Turismo: Mais portugueses estão chegando
03/02/2005
Em 21 de janeiro de 2004, Portugal ganhava uma representação turística do Brasil em Lisboa. Era o início da estratégia do Ministério do Turismo, por meio da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) e em parceria com a Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureau, de abertura de Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) no exterior. Passado um ano, o EBT Portugal comemora resultados e ajusta a estratégia de promoção verde-amarela para continuar ganhando mercado.
Em 2005, esta unidade avançada de promoção, marketing e apoio à comercialização dos destinos, produtos e serviços turísticos brasileiros em Portugal dará continuidade à divulgação do País por temas e segmentos que não apenas o tradicional Sol & Mar.
O primeiro grande resultado do EBT, já em fevereiro de 2004, foi a parceria com a TAP - Air Portugal, que passou a oferecer em julho três vôos semanais ligando Lisboa a Natal (RN). Menos de um ano depois, a companhia anunciou no último dia 20, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a quarta freqüência semanal para Natal, a partir de abril. "Nosso objetivo é que essa rota se torne diária no futuro", adiantou o vice-presidente executivo da TAP, Luiz da Gama Mór. Com isso, passará a somar 39 vôos todas as semanas para seis capitais brasileiras: as quatro freqüências para Natal e diariamente uma para Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).
Hoje, Mór comemora o que chama de maioridade do turismo brasileiro no exterior: "Nossos interlocutores sempre eram os órgãos de turismo no Brasil, que não viviam a realidade de Portugal. Hoje temos profissionais fantásticos da EMBRATUR aqui na Europa, que acompanham o que acontece nesses mercados". Certa de que o País começa a se firmar como pólo turístico internacional, a TAP registra, nas reservas para a Bahia neste carnaval, por exemplo, um crescimento de 24,3% em relação ao mesmo período de 2004. Também durante a BTL outra companhia aérea portuguesa, a Air Luxor, anunciou uma nova rota para o Brasil: o destino é Salvador, passando por Porto Seguro (BA), num Airbus A330 com capacidade para 387 passageiros.
Outro gol marcado pelo EBT foram reportagens publicadas em veículos portugueses especializados e de grande imprensa sobre destinos turísticos nacionais. Por meio de apoios dados pelo Escritório, o jornal "O Público" e as revistas "Blue Travel", "Rotas & Destinos", "Villas & Golfe", "Hole One", "Próxima Viagem", "Gente e Viagens" e "B (de Brasil)" publicaram matérias sobre praticamente todas as regiões do País. Juntas, somam mais de 1 milhão de euros em mídia espontânea. "O Brasil está na moda e gera muito interesse. Em parceria com os Estados e com companhias aéreas viabilizamos viagens, quando necessário, e conseguimos divulgar ao grande público a rica diversidade natural, cultural e étnica do Brasil", explica Vera Sanches, executiva responsável pelo EBT. Destinos não muito divulgados, como Santarém, Ilha de Marajó e Belém (PA), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) puderam ser conhecidos dos portugueses em edição sobre a Amazônia da "Rotas & Destinos".
O segundo da Europa - Além de ser um grande portão emissor de turistas europeus para o Brasil, o próprio mercado português vem crescendo substancialmente. Na Europa, atualmente é o segundo país que mais envia turistas ao País, depois da Alemanha (315.532). Foram exatos 228.153 portugueses no País em 2003, contra 168.329 em 2002, um aumento de 35,56%. "É um crescimento muito expressivo, levando-se em conta que, até 2002, Portugal ocupava a quarta posição na Europa e a oitava no ranking geral", avalia Vera. Em 2003, o país pulou para quinta colocação no quadro geral, atrás da Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Uruguai. "Nossa missão agora é fazer com que os números aumentem. Há uma procura ainda reprimida pelo Brasil no mercado português. Podemos crescer mais", diz.
Neste ano, serão ampliados e consolidados os programas de promoção do Brasil trabalhados pela EMBRATUR no exterior. O EBT dá sustentação ao calendário de feiras no mercado, a seminários e à Caravana Brasil, projeto que traz operadores internacionais para conhecer destinos brasileiros. Ao longo de 2005, serão ainda introduzidos treinamentos de agentes de viagens sobre o produto Brasil e press trips para jornalistas estrangeiros. Tudo orientado pelo Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil, que, neste semestre, indicará a estratégia de promoção para Portugal.
O mercado português comprovou, nesse primeiro ano do Escritório, o acerto da política de promoção do Brasil no exterior, adotada a partir de 2003 pela EMBRATUR. Além do tradicional Sol & Mar, mais dez produtos ganharam foco: Mergulho, Pesca Esportiva, Golfe, Cidades Patrimônio, Festas & Eventos Populares, Ecoturismo, Aventura, Negócios & Eventos, Incentivo e Resorts. "Os segmentos de Golfe e Incentivo mostraram-se altamente competitivos", conta Vera. Apenas em 2004, a operadora portuguesa In Golfe estima ter trazido cerca de 250 golfistas para praticar o esporte em campos na Bahia e no Rio de Janeiro. A empresa participou de duas viagens da Caravana Brasil. Para trabalhar esse produto, o Escritório realizou, em julho, o Seminário de Golfe, em parceria com o Bureau Nacional de Turismo de Golfe, reunindo dezenas de operadores e agentes de viagem especializados no esporte.
E se o assunto for Incentivo, viagens dadas pelas empresas a funcionários ou parceiros, apenas nesta temporada de verão 2004/2005, mais de 600 pessoas terão viajado pelo Brasil, com apoio do Escritório. A empresa de cosméticos Mary Kay, por exemplo, escolheu Salvador como prêmio para 130 de suas vendedoras, em maio próximo. Já o diretor da Marter Brasil, Henrique Dias, há dez anos em Portugal, diz ver hoje uma visão de promoção clara do governo brasileiro no exterior: "Nós, que trabalhamos com turismo de Incentivo, vemos um foco que antes não existia. Além de que, com os números divulgados mensalmente pela EMBRATUR (gastos de estrangeiros e desembarques, principalmente), podemos avaliar cada passo que damos no mercado".
Entre vários eventos realizados em Portugal durante o ano passado, a rede de lojas El Corte Inglês, dentro de sua agência de viagens, a El Corte Inglês Viagens, fez em junho uma grande promoção de destinos brasileiros. Um mercado decorado em verde e amarelo expôs iguarias brasileiras, como cocada, pão de queijo, canjiquinha, doce de leite, sonho de valsa, pé-de-moleque e frutas. Entre diversos eventos realizados no EBT no ano passado, o Escritório abriu as portas para 150 profissionais portugueses que participaram de seminários de capacitação da Bahiatursa, órgão oficial de turismo do Estado, para incrementar as vendas de destinos baianos nesta temporada de verão.
EBTs - Estes Escritórios são unidades de promoção do destino Brasil no mercado internacional. Já estão em funcionamento EBTs na França (com sede em Paris), Reino Unido (Londres), Alemanha (Frankfurt), Itália (Milão) e Estados Unidos (Nova York). Há também um EBT para a América Latina, com sede na EMBRATUR, em Brasília (DF). Está prevista a abertura de um na Espanha (Madri) ainda este ano. Eles têm a missão de consolidar a imagem do País como um destino turístico competitivo no exterior. Essa é uma das ações dentro da meta fixada no Plano Nacional de Turismo, que quer ampliar, em 2007, para 9 milhões o ingresso de turistas por ano e US$ 8 bilhões em divisas.
Indicamos: Mtur
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Não deixe de tirar férias...
Não deixe de tirar férias...
29/10/2003
É fácil encontrar, nas organizações, aquelas pessoas que trabalham de janeiro a janeiro, principalmente se forem gerentes. Adiam suas férias o máximo possível, nunca tiram o mês inteiro a que tem direito e, quando estão longe, ligam diariamente para o trabalho, preocupados em saber como as coisas estão andando na sua ausência. Um caso de dedicação profissional extrema, podem pensar alguns. Na verdade, essa atitude pode ser uma evidência, muito comum, de que alguma coisa vai mal na empresa, além da qualidade de vida do gerente afogado em trabalho. A resistência em tirar férias pode esconder um profissional centralizador, com grande dificuldade em delegar. E que dificilmente está investindo na formação de uma equipe de trabalho eficaz e autônoma, essencial em qualquer empresa competitiva. Quem, principalmente nesta época do ano, vê-se diante de um impasse na hora de tirar férias, mesmo em momentos de "crise", deve refletir sobre como está conduzindo a sua equipe de trabalho. "O gerente ou administrador que possui uma equipe competente sabe que pode tirar férias tranquilo", assinala o consultor Ricardo de Almeida, diretor da TGI, integrante da Rede Gestão.
Afinal, diz ele, a principal responsabilidade de um gerente não é fazer as coisas mas, sim, fazer com que elas sejam feitas. O bom gerente não é aquele que concentra o maior número de atividades possível, mas aquele que consegue fazer com que a sua equipe as faça bem. Sentir-se insubstituível e acreditar que ninguém mais na empresa é competente o suficiente para "tocar" o negócio durante o seu período de férias revela uma postura pouco competitiva. Quem busca qualidade e produtividade no seu negócio, sabe que investir na equipe de trabalho é o caminho mais seguro para alcançar estes objetivos. "Boas equipes não são obra do acaso, nem dependem apenas de bons valores individuais", assinala Francisco Cunha. Equipes competentes são resultado de muito trabalho e treinamento. Desenvolver equipes autônomas, eficazes e competentes é uma exigência não só para que o gerente possa tirar suas férias - merecidas e necessárias - com tranqüilidade. Mas para assegurar a capacidade competitiva da empresa em um ambiente cada vez mais exigente, onde gerentes "desestressados" e menos sobrecarregados de responsabilidades delegáveis têm mais capacidade de se darem bem.
29/10/2003
É fácil encontrar, nas organizações, aquelas pessoas que trabalham de janeiro a janeiro, principalmente se forem gerentes. Adiam suas férias o máximo possível, nunca tiram o mês inteiro a que tem direito e, quando estão longe, ligam diariamente para o trabalho, preocupados em saber como as coisas estão andando na sua ausência. Um caso de dedicação profissional extrema, podem pensar alguns. Na verdade, essa atitude pode ser uma evidência, muito comum, de que alguma coisa vai mal na empresa, além da qualidade de vida do gerente afogado em trabalho. A resistência em tirar férias pode esconder um profissional centralizador, com grande dificuldade em delegar. E que dificilmente está investindo na formação de uma equipe de trabalho eficaz e autônoma, essencial em qualquer empresa competitiva. Quem, principalmente nesta época do ano, vê-se diante de um impasse na hora de tirar férias, mesmo em momentos de "crise", deve refletir sobre como está conduzindo a sua equipe de trabalho. "O gerente ou administrador que possui uma equipe competente sabe que pode tirar férias tranquilo", assinala o consultor Ricardo de Almeida, diretor da TGI, integrante da Rede Gestão.
Afinal, diz ele, a principal responsabilidade de um gerente não é fazer as coisas mas, sim, fazer com que elas sejam feitas. O bom gerente não é aquele que concentra o maior número de atividades possível, mas aquele que consegue fazer com que a sua equipe as faça bem. Sentir-se insubstituível e acreditar que ninguém mais na empresa é competente o suficiente para "tocar" o negócio durante o seu período de férias revela uma postura pouco competitiva. Quem busca qualidade e produtividade no seu negócio, sabe que investir na equipe de trabalho é o caminho mais seguro para alcançar estes objetivos. "Boas equipes não são obra do acaso, nem dependem apenas de bons valores individuais", assinala Francisco Cunha. Equipes competentes são resultado de muito trabalho e treinamento. Desenvolver equipes autônomas, eficazes e competentes é uma exigência não só para que o gerente possa tirar suas férias - merecidas e necessárias - com tranqüilidade. Mas para assegurar a capacidade competitiva da empresa em um ambiente cada vez mais exigente, onde gerentes "desestressados" e menos sobrecarregados de responsabilidades delegáveis têm mais capacidade de se darem bem.
Instalado o Conselho Consultivo de Turismo do Paraná
Instalado o Conselho Consultivo de Turismo do Paraná
29/08/2003
“Trabalhar e criar condições para que o brasileiro conheça o próprio país” - esta frase dita pelo Ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia define uma das metas propostas pelo Conselho de Turismo que foi instalado no Paraná nesta última semana, em Curitiba.
O Paraná é o 18º estado a receber a instalação do Conselho de Turismo, que visa a descentralização das ações nas atividades turísticas do país. O Conselho faz parte do Plano Nacional de Turismo (PNT), lançado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva e pelo Ministro Mares Guia em abril deste ano.
Gerado para estabelecer diretrizes, metas e programas para o setor até 2007, o fundamento deste Plano está centrado em cinco metas: gerar 1,2 milhões de novos empregos para o setor; aumentar para 9 milhões o número de turistas estrangeiros no Brasil; gerar oito bilhões de dólares em divisas; aumentar para 65 milhões o desembarque de passageiros nos vôos domésticos; e ampliar em 30% a oferta de produtos turísticos para comercialização.
Para Hercílio Struck, presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Paraná, o turismo não só tem voz neste momento, como terá ainda, uma maior participação no exercício do desenvolvimento. “A instalação do Conselho é o primeiro passo para a realidade, temos que potencializar toda esta capacidade do turismo no Paraná”, diz Struck.
De acordo com o Ministro do Turismo, R$ 915 mil já foram liberados pelo governo Federal, para o governo do Paraná dar início à preparação dos projetos destinados ao setor.
Foram nomeados para fazerem parte do Conselho Consultivo de Turismo do Estado do Paraná:
Secretária Estadual de Turismo
Cláudio Rorato – Presidente do Conselho e Secretário Estadual de Turismo
Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral
Jorge Eduardo Wekerlin- Chefe de Gabinete
Paraná Turismo (PRTUR)
Jorge Rosas Demiate – Diretor Presidente
Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV/PR)
Joel Duarte – Presidente
Associação Brasileira de Industrias de Hoteleiras (ABIH/PR)
Hercílio Struck – Presidente
Associação de Empresas Organizadoras de Congressos (ABEOC/PR)
Rubens Dobransk – Presidente
ABBTUR/PR
Eduardo Flávio Zardo – Presidente
Associação Brasileira de Guias de Turismo (ABGTUR)
Ivete Fagundes – Presidente
Fórum para o Turismo Sustentável do Paraná
João Carlos Tonetto Pinto – Secretário Executivo
Fórum de Coordenadores dos Cursos Superiores de Turismo do Paraná
Dário Dias Paixão – Presidente
Fórum Estadual dos Secretários Municipais de Turismo
Lourival Germano – Presidente
SEBRAE/PR
Hélio Cadore – Diretor Superintendente
SENAC/PR
Frederico Wiltemburg – Presidente do Conselho Regional
Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS)
Emerson Mubaia Chain Jabur – Presidente
Itaipu Binacional
Jorge Samek – Presidente
Banco do Brasil
Edemar Mombach – Superintendente Estadual
Caixa Econômica Federal
Jorge Kalache Filho – Superintendente
Associação dos Municípios Turísticos do Paraná (AMUTUR)
Péricles de Holleben Mello – Presidente
29/08/2003
“Trabalhar e criar condições para que o brasileiro conheça o próprio país” - esta frase dita pelo Ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia define uma das metas propostas pelo Conselho de Turismo que foi instalado no Paraná nesta última semana, em Curitiba.
O Paraná é o 18º estado a receber a instalação do Conselho de Turismo, que visa a descentralização das ações nas atividades turísticas do país. O Conselho faz parte do Plano Nacional de Turismo (PNT), lançado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva e pelo Ministro Mares Guia em abril deste ano.
Gerado para estabelecer diretrizes, metas e programas para o setor até 2007, o fundamento deste Plano está centrado em cinco metas: gerar 1,2 milhões de novos empregos para o setor; aumentar para 9 milhões o número de turistas estrangeiros no Brasil; gerar oito bilhões de dólares em divisas; aumentar para 65 milhões o desembarque de passageiros nos vôos domésticos; e ampliar em 30% a oferta de produtos turísticos para comercialização.
Para Hercílio Struck, presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Paraná, o turismo não só tem voz neste momento, como terá ainda, uma maior participação no exercício do desenvolvimento. “A instalação do Conselho é o primeiro passo para a realidade, temos que potencializar toda esta capacidade do turismo no Paraná”, diz Struck.
De acordo com o Ministro do Turismo, R$ 915 mil já foram liberados pelo governo Federal, para o governo do Paraná dar início à preparação dos projetos destinados ao setor.
Foram nomeados para fazerem parte do Conselho Consultivo de Turismo do Estado do Paraná:
Secretária Estadual de Turismo
Cláudio Rorato – Presidente do Conselho e Secretário Estadual de Turismo
Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral
Jorge Eduardo Wekerlin- Chefe de Gabinete
Paraná Turismo (PRTUR)
Jorge Rosas Demiate – Diretor Presidente
Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV/PR)
Joel Duarte – Presidente
Associação Brasileira de Industrias de Hoteleiras (ABIH/PR)
Hercílio Struck – Presidente
Associação de Empresas Organizadoras de Congressos (ABEOC/PR)
Rubens Dobransk – Presidente
ABBTUR/PR
Eduardo Flávio Zardo – Presidente
Associação Brasileira de Guias de Turismo (ABGTUR)
Ivete Fagundes – Presidente
Fórum para o Turismo Sustentável do Paraná
João Carlos Tonetto Pinto – Secretário Executivo
Fórum de Coordenadores dos Cursos Superiores de Turismo do Paraná
Dário Dias Paixão – Presidente
Fórum Estadual dos Secretários Municipais de Turismo
Lourival Germano – Presidente
SEBRAE/PR
Hélio Cadore – Diretor Superintendente
SENAC/PR
Frederico Wiltemburg – Presidente do Conselho Regional
Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS)
Emerson Mubaia Chain Jabur – Presidente
Itaipu Binacional
Jorge Samek – Presidente
Banco do Brasil
Edemar Mombach – Superintendente Estadual
Caixa Econômica Federal
Jorge Kalache Filho – Superintendente
Associação dos Municípios Turísticos do Paraná (AMUTUR)
Péricles de Holleben Mello – Presidente
Dicas de Viagem
Dicas de Viagem
21/02/2003
Seu bilhete de passagem é um contrato que estipula os direitos e deveres dos passageiros e das empresas aéreas.
Ao adquirir o seu bilhete, observe com atenção se estão todos os dados corretos.
1. O número do vôo, a data, o horário e o local de embarque.
2. A confirmação de sua reserva.
* É recomendável confirmar sua presença no vôo com antecedência de 72 hs;
* Compareça para embarque pelo menos uma hora antes da partida;
* Em caso de atraso de vôo regular por mais de quatro horas, a empresa aérea deverá acomodá-lo em outro vôo com o mesmo destino e serviço equivalente, ou encaminhá-lo a um hotel com todas as despesas de hospedagem e refeições pagas;
* Se o atraso lhe trouxer prejuízos financeiros, você tem o direito de reaquer à empresa aérea ou judicialmente uma indenização por danos materiais e/ou morais;
* Se por algum motivo você não puder viajar, comunique, com antecedência, à empresa aérea. Isso possibilitará que outro passageiro tome seu lugar.
Confira o conteúdo completo sobre dicas de viagem clicando em leia mais.:.
OVERBOOKING
Se você estiver com reserva confirmada compareceu para embarque dentro do prazo previsto e a empresa alega lotação no vôo, ocorreu o "overbooking" (venda de passagens acima da lotação). Neste caso a empresa é obrigada lhe acomodar no próximo vôo para o mesmo destino, mesmo em outra companhia, em um prazo máximo de quatro horas. Em alguns casos as companhias oferecem compensação financeira, milhagem de programas próprios ou outra espécie de vantagem. Vencendo as quatro horas, se você estiver em trânsito, será obrigação da companhia pagar suas despesas de refeições e hospedagem.
Em todos os casos, registre a ocorrência junto ao DAC, no próprio aeroporto em qualquer da hipóteses, havendo prejuízo financeiro, o passageiro poderá requerer uma indenização junto à companhia aérea amigavelmente, "que não é difícil" ou em juízo.
ESTRAVIO OU DANO DA BAGAGEM
A partir do momento em que é feito o "chek-in," a empresa aérea é responsável pela sua bagagem e deve indenizar o passageiro em trânsito em caso de extravio ou dano. Em suas viagens internacionais, faça uma declaração de bens junto à Polícia Federal.
EXCESSO DE BAGAGEM PODE TER CUSTO ADICIONAL
Como não bastasse o incômodo de carregar tanto peso, bagagens em excesso podem custar caro ao viajante. As taxas por excesso de bagagem geralmente correspondem a 1% do valor do bilhete não-promocional para cada quilo extra, podendo chegar a 2%, dependendo da companhia. Confira abaixo os limites de peso e objetos que não podem ser despachados.
VÔOS NACIONAIS
Classe econômica - 20 kg
Classe executiva ou primeira classe - 30 kg
LINHAS REGIONAIS
Aviões com até 20 assentos - 10 kg
Aviões com mais de 20 assentos - 20 kg
VÔOS INTERNACIONAIS
A franquia varia de acordo com o país de destino. Para os EUA e África do Sul é possível levar dois volumes, cada um com dimensões de até 158 cm e com peso máximo de 32 kg.
BAGAGEM DE MÃO
É permitido levar bolsa de mão, maleta ou equipamento com peso máximo de 5 kg e com dimensões de até 115 cm (soma do comprimento, largura e altura).
Em vôos internacionais, a bagagem de mão, em vôos para os EUA, deve ser de 6 kg, no máximo.
A bagagem deve caber embaixo do assento ou nos compartimentos acima das poltronas, não pode incomodar os demais passageiros nem ameaçar a segurança do vôo.
O QUE TAMBÉM PODE IR NA MÃO
O passageiro pode levar: manta, guarda-chuva, bengala, alimentação infantil para consumo durante a viagem e uma cesta ou equivalente para transporte de criança de colo.
Objetos como jóias, documentos negociáveis, ações, dinheiro, notebook, máquina fotográfica, filmadora, telefone celular (sempre desligado) e outros bens de valor só podem ser transportados em bagagem de mão.
O QUE NÃO PODE SER DESPACHADO
Armas de fogo, gases comprimidos, instrumentos musicais volumosos, líquidos e sólidos inflamáveis, materiais magnéticos, radiativos ou oxidantes, material irritante, munições, explosivos e fogos, peróxidos orgânicos, produtos venenosos ou corrosivos e substâncias infecciosas.
O passageiro deve consultar a empresa quando precisar transportar algum desses produtos, assim como artigos frágeis e perecíveis.
21/02/2003
Seu bilhete de passagem é um contrato que estipula os direitos e deveres dos passageiros e das empresas aéreas.
Ao adquirir o seu bilhete, observe com atenção se estão todos os dados corretos.
1. O número do vôo, a data, o horário e o local de embarque.
2. A confirmação de sua reserva.
* É recomendável confirmar sua presença no vôo com antecedência de 72 hs;
* Compareça para embarque pelo menos uma hora antes da partida;
* Em caso de atraso de vôo regular por mais de quatro horas, a empresa aérea deverá acomodá-lo em outro vôo com o mesmo destino e serviço equivalente, ou encaminhá-lo a um hotel com todas as despesas de hospedagem e refeições pagas;
* Se o atraso lhe trouxer prejuízos financeiros, você tem o direito de reaquer à empresa aérea ou judicialmente uma indenização por danos materiais e/ou morais;
* Se por algum motivo você não puder viajar, comunique, com antecedência, à empresa aérea. Isso possibilitará que outro passageiro tome seu lugar.
Confira o conteúdo completo sobre dicas de viagem clicando em leia mais.:.
OVERBOOKING
Se você estiver com reserva confirmada compareceu para embarque dentro do prazo previsto e a empresa alega lotação no vôo, ocorreu o "overbooking" (venda de passagens acima da lotação). Neste caso a empresa é obrigada lhe acomodar no próximo vôo para o mesmo destino, mesmo em outra companhia, em um prazo máximo de quatro horas. Em alguns casos as companhias oferecem compensação financeira, milhagem de programas próprios ou outra espécie de vantagem. Vencendo as quatro horas, se você estiver em trânsito, será obrigação da companhia pagar suas despesas de refeições e hospedagem.
Em todos os casos, registre a ocorrência junto ao DAC, no próprio aeroporto em qualquer da hipóteses, havendo prejuízo financeiro, o passageiro poderá requerer uma indenização junto à companhia aérea amigavelmente, "que não é difícil" ou em juízo.
ESTRAVIO OU DANO DA BAGAGEM
A partir do momento em que é feito o "chek-in," a empresa aérea é responsável pela sua bagagem e deve indenizar o passageiro em trânsito em caso de extravio ou dano. Em suas viagens internacionais, faça uma declaração de bens junto à Polícia Federal.
EXCESSO DE BAGAGEM PODE TER CUSTO ADICIONAL
Como não bastasse o incômodo de carregar tanto peso, bagagens em excesso podem custar caro ao viajante. As taxas por excesso de bagagem geralmente correspondem a 1% do valor do bilhete não-promocional para cada quilo extra, podendo chegar a 2%, dependendo da companhia. Confira abaixo os limites de peso e objetos que não podem ser despachados.
VÔOS NACIONAIS
Classe econômica - 20 kg
Classe executiva ou primeira classe - 30 kg
LINHAS REGIONAIS
Aviões com até 20 assentos - 10 kg
Aviões com mais de 20 assentos - 20 kg
VÔOS INTERNACIONAIS
A franquia varia de acordo com o país de destino. Para os EUA e África do Sul é possível levar dois volumes, cada um com dimensões de até 158 cm e com peso máximo de 32 kg.
BAGAGEM DE MÃO
É permitido levar bolsa de mão, maleta ou equipamento com peso máximo de 5 kg e com dimensões de até 115 cm (soma do comprimento, largura e altura).
Em vôos internacionais, a bagagem de mão, em vôos para os EUA, deve ser de 6 kg, no máximo.
A bagagem deve caber embaixo do assento ou nos compartimentos acima das poltronas, não pode incomodar os demais passageiros nem ameaçar a segurança do vôo.
O QUE TAMBÉM PODE IR NA MÃO
O passageiro pode levar: manta, guarda-chuva, bengala, alimentação infantil para consumo durante a viagem e uma cesta ou equivalente para transporte de criança de colo.
Objetos como jóias, documentos negociáveis, ações, dinheiro, notebook, máquina fotográfica, filmadora, telefone celular (sempre desligado) e outros bens de valor só podem ser transportados em bagagem de mão.
O QUE NÃO PODE SER DESPACHADO
Armas de fogo, gases comprimidos, instrumentos musicais volumosos, líquidos e sólidos inflamáveis, materiais magnéticos, radiativos ou oxidantes, material irritante, munições, explosivos e fogos, peróxidos orgânicos, produtos venenosos ou corrosivos e substâncias infecciosas.
O passageiro deve consultar a empresa quando precisar transportar algum desses produtos, assim como artigos frágeis e perecíveis.
Crescimento de instituições preocupa profissionais e estudantes do setor
Crescimento de instituições preocupa profissionais e estudantes do setor
28/01/2003
Com a crescente demanda de interessados no curso de Turismo, muitos profissionais e estudantes da área estão preocupados com a qualidade de ensino nas instituições e ofertas de trabalho. O número de pessoas interessadas em trabalhar no segmento turístico aumentou demasiadamente nos últimos anos. Com a grande quantidade de faculdades de Turismo abertas recentemente no Paraná faltam professores qualificados para atender as necessidades do mercado. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 38 instituições paranaenses oferecem o curso, das quais 12 estão em Curitiba. A média do número de vagas é 80 entre todas as instituições. Supondo que no final de quatro anos (duração do curso), concluam os estudos na média de 60 por instituição, serão 2.280 bacharéis em turismo a cada ano somente no mercado do estado do Paraná.
No Paraná, são 38 instituições em ensino superior oferecendo graduação em Turismo, mais, pouco são as instituições que formam profissionais habilitados para trabalhar também na hotelaria.
O curso de Turismo, criado em 1978, tem sido nos últimos anos, um dos mais concorridos no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), nos últimos três anos. No processo seletivo para 2003, foram 20,55 candidatos para uma das 44 vagas ofertadas.
Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), outra instituição pública, a relação candidato/vaga para o curso de Turismo é 27,9. Ofertadas apenas 15 vagas no último vestibular.
Entre instituições particulares, em Curitiba são cerca de mil vagas para futuros turismólogos, nas 11 instituições privadas que oferecem o curso. A PUC-PR, por exemplo, aprova 120 calouros em Turismo por ano. A FAO e a Facinter têm 150 vagas cada. A UNIANDRADE oferta 240 vagas para o período noturno e 120 diurno. Em Londrina, a Unifil com 50 e a Unopar com 100 vagas também ofertam o curso.
Perfil de um Turismólogo de Excelência:
A palavra turismólogo surge no contexto nacional em 1973, quando alguns professores e estudiosos do assunto, preocupados com aquilo que éramos e responsáveis por aquilo que viríamos a ser, debruçaram - se para buscar na
etimologia do termo o silogismo correto para determinar a palavra mais adequada para designar o graduado em curso superior de turismo.
O termo escolhido – turismólogo - surge neste contexto em que o bacharel em turismo vê sinalizar uma possível regulamentação da profissão e a expansão rápida de um mercado de trabalho potencialmente em expansão. No afã da
colocação imediata como profissional no mercado, o mesmo, busca oportunidades que muitas vezes estão sendo hoje criadas de forma brutalmente rápidas, pois o setor terciário é o que mais está crescendo globalmente.
Com esse novo status de importância o turismo ressurge como o setor e umas das ciências mais discutidas e aceita onde antes era tida como algo menor e de pouca relevância. Essa reviravolta se deve a uma série de preconceitos que foram diminuindo em intensidade máxima e hoje estão menos explícitos e perderam seu caráter dogmático canônico. As discussões surgem e passam a serem obrigatórias no meio acadêmico e profissional pela importância econômica que a mesma adquire no mundo do capital, pois sua capacidade de ampliar e aprofundar a mais - valia por meio de campos antes desconhecidos. Dá ao turismo uma dinâmica só antes ocorrida em outros setores econômicos.
Esse processo, pelo qual o turismo ressurge, traz a tona a discussão de um novo perfil do turismólogo, que deve conter as seguintes características:
1. Sólidas formações críticas, permitindo que o turismólogo entenda politicamente a formação de sua categoria enquanto organização política e sindical. E saiba lutar por um turismo auto-sustentável que preserve o ecossistema e os interesses nacionais nos campos econômicos, culturais e político.
2. Um hábil administrador nos inúmeros campos profissionais, no convívio com as equipes multidisciplinares; saber pedir o apoio de áreas afins, buscando entender o fenômeno turístico em sua totalidade histórica e humanista.
3. Entender que o turismo é um fenômeno histórico, e portanto produto que se configura no cotidiano da luta de classes, onde os interesses são dados pelos homens vivos.
4. Buscar preservar a identidade do fenômeno turístico enquanto ciência, afastando-o da noção tecnicista que parece querer abarcá-lo. O próprio Ministério da Educação, lança como isca no mercado a idéia de facilitar
ao máximo a transformação dos cursos de turismo em curso de tecnólogo. Com isso o Estado sinaliza sua visão plenamente tecnicista, tentando desqualificar o ensino superior crítico e humanista.
5. Lutar por um campo próprio do turismo, recuperando o espaço que nos foi tomado pela ciência da administração, para isso deve aguçar o pensamento crítico.
"Essas características só podem ser conseguidas, enquanto elementos constitutivos dentro de um perfil crítico que deve ser a base principal e pendular da formação do turismólogo. Ser crítico é lutar por uma sociedade com justiça em que a dignidade surja na relação entre os homens e nunca resulte de imposições decorrentes dos interesses alheios".
O mercado de trabalho
Apesar da grande oferta de vagas e da crescente procura pelo curso, pouca gente sabe o que um turismólogo faz. A primeira idéia que se tem é a de que ele trabalha em agência de turismo. Organizar e vender pacotes de viagem são uma de suas funções sim, mas o profissional da área pode atuar em vários outros setores.
Um dos mercados onde o Bacharel em Turismo pode trabalhar é o de Hotelaria – administrar hotéis, gerenciar os recursos humanos e outros serviços. Curitiba possui 80 hotéis e 26 flats. O ramo hoteleiro, na capital curitibana, proporciona cerca de seis mil empregos diretos e outros milhares indiretos.
O turismólogo também atua em marketing, desenvolvendo projetos de divulgação de um município, estado ou região para atrair visitantes e investidores.
A Internet é outra porta de emprego, onde o profissional pode trabalhar em sites de viagem – pesquisas de pacotes e tarifas para os internautas.
Outro setor importante é o de planejamento. A formação de uma profissional consciente da necessidade de um desenvolvimento turístico que não agrida o meio ambiente é importante pois, o desenvolvimento do país, exige o planejamento e implementação de projetos turísticos e hoteleiros, sem causar destruição do patrimônio natural e/ou cultural da região. Cabe a ele identificar o potencial turístico de uma região e elaborar estratégias de exploração.
O turismólogo também é capacitado para analisar o impacto do turismo no meio ambiente e na cultura de uma determinada região. Profissionais empreendedores, capazes de detectar boas oportunidades de negócios, conscientes, também da necessidade de oferecer à comunidade serviços de qualidade, conscientes da importância da conservação dos recursos naturais do planeta.
28/01/2003
Com a crescente demanda de interessados no curso de Turismo, muitos profissionais e estudantes da área estão preocupados com a qualidade de ensino nas instituições e ofertas de trabalho. O número de pessoas interessadas em trabalhar no segmento turístico aumentou demasiadamente nos últimos anos. Com a grande quantidade de faculdades de Turismo abertas recentemente no Paraná faltam professores qualificados para atender as necessidades do mercado. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 38 instituições paranaenses oferecem o curso, das quais 12 estão em Curitiba. A média do número de vagas é 80 entre todas as instituições. Supondo que no final de quatro anos (duração do curso), concluam os estudos na média de 60 por instituição, serão 2.280 bacharéis em turismo a cada ano somente no mercado do estado do Paraná.
No Paraná, são 38 instituições em ensino superior oferecendo graduação em Turismo, mais, pouco são as instituições que formam profissionais habilitados para trabalhar também na hotelaria.
O curso de Turismo, criado em 1978, tem sido nos últimos anos, um dos mais concorridos no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), nos últimos três anos. No processo seletivo para 2003, foram 20,55 candidatos para uma das 44 vagas ofertadas.
Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), outra instituição pública, a relação candidato/vaga para o curso de Turismo é 27,9. Ofertadas apenas 15 vagas no último vestibular.
Entre instituições particulares, em Curitiba são cerca de mil vagas para futuros turismólogos, nas 11 instituições privadas que oferecem o curso. A PUC-PR, por exemplo, aprova 120 calouros em Turismo por ano. A FAO e a Facinter têm 150 vagas cada. A UNIANDRADE oferta 240 vagas para o período noturno e 120 diurno. Em Londrina, a Unifil com 50 e a Unopar com 100 vagas também ofertam o curso.
Perfil de um Turismólogo de Excelência:
A palavra turismólogo surge no contexto nacional em 1973, quando alguns professores e estudiosos do assunto, preocupados com aquilo que éramos e responsáveis por aquilo que viríamos a ser, debruçaram - se para buscar na
etimologia do termo o silogismo correto para determinar a palavra mais adequada para designar o graduado em curso superior de turismo.
O termo escolhido – turismólogo - surge neste contexto em que o bacharel em turismo vê sinalizar uma possível regulamentação da profissão e a expansão rápida de um mercado de trabalho potencialmente em expansão. No afã da
colocação imediata como profissional no mercado, o mesmo, busca oportunidades que muitas vezes estão sendo hoje criadas de forma brutalmente rápidas, pois o setor terciário é o que mais está crescendo globalmente.
Com esse novo status de importância o turismo ressurge como o setor e umas das ciências mais discutidas e aceita onde antes era tida como algo menor e de pouca relevância. Essa reviravolta se deve a uma série de preconceitos que foram diminuindo em intensidade máxima e hoje estão menos explícitos e perderam seu caráter dogmático canônico. As discussões surgem e passam a serem obrigatórias no meio acadêmico e profissional pela importância econômica que a mesma adquire no mundo do capital, pois sua capacidade de ampliar e aprofundar a mais - valia por meio de campos antes desconhecidos. Dá ao turismo uma dinâmica só antes ocorrida em outros setores econômicos.
Esse processo, pelo qual o turismo ressurge, traz a tona a discussão de um novo perfil do turismólogo, que deve conter as seguintes características:
1. Sólidas formações críticas, permitindo que o turismólogo entenda politicamente a formação de sua categoria enquanto organização política e sindical. E saiba lutar por um turismo auto-sustentável que preserve o ecossistema e os interesses nacionais nos campos econômicos, culturais e político.
2. Um hábil administrador nos inúmeros campos profissionais, no convívio com as equipes multidisciplinares; saber pedir o apoio de áreas afins, buscando entender o fenômeno turístico em sua totalidade histórica e humanista.
3. Entender que o turismo é um fenômeno histórico, e portanto produto que se configura no cotidiano da luta de classes, onde os interesses são dados pelos homens vivos.
4. Buscar preservar a identidade do fenômeno turístico enquanto ciência, afastando-o da noção tecnicista que parece querer abarcá-lo. O próprio Ministério da Educação, lança como isca no mercado a idéia de facilitar
ao máximo a transformação dos cursos de turismo em curso de tecnólogo. Com isso o Estado sinaliza sua visão plenamente tecnicista, tentando desqualificar o ensino superior crítico e humanista.
5. Lutar por um campo próprio do turismo, recuperando o espaço que nos foi tomado pela ciência da administração, para isso deve aguçar o pensamento crítico.
"Essas características só podem ser conseguidas, enquanto elementos constitutivos dentro de um perfil crítico que deve ser a base principal e pendular da formação do turismólogo. Ser crítico é lutar por uma sociedade com justiça em que a dignidade surja na relação entre os homens e nunca resulte de imposições decorrentes dos interesses alheios".
O mercado de trabalho
Apesar da grande oferta de vagas e da crescente procura pelo curso, pouca gente sabe o que um turismólogo faz. A primeira idéia que se tem é a de que ele trabalha em agência de turismo. Organizar e vender pacotes de viagem são uma de suas funções sim, mas o profissional da área pode atuar em vários outros setores.
Um dos mercados onde o Bacharel em Turismo pode trabalhar é o de Hotelaria – administrar hotéis, gerenciar os recursos humanos e outros serviços. Curitiba possui 80 hotéis e 26 flats. O ramo hoteleiro, na capital curitibana, proporciona cerca de seis mil empregos diretos e outros milhares indiretos.
O turismólogo também atua em marketing, desenvolvendo projetos de divulgação de um município, estado ou região para atrair visitantes e investidores.
A Internet é outra porta de emprego, onde o profissional pode trabalhar em sites de viagem – pesquisas de pacotes e tarifas para os internautas.
Outro setor importante é o de planejamento. A formação de uma profissional consciente da necessidade de um desenvolvimento turístico que não agrida o meio ambiente é importante pois, o desenvolvimento do país, exige o planejamento e implementação de projetos turísticos e hoteleiros, sem causar destruição do patrimônio natural e/ou cultural da região. Cabe a ele identificar o potencial turístico de uma região e elaborar estratégias de exploração.
O turismólogo também é capacitado para analisar o impacto do turismo no meio ambiente e na cultura de uma determinada região. Profissionais empreendedores, capazes de detectar boas oportunidades de negócios, conscientes, também da necessidade de oferecer à comunidade serviços de qualidade, conscientes da importância da conservação dos recursos naturais do planeta.
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