Eles se espalharam em pequenos grupos pelas ruas da capital. Embora tenha boa dose de realismo, o pacote turístico não deixa de ser um teatrinho.
De longe, funcionários da Kamstra Travel, a agência responsável pelo programa, vigiam permanentemente os turistas. Eles tanto podem fazer as fotos de recordação da viagem como estão prontos a intervir caso os falsos
mendigos se envolvam em alguma confusão. É esse esquema de segurança que
justifica o preço. A programação, porém, não é à prova de risco, segundo os agentes explicam a seus clientes. "Deixamos claro que a experiência pode não dar 100% certo", diz Anneke Bakker, gerente da agência. Por isso, idosos, crianças e adolescentes não são aceitos. "Mas podemos garantir que essa é a melhor e mais segura maneira de saber como vivem os sem-teto e de se envolver num mundo desconhecido mas muito próximo de quem vive nas grandes cidades."
Cliente satisfeito: turista-mendigo nas ruas de Amsterdã
A possibilidade de penetrar no modo de vida dos miseráveis fascina muita gente. Na Alemanha, o escritor Gunter Wallraff deu um mergulho sem precedentes nesse universo ao viver no meio de imigrantes ilegais turcos como se fosse um deles, descobrindo como seus compatriotas humilham essas pessoas e como a sociedade mais rica as atira para atividades insalubres
e perigosas, como o trabalho em áreas de alta radiação, em usinas nucleares. Em Cabeça de Turco, Wallraff conta que, como pobre e estrangeiro, não obteve abrigo nem mesmo em paróquias administradas por padres alemães, que se recusaram até a batizá-lo. Em outra experiência, o jornalista francês Marc Boulet viveu um mês como um pária no sistema de castas hindu. Para isso, aprendeu a língua, vestiu-se com roupas surradas e escureceu a pele com uma tintura para cabelo. Na Índia, os intocáveis - nome dado à casta a que ele fingiu pertencer - são tratados como porcos. Quando conseguia algum alimento, ele tinha de comê-lo com os animais. Em seu livro, Na Pele de um Intocável, o jornalista conta ter passado por situações em que chegou a preferir a morte.
Para quem pretende levar a experiência a condições menos extremas, a agência holandesa criou seu programa cerca de um ano atrás. Mas há menos de um mês começaram a aparecer interessados. Segundo os criadores do pacote, são pessoas que já viajaram pelos melhores destinos e procuram roteiros mais emocionantes. As entidades de apoio aos sem-teto acusam a agência de tratar a pobreza como mera excentricidade. Jornais londrinos publicaram artigos com severas críticas à Kamstra Travel. "Temos todo o respeito pelas pessoas que não têm como viver melhor", defende-se a gerente. "Além disso, nossos clientes podem até tornar-se mais sensíveis à vida dessas pessoas." As autoridades londrinas também não gostaram da novidade, e o porta-voz da Scotland Yard já avisou: quem fingir que é mendigo nas ruas de Londres poderá terminar as férias na prisão.
O livro de Boulet: privações
A idéia do pacote partiu do dono da agência. Na juventude, quando estudou em
Paris, Bart Janssens enfrentou dificuldades financeiras e chegou a dormir algumas noites nas esquinas. "Viver como um sem-teto pode ser uma experiência muito rica", ele acredita. Apesar do entusiasmo com a própria idéia, Janssens e seus funcionários não pretendem levar ainda mais longe esse mini-reality show do turismo ampliando os roteiros para cidades como Rio de Janeiro, São Paulo ou outras de vasta violência nas ruas. A justificativa é que não há entre os olheiros de sua equipe de segurança nenhum que conheça esses lugares num nível que permita evitar grandes riscos para os turistas.
Fonte: Revista Veja 31 de julho de 2002
Atividade que faz parte do nosso futuro
Atividade que faz parte do nosso futuro
02/07/2002
Viajar, passear, conhecer pessoas e lugares diferentes. Turismo significa crescimento. O turismo é uma atividade bastante significativa em termos socioeconômicos e culturais, de grande destaque nas relações internacionais.
Clique em leia mais.:. para conferir o conteúdo desta matéria.
Será um dos maiores empregadores de mão-de-obra. Por gerar empregos, você tem que estar preparado para receber, com qualidade e infra-estrutura adequada, os turistas em sua cidade.
Isso significa que quanto maior o número de turistas, mais empresas precisam prestar serviços em sua cidade, como: hotéis, restaurantes, lanchonetes, lojas, farmácias, agências de viagem, museus, táxis, hospitais, camping etc.
Com isso, a arrecadação do seu município será maior. E você e toda população também serão beneficiados com novos investimentos internos: escolas, postos de saúde, saneamento básico, sistemas de transporte, comunicação, energia, proteção ambiental, entre outros.
O relacionamento com o turista é enriquecedor. É um intercâmbio de experiência e conhecimentos que abrirá novos horizontes para você e toda a sua cidade.
02/07/2002
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Mapa e história dos bairros de Curitiba 1
A.R. Pinheirinho Área cor violeta no mapa
58 Capão Raso
História do Bairro
As origens do bairro se confundem com a história de Antonio e Catharina Gasparin, imigrantes italianos que se casaram e fizeram bodas de ouro no bairro. Proprietários de uma grande chácara e chefes de família numerosa (14 irmãos), trabalharam na construção da Estrada de São José. Essa estrada que levava a São José era de macadame até a porta dos Gasparin, razão pela qual a região onde se originou o Capão Raso era conhecida como o “Fim do Macadame”.
75 Cidade Industrial
História do Bairro
A CIC é o maior bairro de Curitiba. Ela corresponde ao distrito industrial da cidade e foi concebida como o motor do desenvolvimento industrial do município e como uma área urbana provida de todos os serviços necessários. Criada em 1973, como resultado de convênio entre a URBS e o governo do Estado do Paraná, a CIC tem crescido muito nos 26 anos de existência, não só nas áreas destinadas à localização de indústrias, mas também nas zonas de habitação. Quando foi implantada, a CIC parecia ficar distante do centro da cidade, mas nos dias atuais, com a modernização do transporte coletivo, está muito bem dotada por este sistema, possuindo um terminal e várias linhas de ônibus.
75 Cidade Industrial Delimitação:
Inicia na Br-116, em Tatuquara, no cruzamento com a nova estrada de ferro – trecho Engº Bley – Curitiba, por esta até o rio Barigui, por esta a montante até o córrego que é divisa dos Municípios de Curitiba e Araucária, por este numa distância de 850,00 metros até a estrada velha do Barigui (1-1.040), por esta em direção norte numa distância aproximada de 1.750,00 metros até o cruzamento com uma estrada carroçável, desse cruzamento por uma linha seca rumo 19º, numa distância de 1.00,00 metros até a estrada código ligação 1041, por esta em direção norte até a rua Raul Pompéia, antiga estrada da Colônia Augusta, por esta até a estrada da Irradiação, por esta em direção norte até a estrada de código 1131 1, por esta até a rua Pedro Cruzeta, por esta até a rua Eduardo Sprada (antiga estrada de Campo Largo), desse cruzamento por uma linha seca até o marco quilcrétrico nº 6 (seis) da BR-277, por esta até o quilômetro 4 no cruzamento com a rua João Falarz, por esta até o loteamento Domingos Zanlorenzi e planta Campo Comprido, contorna esses loteamentos a oeste e segue ao sul pelo rio Campo Comprido até o rio Barigui, por este a jusante, até o contorno ao sul dos loteamentos Francisco Klentz, Santa Amélia e Santa Ana até o Cemitério Jardim da Saudade, pelo sul até a rua João Bettega, por esta a rua General Potiguara, por esta até a rua Pedro Gusso, por esta até o início do córrego Capão Raso, por este até o Ribeirão do França, por este, a montante, até uma estrada carroçável, daí por esta contornando terras do Ministério do Exército até a Br-116, por esta rodovia até a nova estrada de ferro ponto de partida.
66 Pinheirinho
História do Bairro
A Fazenda Pinheirinho localizava-se numa região que era conhecida, no começo do século XIX, como Capão do Alto, formada por campos e capões, cortados por pequenos arroios, e com a presença esparsa de pinheiros (de onde viria a tirar o seu nome). O bairro Pinheirinho, formado, no passado, por várias fazendas de gado, era chamado pelo nome “Capão dos Porcos” devido à grande criação desses animais, que passavam todos os dias pela atual via rápida, antigamente rua Olho D’água. A Avenida Winston Churchill, sua principal via de acesso, era conhecida como “Carrerão dos Pretos”.
74 Tatuquara
História do Bairro
O Tatuquara é um dos bairros mais extensos de Curitiba. Está localizado a sudoeste e a 19 quilômetros do centro da cidade, entre o Pinheirinho, o Sítio Cercado, o Umbará, o Campo de Santana, a CIC e o município de Araucária. O primeiro loteamento aprovado na Prefeitura Municipal data de 18 de novembro de 1965. É neste bairro que encontra-se o Ceasa - Central de Abastecimento, e dele também fazem parte as vilas Pompéia, Santo Antonio e as Moradias Palmeiras. No coração do bairro, a Igreja de Santa Ana desponta dentro de uma imensa área verde.
A.R. Portão Área de cor laranja no mapa
09 Água Verde
História do Bairro
As algas que formavam massas verdes e davam uma coloração esverdeada à água doce, levaram os antigos moradores da região a batizar o rio que cortava suas fazendas e chácaras com o nome de “Água Verde”. O rio Água Verde, que nasce e cruza toda a extensão do bairro, até desaguar nas águas do Rio Belém, no Prado Velho, foi a fonte inspiradora para o nome do bairro. O primeiro nome da região, “Colônia Dantas”, deve-se ao fato de ali residirem, no século passado, inúmeras famílias italianas. Nessa época era frequente a visita de caçadores e pescadores devido à existência de mata cerrada e riacho de muitos peixes.
39 Fanny
História do Bairro
Localizado na parte sul da cidade, entre os bairros Novo Mundo, Lindóia, Parolin, Hauer e Xaxim, o Fanny (anteriormente chamado de Vila Fanny) é um bairro novo, caracterizado pela presença de uma série de indústrias e por uma população bastante ativa. O canteiro central da Av. Wenceslau Braz, durante muito tempo abandonado, foi transformado com a criação, em 1981, de uma área de lazer e animação que contribuiu para a valorização da região - o Eixo de Animação Wenceslau Braz.
42 Fazendinha
História do Bairro
Duas sesmarias foram entregues no vale do Barigui: a primeira, para Baltazar Carrasco dos Reis, a outra, abrangendo parte do atual bairro Fazendinha, foi cedida a Mateus Martins Leme, sete anos depois. Havia uma trilha, muito utilizada, que unia a estrada de São José à dos Campos Gerais e facilitava a trajetória do gado e das tropas que, naquela época, desciam para o litoral, vindos dos campos gerais. Ao chegarem em Curitiba, as tropas serviam-se do caminho de São José do Arraial para prosseguirem viagem. A trilha citada era então chamada de “Atalho da Fazendinha” ou do “Rodeio”, por fazer a ligação entre o Campo Comprido e o Portão, reduzindo em algumas léguas a viagem.
26 Guaíra
História do Bairro
Todos insistem em chamá-lo de Vila Guaíra, mas desde 1975 ele já não tem mais “vila” no nome. Os fundadores da Vila Guaíra foram o casal Francisco e Bárbara Prochaska, que ali fixaram residência em 1927. Em 1949, foi nomeada uma comissão para a construção da igreja e, em 28/09/1958, fundada a Paróquia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Todos os anos, na data do padroeiro (25 de julho), é organizada uma grande festa com procissão de motoristas de diversos pontos da capital e até do interior do Estado. Uma característica única deste bairro é o nome de suas ruas. Todos os estados brasileiros ali estão presentes: Rio Grande do Sul, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, etc.
40 Lindóia
História do Bairro
A Vila Lindóia se encontra, hoje, em terras que faziam parte das propriedades do imigrante alemão, Ewaldo Hauer. Em 16 de agosto de 1948, a região começou a ser loteada e as primeiras famílias chegavam dispostas a trabalhar seus terrenos. Nessa época, os padres salesianos formaram a Paróquia Menino Jesus de Praga, localizada na antiga Região do Boiadeiro e fundada em 8 de maio de 1977, por Dom Pedro Fedalto. A Associação dos Moradores e o Centro Comunitário Profeta Elias têm uma importante participação nos melhoramentos do bairro.
41 Novo Mundo
História do Bairro
Depois de morar em Contenda e Tomáz Coelho, o imigrante Alberto Stenzoski - que chegou ao Brasil com 14 anos de idade-, veio se instalar ao sul de Curitiba e abriu um armazém, que chamou “Novo Mundo”. No “Novo Mundo” acampavam os tropeiros que traziam produtos para vender na cidade, principalmente erva-mate, bois e porcos. Do antigo armazém e pousada dos tempos das carroças, pouca lembrança resta. A mais importante é, sem dúvida, o seu nome, que passou a ser o do bairro.
25 Parolin
História do Bairro
A história dos Parolin teve início em 1880, quando chegou ao Porto de Paranaguá o imigrante Antônio Parolin, viúvo, acompanhado de seus sete filhos, todos ainda crianças. Em Curitiba, eles se estabeleceram na “Água Verde”, onde, a partir de 1878, havia começado a se formar o núcleo Dantas, resultante da obtenção, pelos imigrantes, de lotes do município, mediante cartas de aforamento concedidas pela Câmara da capital. Depois de alguns anos trabalhando como carpinteiros, os Parolin fundaram uma firma de construção, uma serraria e construíram uma boa casa, ao estilo europeu, que se encontra no bairro até hoje.
27 Portão
História do Bairro
Os conflitos entre lavradores e tropeiros pelos campos de criação de gado acabaram determinando caminhos e o surgimento de cercas e portões. A passagem e o comércio de animais procedentes de Curitiba e dos Campos Gerais levou à instalação de um posto de fiscalização na região, que deu origem ao nome do bairro: Portão. O grande marco da evolução do bairro situa-se no fim do século passado, em torno do transporte de madeira e erva-mate. Com efeito, em 1893, a estrada de ferro que ligava Curitiba a Paranaguá foi prolongada pelo interior até Ponta Grossa, passando pela região onde hoje é o bairro do Portão, dando origem à cancela ferroviária.
43 Santa Quitéria
História do Bairro
Santa Quitéria que, há mais de 40 anos, era uma extensa lavoura de milho, feijão, arroz e outros cereais tem moradores das mais variadas origens: alemães, poloneses e italianos. Os pioneiros lembram com saudades de suas caçadas e pescarias no vale do Rio Barigui. O bairro de Santa Quitéria também é conhecido como “Carmela Dutra”. Segundo alguns moradores mais antigos, seria uma homenagem prestada à esposa do general Gaspar Dutra, ex-presidente da República. Mas prevaleceu o nome de Santa Quitéria. O bairro começou a se desenvolver com a construção de inúmeros conjuntos habitacionais.
67 São Miguel
História do Bairro
A área do bairro é de aproximadamente 742 hectares, sendo que, dados do IBGE apontavam uma população de 224 pessoas, com 38 domicílios ocupados, em 1985. A delimitação dos bairros de Curitiba, definida em 1975, marcou o território São Miguel como sendo aquele localizado entre a Cidade Industrial, o Augusta e o município de Araucária. As primeiras atividades desenvolvidas na região estavam ligadas à agricultura. O bairro São Miguel é ligado ao Augusta por uma das atrações turísticas mais bonitas de Curitiba: O Parque Municipal Passaúna.
28 Vila Izabel
História do Bairro
Esse bairro localiza-se entre o Portão, Santa Quitéria, Seminário e Água Verde. Antigamente, toda essa região formava uma extensa mata que era bastante frequentada por caçadores e pescadores. Com o passar do tempo, seus moradores transformaram a mata numa grande lavoura de milho, feijão, arroz e outros cereais. Pela vila passavam alguns caminhos que chegavam até a estrada que ligava Curitiba a Ponta Grossa, fazendo do local um ponto de pouso de tropeiros. Os negócios realizados por esses viajantes intensificaram as atividades comerciais e produtivas da região, provocando um significativo desenvolvimento do bairro.
A.R. Santa Felicidade Área de cor vermelha no mapa
68 Augusta
História do Bairro
A história do bairro é vinculada à fundação, em 1876, da Colônia Dom Augusto, pelo presidente da Província, Dr. Adolpho Lamenha Lins, em homenagem ao neto do Imperador D. Pedro II, o Príncipe D. Augusto. A Colônia ocupava área dos municípios de Curitiba e Campo Largo, dividida em 36 lotes, em área total de 199 hectares, foi inicialmente ocupada por poloneses e brasileiros. A denominação inicial caiu em desuso, passando a ser chamada de Augusta, por ter morado no local uma senhora com esse nome e proprietária de muitas terras na região.
61 Butiatuvinha
História do Bairro
As primeiras referências ao bairro surgem registradas nas atas da Câmara Municipal, como na de 9 de março de 1782, onde o juiz presidente e os oficiais determinavam que no “Bayrro de Boteatuba” fosse construída ponte sobre o rio Barigui para o bem dos viajantes; na de 14 de junho de 1783, registra a reclamação de um dos moradores que animais de seu vizinho danificavam sua roça; na de 18 de abril de 1831, a Câmara determinava a marcação do bairro “Butiatubinha”. Nesta época a região era ocupada por fazendeiros e caboclos e cortada por caminhos importantes utilizados pelos tropeiros, aos quais juntam-se, em 1878, os primeiros imigrantes italianos que inicialmente ocupam 15 lotes.
30 Campina do Siqueira
História do Bairro
A denominação do bairro é resultado da combinação de dois fatos históricos distintos, que o tempo se encarregou de relacionar. Campina, por um lado, retrata o aspecto geográfico da região de onde se estendia uma bonita planície coberta pela vegetação rasteira. A segunda parte do nome vem de Antônio Sebastião Siqueira, um imigrante português que aqui chegou no início do século XIX. Esse colono, proprietário de grande extensão de terras, dividiu-as em pequenos sítios vendidos a várias famílias, dando origem assim ao atual bairro.
44 Campo Comprido
História do Bairro
As origens do Campo Comprido remontam ao tempo das sesmarias. As terras do atual bairro estariam compreendidas na antiga sesmaria de Baltazar Carrasco dos Reis, de 29 de junho de 1661. O escritor José de Andrade Muricy no livro “O símbolo à sombra das araucárias” refere a permanência dos herdeiros do antigo povoador até o início do século XX. A ocupação da região está condicionada à criação das colônias vizinhas de Órleans, Santo Inácio, Dom Augusto, Rivière e Dom Pedro, em 1876.
47 Cascatinha
História do Bairro
No final do século passado, imigrantes italianos desembarcaram no litoral e, um ano mais tarde, alcançaram o planalto curitibano. A região onde hoje encontra-se o bairro Cascatinha fazia parte da Colônia Santa Felicidade e, assim, também foi ocupado por imigrantes italianos a partir do final do século passado. A denominação deriva de um acidente geográfico existente no local, uma pequena cascata num dos afluentes do rio Barigui, local de visitação dos moradores da região, onde instalou-se, em 1952, o restaurante Cascatinha, considerado o mais antigo ainda em funcionamento.
62 Lamenha Pequena
História do Bairro
O bairro Lamenha Pequena origina-se da Colônia Lamenha, criada em 1876, assim denominada em homenagem ao então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. A Colônia Lamenha, situada às margens da estrada do “Acunguy”, foi dividida em 139 lotes, ocupados por 643 colonos poloneses. Ocupando área dos municípios de Curitiba e Almirante Tamandaré, a colônia foi dividida em duas seções: a Lamenha Grande e a Lamenha Pequena. A história do bairro, a partir de 1878, mistura-se com a de seus bairros vizinhos Santa Felicidade e Butiatuvinha.
45 Mossunguê
História do Bairro
O Mossunguê, assim como seus bairros vizinhos - Campina do Siqueira, Orleans, Campo Comprido, Santo Inácio e Bigorrilho -, surgiu ao longo do antigo Caminho do Mato Grosso (atual BR-277) que, no século passado, era o único acesso ao Norte do Estado. A exploração mineral intensa ao longo dessa estrada contribuiu para o estabelecimento de inúmeros armazéns, que serviam de entrepostos dos viajantes, tropeiros e aos primeiros moradores da região. Com as primeiras famílias, que vieram da Itália, da região de Piemonte, veio também a devoção a São Grato, padroeiro da agricultura e da lavoura.
59 Orleans
História do Bairro
A Colônia Orleans foi criada em dezembro de 1875, com 65 lotes, ao longo da Estrada do Mato Grosso (hoje BR-277). Os primeiros imigrantes poloneses, prussianos e galicianos, em maior número, constituíam uma população inicial de 249 pessoas, divididas em 63 famílias. Na área também instalaram-se italianos, franceses, alemães e ingleses. Sua emancipação ocorreu a 10 de novembro de 1878 e seu nome foi dado em homenagem ao Príncipe Luis Felipe de Orleans, o Conde D`Eu, esposo da Princesa Isabel. Em 1880, a Colônia recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II.
69 Riviera
História do Bairro
O bairro tem origem na Colônia Riviérre, criada em 1878, em área situada no Distrito da Nova Polônia, à margem da Estrada de Mato Grosso (atual BR-277). A colônia foi ocupada por 377 colonos, dividida em 97 lotes pelo então Presidente da Província Dr. Lamenha Lins que, em seu relatório provincial de 1878 assim se expressa: “... Dei a esta colônia o nome de Riviérre em atenção aos relevantes serviços que o engenheiro Henrique Riviérre prestou à colonização como chefe da comissão encarregada da medição dos lotes e estabelecimentos de emigrantes no município de Curitiba...”
63 Santa Felicidade
História do Bairro
A ocupação mais intensiva da região dá-se a partir de 1878, com a chegada dos imigrantes italianos que adquirem terras no Taquaral, área do então bairro Butiatuvinha . A área é dividida em 15 lotes e a colônia então criada recebe o nome de Santa Felicidade a pedido dos ex-proprietários, em memória da senhora Felicidade Borges.Em 1891 era inaugurada a primeira igreja do bairro e em 1902 já estavam instaladas na colônia mais de 200 famílias dedicadas ao cultivo de milho, vinhedos e hortaliças, à criação de galinhas e gado e às atividades comerciais e de prestação de serviços, como armazéns e ferrarias, bem como a fabricação de queijos e vinhos. Em 1916 é criado o Distrito Judiciário tendo como limites: a leste, o rio Barigui; a oeste, o rio Passaúna; ao norte, as estradas do Taboão e do Juruquy e, ao sul, as Colônias Órleans e Santo Ignácio.
46 Santo Inácio
História do Bairro
O bairro deriva da Colônia Santo Inácio, que foi criada em 1876, durante a administração do então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. Em seus 70 lotes, com 5,1 hectares cada, se estabeleceram imigrantes poloneses, silesianos e galicianos, à margem do Rio Barigui no distrito denominado “Nova Polônia”. Em 1880, em relatório da província, constava que sua população era de 334 habitantes e que os colonos dedicavam-se ao corte de lenha, aproveitando as matas dos seus lotes. Onze anos depois, o cereal mais plantado era a batata, além do centeio, milho, feijão, ervilha, aveia, cevada e trigo.
60 São Braz
História do Bairro
Foi denominado São Braz em virtude da grande devoção de seus moradores a esse Santo. Sua história confunde-se com a da Colônia Orleans, por terem as mesmas características e suas populações, o mesmo estilo de vida rural. O cultivo de cereais e a criação de suínos e bovinos constituíam as principais atividades desenvolvidas pelas famílias que ocupavam as únicas quatro extensas chácaras da região. Assim foi até meados de 1970, quando as chácaras começaram a ser loteadas, mudando a característica de colônia agrícola para integrar-se à malha urbana em expansão.
48 São João
História do Bairro
O São João, a exemplo dos bairros vizinhos Cascatinha e Butiatuvinha, iniciou com a ocupação das terras que formavam a Colônia Santa Felicidade pelos imigrantes italianos que vieram de Gênova em 1877. Nessa época, a agricultura era a principal atividade dos colonos. Mais tarde, foram desenvolvidas criações de gado e de galinha. A primeira capela do São João foi construída em 1972 e a Paróquia Santa Margarida, fundada dez anos depois.
29 Seminário
História do Bairro
A denominação do bairro tem sua origem no fato de ali estar localizado o antigo Colégio Internato Seminário, cuja pedra fundamental foi lançada em 1877 com a presença do Bispo Dom José de Camargo Barros, atualmente denomina-se Colégio Paranaense. A ocupação da região está intimamente ligada ao Caminho do Mato Grosso, o qual era o acesso aos Campos Gerais e ao Norte do Estado. Em função disso, ao longo da estrada, instalaram-se muitos armazéns que serviam de entrepostos para os viajantes e colonos, nos quais encontravam desde alimentos, ferramentas para a lavoura até equipamentos para as carroças.
31 Vista Alegre
História do Bairro
O bairro, situado no alto de uma colina, deve seu nome ao fato de um pioneiro ter construído, na região, sua residência, em cuja fachada escreveu “Vista Alegre”, a qual denominava a sua propriedade rural. A propriedade, muito conhecida, nomeou então o bairro todo. A partir de 1955, as chácaras começaram a dar lugar aos loteamentos, e a região que era ocupada por chacreiros, leiteiros e agricultores, desenvolvendo atividades rurais, passa a se incorporar à malha urbana de Curitiba. Atualmente, Vista Alegre não é mais só uma residência e nem a área de muitas chácaras. É um bairro situado a menos de 6 quilômetros do centro da cidade, com suas residências em estilo europeu, testemunhando a colonização italiana, alemã e polonesa.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba
58 Capão Raso
História do Bairro
As origens do bairro se confundem com a história de Antonio e Catharina Gasparin, imigrantes italianos que se casaram e fizeram bodas de ouro no bairro. Proprietários de uma grande chácara e chefes de família numerosa (14 irmãos), trabalharam na construção da Estrada de São José. Essa estrada que levava a São José era de macadame até a porta dos Gasparin, razão pela qual a região onde se originou o Capão Raso era conhecida como o “Fim do Macadame”.
75 Cidade Industrial
História do Bairro
A CIC é o maior bairro de Curitiba. Ela corresponde ao distrito industrial da cidade e foi concebida como o motor do desenvolvimento industrial do município e como uma área urbana provida de todos os serviços necessários. Criada em 1973, como resultado de convênio entre a URBS e o governo do Estado do Paraná, a CIC tem crescido muito nos 26 anos de existência, não só nas áreas destinadas à localização de indústrias, mas também nas zonas de habitação. Quando foi implantada, a CIC parecia ficar distante do centro da cidade, mas nos dias atuais, com a modernização do transporte coletivo, está muito bem dotada por este sistema, possuindo um terminal e várias linhas de ônibus.
75 Cidade Industrial Delimitação:
Inicia na Br-116, em Tatuquara, no cruzamento com a nova estrada de ferro – trecho Engº Bley – Curitiba, por esta até o rio Barigui, por esta a montante até o córrego que é divisa dos Municípios de Curitiba e Araucária, por este numa distância de 850,00 metros até a estrada velha do Barigui (1-1.040), por esta em direção norte numa distância aproximada de 1.750,00 metros até o cruzamento com uma estrada carroçável, desse cruzamento por uma linha seca rumo 19º, numa distância de 1.00,00 metros até a estrada código ligação 1041, por esta em direção norte até a rua Raul Pompéia, antiga estrada da Colônia Augusta, por esta até a estrada da Irradiação, por esta em direção norte até a estrada de código 1131 1, por esta até a rua Pedro Cruzeta, por esta até a rua Eduardo Sprada (antiga estrada de Campo Largo), desse cruzamento por uma linha seca até o marco quilcrétrico nº 6 (seis) da BR-277, por esta até o quilômetro 4 no cruzamento com a rua João Falarz, por esta até o loteamento Domingos Zanlorenzi e planta Campo Comprido, contorna esses loteamentos a oeste e segue ao sul pelo rio Campo Comprido até o rio Barigui, por este a jusante, até o contorno ao sul dos loteamentos Francisco Klentz, Santa Amélia e Santa Ana até o Cemitério Jardim da Saudade, pelo sul até a rua João Bettega, por esta a rua General Potiguara, por esta até a rua Pedro Gusso, por esta até o início do córrego Capão Raso, por este até o Ribeirão do França, por este, a montante, até uma estrada carroçável, daí por esta contornando terras do Ministério do Exército até a Br-116, por esta rodovia até a nova estrada de ferro ponto de partida.
66 Pinheirinho
História do Bairro
A Fazenda Pinheirinho localizava-se numa região que era conhecida, no começo do século XIX, como Capão do Alto, formada por campos e capões, cortados por pequenos arroios, e com a presença esparsa de pinheiros (de onde viria a tirar o seu nome). O bairro Pinheirinho, formado, no passado, por várias fazendas de gado, era chamado pelo nome “Capão dos Porcos” devido à grande criação desses animais, que passavam todos os dias pela atual via rápida, antigamente rua Olho D’água. A Avenida Winston Churchill, sua principal via de acesso, era conhecida como “Carrerão dos Pretos”.
74 Tatuquara
História do Bairro
O Tatuquara é um dos bairros mais extensos de Curitiba. Está localizado a sudoeste e a 19 quilômetros do centro da cidade, entre o Pinheirinho, o Sítio Cercado, o Umbará, o Campo de Santana, a CIC e o município de Araucária. O primeiro loteamento aprovado na Prefeitura Municipal data de 18 de novembro de 1965. É neste bairro que encontra-se o Ceasa - Central de Abastecimento, e dele também fazem parte as vilas Pompéia, Santo Antonio e as Moradias Palmeiras. No coração do bairro, a Igreja de Santa Ana desponta dentro de uma imensa área verde.
A.R. Portão Área de cor laranja no mapa
09 Água Verde
História do Bairro
As algas que formavam massas verdes e davam uma coloração esverdeada à água doce, levaram os antigos moradores da região a batizar o rio que cortava suas fazendas e chácaras com o nome de “Água Verde”. O rio Água Verde, que nasce e cruza toda a extensão do bairro, até desaguar nas águas do Rio Belém, no Prado Velho, foi a fonte inspiradora para o nome do bairro. O primeiro nome da região, “Colônia Dantas”, deve-se ao fato de ali residirem, no século passado, inúmeras famílias italianas. Nessa época era frequente a visita de caçadores e pescadores devido à existência de mata cerrada e riacho de muitos peixes.
39 Fanny
História do Bairro
Localizado na parte sul da cidade, entre os bairros Novo Mundo, Lindóia, Parolin, Hauer e Xaxim, o Fanny (anteriormente chamado de Vila Fanny) é um bairro novo, caracterizado pela presença de uma série de indústrias e por uma população bastante ativa. O canteiro central da Av. Wenceslau Braz, durante muito tempo abandonado, foi transformado com a criação, em 1981, de uma área de lazer e animação que contribuiu para a valorização da região - o Eixo de Animação Wenceslau Braz.
42 Fazendinha
História do Bairro
Duas sesmarias foram entregues no vale do Barigui: a primeira, para Baltazar Carrasco dos Reis, a outra, abrangendo parte do atual bairro Fazendinha, foi cedida a Mateus Martins Leme, sete anos depois. Havia uma trilha, muito utilizada, que unia a estrada de São José à dos Campos Gerais e facilitava a trajetória do gado e das tropas que, naquela época, desciam para o litoral, vindos dos campos gerais. Ao chegarem em Curitiba, as tropas serviam-se do caminho de São José do Arraial para prosseguirem viagem. A trilha citada era então chamada de “Atalho da Fazendinha” ou do “Rodeio”, por fazer a ligação entre o Campo Comprido e o Portão, reduzindo em algumas léguas a viagem.
26 Guaíra
História do Bairro
Todos insistem em chamá-lo de Vila Guaíra, mas desde 1975 ele já não tem mais “vila” no nome. Os fundadores da Vila Guaíra foram o casal Francisco e Bárbara Prochaska, que ali fixaram residência em 1927. Em 1949, foi nomeada uma comissão para a construção da igreja e, em 28/09/1958, fundada a Paróquia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Todos os anos, na data do padroeiro (25 de julho), é organizada uma grande festa com procissão de motoristas de diversos pontos da capital e até do interior do Estado. Uma característica única deste bairro é o nome de suas ruas. Todos os estados brasileiros ali estão presentes: Rio Grande do Sul, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, etc.
40 Lindóia
História do Bairro
A Vila Lindóia se encontra, hoje, em terras que faziam parte das propriedades do imigrante alemão, Ewaldo Hauer. Em 16 de agosto de 1948, a região começou a ser loteada e as primeiras famílias chegavam dispostas a trabalhar seus terrenos. Nessa época, os padres salesianos formaram a Paróquia Menino Jesus de Praga, localizada na antiga Região do Boiadeiro e fundada em 8 de maio de 1977, por Dom Pedro Fedalto. A Associação dos Moradores e o Centro Comunitário Profeta Elias têm uma importante participação nos melhoramentos do bairro.
41 Novo Mundo
História do Bairro
Depois de morar em Contenda e Tomáz Coelho, o imigrante Alberto Stenzoski - que chegou ao Brasil com 14 anos de idade-, veio se instalar ao sul de Curitiba e abriu um armazém, que chamou “Novo Mundo”. No “Novo Mundo” acampavam os tropeiros que traziam produtos para vender na cidade, principalmente erva-mate, bois e porcos. Do antigo armazém e pousada dos tempos das carroças, pouca lembrança resta. A mais importante é, sem dúvida, o seu nome, que passou a ser o do bairro.
25 Parolin
História do Bairro
A história dos Parolin teve início em 1880, quando chegou ao Porto de Paranaguá o imigrante Antônio Parolin, viúvo, acompanhado de seus sete filhos, todos ainda crianças. Em Curitiba, eles se estabeleceram na “Água Verde”, onde, a partir de 1878, havia começado a se formar o núcleo Dantas, resultante da obtenção, pelos imigrantes, de lotes do município, mediante cartas de aforamento concedidas pela Câmara da capital. Depois de alguns anos trabalhando como carpinteiros, os Parolin fundaram uma firma de construção, uma serraria e construíram uma boa casa, ao estilo europeu, que se encontra no bairro até hoje.
27 Portão
História do Bairro
Os conflitos entre lavradores e tropeiros pelos campos de criação de gado acabaram determinando caminhos e o surgimento de cercas e portões. A passagem e o comércio de animais procedentes de Curitiba e dos Campos Gerais levou à instalação de um posto de fiscalização na região, que deu origem ao nome do bairro: Portão. O grande marco da evolução do bairro situa-se no fim do século passado, em torno do transporte de madeira e erva-mate. Com efeito, em 1893, a estrada de ferro que ligava Curitiba a Paranaguá foi prolongada pelo interior até Ponta Grossa, passando pela região onde hoje é o bairro do Portão, dando origem à cancela ferroviária.
43 Santa Quitéria
História do Bairro
Santa Quitéria que, há mais de 40 anos, era uma extensa lavoura de milho, feijão, arroz e outros cereais tem moradores das mais variadas origens: alemães, poloneses e italianos. Os pioneiros lembram com saudades de suas caçadas e pescarias no vale do Rio Barigui. O bairro de Santa Quitéria também é conhecido como “Carmela Dutra”. Segundo alguns moradores mais antigos, seria uma homenagem prestada à esposa do general Gaspar Dutra, ex-presidente da República. Mas prevaleceu o nome de Santa Quitéria. O bairro começou a se desenvolver com a construção de inúmeros conjuntos habitacionais.
67 São Miguel
História do Bairro
A área do bairro é de aproximadamente 742 hectares, sendo que, dados do IBGE apontavam uma população de 224 pessoas, com 38 domicílios ocupados, em 1985. A delimitação dos bairros de Curitiba, definida em 1975, marcou o território São Miguel como sendo aquele localizado entre a Cidade Industrial, o Augusta e o município de Araucária. As primeiras atividades desenvolvidas na região estavam ligadas à agricultura. O bairro São Miguel é ligado ao Augusta por uma das atrações turísticas mais bonitas de Curitiba: O Parque Municipal Passaúna.
28 Vila Izabel
História do Bairro
Esse bairro localiza-se entre o Portão, Santa Quitéria, Seminário e Água Verde. Antigamente, toda essa região formava uma extensa mata que era bastante frequentada por caçadores e pescadores. Com o passar do tempo, seus moradores transformaram a mata numa grande lavoura de milho, feijão, arroz e outros cereais. Pela vila passavam alguns caminhos que chegavam até a estrada que ligava Curitiba a Ponta Grossa, fazendo do local um ponto de pouso de tropeiros. Os negócios realizados por esses viajantes intensificaram as atividades comerciais e produtivas da região, provocando um significativo desenvolvimento do bairro.
A.R. Santa Felicidade Área de cor vermelha no mapa
68 Augusta
História do Bairro
A história do bairro é vinculada à fundação, em 1876, da Colônia Dom Augusto, pelo presidente da Província, Dr. Adolpho Lamenha Lins, em homenagem ao neto do Imperador D. Pedro II, o Príncipe D. Augusto. A Colônia ocupava área dos municípios de Curitiba e Campo Largo, dividida em 36 lotes, em área total de 199 hectares, foi inicialmente ocupada por poloneses e brasileiros. A denominação inicial caiu em desuso, passando a ser chamada de Augusta, por ter morado no local uma senhora com esse nome e proprietária de muitas terras na região.
61 Butiatuvinha
História do Bairro
As primeiras referências ao bairro surgem registradas nas atas da Câmara Municipal, como na de 9 de março de 1782, onde o juiz presidente e os oficiais determinavam que no “Bayrro de Boteatuba” fosse construída ponte sobre o rio Barigui para o bem dos viajantes; na de 14 de junho de 1783, registra a reclamação de um dos moradores que animais de seu vizinho danificavam sua roça; na de 18 de abril de 1831, a Câmara determinava a marcação do bairro “Butiatubinha”. Nesta época a região era ocupada por fazendeiros e caboclos e cortada por caminhos importantes utilizados pelos tropeiros, aos quais juntam-se, em 1878, os primeiros imigrantes italianos que inicialmente ocupam 15 lotes.
30 Campina do Siqueira
História do Bairro
A denominação do bairro é resultado da combinação de dois fatos históricos distintos, que o tempo se encarregou de relacionar. Campina, por um lado, retrata o aspecto geográfico da região de onde se estendia uma bonita planície coberta pela vegetação rasteira. A segunda parte do nome vem de Antônio Sebastião Siqueira, um imigrante português que aqui chegou no início do século XIX. Esse colono, proprietário de grande extensão de terras, dividiu-as em pequenos sítios vendidos a várias famílias, dando origem assim ao atual bairro.
44 Campo Comprido
História do Bairro
As origens do Campo Comprido remontam ao tempo das sesmarias. As terras do atual bairro estariam compreendidas na antiga sesmaria de Baltazar Carrasco dos Reis, de 29 de junho de 1661. O escritor José de Andrade Muricy no livro “O símbolo à sombra das araucárias” refere a permanência dos herdeiros do antigo povoador até o início do século XX. A ocupação da região está condicionada à criação das colônias vizinhas de Órleans, Santo Inácio, Dom Augusto, Rivière e Dom Pedro, em 1876.
47 Cascatinha
História do Bairro
No final do século passado, imigrantes italianos desembarcaram no litoral e, um ano mais tarde, alcançaram o planalto curitibano. A região onde hoje encontra-se o bairro Cascatinha fazia parte da Colônia Santa Felicidade e, assim, também foi ocupado por imigrantes italianos a partir do final do século passado. A denominação deriva de um acidente geográfico existente no local, uma pequena cascata num dos afluentes do rio Barigui, local de visitação dos moradores da região, onde instalou-se, em 1952, o restaurante Cascatinha, considerado o mais antigo ainda em funcionamento.
62 Lamenha Pequena
História do Bairro
O bairro Lamenha Pequena origina-se da Colônia Lamenha, criada em 1876, assim denominada em homenagem ao então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. A Colônia Lamenha, situada às margens da estrada do “Acunguy”, foi dividida em 139 lotes, ocupados por 643 colonos poloneses. Ocupando área dos municípios de Curitiba e Almirante Tamandaré, a colônia foi dividida em duas seções: a Lamenha Grande e a Lamenha Pequena. A história do bairro, a partir de 1878, mistura-se com a de seus bairros vizinhos Santa Felicidade e Butiatuvinha.
45 Mossunguê
História do Bairro
O Mossunguê, assim como seus bairros vizinhos - Campina do Siqueira, Orleans, Campo Comprido, Santo Inácio e Bigorrilho -, surgiu ao longo do antigo Caminho do Mato Grosso (atual BR-277) que, no século passado, era o único acesso ao Norte do Estado. A exploração mineral intensa ao longo dessa estrada contribuiu para o estabelecimento de inúmeros armazéns, que serviam de entrepostos dos viajantes, tropeiros e aos primeiros moradores da região. Com as primeiras famílias, que vieram da Itália, da região de Piemonte, veio também a devoção a São Grato, padroeiro da agricultura e da lavoura.
59 Orleans
História do Bairro
A Colônia Orleans foi criada em dezembro de 1875, com 65 lotes, ao longo da Estrada do Mato Grosso (hoje BR-277). Os primeiros imigrantes poloneses, prussianos e galicianos, em maior número, constituíam uma população inicial de 249 pessoas, divididas em 63 famílias. Na área também instalaram-se italianos, franceses, alemães e ingleses. Sua emancipação ocorreu a 10 de novembro de 1878 e seu nome foi dado em homenagem ao Príncipe Luis Felipe de Orleans, o Conde D`Eu, esposo da Princesa Isabel. Em 1880, a Colônia recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II.
69 Riviera
História do Bairro
O bairro tem origem na Colônia Riviérre, criada em 1878, em área situada no Distrito da Nova Polônia, à margem da Estrada de Mato Grosso (atual BR-277). A colônia foi ocupada por 377 colonos, dividida em 97 lotes pelo então Presidente da Província Dr. Lamenha Lins que, em seu relatório provincial de 1878 assim se expressa: “... Dei a esta colônia o nome de Riviérre em atenção aos relevantes serviços que o engenheiro Henrique Riviérre prestou à colonização como chefe da comissão encarregada da medição dos lotes e estabelecimentos de emigrantes no município de Curitiba...”
63 Santa Felicidade
História do Bairro
A ocupação mais intensiva da região dá-se a partir de 1878, com a chegada dos imigrantes italianos que adquirem terras no Taquaral, área do então bairro Butiatuvinha . A área é dividida em 15 lotes e a colônia então criada recebe o nome de Santa Felicidade a pedido dos ex-proprietários, em memória da senhora Felicidade Borges.Em 1891 era inaugurada a primeira igreja do bairro e em 1902 já estavam instaladas na colônia mais de 200 famílias dedicadas ao cultivo de milho, vinhedos e hortaliças, à criação de galinhas e gado e às atividades comerciais e de prestação de serviços, como armazéns e ferrarias, bem como a fabricação de queijos e vinhos. Em 1916 é criado o Distrito Judiciário tendo como limites: a leste, o rio Barigui; a oeste, o rio Passaúna; ao norte, as estradas do Taboão e do Juruquy e, ao sul, as Colônias Órleans e Santo Ignácio.
46 Santo Inácio
História do Bairro
O bairro deriva da Colônia Santo Inácio, que foi criada em 1876, durante a administração do então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. Em seus 70 lotes, com 5,1 hectares cada, se estabeleceram imigrantes poloneses, silesianos e galicianos, à margem do Rio Barigui no distrito denominado “Nova Polônia”. Em 1880, em relatório da província, constava que sua população era de 334 habitantes e que os colonos dedicavam-se ao corte de lenha, aproveitando as matas dos seus lotes. Onze anos depois, o cereal mais plantado era a batata, além do centeio, milho, feijão, ervilha, aveia, cevada e trigo.
60 São Braz
História do Bairro
Foi denominado São Braz em virtude da grande devoção de seus moradores a esse Santo. Sua história confunde-se com a da Colônia Orleans, por terem as mesmas características e suas populações, o mesmo estilo de vida rural. O cultivo de cereais e a criação de suínos e bovinos constituíam as principais atividades desenvolvidas pelas famílias que ocupavam as únicas quatro extensas chácaras da região. Assim foi até meados de 1970, quando as chácaras começaram a ser loteadas, mudando a característica de colônia agrícola para integrar-se à malha urbana em expansão.
48 São João
História do Bairro
O São João, a exemplo dos bairros vizinhos Cascatinha e Butiatuvinha, iniciou com a ocupação das terras que formavam a Colônia Santa Felicidade pelos imigrantes italianos que vieram de Gênova em 1877. Nessa época, a agricultura era a principal atividade dos colonos. Mais tarde, foram desenvolvidas criações de gado e de galinha. A primeira capela do São João foi construída em 1972 e a Paróquia Santa Margarida, fundada dez anos depois.
29 Seminário
História do Bairro
A denominação do bairro tem sua origem no fato de ali estar localizado o antigo Colégio Internato Seminário, cuja pedra fundamental foi lançada em 1877 com a presença do Bispo Dom José de Camargo Barros, atualmente denomina-se Colégio Paranaense. A ocupação da região está intimamente ligada ao Caminho do Mato Grosso, o qual era o acesso aos Campos Gerais e ao Norte do Estado. Em função disso, ao longo da estrada, instalaram-se muitos armazéns que serviam de entrepostos para os viajantes e colonos, nos quais encontravam desde alimentos, ferramentas para a lavoura até equipamentos para as carroças.
31 Vista Alegre
História do Bairro
O bairro, situado no alto de uma colina, deve seu nome ao fato de um pioneiro ter construído, na região, sua residência, em cuja fachada escreveu “Vista Alegre”, a qual denominava a sua propriedade rural. A propriedade, muito conhecida, nomeou então o bairro todo. A partir de 1955, as chácaras começaram a dar lugar aos loteamentos, e a região que era ocupada por chacreiros, leiteiros e agricultores, desenvolvendo atividades rurais, passa a se incorporar à malha urbana de Curitiba. Atualmente, Vista Alegre não é mais só uma residência e nem a área de muitas chácaras. É um bairro situado a menos de 6 quilômetros do centro da cidade, com suas residências em estilo europeu, testemunhando a colonização italiana, alemã e polonesa.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba
Mapa e história dos bairros de Curitiba 2
A.R. Matriz - Área cinza no mapa
14 Ahú
História do Bairro
O Ahú, delimitado pelos bairros Boa Vista, São Lourenço, Bom Retiro, Juvevê, Cabral e Centro Cívico, caracteriza-se pela influência da imigração italiana e alemã. As suas residências mais antigas, hoje envelhecidas pelo tempo e pelo uso, são quase todas de estilo europeu. Essa é uma característica marcante em toda a Avenida Anita Garibaldi, que tem esse nome em homenagem à heroína italiana. Às margens dessa avenida, uma das mais antigas e antigo caminho de entrada de Curitiba pelo lado Norte, foram sendo construídas, no princípio deste século, as casas dos primeiros moradores do Ahú.
04 Alto da Glória
História do Bairro
O bairro foi fundado pelo Barão de Holleben, por volta de 1856. Seus primeiros moradores, pertencentes à família Leão, construíram a Capelinha de Nossa Senhora da Glória, que deu origem ao nome do bairro, e o primeiro teatro da cidade. Os padres redentoristas ganharam, dos Leão, esse santuário, e substituíram a imagem da padroeira da região pela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A fé e a devoção a essa Santa cresceu tanto que começou a criar problemas para o tráfego de uma das principais vias públicas de Curitiba, a Av. João Gualberto. Assim, os padres resolveram mudar as instalações, construindo uma igreja maior, que hoje é conhecida por sua moderna arquitetura. Segundo o historiador Francisco Negrão, tal denominação teria sido inspirada na propriedade do Dr. José Maria Pinheiro Lima, conhecida como “Chácara Nhá Laura” ou “Chácara da Glória”, localizada nas proximidades do atual Passeio Público e do Colégio Estadual do Paraná e o Campo do Coritiba.
05 Alto da Rua XV
História do Bairro
O próprio nome situa o bairro em relação aos demais. Localizado na parte centro-leste de Curitiba, o Alto da Rua XV possui um maravilhoso mirante: a Praça das Nações, de onde se descortina um dos mais belos panoramas da cidade. A população do bairro Alto da Quinze, em sua maioria, é formada por descendentes de imigrantes europeus que, em tempos distantes, ali se estabeleceram para exercer as culturas agrícolas. Durante anos, esta atividade supriu as necessidades da cidade.
10 Batel
História do Bairro
Existem duas versões para a origem do nome do bairro: a primeira, atendendo à tradição popular, está ligada ao fato de residir, no local, uma família conhecida por Batel. A outra, remonta aos tempos das tradicionais cheganças (festas religiosas), onde, na ocasião, teria naufragado um batel (pequena embarcação) vindo de São José dos Pinhais. O desenvolvimento da produção de madeira e de erva-mate, por volta de 1910, tornou a área do Batel predominantemente comercial. Ali estavam instaladas duas usinas de beneficiamento de erva-mate, fábricas de sabão, perfumaria, duas cervejarias, etc.
11 Bigorrilho
História do Bairro
Bigorrilho: um nome de muitas histórias. Desde a cigana benzedeira que morava na região, como também de uma prostituta de nome Bigorrilha e muito valente. Bairro que insistem em chamar de Champagnat. O termo que mais se aproxima do nome do bairro é bigorrilha. O rio era assim chamado porque nas redondezas da Estrada de Butiatuvinha residia a proprietária de um bordel a que todos chamavam Bigorrilha. A linguagem cotidiana dos moradores teria “masculinizado” o termo, surgindo daí o nome Bigorrilho. Já Evaristo Biscaia, em seu livro “Coisas da Cidade”, defende que antigamente o bairro era conhecido “Bairro dos Italianos”, tornando-se depois Bigorrilho em virtude de morar ali uma rutena (ucraniana) de nome Bigorela.
13 Bom Retiro
História do Bairro
Seu nome originou-se num Sanatório, inaugurado em 1946, no terreno que Lins de Vasconcelos doou, em 1945, à Fundação Espírita do Paraná. Com a criação do Bom Retiro, o Instituto Lins de Vasconcelos passou a ocupar o lugar do Sanatório, que foi transferido para o outro lado da Rua Nilo Peçanha, uma das principais do bairro, que já era asfaltada, apesar de pouco habitada. Em torno dessas entidades, o bairro começou a se expandir de maneira significativa, em população e desenvolvimento.
16 Cabral
História do Bairro
A denominação “Cabral” surgiu no século XIX. Segundo o próprio historiador Ermelino de Leão, o nome do bairro é uma homenagem à influente família Cabral, que residia na região e, em meados do século passado, doou o terreno onde se ergueu a pequena capela consagrada ao Bom Jesus, hoje conhecida como Igreja do Cabral. Os primeiros moradores chegaram no início do século XVIII, conseguindo seus lotes de terra através de concessão da Câmara de Curitiba. Muitos desses sítios compõem hoje o Graciosa Country Club, alguns trechos da Av. João Gualberto, da Anita Garibaldi e da Munhoz da Rocha.
01 Centro
História do Bairro
O nome do bairro é uma referência ao núcleo em volta do qual cresceu a cidade de Curitiba, a partir do século XVII. Em 29 de março de 1693, na pequena igreja matriz, na região da Praça Tiradentes, foi fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Nessa região central, está o marco zero de Curitiba que, geograficamente, indica o “ponto inicial” de uma cidade, ou o ponto a partir do qual eram tomadas as distâncias para a demarcação de uma vila. O atual bairro do centro já teve outros nomes. Em um mapa de 1950, boa parte de seu território é chamada de Liberdade. Em outros mapas, a região onde hoje está o bairro, aparecia simplesmente com a inscrição “Curitiba”, como se somente ali fosse a cidade e ao seu redor existissem apenas chácaras, fazendas ou campos inabitados.
03 Centro Cívico
História do Bairro
O nome atual do bairro começou a surgir durante os anos 40, quando o urbanista francês, Alfred Agache, dentro de suas propostas para o novo Plano Urbano de Curitiba, propôs a criação de um Centro Cívico. Centro Cívico, em seu sentimento literal estrito, significa Centro do Cidadão ou, com uma interpretação mais dirigida, centro onde se resolvem os assuntos relacionados ao cidadão.
O Plano Agache concebia o Centro Cívico como “uma praça de características especiais, dos edifícios destinados aos altos órgãos da administração Estadual que além da função de centro de comando, pudesse bem denominar-se como sendo a “sala de visita da cidade”, apresentando um conjunto de arquitetura especial em harmonia com o tratamento paisagístico da ampla praça central”.
A construção do Centro Cívico deve muito à visão futurista do professor, e então governador, Bento Munhoz da Rocha Neto, que pretendia destinar uma área da cidade para ser o centro administrativo do Estado e do Município. Projetado pelo arquiteto Xavier Azambuja, foi inaugurado em 1953, ano em que o Paraná comemorou seu centenário de emancipação política.
06 Cristo Rei
História do Bairro
Durante muito tempo, o atual território do Cristo Rei teve outros nomes. Atas da Câmara Municipal de Curitiba e mapas do início do século XX determinam a localidade como fazendo parte do bairro Cajuru, tanto que o Cristo Rei ainda possui um Hospital chamado Cajuru e um colégio (o Colégio Nossa Senhora de Lourdes) que também é conhecido como Colégio Cajuru. Vila Morgenau também foi um nome muito utilizado, aparecendo na ata de fundação da Sociedade Morgenau, em 1918. Outros documentos também qualificam a região como Capanema. Já a atual designação nasceu mais tarde, influenciada pela Igreja do Cristo Rei e pela linha de ônibus que ligava o centro ao bairro, que passaram a ser referência para demonstrar o local em que se morava. O nome Cristo Rei foi oficializado pelo Decreto 774/75, que instituiu a atual divisão administrativa de Curitiba.
A.R. Matriz - Área cinza no mapa
17 Hugo Lange
História do Bairro
As origens do bairro são as mesmas que determinaram o surgimento do Cabral, Juvevê e Bacacheri. Por isso, o seu crescimento esteve ligado ao tráfego em direção à estrada da Graciosa, onde se fixaram numerosos estabelecimentos comerciais e de serviços. Hugo Lange era o nome do mais antigo morador desse recanto curitibano. Os primeiros proprietários de lotes na região foram os senhores Otto Schelenker, Alfredo Buttner, Maria Bestfleisch, Willi Cremer, Isabel Porte de França, Guido Hauer e os Irmãos Paciornik.
07 Jardim Botânico
História do Bairro
O antigo bairro do Capanema que, na língua Tupi, significa mato ruim, a partir de 1992 passou a se chamar Jardim Botânico. A mudança de nome, decidida em plebiscito popular, é referência a uma das paisagens mais bonitas da cidade, o Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter. No entanto, as ligações de seu nome anterior e do atual nome com o bairro já são antigas. Ainda no século XIX, grande parte das terras da região pertencia ao Conselheiro Guilherme S. de Capanema, conhecido como o Barão de Capanema. Respeitado cientista e amante da natureza, o barão cultivava em sua chácara um belíssimo “jardim botânico” com pomares maravilhosos e plantas exóticas, que levaram jornalistas, na época da visita do Imperador D. Pedro II a Curitiba (1880), a descrevê-lo como um “Jardim Botânico de primeira grandeza, digno de menção entre os melhores que possui o império”.
18 Jardim Social
História do Bairro
As terras que o bairro ocupa hoje pertenciam ao arrabalde denominado “Altos do Itupava”, ou Colônia Argelina. Uma parte dos terrenos era utilizada por foreiros que pagavam uma espécie de aluguel para os proprietários rurais. Outra era livre de pagamentos e ocupada por propriedades rurais. As primeiras plantas de loteamentos foram registradas, na Prefeitura Municipal, na década de 20. A história do Jardim Social tem pouca ligação com a dos bairros vizinhos Bacacheri, Tarumã, Alto da Rua XV e Hugo Lange. Ele sempre se caracterizou por ser uma zona estritamente residencial. Jardim Social - nome bonito para um lugar que já foi conhecido como “Morro do Querozene”.
15 Juvevê
História do Bairro
A palavra Juvevê faz parte do vocabulário dos curitibanos desde o século XVII. Ao final da Ata de Medição do Rocio (logradouro público), de 1º de maio de 1693, já se falava nas nascenças do Rio Juvevê como fronteira a nordeste da então Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Em seu Dicionário Histórico e Geográfico do Paraná, o historiador Ermelino de Leão define Juvevê como “corrupção da palavra “Yubebã”, que em língua Tupi significa espinho chato ou rio do fruto espinhoso. Segundo antigos moradores da região, o antigo rio realmente era cercado por muitos “juvevês” (árvore espinhosa).
12 Mercês
História do Bairro
Mercês é palavra proveniente do latim merce que, no sentido estrito, significa graça, benefício ou proteção. Já a escolha de tal palavra para qualificar o bairro está diretamente ligada à religiosidade de seus moradores. Ainda no século passado, seus habitantes já preservavam o hábito de fazer procissões em devoção à Nossa Senhora das Mercês. Atas da Câmara Municipal, na metade do século XVIII, já confirmam o termo “Quarteirão das Mercês” ou “Quarteirão da Senhora das Mercês”, para denominar uma região que, até o início do século XX, abrangia parte de outros bairros vizinhos, como a Vista Alegre e o Bigorrilho. Por volta de 1920, quando chegaram ao bairro os frades capuchinhos Frei Ricardo e Frei Timóteo, procedentes de Veneza, a devoção à Nossa Senhora das Mercês aumentou. Em 28 de junho de 1926 era iniciada a construção da Igreja das Mercês e, em 1929, era realizada a sua inauguração.
24 Prado Velho
História do Bairro
A palavra prado vem do latim pratum e significa lugar plano, campina ou planície. É daí que vem o nome do bairro. Ele está ligado ao antigo hipódromo de Curitiba que, na época, era conhecido como Prado Curitibano, já que os antigos e alguns, ainda hoje, utilizam tal palavra para designar o local onde ocorrem as corridas de cavalos. Um dos lugares mais chiques da cidade, o Prado Curitibano localizava-se na região onde hoje está a Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Como em 10 de dezembro de 1955 foi inaugurado o Hipódromo do Tarumã e as atividades turísticas da cidade se mudaram para outro bairro, a região antes denominada “Prado” acabou se transformando no “Prado Velho” já que o “Prado Novo” estava no tarumã. Da força da lingüística e do hábito popular, acabou surgindo o termo que atualmente qualifica o bairro, oficializado no Decreto 774/75 que traz a atual divisão administrativa da cidade de Curitiba.
08 Rebouças
História do Bairro
O nome do bairro é uma homenagem aos engenheiros Antônio e André Rebouças que vieram para o Paraná, no final do século XIX, para construir a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá. Isso explica o fato de uma das principais ruas do bairro se chamar Engenheiros Rebouças e não “Engenheiro Rebouças” como muitos a chamam. Antônio Pereira Rebouças Filho chegou a Curitiba em julho de 1864, quando assumiu o cargo de engenheiro chefe da Estrada da Graciosa. Já André Rebouças, um dos maiores cientistas da época, foi qualificado por Euclides da Cunha em sua obra “Os Sertões”, como um homem de “mentalidade rara”. André e Antônio Rebouças, associados a um grupo de capitalistas do Rio de Janeiro, foram os responsáveis pela fundação da primeira indústria madeireira do Estado do Paraná, a Companhia Florestal Paranaense. Também coube aos irmãos Rebouças, a inovação no sistema de embalagem da erva-mate, ao utilizarem barricas de pinho e não mais os surrões de couro.
02 São Francisco
História do Bairro
Nessa região, instalaram-se os primeiros moradores de Curitiba, com o casario descendo em direção à atual Praça Tiradentes, e dali para as redondezas. As ruínas são vestígios de uma obra inacabada, a Igreja de São Francisco de Paula. As pedras, destinadas a essa construção, foram utilizadas para erguer as torres da antiga Matriz. Aliás, sobre as ruínas existem muitas lendas e histórias. Uma delas conta que do seu centro partiam longos túneis ligando o Alto do São Francisco a Paranaguá, com ramificações em diversos locais da cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba
14 Ahú
História do Bairro
O Ahú, delimitado pelos bairros Boa Vista, São Lourenço, Bom Retiro, Juvevê, Cabral e Centro Cívico, caracteriza-se pela influência da imigração italiana e alemã. As suas residências mais antigas, hoje envelhecidas pelo tempo e pelo uso, são quase todas de estilo europeu. Essa é uma característica marcante em toda a Avenida Anita Garibaldi, que tem esse nome em homenagem à heroína italiana. Às margens dessa avenida, uma das mais antigas e antigo caminho de entrada de Curitiba pelo lado Norte, foram sendo construídas, no princípio deste século, as casas dos primeiros moradores do Ahú.
04 Alto da Glória
História do Bairro
O bairro foi fundado pelo Barão de Holleben, por volta de 1856. Seus primeiros moradores, pertencentes à família Leão, construíram a Capelinha de Nossa Senhora da Glória, que deu origem ao nome do bairro, e o primeiro teatro da cidade. Os padres redentoristas ganharam, dos Leão, esse santuário, e substituíram a imagem da padroeira da região pela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A fé e a devoção a essa Santa cresceu tanto que começou a criar problemas para o tráfego de uma das principais vias públicas de Curitiba, a Av. João Gualberto. Assim, os padres resolveram mudar as instalações, construindo uma igreja maior, que hoje é conhecida por sua moderna arquitetura. Segundo o historiador Francisco Negrão, tal denominação teria sido inspirada na propriedade do Dr. José Maria Pinheiro Lima, conhecida como “Chácara Nhá Laura” ou “Chácara da Glória”, localizada nas proximidades do atual Passeio Público e do Colégio Estadual do Paraná e o Campo do Coritiba.
05 Alto da Rua XV
História do Bairro
O próprio nome situa o bairro em relação aos demais. Localizado na parte centro-leste de Curitiba, o Alto da Rua XV possui um maravilhoso mirante: a Praça das Nações, de onde se descortina um dos mais belos panoramas da cidade. A população do bairro Alto da Quinze, em sua maioria, é formada por descendentes de imigrantes europeus que, em tempos distantes, ali se estabeleceram para exercer as culturas agrícolas. Durante anos, esta atividade supriu as necessidades da cidade.
10 Batel
História do Bairro
Existem duas versões para a origem do nome do bairro: a primeira, atendendo à tradição popular, está ligada ao fato de residir, no local, uma família conhecida por Batel. A outra, remonta aos tempos das tradicionais cheganças (festas religiosas), onde, na ocasião, teria naufragado um batel (pequena embarcação) vindo de São José dos Pinhais. O desenvolvimento da produção de madeira e de erva-mate, por volta de 1910, tornou a área do Batel predominantemente comercial. Ali estavam instaladas duas usinas de beneficiamento de erva-mate, fábricas de sabão, perfumaria, duas cervejarias, etc.
11 Bigorrilho
História do Bairro
Bigorrilho: um nome de muitas histórias. Desde a cigana benzedeira que morava na região, como também de uma prostituta de nome Bigorrilha e muito valente. Bairro que insistem em chamar de Champagnat. O termo que mais se aproxima do nome do bairro é bigorrilha. O rio era assim chamado porque nas redondezas da Estrada de Butiatuvinha residia a proprietária de um bordel a que todos chamavam Bigorrilha. A linguagem cotidiana dos moradores teria “masculinizado” o termo, surgindo daí o nome Bigorrilho. Já Evaristo Biscaia, em seu livro “Coisas da Cidade”, defende que antigamente o bairro era conhecido “Bairro dos Italianos”, tornando-se depois Bigorrilho em virtude de morar ali uma rutena (ucraniana) de nome Bigorela.
13 Bom Retiro
História do Bairro
Seu nome originou-se num Sanatório, inaugurado em 1946, no terreno que Lins de Vasconcelos doou, em 1945, à Fundação Espírita do Paraná. Com a criação do Bom Retiro, o Instituto Lins de Vasconcelos passou a ocupar o lugar do Sanatório, que foi transferido para o outro lado da Rua Nilo Peçanha, uma das principais do bairro, que já era asfaltada, apesar de pouco habitada. Em torno dessas entidades, o bairro começou a se expandir de maneira significativa, em população e desenvolvimento.
16 Cabral
História do Bairro
A denominação “Cabral” surgiu no século XIX. Segundo o próprio historiador Ermelino de Leão, o nome do bairro é uma homenagem à influente família Cabral, que residia na região e, em meados do século passado, doou o terreno onde se ergueu a pequena capela consagrada ao Bom Jesus, hoje conhecida como Igreja do Cabral. Os primeiros moradores chegaram no início do século XVIII, conseguindo seus lotes de terra através de concessão da Câmara de Curitiba. Muitos desses sítios compõem hoje o Graciosa Country Club, alguns trechos da Av. João Gualberto, da Anita Garibaldi e da Munhoz da Rocha.
01 Centro
História do Bairro
O nome do bairro é uma referência ao núcleo em volta do qual cresceu a cidade de Curitiba, a partir do século XVII. Em 29 de março de 1693, na pequena igreja matriz, na região da Praça Tiradentes, foi fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Nessa região central, está o marco zero de Curitiba que, geograficamente, indica o “ponto inicial” de uma cidade, ou o ponto a partir do qual eram tomadas as distâncias para a demarcação de uma vila. O atual bairro do centro já teve outros nomes. Em um mapa de 1950, boa parte de seu território é chamada de Liberdade. Em outros mapas, a região onde hoje está o bairro, aparecia simplesmente com a inscrição “Curitiba”, como se somente ali fosse a cidade e ao seu redor existissem apenas chácaras, fazendas ou campos inabitados.
03 Centro Cívico
História do Bairro
O nome atual do bairro começou a surgir durante os anos 40, quando o urbanista francês, Alfred Agache, dentro de suas propostas para o novo Plano Urbano de Curitiba, propôs a criação de um Centro Cívico. Centro Cívico, em seu sentimento literal estrito, significa Centro do Cidadão ou, com uma interpretação mais dirigida, centro onde se resolvem os assuntos relacionados ao cidadão.
O Plano Agache concebia o Centro Cívico como “uma praça de características especiais, dos edifícios destinados aos altos órgãos da administração Estadual que além da função de centro de comando, pudesse bem denominar-se como sendo a “sala de visita da cidade”, apresentando um conjunto de arquitetura especial em harmonia com o tratamento paisagístico da ampla praça central”.
A construção do Centro Cívico deve muito à visão futurista do professor, e então governador, Bento Munhoz da Rocha Neto, que pretendia destinar uma área da cidade para ser o centro administrativo do Estado e do Município. Projetado pelo arquiteto Xavier Azambuja, foi inaugurado em 1953, ano em que o Paraná comemorou seu centenário de emancipação política.
06 Cristo Rei
História do Bairro
Durante muito tempo, o atual território do Cristo Rei teve outros nomes. Atas da Câmara Municipal de Curitiba e mapas do início do século XX determinam a localidade como fazendo parte do bairro Cajuru, tanto que o Cristo Rei ainda possui um Hospital chamado Cajuru e um colégio (o Colégio Nossa Senhora de Lourdes) que também é conhecido como Colégio Cajuru. Vila Morgenau também foi um nome muito utilizado, aparecendo na ata de fundação da Sociedade Morgenau, em 1918. Outros documentos também qualificam a região como Capanema. Já a atual designação nasceu mais tarde, influenciada pela Igreja do Cristo Rei e pela linha de ônibus que ligava o centro ao bairro, que passaram a ser referência para demonstrar o local em que se morava. O nome Cristo Rei foi oficializado pelo Decreto 774/75, que instituiu a atual divisão administrativa de Curitiba.
A.R. Matriz - Área cinza no mapa
17 Hugo Lange
História do Bairro
As origens do bairro são as mesmas que determinaram o surgimento do Cabral, Juvevê e Bacacheri. Por isso, o seu crescimento esteve ligado ao tráfego em direção à estrada da Graciosa, onde se fixaram numerosos estabelecimentos comerciais e de serviços. Hugo Lange era o nome do mais antigo morador desse recanto curitibano. Os primeiros proprietários de lotes na região foram os senhores Otto Schelenker, Alfredo Buttner, Maria Bestfleisch, Willi Cremer, Isabel Porte de França, Guido Hauer e os Irmãos Paciornik.
07 Jardim Botânico
História do Bairro
O antigo bairro do Capanema que, na língua Tupi, significa mato ruim, a partir de 1992 passou a se chamar Jardim Botânico. A mudança de nome, decidida em plebiscito popular, é referência a uma das paisagens mais bonitas da cidade, o Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter. No entanto, as ligações de seu nome anterior e do atual nome com o bairro já são antigas. Ainda no século XIX, grande parte das terras da região pertencia ao Conselheiro Guilherme S. de Capanema, conhecido como o Barão de Capanema. Respeitado cientista e amante da natureza, o barão cultivava em sua chácara um belíssimo “jardim botânico” com pomares maravilhosos e plantas exóticas, que levaram jornalistas, na época da visita do Imperador D. Pedro II a Curitiba (1880), a descrevê-lo como um “Jardim Botânico de primeira grandeza, digno de menção entre os melhores que possui o império”.
18 Jardim Social
História do Bairro
As terras que o bairro ocupa hoje pertenciam ao arrabalde denominado “Altos do Itupava”, ou Colônia Argelina. Uma parte dos terrenos era utilizada por foreiros que pagavam uma espécie de aluguel para os proprietários rurais. Outra era livre de pagamentos e ocupada por propriedades rurais. As primeiras plantas de loteamentos foram registradas, na Prefeitura Municipal, na década de 20. A história do Jardim Social tem pouca ligação com a dos bairros vizinhos Bacacheri, Tarumã, Alto da Rua XV e Hugo Lange. Ele sempre se caracterizou por ser uma zona estritamente residencial. Jardim Social - nome bonito para um lugar que já foi conhecido como “Morro do Querozene”.
15 Juvevê
História do Bairro
A palavra Juvevê faz parte do vocabulário dos curitibanos desde o século XVII. Ao final da Ata de Medição do Rocio (logradouro público), de 1º de maio de 1693, já se falava nas nascenças do Rio Juvevê como fronteira a nordeste da então Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Em seu Dicionário Histórico e Geográfico do Paraná, o historiador Ermelino de Leão define Juvevê como “corrupção da palavra “Yubebã”, que em língua Tupi significa espinho chato ou rio do fruto espinhoso. Segundo antigos moradores da região, o antigo rio realmente era cercado por muitos “juvevês” (árvore espinhosa).
12 Mercês
História do Bairro
Mercês é palavra proveniente do latim merce que, no sentido estrito, significa graça, benefício ou proteção. Já a escolha de tal palavra para qualificar o bairro está diretamente ligada à religiosidade de seus moradores. Ainda no século passado, seus habitantes já preservavam o hábito de fazer procissões em devoção à Nossa Senhora das Mercês. Atas da Câmara Municipal, na metade do século XVIII, já confirmam o termo “Quarteirão das Mercês” ou “Quarteirão da Senhora das Mercês”, para denominar uma região que, até o início do século XX, abrangia parte de outros bairros vizinhos, como a Vista Alegre e o Bigorrilho. Por volta de 1920, quando chegaram ao bairro os frades capuchinhos Frei Ricardo e Frei Timóteo, procedentes de Veneza, a devoção à Nossa Senhora das Mercês aumentou. Em 28 de junho de 1926 era iniciada a construção da Igreja das Mercês e, em 1929, era realizada a sua inauguração.
24 Prado Velho
História do Bairro
A palavra prado vem do latim pratum e significa lugar plano, campina ou planície. É daí que vem o nome do bairro. Ele está ligado ao antigo hipódromo de Curitiba que, na época, era conhecido como Prado Curitibano, já que os antigos e alguns, ainda hoje, utilizam tal palavra para designar o local onde ocorrem as corridas de cavalos. Um dos lugares mais chiques da cidade, o Prado Curitibano localizava-se na região onde hoje está a Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Como em 10 de dezembro de 1955 foi inaugurado o Hipódromo do Tarumã e as atividades turísticas da cidade se mudaram para outro bairro, a região antes denominada “Prado” acabou se transformando no “Prado Velho” já que o “Prado Novo” estava no tarumã. Da força da lingüística e do hábito popular, acabou surgindo o termo que atualmente qualifica o bairro, oficializado no Decreto 774/75 que traz a atual divisão administrativa da cidade de Curitiba.
08 Rebouças
História do Bairro
O nome do bairro é uma homenagem aos engenheiros Antônio e André Rebouças que vieram para o Paraná, no final do século XIX, para construir a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá. Isso explica o fato de uma das principais ruas do bairro se chamar Engenheiros Rebouças e não “Engenheiro Rebouças” como muitos a chamam. Antônio Pereira Rebouças Filho chegou a Curitiba em julho de 1864, quando assumiu o cargo de engenheiro chefe da Estrada da Graciosa. Já André Rebouças, um dos maiores cientistas da época, foi qualificado por Euclides da Cunha em sua obra “Os Sertões”, como um homem de “mentalidade rara”. André e Antônio Rebouças, associados a um grupo de capitalistas do Rio de Janeiro, foram os responsáveis pela fundação da primeira indústria madeireira do Estado do Paraná, a Companhia Florestal Paranaense. Também coube aos irmãos Rebouças, a inovação no sistema de embalagem da erva-mate, ao utilizarem barricas de pinho e não mais os surrões de couro.
02 São Francisco
História do Bairro
Nessa região, instalaram-se os primeiros moradores de Curitiba, com o casario descendo em direção à atual Praça Tiradentes, e dali para as redondezas. As ruínas são vestígios de uma obra inacabada, a Igreja de São Francisco de Paula. As pedras, destinadas a essa construção, foram utilizadas para erguer as torres da antiga Matriz. Aliás, sobre as ruínas existem muitas lendas e histórias. Uma delas conta que do seu centro partiam longos túneis ligando o Alto do São Francisco a Paranaguá, com ramificações em diversos locais da cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba
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