:: Greenpeace ::
15/01/2003
Nascido em 1971, no Canadá, o Greenpeace é uma entidade civil internacional sem fins lucrativos que se dedica à proteção do meio ambiente e da paz, baseada em alguns princípios básicos: não estabelece alianças com partidos políticos; é adepto do princípio da não violência, sem recuar na defesa de suas causas; rejeita ataques a pessoas ou propriedades privadas; não solicita contribuição financeira de governos ou empresas, sendo mantido pela doação de pessoas físicas. O Greenpeace possui 2,9 milhões de sócios em 158 países.
Confira o conteúdo completo desta matéria clicando em leia mais.:.
A entidade cresceu rapidamente. Em 1979, sete países já tinham escritórios Greenpeace. Hoje, 29 países possuem escritórios nacionais, apoiados pelo Greenpeace Internacional (GPI), sediado em Amsterdã, na Holanda, que também supervisiona as campanhas internacionais, coordena a frota de barcos e assegura o desenvolvimento da política e dos objetivos dos escritórios nacionais. Começou suas atividades no Brasil em 1992, quando veio para a Rio 92 e fincou 800 cruzes brancas em frente à Usina de Angra I. Desde então vem atuando na Floresta Amazônica, buscando soluções para o desenvolvimento da região. Une-se a diversas entidades ecológicas brasileiras para conter a destruição do ambiente.
Hoje o Greenpeace está mais voltado para as grandes questões econômicas e sociais que estão na origem do desequilíbrio ambiental. Algumas de suas principais campanhas internacionais são: Campanha de Atmosfera, onde houve a criação do Greenfreeze; Campanha contra a energia Nuclear; Campanha para a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul; Campanha contra alimentos transgênicos; Expedição contra os piratas do Oceano Atlântico, entre outras.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Unidades de Coservação
Unidades de Coservação
17/12/2002
Conceito
São espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, aos quais se aplicam garantias adequadas de proteção (definição dada pela Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação).
Categorias
As Unidades de Conservação (UCs) podem ser classificadas em dois grandes grupos, de acordo com a forma de uso dos seus recursos naturais.
UCs de Proteção Integral, nas quais é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, para a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Confira o conteúdo total sobre Unidades de Conservação clicando em leia mais.:.
Inclui as seguintes categorias:
Estação Ecológica
Reserva Biológica
Parque Nacional, Parque Estadual e Parque Natural Municipal
Monumento Natural
Refúgio de Vida Silvestre
UCs de Uso Sustentável, nas quais é permitido o uso parcial dos recursos naturais compatibilizado com a proteção da natureza. Inclui as seguintes categorias:
Área de Proteção Ambiental
Área de Relevante Interesse Ecológico
Floresta Nacional, Floresta Estadual, Floresta Municipal
Reserva Extrativista
Reserva de Fauna
Reserva de Desenvolvimento Sustentável
Estação Ecológica
Objetivos: preservação da natureza e realização de pesquisas científicas
Usos Permitidos: visitação pública com objetivo educacional e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos
Reserva Biológica
Objetivos: preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites
Usos Permitidos: visitação pública com objetivo educacional e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos.
Parque Nacional, Parque Estadual, Parque Natural Municipal
Objetivos: preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica
Usos Permitidos: realização de pesquisas científicas, atividades de educação e interpretação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico
Posse e domínio: públicos.
Monumento Natural
Objetivos: preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica
Usos Permitidos: visitação pública e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos e privados.
Refúgio de Vida Silvestre
Objetivos: proteger ambientes naturais onde se assegurem condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória
Usos Permitidos: visitação pública e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos e privados.
Área de Proteção Ambiental - APA
Objetivos: proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais (área, em geral, de grande extensão).
Usos: respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma APA
Posse e domínio: misto públicos e privados.
Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE
Objetivos: manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas (área, em geral, de pequena extensão)
Usos: respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma ARIE
Posse e domínio: públicos e/ou privados
Floresta Nacional, Floresta Estadual, Floresta Municipal
Objetivos: uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas
Usos Permitidos: visitação pública, pesquisa científica, admitida a permanência de populações tradicionais que a habitavam quando de sua criação
Posse e domínio: públicos.
Reserva Extrativista
Objetivos: proteger os meios de vida e a cultura de populações extrativistas tradicionais, assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade
Usos Permitidos: uso sustentável dos recursos naturais pelas populações tradicionais (para os recursos madeireiros, somente em situações especiais), visitação pública, pesquisa científica. Proibidas a exploração de recursos minerais e a caça amadorística ou profissional.
Posse e domínio: domínio público, com uso concedido às populações extrativistas tradicionais.
Reserva de Fauna
Objetivos: estudos técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentável de recursos faunísticos
Usos Permitidos: visitação pública, comercialização dos produtos e subprodutos resultantes das pesquisas (proibido o exercício da caça amadorística ou profissional).
Reserva de Desenvolvimento Sustentável
Objetivos: preservar a natureza, assegurar condições e meios para reprodução e melhoria dos modos e da qualidade de vida e exploração dos recursos naturais das populações tradicionais, valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente, desenvolvido por estas populações
Usos Permitidos: visitação pública, pesquisa científica voltada à conservação da natureza, à melhor relação das populações residentes com seu meio e à educação ambiental, exploração de componentes dos ecossistemas naturais em regime de manejo sustentável, substituição da cobertura vegetal por espécies cultiváveis
Posse e domínio: domínio público, posse e uso pelas populações tradicionais (ainda não regulamentados)
Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN
Objetivos: conservar a diversidade biológica
Usos Permitidos: pesquisa científica, visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais
Posse e domínio: privados com gravação de perpetuidade através de termo de compromisso assinado perante o órgão ambiental, averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis.
Unidades de Conservação Existentes no Paraná
O Paraná é um Estado privilegiado em relação à biodiversidade, ocorrendo em nosso território variados ecossistemas desde a Floresta Atlântica do litoral e Serra do Mar, com mangues, restingas, brejos litorâneos, mata nebular e campos de altitude, até as várzeas do Rio Paraná, passando pela Floresta com Araucária, Floresta Pluvial, Campos e remanescentes de Cerrado.
A garantia da manutenção da biodiversidade pela proposição, elaboração e execução de políticas públicas com vistas à conservação dos ecossistemas paranaenses, são atribuições da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do Instituto Ambiental do Paraná.
O Estado do Paraná possui 63 unidades de conservação de domínio estadual, 9 de domínio federal, 103 de domínio municipal e 151 de domínio privado (RPPNs) classificadas, conforme seus objetivos específicos, em diferentes categorias de manejo, entre elas Parques, Estações Ecológicas, Florestas Estaduais, Áreas de Proteção Ambiental e Reservas Biológicas, entre outras.
As 60 Unidades de Conservação do Paraná compõem o Sistema Estadual de Unidades de Conservação e são áreas naturais cujos gerenciamento e manutenção são feitos pelo Instituto Ambiental do Paraná, com o objetivo de preservar amostras significativas de ecossistemas essenciais à conservação e/ou recuperação da biodiversidade.
A partir de 1995 foi dada ênfase especial para a questão da regularização fundiária das Unidades de Conservação Estaduais. Nesse período (1995 - 2002) efetuou-se a regularização de aproximadamente 7.000 hectares inseridos por Decretos em UCs, mas que não estavam sob domínio pleno do Estado, sendo que sobre algumas áreas pendiam inclusive processos judiciais de desapropriação indireta contra o Estado.
Partindo-se do pressuposto de que só conhecendo se pode valorizar, as Unidades de Conservação no Estado do Paraná são manejadas visando a preservação dos ecossistemas e procurando a integração com as comunidades locais, efetuando-se trabalhos de educação ambiental.
Para que se atinja os objetivos para os quais foram criadas as Unidades de Conservação, promovendo a correta utilização de seus diferentes espaços, a partir de 1995 deu-se maior atenção por parte do Estado na questão de elaboração, revisão e implementação de Planos de Manejo, o instrumento de gestão das unidades. Assim é que importantes áreas como os Parques Estaduais de Vila Velha, de Campinhos, do Marumbi, das Lauráceas, do Rio da Onça, do Guartelá, do Cerrado e do Monge e as Estações Ecológicas do Caiuá e do Guaraguaçu tiveram seus Planos de Manejo iniciados e alguns já finalizados e implementados, totalizando até o final de 2002 quatorze Planos Manejo.
Atualmente estuda-se o processo de concessões de serviços em Unidades de Conservação, através da iniciativa privada, bem como parcerias com ONGs e Prefeituras Municipais a fim de que a gestão compartilhada possa trazer benefícios ao manejo e à sustentabilidade ambiental e econômica das áreas. Nas unidades de conservação com potencial de visitação são desenvolvidos trabalhos de educação ambiental baseados em conceitos científicos, sociais e econômicos.
Para tanto, o Estado reconheceu a necessidade de implantação de infra-estrutura adequada ao gerenciamento e ao uso das unidades pela população. Até 1995 o Paraná contava com essa infra-estrutura, embora precária, apenas nos parques de Vila Vela, em Ponta Grossa, e de Vila Rica do Espírito Santo, em Fênix. A partir de então implantou-se Centros de Visitantes, sanitários, lanchonetes, Centros de Pesquisa, alojamentos, casas para Guardas-Parque, churrasqueiras, trilhas interpretativas, placas de sinalização e orientação, passarelas, portais e outras estruturas em mais 17 Unidades de Conservação, sendo que outras 9 vem recebendo infra-estruturas que estarão concluídas até ofinal de 2002.
O Parque Estadual de Vila Velha, que durante muitos anos não foi objeto de um efetivo planejamento de conservação e uso, desde janeiro de 2002 encontra-se fechado para visitação, a qual somente será possível novamente a partir de outubro de 2002, quando encerram-se todas as obras de revitalização ambiental e dos espaços destinados ao público.
Ciente da necessidade de ampliação da área efetivamente protegida, sob domínio público, o Estado criou, a partir de 1995, dezesseis novas Unidades de Conservação, das quais onze de Proteção Integral e cinco de Uso Sustentável dos Recursos Naturais, incorporando ao Sistema Estadual 62.838 hectares.
As ações do Estado referentes às áreas especialmente protegidas se estendem ainda à prestação de apoio técnico e de programas e projetos específicos tais como o ICMS Ecológico, que recompensa financeiramente municípios que possuam áreas protegidas e mananciais de abastecimento público em seus territórios, RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - e o apoio à criação e gestão de unidades de conservação no âmbito municipal.
Um dos princípios básicos na filosofia de trabalho é buscar o envolvimento e o comprometimento da sociedade, garantindo a perpetuidade das áreas protegidas do Paraná. Assim é que o Estado vem implementando Conselhos Gestores para as unidades, formados por membros dos poderes públicos estadual, federal e municipal, da sociedade civil organizada, da comunidade científica do Estado e das populações diretamente relacionadas com as unidades.
Fonte: SEMA
17/12/2002
Conceito
São espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, aos quais se aplicam garantias adequadas de proteção (definição dada pela Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação).
Categorias
As Unidades de Conservação (UCs) podem ser classificadas em dois grandes grupos, de acordo com a forma de uso dos seus recursos naturais.
UCs de Proteção Integral, nas quais é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, para a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Confira o conteúdo total sobre Unidades de Conservação clicando em leia mais.:.
Inclui as seguintes categorias:
Estação Ecológica
Reserva Biológica
Parque Nacional, Parque Estadual e Parque Natural Municipal
Monumento Natural
Refúgio de Vida Silvestre
UCs de Uso Sustentável, nas quais é permitido o uso parcial dos recursos naturais compatibilizado com a proteção da natureza. Inclui as seguintes categorias:
Área de Proteção Ambiental
Área de Relevante Interesse Ecológico
Floresta Nacional, Floresta Estadual, Floresta Municipal
Reserva Extrativista
Reserva de Fauna
Reserva de Desenvolvimento Sustentável
Estação Ecológica
Objetivos: preservação da natureza e realização de pesquisas científicas
Usos Permitidos: visitação pública com objetivo educacional e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos
Reserva Biológica
Objetivos: preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites
Usos Permitidos: visitação pública com objetivo educacional e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos.
Parque Nacional, Parque Estadual, Parque Natural Municipal
Objetivos: preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica
Usos Permitidos: realização de pesquisas científicas, atividades de educação e interpretação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico
Posse e domínio: públicos.
Monumento Natural
Objetivos: preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica
Usos Permitidos: visitação pública e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos e privados.
Refúgio de Vida Silvestre
Objetivos: proteger ambientes naturais onde se assegurem condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória
Usos Permitidos: visitação pública e pesquisa científica
Posse e domínio: públicos e privados.
Área de Proteção Ambiental - APA
Objetivos: proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais (área, em geral, de grande extensão).
Usos: respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma APA
Posse e domínio: misto públicos e privados.
Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE
Objetivos: manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas (área, em geral, de pequena extensão)
Usos: respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma ARIE
Posse e domínio: públicos e/ou privados
Floresta Nacional, Floresta Estadual, Floresta Municipal
Objetivos: uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas
Usos Permitidos: visitação pública, pesquisa científica, admitida a permanência de populações tradicionais que a habitavam quando de sua criação
Posse e domínio: públicos.
Reserva Extrativista
Objetivos: proteger os meios de vida e a cultura de populações extrativistas tradicionais, assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade
Usos Permitidos: uso sustentável dos recursos naturais pelas populações tradicionais (para os recursos madeireiros, somente em situações especiais), visitação pública, pesquisa científica. Proibidas a exploração de recursos minerais e a caça amadorística ou profissional.
Posse e domínio: domínio público, com uso concedido às populações extrativistas tradicionais.
Reserva de Fauna
Objetivos: estudos técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentável de recursos faunísticos
Usos Permitidos: visitação pública, comercialização dos produtos e subprodutos resultantes das pesquisas (proibido o exercício da caça amadorística ou profissional).
Reserva de Desenvolvimento Sustentável
Objetivos: preservar a natureza, assegurar condições e meios para reprodução e melhoria dos modos e da qualidade de vida e exploração dos recursos naturais das populações tradicionais, valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente, desenvolvido por estas populações
Usos Permitidos: visitação pública, pesquisa científica voltada à conservação da natureza, à melhor relação das populações residentes com seu meio e à educação ambiental, exploração de componentes dos ecossistemas naturais em regime de manejo sustentável, substituição da cobertura vegetal por espécies cultiváveis
Posse e domínio: domínio público, posse e uso pelas populações tradicionais (ainda não regulamentados)
Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN
Objetivos: conservar a diversidade biológica
Usos Permitidos: pesquisa científica, visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais
Posse e domínio: privados com gravação de perpetuidade através de termo de compromisso assinado perante o órgão ambiental, averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis.
Unidades de Conservação Existentes no Paraná
O Paraná é um Estado privilegiado em relação à biodiversidade, ocorrendo em nosso território variados ecossistemas desde a Floresta Atlântica do litoral e Serra do Mar, com mangues, restingas, brejos litorâneos, mata nebular e campos de altitude, até as várzeas do Rio Paraná, passando pela Floresta com Araucária, Floresta Pluvial, Campos e remanescentes de Cerrado.
A garantia da manutenção da biodiversidade pela proposição, elaboração e execução de políticas públicas com vistas à conservação dos ecossistemas paranaenses, são atribuições da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do Instituto Ambiental do Paraná.
O Estado do Paraná possui 63 unidades de conservação de domínio estadual, 9 de domínio federal, 103 de domínio municipal e 151 de domínio privado (RPPNs) classificadas, conforme seus objetivos específicos, em diferentes categorias de manejo, entre elas Parques, Estações Ecológicas, Florestas Estaduais, Áreas de Proteção Ambiental e Reservas Biológicas, entre outras.
As 60 Unidades de Conservação do Paraná compõem o Sistema Estadual de Unidades de Conservação e são áreas naturais cujos gerenciamento e manutenção são feitos pelo Instituto Ambiental do Paraná, com o objetivo de preservar amostras significativas de ecossistemas essenciais à conservação e/ou recuperação da biodiversidade.
A partir de 1995 foi dada ênfase especial para a questão da regularização fundiária das Unidades de Conservação Estaduais. Nesse período (1995 - 2002) efetuou-se a regularização de aproximadamente 7.000 hectares inseridos por Decretos em UCs, mas que não estavam sob domínio pleno do Estado, sendo que sobre algumas áreas pendiam inclusive processos judiciais de desapropriação indireta contra o Estado.
Partindo-se do pressuposto de que só conhecendo se pode valorizar, as Unidades de Conservação no Estado do Paraná são manejadas visando a preservação dos ecossistemas e procurando a integração com as comunidades locais, efetuando-se trabalhos de educação ambiental.
Para que se atinja os objetivos para os quais foram criadas as Unidades de Conservação, promovendo a correta utilização de seus diferentes espaços, a partir de 1995 deu-se maior atenção por parte do Estado na questão de elaboração, revisão e implementação de Planos de Manejo, o instrumento de gestão das unidades. Assim é que importantes áreas como os Parques Estaduais de Vila Velha, de Campinhos, do Marumbi, das Lauráceas, do Rio da Onça, do Guartelá, do Cerrado e do Monge e as Estações Ecológicas do Caiuá e do Guaraguaçu tiveram seus Planos de Manejo iniciados e alguns já finalizados e implementados, totalizando até o final de 2002 quatorze Planos Manejo.
Atualmente estuda-se o processo de concessões de serviços em Unidades de Conservação, através da iniciativa privada, bem como parcerias com ONGs e Prefeituras Municipais a fim de que a gestão compartilhada possa trazer benefícios ao manejo e à sustentabilidade ambiental e econômica das áreas. Nas unidades de conservação com potencial de visitação são desenvolvidos trabalhos de educação ambiental baseados em conceitos científicos, sociais e econômicos.
Para tanto, o Estado reconheceu a necessidade de implantação de infra-estrutura adequada ao gerenciamento e ao uso das unidades pela população. Até 1995 o Paraná contava com essa infra-estrutura, embora precária, apenas nos parques de Vila Vela, em Ponta Grossa, e de Vila Rica do Espírito Santo, em Fênix. A partir de então implantou-se Centros de Visitantes, sanitários, lanchonetes, Centros de Pesquisa, alojamentos, casas para Guardas-Parque, churrasqueiras, trilhas interpretativas, placas de sinalização e orientação, passarelas, portais e outras estruturas em mais 17 Unidades de Conservação, sendo que outras 9 vem recebendo infra-estruturas que estarão concluídas até ofinal de 2002.
O Parque Estadual de Vila Velha, que durante muitos anos não foi objeto de um efetivo planejamento de conservação e uso, desde janeiro de 2002 encontra-se fechado para visitação, a qual somente será possível novamente a partir de outubro de 2002, quando encerram-se todas as obras de revitalização ambiental e dos espaços destinados ao público.
Ciente da necessidade de ampliação da área efetivamente protegida, sob domínio público, o Estado criou, a partir de 1995, dezesseis novas Unidades de Conservação, das quais onze de Proteção Integral e cinco de Uso Sustentável dos Recursos Naturais, incorporando ao Sistema Estadual 62.838 hectares.
As ações do Estado referentes às áreas especialmente protegidas se estendem ainda à prestação de apoio técnico e de programas e projetos específicos tais como o ICMS Ecológico, que recompensa financeiramente municípios que possuam áreas protegidas e mananciais de abastecimento público em seus territórios, RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - e o apoio à criação e gestão de unidades de conservação no âmbito municipal.
Um dos princípios básicos na filosofia de trabalho é buscar o envolvimento e o comprometimento da sociedade, garantindo a perpetuidade das áreas protegidas do Paraná. Assim é que o Estado vem implementando Conselhos Gestores para as unidades, formados por membros dos poderes públicos estadual, federal e municipal, da sociedade civil organizada, da comunidade científica do Estado e das populações diretamente relacionadas com as unidades.
Fonte: SEMA
Agenda 21 - Os desafios por uma cidadania planetária
Agenda 21 - Os desafios por uma cidadania planetária
07/09/2002
Com relevante representatividade o Seminário Agenda 21 Paraná aconteceu dia 05 de setembro no Hotel Bourbon sito a rua Cândido Lopes, 102 em Curitiba. O evento reuniu entidades de diversas áreas sendo apresentado resultados dos grupos, proporcionando o conhecimento geral das idéias e compromissos para as atuais e futuras gerações.
A comissão organizadora, ao definir os grupos por cores, primou pela heterogeneidade de experiências, conhecimentos e formações como princípio norteador dos trabalhos em grupo, enriquecendo assim o resultado final das discussões.
Em 1992, no Rio de Janeiro, realizou-se a CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO RIO-92. Promovido e patrocinado pela ONU (ORGANIZAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS), o evento aprovou a AGENDA 21, ou seja, consagrou os mais elevados princípios de defesa do bem mais importante que o homem tem a seu dispor, a própria terra.
"A HUMANIDADE É PARTE DA NATUREZA. O BEM ESTAR E A SOBREVIVÊNCIA DE TODA VIDA DEPENDE DO FUNCIONAMENTO NATURAL DOS ECOSSISTEMAS."
Na palestra final, a representante do Ministério do Meio Ambiente, fez uma abordagem sobre as 21 metas brasileiras rumo a sustentabilidade priorizadas na Agenda 21 Nacional.
AGENDA 21 GLOBAL
É o principal compromisso assumido pelos 179 países participantes da RIO-92. A prática de um novo padrão de desenvolvimento sustentável constitui o desafio do século XXI no sentido de conjugar esforços na busca de um equilíbrio econômico, justiça social e da conservação dos recursos naturais.
"NÓS SOMOS DA NATUREZA E ESTAMOS NA NATUREZA. DELA SOMOS DEPOSITÁRIOS E PORTA-VOZES CONSIENTES."
AGENDA 21 BRASILEIRA
A partir de 1997, com base na AGENDA 21 GLOBAL, começa a construção da AGENDA 21 BRASILEIRA, para a qual foram escolhidos os seguintes temas centrais:
- GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS;
- AGRICULTURA SUSTENTÁVEL;
- CIDADES SUSTENTÁVEIS;
- CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL;
- REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS;
- INFRA-ESTRUTURA E INTEGRAÇÃO REGIONAL;
É IMPORTNTE QUE AS PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES DESTE DOCUMENTO SEJAM INSTRUMENTO E REFERÊNCIA PARA AS DIVERSAS ÁREAS DA GESTÃO PÚBLICA E PRIVADA DO PAÍS.
AGENDA 21 PARANÁ
Viabilizar a participação e incentivar os segmentos sociais na convergência dos interesses coletivos será o papel do Governo do Estado. Tecer a AGENDA 21 PARANÁ com vistas a identificar as prioridades, as vocações regionais e definir prioridades de investimentos serão as bases de construção e de fomento às políticas já implantadas.
AGENDA 21 LOCAL
* Planeje os serviços essenciais de sua cidade.
* Selecione as prioridades.
* Discuta amplamente com a sociedade.
* Incentive a criação de grupos de trabalho.
* Incentive a criação do Fórum da Agenda 21 Local.
AGENDA 21 LOCAL NÃO É UMA SOLUÇÃO ESPECÍFICA, MAS UMA METODOLOGIA QUE CRIA MELHORES CONDIÇÕES PARA O ENCAMINHAMENTO DE TODAS AS QUESTÕES BÁSICAS PARA A VIDA DA POPULAÇÃO.
O QUE O PARANÁ TEM FEITO:
GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS.
- REDE DE BIODIVERSIDADE;
- RIO LIMPO;
- PRÓ-SANEAMENTO - RESÍDUOS SÓLIDOS;
- DESENVOLVIMENTO FLORESTAL;
- FUNDOS DE VALE - MATAS CILIARES;
- PRÓ-ATLÂNTICA;
- BAÍA LIMPA / PLANTANDO PALMITO;
AGRICULTURA SUSTENTÁVEL.
- PARANÁ 12 MESES;
- PARANÁ AGROINDUSTRIAL;
- TERRA LIMPA;
CIDADES SUSTENTÁVEIS.
- PROSAN;
- PARANÁ URBANO;
- CASA FELIZ-PARANÁ SOLIDARIEDADE;
- PARANÁ SAN;
- VOLUNTÁRIO GUARDA-VIDAS;
- ABC DA SEGURANÇA;
CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
- FÁBRICA DO AGRICULTOR;
- UNIVERSIDADE DO CAMPO;
- USINA DO CONHECIMENTO;
- PARANÁ TECNOLOGIA;
REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS.
- REDE DE PROTEÇÃO À VIDA;
- VILAS RURAIS;
- PARANÁ MAIS EMPREGOS;
- CONDOMÍNIO TERCEIRA IDADE;
- LINHA / ESTAÇÃO DO OFÍCIO;
- VALE SABER;
- CARTILHA DO CIDADÃO;
- ARTESANATO PARANAENSE;
- PARANÁ INDÍGENA;
- SUPER SOPA;
- DA RUA PARA A ESCOLA;
INFRA ESTRUTURA / INTEGRAÇÃO REGIONAL.
- ANEL DE INTERLIGAÇÃO;
- PARANÁ URBANO;
- COMBOIO CULTURAL;
- PARANÁ URGÊNCIA E EMERGÊNCIA;
- REDE PROTEÇÃO À VIDA;
- e-PARANÁ / GOVERNO ELETRÔNICO;
- PARANÁ MINERAL;
- PROGRAMA DE ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS;
- CAMINHOS DA EDUCAÇÃO E DA PRODUÇÃO.
Este processo não acaba por aqui, a agenda 21 é um compromisso a ser firmado entre todos os setores e segmentos sociais, no qual a troca de experiências, o estabelecimento de parcerias, assim como o envolvimento de todas as instâncias ao longo desse processo, são condições imprecindíveis para que possamos atingir o desenvolvimento sustentável.
É com muita satisfação venho participar deste importantíssimo evento nacional realizado pela Comissão Governamental organizadora e estar contribuindo para o rol de programas e projetos que guardam relação com os Seis Eixos Temáticos da Agenda 21 Brasileira onde envolveu diversos órgãos estaduais em uma Comissão Governamental que culminará na instituição do Fórum Estadual da Agenda 21.
Eu, Rodrigo Nora, agradeço a todos os colegas presentes no seminário com especial a Arquiteta Claudia Cristina Taborda Dudeque da Secretaria da Indústria, do Comércio e do Turismo pela primazia ao atendimento prestado durante todo o evento, enriquecendo meus conhecimentos e de minha colega Doraliza Cáceres Miranda que esteve comigo durante os debates nos grupos.
07/09/2002
Com relevante representatividade o Seminário Agenda 21 Paraná aconteceu dia 05 de setembro no Hotel Bourbon sito a rua Cândido Lopes, 102 em Curitiba. O evento reuniu entidades de diversas áreas sendo apresentado resultados dos grupos, proporcionando o conhecimento geral das idéias e compromissos para as atuais e futuras gerações.
A comissão organizadora, ao definir os grupos por cores, primou pela heterogeneidade de experiências, conhecimentos e formações como princípio norteador dos trabalhos em grupo, enriquecendo assim o resultado final das discussões.
Em 1992, no Rio de Janeiro, realizou-se a CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO RIO-92. Promovido e patrocinado pela ONU (ORGANIZAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS), o evento aprovou a AGENDA 21, ou seja, consagrou os mais elevados princípios de defesa do bem mais importante que o homem tem a seu dispor, a própria terra.
"A HUMANIDADE É PARTE DA NATUREZA. O BEM ESTAR E A SOBREVIVÊNCIA DE TODA VIDA DEPENDE DO FUNCIONAMENTO NATURAL DOS ECOSSISTEMAS."
Na palestra final, a representante do Ministério do Meio Ambiente, fez uma abordagem sobre as 21 metas brasileiras rumo a sustentabilidade priorizadas na Agenda 21 Nacional.
AGENDA 21 GLOBAL
É o principal compromisso assumido pelos 179 países participantes da RIO-92. A prática de um novo padrão de desenvolvimento sustentável constitui o desafio do século XXI no sentido de conjugar esforços na busca de um equilíbrio econômico, justiça social e da conservação dos recursos naturais.
"NÓS SOMOS DA NATUREZA E ESTAMOS NA NATUREZA. DELA SOMOS DEPOSITÁRIOS E PORTA-VOZES CONSIENTES."
AGENDA 21 BRASILEIRA
A partir de 1997, com base na AGENDA 21 GLOBAL, começa a construção da AGENDA 21 BRASILEIRA, para a qual foram escolhidos os seguintes temas centrais:
- GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS;
- AGRICULTURA SUSTENTÁVEL;
- CIDADES SUSTENTÁVEIS;
- CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL;
- REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS;
- INFRA-ESTRUTURA E INTEGRAÇÃO REGIONAL;
É IMPORTNTE QUE AS PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕES DESTE DOCUMENTO SEJAM INSTRUMENTO E REFERÊNCIA PARA AS DIVERSAS ÁREAS DA GESTÃO PÚBLICA E PRIVADA DO PAÍS.
AGENDA 21 PARANÁ
Viabilizar a participação e incentivar os segmentos sociais na convergência dos interesses coletivos será o papel do Governo do Estado. Tecer a AGENDA 21 PARANÁ com vistas a identificar as prioridades, as vocações regionais e definir prioridades de investimentos serão as bases de construção e de fomento às políticas já implantadas.
AGENDA 21 LOCAL
* Planeje os serviços essenciais de sua cidade.
* Selecione as prioridades.
* Discuta amplamente com a sociedade.
* Incentive a criação de grupos de trabalho.
* Incentive a criação do Fórum da Agenda 21 Local.
AGENDA 21 LOCAL NÃO É UMA SOLUÇÃO ESPECÍFICA, MAS UMA METODOLOGIA QUE CRIA MELHORES CONDIÇÕES PARA O ENCAMINHAMENTO DE TODAS AS QUESTÕES BÁSICAS PARA A VIDA DA POPULAÇÃO.
O QUE O PARANÁ TEM FEITO:
GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS.
- REDE DE BIODIVERSIDADE;
- RIO LIMPO;
- PRÓ-SANEAMENTO - RESÍDUOS SÓLIDOS;
- DESENVOLVIMENTO FLORESTAL;
- FUNDOS DE VALE - MATAS CILIARES;
- PRÓ-ATLÂNTICA;
- BAÍA LIMPA / PLANTANDO PALMITO;
AGRICULTURA SUSTENTÁVEL.
- PARANÁ 12 MESES;
- PARANÁ AGROINDUSTRIAL;
- TERRA LIMPA;
CIDADES SUSTENTÁVEIS.
- PROSAN;
- PARANÁ URBANO;
- CASA FELIZ-PARANÁ SOLIDARIEDADE;
- PARANÁ SAN;
- VOLUNTÁRIO GUARDA-VIDAS;
- ABC DA SEGURANÇA;
CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
- FÁBRICA DO AGRICULTOR;
- UNIVERSIDADE DO CAMPO;
- USINA DO CONHECIMENTO;
- PARANÁ TECNOLOGIA;
REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS.
- REDE DE PROTEÇÃO À VIDA;
- VILAS RURAIS;
- PARANÁ MAIS EMPREGOS;
- CONDOMÍNIO TERCEIRA IDADE;
- LINHA / ESTAÇÃO DO OFÍCIO;
- VALE SABER;
- CARTILHA DO CIDADÃO;
- ARTESANATO PARANAENSE;
- PARANÁ INDÍGENA;
- SUPER SOPA;
- DA RUA PARA A ESCOLA;
INFRA ESTRUTURA / INTEGRAÇÃO REGIONAL.
- ANEL DE INTERLIGAÇÃO;
- PARANÁ URBANO;
- COMBOIO CULTURAL;
- PARANÁ URGÊNCIA E EMERGÊNCIA;
- REDE PROTEÇÃO À VIDA;
- e-PARANÁ / GOVERNO ELETRÔNICO;
- PARANÁ MINERAL;
- PROGRAMA DE ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS;
- CAMINHOS DA EDUCAÇÃO E DA PRODUÇÃO.
Este processo não acaba por aqui, a agenda 21 é um compromisso a ser firmado entre todos os setores e segmentos sociais, no qual a troca de experiências, o estabelecimento de parcerias, assim como o envolvimento de todas as instâncias ao longo desse processo, são condições imprecindíveis para que possamos atingir o desenvolvimento sustentável.
É com muita satisfação venho participar deste importantíssimo evento nacional realizado pela Comissão Governamental organizadora e estar contribuindo para o rol de programas e projetos que guardam relação com os Seis Eixos Temáticos da Agenda 21 Brasileira onde envolveu diversos órgãos estaduais em uma Comissão Governamental que culminará na instituição do Fórum Estadual da Agenda 21.
Eu, Rodrigo Nora, agradeço a todos os colegas presentes no seminário com especial a Arquiteta Claudia Cristina Taborda Dudeque da Secretaria da Indústria, do Comércio e do Turismo pela primazia ao atendimento prestado durante todo o evento, enriquecendo meus conhecimentos e de minha colega Doraliza Cáceres Miranda que esteve comigo durante os debates nos grupos.
Os jornalistas e a pesquisa na Amazônia
Os jornalistas e a pesquisa na Amazônia
08/08/2002
Cada vez que participo de um evento de grande dimensão tendo como tema a pesquisa na Amazônia, a incômoda sensação de que nós, jornalistas da terra, estamos muito distantes do que de fato está acontecendo na região, aumenta significativamente. Acabo de retornar da IIº Conferência Internacional Científica do LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera-atmosfera na Amazônia) que aconteceu este mês, em Manaus. São mais de 500 pesquisadores de países da Europa, os EUA e Brasil que em mais de 100 projetos tentam entender o que está acontecendo com Amazônia e se as mudanças continuarem aceleradamente, o que poderá acontecer também com o resto do mundo.
Um trabalho articulado (e pioneiro) e com bom resultado uniu jornalistas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Embrapa Amazônia Oriental, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a incumbência de divulgar ao Brasil não apenas a realização da conferência, mas (e principalmente!) os conhecimentos já gerados por esse "pool" de pesquisadores de altíssimo nível. Não é fácil decifrar, decodificar, traduzir, popularizar, enfim, colocar em uma linguagem simples e acessível aos leigos, o que a pesquisa faz nos laboratórios e atrás dos muros das academias. Tanto que cresce consideravelmente o número de jornalistas que vem se especializando em Jornalismo Científico e abraçado o desafio de levar à dona-de-casa, ao estudante ou ao empresário o que a ciência está gerando (e descobrindo) em seu benefício.
Mas neste caso específico, como amazônida típica, resultado de um cruzamento de português com índio, a tarefa parece ainda mais complicada. Extrapola ao profissional, desafia as entranhas, penetra no íntimo. É escrever sobre nós mesmos, sobre a nossa chuva, nossos rios, nossas árvores e até sobre a nossa poluição (Isso mesmo! já temos poluição comparável a algumas cidades de São Paulo). Como sabemos tão pouco sobre nós mesmos!
E não são só os cientistas e pesquisadores de outras regiões e de outros países que falam com tanta desenvoltura sobre temas que parecem tão familiares ao povo da região ("Na Amazônia a chuva forma-se rapidamente e cai também rapidamente", por exemplo). Os jornalistas (de outras regiões do país e estrangeiros) também deixam bem claro o quanto sabem sobre nós, sobre o que acontece dentro de nossa casa.
Aquela incômoda sensação de estar sendo traída fica então mais latente. Os que fazem hoje Imprensa na Amazônia parecem não estar dando muita atenção para o que ela significa interna e externamente. Talvez porque nascemos aqui, crescemos aqui e já estejamos acostumados com a exuberância da vegetação, com as chuvas diárias, com a umidade elevada ou com o calor abafado. Nossos olhos já estão tão acostumados que já não enxergam o óbvio. As mudanças estão acontecendo, a pesquisa de grande parte do mundo está
voltada para esta que representa mais de 60% de todo o território nacional , mas continuamos valorizando o que vem de outras paragens, seja Rio de Janeiro, São Paulo, Nova York ou Faixa de Gaza.
Sinto, a cada oportunidade que tenho de estar diante de tanta informação sobre a Amazônia, que nós jornalistas da região precisamos estudar um pouco mais, ir mais profundamente nas questões que tratam de nós, do nosso presente, do nosso futuro. Não dá mais pra nos limitarmos a simplesmente abrir e fechar aspas, usando e abusando daqueles verbos que marcam os textos preguiçosos (argumentou, completou, concluiu, explicou ...). Sem querer ser a palmatória do mundo (ou da profissão) sinto que temos que mudar, ler um pouco mais e escrever entendendo mais sobre o que estamos escrevendo.
É constrangedor e decepcionante a dificuldade que há em se "vender" uma pauta quando os assuntos são mais complexos, mesmo que falem de nós, de nossos umbigos. A maioria dos que militam na profissão na Amazônia ainda tem enorme dificuldade de compreender temas que já são de domínio em outras regiões como "seqüestro de carbono, aerossóis, certificação florestal, cadeia de custódia ou biomassa". Os de outros Estados (São Paulo e Brasília, principalmente) dão a impressão que estão bem mais preocupados com o nosso destino do que nós mesmos.
Em Manaus, recentemente (e com raras exceções), não foi diferente. Mas em Belém, o desinteresse da imprensa por assuntos mais complexos, que exigem um pouco mais de conhecimento prévio, via de regra, é muito mais acentuado. Algumas vezes me pergunto se temos consciência de que estamos vivendo na região que possui a maior biodiversidade do planeta, que é a segunda palavra mais conhecida do mundo ou a que até bem pouco tempo era chamada de pulmão do mundo.
Espero que não muito distante, nós, jornalistas, que atuam ou não em Ciência e Tecnologia, mas que vivemos na Amazônia, mudemos esse comportamento. Chegou a hora de assumir a responsabilidade de falarmos de nós mesmos e não delegar a outros, que por não conhecerem a região, não serem filhos da água (da chuva ou dos rios) acabam nos vendo (e passando isso para o resto do País e do mundo) como exóticos, diferentes, meio extra-terrestres que vivem à beira dos igarapés, comem bacuri e pupunha e têm uma chuva que cai pontualmente às duas horas da tarde.
Bem-vindos os que vêm de fora sem pré-conceito, sem a visão deturpada do inusitado. A eles devemos nos juntar e, sério e profissionalmente, tratar de uma Amazônia que está sendo descoberta cientificamente e a sociedade precisa acompanhar pari passu. E aí está a nossa missão maior.
Por: Ruth Rendeiro é jornalista da Embrapa Amazônia Oriental.
Fonte: O Paraense
08/08/2002
Cada vez que participo de um evento de grande dimensão tendo como tema a pesquisa na Amazônia, a incômoda sensação de que nós, jornalistas da terra, estamos muito distantes do que de fato está acontecendo na região, aumenta significativamente. Acabo de retornar da IIº Conferência Internacional Científica do LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera-atmosfera na Amazônia) que aconteceu este mês, em Manaus. São mais de 500 pesquisadores de países da Europa, os EUA e Brasil que em mais de 100 projetos tentam entender o que está acontecendo com Amazônia e se as mudanças continuarem aceleradamente, o que poderá acontecer também com o resto do mundo.
Um trabalho articulado (e pioneiro) e com bom resultado uniu jornalistas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Embrapa Amazônia Oriental, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a incumbência de divulgar ao Brasil não apenas a realização da conferência, mas (e principalmente!) os conhecimentos já gerados por esse "pool" de pesquisadores de altíssimo nível. Não é fácil decifrar, decodificar, traduzir, popularizar, enfim, colocar em uma linguagem simples e acessível aos leigos, o que a pesquisa faz nos laboratórios e atrás dos muros das academias. Tanto que cresce consideravelmente o número de jornalistas que vem se especializando em Jornalismo Científico e abraçado o desafio de levar à dona-de-casa, ao estudante ou ao empresário o que a ciência está gerando (e descobrindo) em seu benefício.
Mas neste caso específico, como amazônida típica, resultado de um cruzamento de português com índio, a tarefa parece ainda mais complicada. Extrapola ao profissional, desafia as entranhas, penetra no íntimo. É escrever sobre nós mesmos, sobre a nossa chuva, nossos rios, nossas árvores e até sobre a nossa poluição (Isso mesmo! já temos poluição comparável a algumas cidades de São Paulo). Como sabemos tão pouco sobre nós mesmos!
E não são só os cientistas e pesquisadores de outras regiões e de outros países que falam com tanta desenvoltura sobre temas que parecem tão familiares ao povo da região ("Na Amazônia a chuva forma-se rapidamente e cai também rapidamente", por exemplo). Os jornalistas (de outras regiões do país e estrangeiros) também deixam bem claro o quanto sabem sobre nós, sobre o que acontece dentro de nossa casa.
Aquela incômoda sensação de estar sendo traída fica então mais latente. Os que fazem hoje Imprensa na Amazônia parecem não estar dando muita atenção para o que ela significa interna e externamente. Talvez porque nascemos aqui, crescemos aqui e já estejamos acostumados com a exuberância da vegetação, com as chuvas diárias, com a umidade elevada ou com o calor abafado. Nossos olhos já estão tão acostumados que já não enxergam o óbvio. As mudanças estão acontecendo, a pesquisa de grande parte do mundo está
voltada para esta que representa mais de 60% de todo o território nacional , mas continuamos valorizando o que vem de outras paragens, seja Rio de Janeiro, São Paulo, Nova York ou Faixa de Gaza.
Sinto, a cada oportunidade que tenho de estar diante de tanta informação sobre a Amazônia, que nós jornalistas da região precisamos estudar um pouco mais, ir mais profundamente nas questões que tratam de nós, do nosso presente, do nosso futuro. Não dá mais pra nos limitarmos a simplesmente abrir e fechar aspas, usando e abusando daqueles verbos que marcam os textos preguiçosos (argumentou, completou, concluiu, explicou ...). Sem querer ser a palmatória do mundo (ou da profissão) sinto que temos que mudar, ler um pouco mais e escrever entendendo mais sobre o que estamos escrevendo.
É constrangedor e decepcionante a dificuldade que há em se "vender" uma pauta quando os assuntos são mais complexos, mesmo que falem de nós, de nossos umbigos. A maioria dos que militam na profissão na Amazônia ainda tem enorme dificuldade de compreender temas que já são de domínio em outras regiões como "seqüestro de carbono, aerossóis, certificação florestal, cadeia de custódia ou biomassa". Os de outros Estados (São Paulo e Brasília, principalmente) dão a impressão que estão bem mais preocupados com o nosso destino do que nós mesmos.
Em Manaus, recentemente (e com raras exceções), não foi diferente. Mas em Belém, o desinteresse da imprensa por assuntos mais complexos, que exigem um pouco mais de conhecimento prévio, via de regra, é muito mais acentuado. Algumas vezes me pergunto se temos consciência de que estamos vivendo na região que possui a maior biodiversidade do planeta, que é a segunda palavra mais conhecida do mundo ou a que até bem pouco tempo era chamada de pulmão do mundo.
Espero que não muito distante, nós, jornalistas, que atuam ou não em Ciência e Tecnologia, mas que vivemos na Amazônia, mudemos esse comportamento. Chegou a hora de assumir a responsabilidade de falarmos de nós mesmos e não delegar a outros, que por não conhecerem a região, não serem filhos da água (da chuva ou dos rios) acabam nos vendo (e passando isso para o resto do País e do mundo) como exóticos, diferentes, meio extra-terrestres que vivem à beira dos igarapés, comem bacuri e pupunha e têm uma chuva que cai pontualmente às duas horas da tarde.
Bem-vindos os que vêm de fora sem pré-conceito, sem a visão deturpada do inusitado. A eles devemos nos juntar e, sério e profissionalmente, tratar de uma Amazônia que está sendo descoberta cientificamente e a sociedade precisa acompanhar pari passu. E aí está a nossa missão maior.
Por: Ruth Rendeiro é jornalista da Embrapa Amazônia Oriental.
Fonte: O Paraense
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